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Diferenças entre direção mecânica, hidráulica e elétrica

Diferenças entre direção mecânica, hidráulica e elétrica

Hoje em dia um sistema de direção hidráulica ou direção elétrica já virou algo imprescindível em um automóvel. Não que antes este tipo de equipamento era algo dispensável. Entretanto, atualmente praticamente todos os carros disponíveis no mercado de 0 km já vêm equipados com um desses sistemas e, por conta disso, a direção mais “sofisticada” acabou entrando para a lista de prioridades dos consumidores – assim como o ar-condicionado, vidros e travas elétricas, entre outros.


Basicamente, a direção hidráulica ou a direção elétrica consegue facilitar as manobras, sobretudo na cidade, sem exigir tanto a força por parte do motorista. Afinal, não existe nada mais incomodo e cansativo do que ter que girar incansavelmente a direção bastante pesada para estacionar o seu veículo em centros movimentados, por exemplo.

No entanto, você sabe quais são as principais características de uma direção hidráulica, de uma direção elétrica e até mesmo de uma direção com sistema mecânico? Confira abaixo uma breve explicação desses três sistemas.

Direção mecânica

Os primeiros automóveis eram equipados com alavancas ou barras no lugar da tradicional direção. Esses itens tinham funcionamento inverso: para guiar o carro para a direita, você precisava virar a alavanca para o lado esquerdo, e vice-versa. Ou seja, os mais confusos poderiam ter problema para conduzir um veículo naquela época. Já em meados da década de 1890 surgiram os primeiros carros dotados do volante que a gente conhece hoje. Segundo informações, o primeiro carro de produção a ostentar um volante foi o francês Panhard & Levassor 4HP, em 1894.

Com ele surgiu o sistema de direção mecânica. Este sistema, ao contrário da direção hidráulica ou elétrica que você verá logo a seguir, não existe qualquer recurso especial. O primeiro componente do sistema de direção mecânica é justamente o volante, que basicamente permite ao motorista movimentar as rodas. Esse movimento será levado à caixa de direção por meio da coluna de direção, sendo que esta pode ser inteiriça ou bipartida, dependendo do ângulo de posição do volante e a caixa de direção.

As colunas de direção podem ser escamoteáveis, permitindo ao motorista ajustar a altura e profundidade e readequar o modo de condução de acordo com os seus gostos e necessidades. Além disso, alguns automóveis como o Hyundai HB20 contam com sistema de coluna de direção colapsável, que “encolhe” numa colisão para proteger o motorista.

Diferenças entre direção mecânica, hidráulica e elétrica

Há ainda as barras de direção, que interligam a caixa de direção às rodas. Elas são articuláveis para seguir os movimentos da suspensão e envolvidas por uma coifa de proteção para dispensar problemas relacionados à caixa de direção. Junto a elas estão os terminais de direção, ligados nos montantes das rodas, que são articulados e têm aparência semelhante à de um pivô de suspensão.

Na direção de pinhão e cremalheira, a barra de direção se conecta a cada extremidade da cremalheira (a barra de direção está conectada também ao braço de direção na manga de eixo) e o pinhão é fixado à árvore da direção. Ao virar o volante, o pinhão gira e movimenta a cremalheira.

E é basicamente isso. Por este motivo a direção mecânica/manual não é tão recomendada quando o condutor busca certo conforto extra numa condução, pois ele ficará totalmente encarregado de realizar as manobras com a sua própria força física, sem qualquer auxílio. Entretanto, a direção mecânica tem como benefício a manutenção com custo mais baixo, visto que não há nenhum componente eletrônico extra que pode vim a dar qualquer problema.

Diferenças entre direção mecânica, hidráulica e elétrica

Direção hidráulica

O sistema de direção hidráulica também tem concepção simples, mas no caso, obviamente, mais elaborado que o sistema mecânico convencional. Ele é dotado também de uma bomba hidráulica, um reservatório de óleo e uma série de mangueiras de baixa e alta pressão que ficam encarregadas pela circulação do fluido. Esse sistema consegue diminuir o esforço do motorista em até 80%, dependendo do veículo. No Brasil, o primeiro carro a contar com tal recurso foi um Ford Galaxy de 1967.

