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D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)
Chevrolet D20

A General Motors do Brasil teve no mercado nacional uma picape que deixou saudades em muita gente. Ela era a sequência de uma linhagem que havia surgido alguns anos antes e que continuaria depois dela, mas de forma abreviada. A Chevrolet D20 fez muito sucesso nos anos 80 e agora será relembrada.

D20

Em 1985, a General Motores do Brasil lançou uma nova picape, a Chevrolet D20. Evolução das C-10/D-10, as C20/D20 chegavam ao mercado brasileiro com um novo design, muito mais moderno que a F-1000 da Ford. Bem cara dos anos 80, o modelo era quadradão, mas havia contornos suaves nas portas, que traziam um ar de modernidade ao produto.

Havia uma boa harmonia no conjunto, que tinha frente truncada, mas de aparência leve, tendo dois faróis retangulares com piscas separados (os mesmos do Opala), além de grade com barras verticais e horizontais, bem funcionou.

Não havia frisos cromados e o para-choque era até na cor da carroceria. Protetores plásticos pretos foram usados em profusão, assim como as faixas decorativas, populares na época.


Na traseira, as lanternas verticais eram grandes e com iluminação bem separada. O para-choque era parrudo e a caçamba era bem superior à C-10, tendo dois tamanhos em virtude das variantes da D20. O teto tinha uma cobertura móvel para auxiliar a ventilação.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

O modelo chegou com duas capacidades de carga, sendo inicialmente 600 kg na A20/C20 e 1.100 kg na D20, esta última por causa da lei do diesel que exigia capacidade de carga de 1.000 kg. Mais tarde, essas capacidades mudaram para 750 kg e 1.020 kg, respectivamente.

D20 – motores e chassi

A Chevrolet D20 tinha motor Perkins Q20B4, o mesmo 3.9 usado na D-10, entregando 86,4 cavalos e 27 kgfm, totalmente aspirado. O câmbio era manual de quatro marchas no assoalho, mas havia opção de um com cinco velocidades. Na época, as A20 e C20 usavam o motor 4.1 do Opala com álcool e gasolina, respectivamente.

A D20 tinha ainda duas opções de chassi, curto e longo, que mediam 2,92 m (4,82 m de comprimento) e 3,23 m de entre-eixos (5,34 m), sendo que no caso da versão cabine dupla, o uso era do chassi longo.

O tanque tinha 88 litros e era suficiente para o desempenho com diesel, enquanto as A20 e C20 sofriam com o alto consumo.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

Por conta disso, as vendas da D20 representavam 75% do total, sendo ainda um veículo de maior robustez mecânica, confiabilidade e economia, adequando-se mais ao meio rural ou uso em condições mais severas que as versões de ciclo Otto, que pouco eram atrativas pelos motivos acima, embora tivessem preços bem menores.

A suspensão dianteira era independente com braços sobrepostos, molas e amortecedores separados na frente e eixo rígido com feixe de molas atrás. Freios tinham disco na frente. Ela tinha chassi de longarinas em “U” com travessas, além de uma carroceria de aço estampado, bem tradicional do segmento.

D20 – interior

Por dentro, a D20 tinha um painel envolvente em plástico duro com instrumentação bem completa, contando com os populares voltímetro e medidor de pressão do óleo da época, assim como conta-giros (com medidor de horas de uso do motor Perkins) e velocímetro. Havia espaço para rádio e sistema de ventilação, podendo opcionalmente ter ar-condicionado.

O volante era do Opala e a alavanca de câmbio tinha uma curvatura estranha para a frente. O acabamento do lado dos passageiros não tinha qualquer detalhe estético, era simples. O espaço interno era bom e o conforto relativo.

A Chevrolet D20 tinha duas versões, a básica e sem denominação, além da Custom, que chegou a ter pintura em dois tons.

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D20 4×4: Juntas que quebram

As versões Custom S e Custom DeLuxe surgiram em 1988. Por volta dessa época retornava a Veraneio em nova geração e surgia a Bonanza, versão curta da mesma, ambas com carroceria da Brasinca. No ano seguinte, a D20 ganhava a fracassada versão 4×4, que rendeu críticas ao produto por parte da imprensa, visto que três dos carros testados no lançamento quebraram.