A bomba hidráulica, alimentada pelo movimento de uma correia interligada ao motor, faz o fluido do sistema circular. No momento em que o motorista gira o volante, o fluido sob pressão atua no mecanismo de direção, reduzindo a força a ser empregada. Para tal, há uma válvula que abre e fecha quando o volante é virado de um lado para o outro. Quando ela se abre, permite que o óleo sob pressão aplique uma determinada força no pistão que vai acionar a barra de direção.

Sendo assim, como a bomba é movimentada pela força do próprio motor do veículo, a direção hidráulica acaba “roubando” a potência do propulsor. Em média, há uma perda de 3 a 4 cavalos, o que pode ser algo insignificante em automóveis mais potentes.

Neste caso, a manutenção é um tanto quanto mais complexa. O seu mecânico deve verificar sempre que possível o nível do fluido da direção hidráulica e completa-lo de acordo com as especificações presentes no manual do proprietário. Caso o nível esteja muito baixo pouco tempo após ter feito a verificação, é recomendado checar se não há qualquer vazamento no sistema.

Diferenças entre direção mecânica, hidráulica e elétrica

Direção elétrica

Como já dá para imaginar, a direção elétrica é mais moderna e eficiente que o sistema hidráulico. O primeiro carro a usar tal conjunto foi o Suzuki Cervo, em 1988. E ela está cada vez mais presente, sobretudo em modelos de porte compacto, por não roubar a potência do motor (algo benéfico entre automóveis com propulsor 1.0 litro) e, consequentemente, não aumentar o consumo de combustível. Dizem que a eficiência energética de uma direção elétrica é superior em até 85% quando comparada ao sistema hidráulico.

Neste caso, há um pequeno motor elétrico posicionado na barra de direção, na coluna de direção ou na cremalheira, dotado de sensores que conseguem detectar o movimento efetuado pelo motorista no volante. Então, eles transferem os sinais para um modo eletrônico que aciona a unidade elétrica, auxiliando no movimento da direção e, consequentemente, diminuindo ainda mais o esforço do condutor. Ou seja, a direção elétrica dispensa a bomba, óleo, reservatório de óleo e mangueiras.

Em diversos modelos, a direção elétrica é variável, podendo ficar mais “firme” (diminuindo a interferência do motor elétrico na direção) conforme a velocidade aumenta.

Em caso de pane elétrica, o sistema elétrico passa a não funcionar, mas não trava a direção. Ele simplesmente torna a direção mais pesada como num sistema convencional.

Diferenças entre direção mecânica, hidráulica e elétrica

E a direção eletro-hidráulica, como funciona?

Não podemos nos esquecer do sistema de direção eletro-hidráulica, que inclusive é bastante comum em carros da Renault, por exemplo. Neste caso, há boa parte dos componentes da direção hidráulica, como a bomba que faz o fluido circular para fazer com que o conjunto fique mais leve. Entretanto, esta bomba é acionada por um motor elétrico e não pelo motor do carro. Logo, não há perda de potência pelo motor.

Diferenças entre direção mecânica, hidráulica e elétrica
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45 Comentários

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  • Fiz auto escola em um Celta, em 2010. Não tinha direção hidráulica. Aliás, não tinha nada, era básico… pensa num desespero naquelas malditas balizas, eu chegava a sair com “pizza” embaixo dos braços no alto dos 40º das terras cariocas.

    • O mesmo, tirei minha carteira em um Palio 2007 sem nada, tinha mais de 240.000 km rodados, no transito não fazia muita falta a direção hidráulica, mas na baliza….nem a buzina da joça funcionava.