Ela tinha roda-livre automática e diferencial traseiro autoblocante, mas a suspensão dianteira permanecia independente, o que era uma vantagem sobre o eixo rígido em condução sobre pisos irregulares. A quebra constante das juntas universais da tração dianteira e sua não solução rápida, fizeram com que a D20 4×4 morresse em meses.

Ainda assim, houve quem tenha se beneficiado com isso, como foi o caso da empresa brasileira Engesa em 1990, que adaptou um sistema 4×4 bem mais robusto para a Chevrolet D20, utilizando eixo rígido dianteiro com feixe de molas e amortecedores.

A roda-livre era manual, assim como o acionamento da tração 4×4. A General Motors só voltaria a ter esse sistema de tração na S10 4×4, anos mais tarde.

D20 com motor Maxion

Em 1992, o motor Perkins Q20B4 foi substituído pelo mais moderno Iochpe-Maxion S4 4.0 aspirado e turbo, sendo que o primeiro tinha 92 cavalos e 28 kgfm, enquanto o segundo ficava com 120 cavalos e 38,2 kgfm.

Câmbio e diferencial foram alongados em relação aos modelos A20/C20.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

A quinta marcha era muito longa para fazer com que o nível de conforto melhorasse na estrada, mas só era oferecida na verão turbo diesel. O freio de estacionamento era no pé desde o ano anterior e ganhava novos freios traseiros, que viriam logo mais a receber o sistema anti-travamento ABS, que só existiu nas rodas traseiras, dando assim mais estabilidade e controle em frenagens fortes.

Visual da D20 é atualizado em 91

No ano seguinte, nova grade, faróis trapezoidais do Opala 1991 e um painel reformulado foram adicionados, direção hidráulica Servotronic com assistência eletrônica (opcional), mudanças na suspensão, vidros e travas elétricas, toca-fitas digital, colun de direção regulável, bancos reclináveis com novos apoios de cabeça, vários porta-copos e objetos, entre outros.

Entre 1985 a 1992, a GMB aplicou uma proteção anticorrosiva na carroceria da D20 antes do processo de pintura. Por conta disso, os modelos deste período são mais resistentes à corrosão perfurativa.

Posteriormente, as unidades até 1997 apresentaram pontos de ferrugem bem antes do esperado devido à falta desse tratamento químico na fabricação da picape.

A Chevrolet D20 1993 também adicionou a importante acionamento hidráulico da embreagem, que reduzia não só o esforço, mas também a (cara) manutenção, bem como um tanque vistoso de 126 litros, que permitiu uma ampliação muito boa na autonomia das versões diesel (aspirada e turbo) e essencialmente das movidas por gasolina e etanol.

O chassi foi reforçado, assim como feito no caminhão D40.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

Em 1994, as A20/C20 ganham injeção eletrônica. No ano de 1995, perto do fim, a D20 adicionou mais força na versão com motor S4T Plus de 150 cavalos e 46 kgfm, que se tornou a opção mais potente disponível no mercado brasileiro, superando a rival Ford F-1000. Ganhava também os já mencionados ABS nas rodas traseiras.

Produção na Argentina em 95

Mas, o tempo já cobrava caro da picape da Chevrolet, que essencialmente era a mesma desde 1985, apesar de que viveu um ciclo hoje considerado comum para o segmento. Nesse ano, a General Motors do Brasil transferia a linha de produção da D20 para Córdoba, na Argentina, encerrando também os modelos Bonanza e Veraneio.

A GM também mudou o fornecedor de diferencial traseiro da Rockwell-Braseixos para a Dana, que forneceria mais tarde para a Silverado, mas a mudança permitiu o uso do sistema de deslizamento limitado, o conhecido Positraction.

Em 1997, a General Motors tirou a Chevrolet D20 e suas irmãs de circulação para sempre…

Em 97, Silverado entra no lugar da D20

A picape que chegou a ser a mais potente do mercado, deu lugar à um novo modelo, a Silverado. A GM ainda usaria o nome D20 na nova picape quando percebeu que as vendas estavam abaixo do esperado, na tentativa vã de conseguir reverter o panorama. Assim, a sucessora não deu conta do recado.

Quando comparada com a D20, os clientes preferiam a velha e clássica picape, tida sempre como robusta, bonita e confiável. O modelo foi uma das evoluções de produto nacional mais bem-sucedidas da história do automóvel no Brasil, substituindo uma picape já bem inferior à concorrente da Ford com uma proposta muito mais moderna, que não tinha equivalente no país.

Ainda é possível adquirir várias unidades no mercado de usados e existe uma legião de fãs com muitos colecionadores, inclusive com clube dedicado.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

Versões especiais da D20

No decorrer de sua trajetória pelo Brasil, a picape nacional ainda viu surgir a fora-de-série Brasinca e da Envemo, cabine dupla com duas portas e focada na família e no lazer, embora a GM tenha tentado isso com algumas séries limitadas, como a El Camino e a Champ 1, mas foi a Conquest a mais popular e numerosa. A D20 saiu de cena mas deixou uma herdeira, a Silverado.

Destas, a El Camino teve somente 150 exemplares vendidos e seu nome se deve à picape leve americana homônima, que ficou famosa nos anos 60 e 70, mas foi a única série especial da D20 com cabine dupla de fábrica.

No caso da Champ 1, a vinha com uma faixa decorativa lateral e santântonio personalizado, com a inscrição “Champ1”, bem como rodas de liga leve e cor vermelho Aruba.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

A D20 Champ1 tinha para-choques envolventes e grade no vidro traseiro, oferecendo também padronagem interna personalizada e opção de motores diesel turbo ou aspirado. Essa série especia surgiu para comemorar a liderança de vendas da picape no mercado nacional. Mas, a Conquest quase virou uma versão, dada a numerosa quantidade de exemplares vendidos.

Para se diferenciar, a D20 Conquest oferecia vidros e travas elétricas, retrovisores elétricos, rodas de liga leve, capota marítima, santantônio personalizado, molduras protetoras laterais, para-choques envolventes, maçanetas e suportes para amarração de carga na caçamba em cor cinza, padronagem interna exclusiva, freios ABS nas rodas traseiras e, assim como na D20 Champ1, esta também tinha opção de motor diesel aspirado ou turbo.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

Como se originou a D20?

A história da D20 está intimamente ligada com a terceira família de picapes da Chevrolet nos EUA. A linha C/K foi um conjunto de produtos que a GM lançou em 1960 e que durou oficialmente até 1998.

Antes dela, a empresa havia implementado duas outras, sendo a Advanced Design em 1947, portanto a primeira picape da marca, e a Task Force, mas essa durou pouco, indo de 1955 a 1960.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

A GM introduziu uma cabine mais baixa e suspensão dianteira independente, a fim de que o conforto e a estabilidade fossem superiores às duas linhas anteriores.

Uma novidade na C/K – que influenciaria a D20 e outras picapes brasileiras da Chevrolet nos anos posteriores – foi a mudança da nomenclatura de 3100, 3200 e 3600 para designar as capacidades de carga.

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Saiu essa numeração e apareceu uma nova: 10, 20 e 30. Estas, por exemplo, se referiam aos modelos com capacidades para 500 kg, 750 kg e 1.000 kg. A GM também decidiu que os segmentos seriam identificados por nomes.

Assim, os modelos C/K 10/20/30/40 seriam chamados Apaches, os caminhões leves C/K 50/60 seriam os Vikings e os caminhões médios C/K 70/80, os Spartans.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

Em 1967, surgiu a segunda geração das picapes C/K, apresentando um design mais moderno, mas com uma frente não tão elegante, adotando quatro faróis circulares, que só começariam a sair da gama em 1970.

Em 1973, surgiu a terceira geração, com carroceria mais robusta e de aparência pesada. Dessa vez, a GM extrapolou ao lançar um V8 7.4 para suas picapes C/K, que ainda ganharam o – para muitos americanos um infame – V8 5.7 diesel da Oldsmobile.

Também receberam um V8 6.2 da Detroit Diesel.

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O projeto das C/K de terceira geração foi bem sucedido e durou até 1987, mas não saiu ilesa de um grande escândalo.

Desde os anos 70, observou fatalidades em impactos laterais, por causa da posição do tanque de combustível, suscetível ao rompimento e explosão.

Nessa época, a Chevrolet adotou em definitivo o nome Silverado para identificar a quarta geração, assim como a GMC fez com a Sierra. Os nomes já eram usados há alguns anos em versões específicas.

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A GMT 400 ganhou diversos motores, indo mesmo até o V8 7.4 e usando propulsores diesel localizados no exterior, o que veremos mais à frente.

Em 1998, dez anos depois que entrou em produção, a linha C/K expirou nos EUA, mas a produção durou até 2001 no exterior.

Ela foi o fim de uma era para Chevrolet e GMC, o que também é válido no âmbito do mercado brasileiro.

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Brasil até no nome

Mas, como a linha C/K influenciou a nossa D20? No Brasil, a GM já montava veículos com peças importadas dos EUA desde 1925 e há muito já havia se estabelecido em São Caetano do Sul-SP. Com os incentivos dados pelo governo de Juscelino Kubitschek na década de 50 com a GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística), a empresa foi compelida ao desenvolvimento local.

Assim, desenvolveu-se rapidamente um produto com bom índice nacional, sendo esse a picape Chevrolet Brasil. Em realidade, trava-se da Advanced Design do começo da década, mas com frente da então vigente nos EUA, a Task Force.

Assim, nasceu o primeiro modelo nacional da Chevrolet em julho de 1958.

Inicialmente a Brasil ganhou um motor de seis cilindros em linha 3.9, mas ele era importado e logo foi substituído pelo nacional 4.3 – também seis em linha – no fim de 1958, que era feito em São José dos Campos-SP.

É importante notar que o modelo já desenvolveu consigo uma família.

Havia uma versão cabine dupla chamada Alvorada, assim como uma perua (ou o que hoje chamamos de “SUV”) Amazona e um furgão, o Corisco, derivado desta.

Assim como nos EUA a linha C/K teve a Suburban, que viveu até os dias atuais, a Chevrolet Brasil gerou herdeiros, mas estes não deram continuidade aos nomes.

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Antes da D20: C-14 e C-10

Em 1964, a GMB finalmente ficou antenada com os EUA ao lançar um novo modelo, a picape Chevrolet C-14. Esta é uma variante direta da família C/K americana.

O modelo rapidamente ganhou uma versão de cabine dupla, a C-1414 e a versão perua, que ficou conhecida como Veraneio, a temida e famosa viatura de polícia. Ela era a C-1416.

Essas duas variantes maiores tinham o chassi longo da C-15, que era maior que a C-14 original, de chassi curto. Ainda como motor “Chevrolet Brasil” 4.3, a picape seguiu rumo à década seguinte ganhando atualizações visuais nos anos seguintes, recebendo mais cromados e perdendo os faróis duplos, assim como um velocímetro circular de aparência antiquada.

Mas, a C-14 não duraria muito, pois em 1973, a GM promoveu uma mudança na nomenclatura e por isso surgiu a C-10 no lugar dela, não diferindo mais as variantes, embora a Veraneio agora seguisse como um veículo individual, sem numeração.

O motor Chevrolet BR 4.3 ganhou alterações nos pistões e subiu para 149 cavalos.

D20: história, versões, motores e modelos (da picape dos anos 80 e 90)

Mesmo com as alterações, a Chevrolet C-10 mantinha o mesmo aspecto da primeira geração da linha C/K americana e estava atrasada em termos de estilo em comparação à sua rival, a Ford F-100.

A capacidade de carga se mantinha em 750 kg e o diferencial era mais curto, assim como usava duas caixas de câmbio: três marchas na coluna de direção ou quatro marchas no assoalho.

Em 1981, a GM finalmente deixou de fabricar o bloco Chevrolet Brasil e a C-10 passou a usar o seis em linha 4.1 do Opala, que era mais moderno.

Na mesma época, a picape entrava na era do álcool com o modelo A-10. Igualmente, o modelo recebeu o motor diesel Perkins Q20B4 3.9 litros, na conhecida D-10.

Mas, a C-10 era em realidade uma picape com estilo dos anos 60 e não se comparava à então Ford F-1000 (de estilo dos anos 70) no meio da década de 80. Longe dos EUA, só restava desenvolver um produto novo, a D20.

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Vitor

    A partir dos anos 90 as picapes grandes começaram a deixar de ser veículos voltados quase que exclusivamente para o trabalho e começaram a ter um apelo de veículo de uso misto.
    A potência dos motores foi aumentando, o cabamento interno melhorando e lista de equipamentos aumentando.
    Hoje praticamente não temos veículos desse porte 0KM o que ao meu ver deixa uma certa lacuna no mercado, apesar de Hillux, Ranger etc terem versões mais básicas voltadas ao trabalho.

  • Andre Studart

    Por que a Silverado falhou aqui no brasil, alguem sabe? Principalmente na sua missão de substituir a D20

    • Dod

      Segundo a QR a Silverado tinha problemas no diferencial. Fora isso também acho que a estratégia da GM em trazer da Argentina apenas a versão cabine simples foi errada, naquela época as picapes cabine dupla já eram maior parte das vendas. Ela também era cara, o consumidor acabava não vendo vantagem em pagar mais por uma Silverado CS se tinha no mercado opções CD topo de linha pelo mesmo valor.

      • Andre Studart

        Entendi.. realmente, se quer queimar um carro, basta aparecer um defeito cronico nele

      • Gabriel Camilo

        Concordo. As picapes médias vieram com tudo, motores eficientes e econômicos, cabine dupla (as picapes viraram veículos mais familiares) e mais baratas. Um dos problemas da Silverado, assim como foi a F250 e F1000, era o preço muito alto, além da falta do 4×4, que era algo esperado em um carro caro. Também tinha o problema do painel, mal fixado e que quebra facilmente.

    • aletp

      Porque falhou não sei, mas o ronco do MWM 6cc dela é espetacular!

      • Andre Studart

        e uma das pickups mais bonitas já feitas, acho linda ela

        • aletp

          Tambem acho linda, e até hoje quando vc vê um raro exemplar conservado ela chama muita atenção.

    • Phantasma

      Nessa época foi o estouro das picapes médias, mais fáceis de usar na cidade e mais confortáveis. Também estorou uma crise pra variar, tanto que a F-250 tbm caiu muito, apesar de ter sobrevido mais tempo.

      • Andre Studart

        Entendi.. sempre achei curioso, a silverado tinha porte e era muito bonita, não entendi como nao decolou, enquanto a concorrencia ficou

  • zekinha71

    Então é mais fácil achar uma D20 antigona inteira, do que uma mais recente, porque a GM resolveu economizar no anti cupim de ferro.

    • João França

      É verdade. Tenho uma Bonanza 92 sem um ponto de ferrugem. O sistema anti-ferrugem era mesmo eficaz !! Pena que estou vendendo !!

      • leandro

        Quer trocar numa SW4?

        • João França

          Olá Leandro. É somente venda mesmo, pois o motivo é espaço aqui em casa que ficou meio congestionado com outros carros !!

  • Victor Freire

    eram ótimas camionetas. o sonho de consumo de todo mundo no interior do nordeste.

    • João França

      E ainda funciona muito bem no interior do nordeste, onde o chão é precaríssimo e os recursos de manutenção quase nulos. E ela segue em frente sozinha !!

      • Victor Freire

        verdade. ainda tem muita gente fazendo lotação (transporte alternativo) com ela, levando e trazendo gente entre as sedes de municípios e os distritos, vilas e povoados.

    • Deadlock

      Vc conhece a história do cara que entrou num boteco com uma D20? E saiu com duas D10…

  • Dod

    Aqui no RN uma D20 em bom estado custa os olhos da cara, é incrível como entra ano e sai ano e não perde valor. E quando eu falo em “bom estado” não é carro de colecionador não, é ela bem conservada mas sem muita firula, com cara de picape usada na lida do campo, não as modernas que vemos em estacionamentos de shoppings que brilham mais que espelho. D20 é só o que dá nos arredores das feiras nas cidade do interior, me parece que elas são muito usadas por pequenos produtores rurais.

    • João França

      Na realidade , um carro deste é para quem gosta de carro bom !! Ela dura a vida toda e mais 10 anos. Falo por experiência própria.

    • RIP Brazil

      Exato, Dod.
      Na BR-427 de Currais Novos, descendo por Caicó, passando por Patos até Campina Grande (estas duas últimas já no Estado da Paraíba) é cheio de A-10 (usando botijão de gás como “tanque” rsrs) e D-20 transportando carga viva. Um perigo.

      • Dod

        Bem isso mesmo. Hoje voltando de Santa Cruz para Natal vi uma D20 cor de vinho com placa de Japi se arrastava na estrada com umas cabras na caçamba. Se brincar usava botijão de gás de cozinha também. Hahaha

  • Zé Mundico

    Esqueceram da Veraneio e de Bonanza, que eram derivadas da D-20. Tive uma Bonanza 90 a álcool e devo ter rodado uns 200 mil km rodando todo o interior do Nordeste, quando trabalhava com vendas e representações.
    E por falar em Nordeste, a coisa mais comum é achar D-20 e Toyota Bandeirantes na região. Lá em Jericoacoara só se anda nelas nos passeios na dunas.
    E a Veraneio antiga, derivada da C-10, fez muito sucesso como carro da polícia, daí a triste fama de Veraneio vascaína que fazia e faz muita gente correr quando vê uma…..rsrsrsrs

    • MauroRF

      Meu pai teve uma Bonanza Custom 92 a gasolina em 92 mesmo, rs. Viajamos bastante à praia e ao interior com ela, muito confortável, o problema era o consumo. O motor era o 4.1 do Opala, e o câmbio, de 4 marchas. Era vermelha e completa. Meu pai acabou vendendo mais por causa do consumo mesmo, porque, de conforto, era uma delícia.

      • João França

        Falou verdade !! Tenho uma 92 diesel turbo que é ótima. Nunca quebra , e quando apresenta algum mal funcionamento , o conserto é tão barato quanto um fusca !!

      • Racer

        Só 4 marchas? A C20, com este mesmo 4.1, fazia 5km/l na cidade, mas tenho quase certeza que era 5 marchas.

  • Vitor

    Meu pai teve uma D20 marrom Deluxe. Lembro até hoje do número da placa, que naquela época era amarela. Era só alegria na minha infância. O “teto solar”, a viagem em família… Saudades dessa época.

  • Racer

    Meu pai teve uma C10 81 (já com o capo alto, igual da última foto), uma C20 91 (faróis quadrados) e desde 96 uma D20 Conquest (que comprou 0km). Não vende por nada. Esta já tem o motor Maxion e o diferencial Positraction. Pensa num carro forte e que não dá manutenção…

  • heliofig

    O correto é que a C10 e a A10 continuaram em produção após 1986, com o novo design. A diferença era que a série 10 tinha capacidade de carga de 600kg e a série 20 era para 1000kg, incluindo as versões a álcool e a gasolina.
    Assim, é possível se encontrar A10 do modelo 1986 em diante, apesar de bem mais rara que a A20. C10 e C20 eram praticamente inexistentes na década de 1980. A D10 saiu definitivamente de cena com o modelo 1986 (D20).

  • João França

    Nunca houve ou haverá carros melhores. Tenho uma Bonanza 92 ainda intacta em tudo. Funciona maravilhosamente. Pena que está à venda , por questão de espaço !!

    • Zé Mundico

      Então deve ser questão de espaço no bolso, pois isso bebe que nem gente grande. Tive uma Bonanaza ano 90 a álcool e fazia fantásticos 5 km/l….kkkkkkkkkkkk

      • João França

        KKKKKKKKK para voce tambem !! A Bonanza a álcool realmente deve ser uma pinguça, pois o peso do carro para um motorzinho movido a “cachaça” ( o alcool brasileiro está mai para cachaça batizada) é bem desproporcional !! Mas uma turbo diesel (S4T) é bem econômica no seu andar, alem de ser muito “torcuda” !

  • TijucaBH

    Muito boa a matéria, adorei mesmo!! Lembrei de muitas fases da minha vida lendo a reportagem.
    Unica correção é que um reformulação basica em que trocaram os farois é o painel, ocorreu em 93, nao em 91 como citado. Tenho certeza porque meu pai tinha uma 92 turbo, a primeira turbo de fábrica que chegou na concessionária e ela ainda tinha grade cinza do modelo anterior, farol simples e painel antigo. Lembro-me que tinha vidro eletrico, trava eletrica e ineditos retrovisores elétricos e acima de tudo, ar condicionado, que era um luxo pra época.

    • Racer

      Procede. A C20 92 que tivemos era como tu descreveu (painel antigo e grade cinza com faróis quadrado). Depois a D20 96, já tinha o painel novo e os faróis com os milhas integrados. A grade é da cor do carro pois é uma Conquest.

  • Valdemar

    Eu tenho uma c20. Deluxe. Completa,,ela é 5 marchas,,, é muito boa e macia,,chama muita atenção por anda passa

  • Peter Bishop

    E só em 2017 que a S10 chegou no nível da D-20!

  • aletp

    Tanque de guerra, meu velho tem uma 1991 que só usa para trabalho pesado no sitio, motor perkins q20b turbinado com 670 mil km rodados totalmente original, só manutenção básica.

  • Alvarenga

    Alguns comentarios para acrescentar, ja que trabalhei muito nestas pick-ups:
    1- Á versão 4X4 foi um projeto “comprado” pela GMB de uma empresa local mas que tinha serios defeitos: primeiro quebrava a semi-arvore, empenava o munhão, quebrava as molas de torção, etc….Fizeram um sistema de roda livre automatico a vacuo, porem devido ao vacuo, entrava agua no mecanismo, enfim, so deu problema e acabaram abortando, até porque a Engesa fez um sistema tecnicamente menos elaborado ( eixo rigido ) mas que funcionava, conforme citado na materia.
    2- A modificação em 1993 foi até mais profunda do que citado pois tambem trocaram longarinas do chassis, suspensão dianteira, etc…..O objetivo era deixa-la mais “macia” para uso em cidade, uma tendencia que começava naquela época, mas isso desagradou o pessoal do campo pois a nova configuração permitia “batente” em uso mais severo no trabalho das fazendas. quem estava acostumado com a versão anterior estranhou e reclamou.

    • João França

      Alem do fato de que, mais macia fazia com que ela “deitasse” mais nas curvas, o que trazia um certo receio e perigo. Para compensar, substituiram os amortecedores por um tipo mais rígido , mas ela ficou um pouco menos resistente que as 92< !!

  • Cláudio

    Que surpresa ver a primeira foto. Ela está também em um prospecto de divulgação da marca que guardo com carinho em meus arquivos, de quando visitei a concessionária e recebi do vendedor. É daquelas relíquias para nunca se desfazer.

  • Phantasma

    Os Batateiros e Ceboleiros da minha cidade todos tinham D-20 ou F1000 nessa época. Quem tinha uma era alguém bem de grana.

  • Vinicius Bezerra

    Aqui onde moro antigamente tinha muita C-10 ( gás ) e D-10 que aos poucos foram sendo substituídas pela D-20 ate serem reduzidas, o segundo carro que dirigi foi um D-10 carroceria de madeira.

  • Vinicius Bezerra

    As versões americanas são de longe as mais bonitas, pena não terem vindo para o Brasil, isso sem esquecer da lendária Silverado

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