    • Pelo menos vc dirigiu pouco um carro assim !!! agora imagine vc no meu lugar que tirei a CNH em janeiro de 1980, qtos anos dirigi carros sem nenhuma assistência o dia todo … balizas, manobras … o dia a dia …. por décadas !!! tudo no braço !!! fora que eram carros com muito menos conforto que os atuas e quase nada de segurança … nem cinto se usava !!!
      Se um motorista jovem de hoje em dia pegar um carro dos anos 70, 80 para dirigir, no primeiro quarteirão vai largar o carro e sair correndo !!

      • Eu também tirei CNH em 80. Fora o Galaxie e o Dodjão, nenhum carro tinha direção hidráulica ou ar condicionado, e era normal andar de vidro aberto. É importante frisar que as direções só pesavam na hora de manobrar; para dirigir e especialmente andar na estrada, o “feeling” era melhor. O Passat era campeão nisso.

    • Celta com direção convencional é o treva. Meu antigo Celta eu não conseguia estacionar em determinadas vagas. Acabava desistindo e ia procurar uma vaga maior.

    • Tive um Celta 2005/2005 e achava a direção dele até leve…. Coloquei pneus verdes Yokohama na época e mantinha sempre bem calibrados… Agora há um Golzinho 98 que tive era sufoco… Tinha q aplicar a técnica de ficar indo pra frente e pra trás bem pouquinho pra amaciar a direção…. Rsrs

    • Os Sandero ate 2017 e o Fiesta Rocan são Hidráulicas e pesadas especialmente a dos Renault, Sandero 2017/18 é eletro/hidráulica menos pesada mais ainda longe do ideal.

  • Quando a direção hidráulica começou a ficar popular eu passei a ter mais pena dos pneus que as pessoas viram com o carro parado naqueles asfaltos parecendo lixa número 5. Com a direção mecânica era praticamente impossível fazer isso.

  • Vale lembrar que ‘direção hidráulica’ não existe, o que há nos automóveis de passeio é direção assistida hidraulicamente, onde o fluido lhe ajuda a fazer menos força na barra de direção, por isso não existe ‘pistão’ na caixa de direção, a ligação mecânica entre volante e rodas é permanente, em ambos os sistemas, ”hidráulico, eletro-hidráulico e elétrico”. Tanto que em caso de falha ela volta a ser puramente mecânica, o que seria impossível se ele dependesse de ‘pistões’.
    Só existe direção hidráulica em implementos fora de estrada, principalmente em empilhadeiras, onde o volante não tem ligação mecânica com as rodas, se perder a bomba o sistema não esterça mais, por isso tais veículos tem a velocidade muito limitada.

  • Para mim é indiferente a direção hidráulica e elétrica, vejo tantas pessoas falando que iriam comprar tal carro, até saber que é direção hidráulica…

    • ‘hidráulica tem mais feeling, pra que gosta de andar em modo esportivo é melhor. Para o dia dia comum tanto faz. Fora que o sistema de assistência elétrica tem um custo de manutenção maior.

      • Acredito que o ganho maior seja ainda para as montadoras. O conjunto elétrico é menos complexo e, acredito, ser de um custo menor na hora da instalação. Portanto, ponto para quem monta o carro.

    • Faz muita diferença, pois o elétrico pode ser ajustado para cada situação. Por exemplo, automaticamente a direção pode ficar mais pesada em altas velocidades e leve em baixas velocidades. Isso é muito útil, pois no hidráulico o ajuste tem que ser intermediária prevendo as duas situações.
      Eu tenho dois carros, o hidráulico é esportivo e eu acho ele pesado para manobrar, mas acho horrível a sensação de “flutuação” da direção em altas velocidades. Já o elétrico, sedã médio, é perfeito nestas duas situações.

      • Isso não é só nas elétricas, o HB20 depois de 100km/h fica mais dura. E pelo que vi as pessoas falando da elétrica é cheia de “imprecisão”.
        E seu carro deve estar com problemas, pois hidráulica é bem leve.

        • Depende do carro a leveza da direção. É configuração, não tem nada a ver com problema. Algumas marcas optam por padrão em deixar mais pesada. A Renault é assim, os carros dela tem normalmente a direção mais pesada que as outras.

          Quanto ao HB20 não sabia disso, mas deve haver algum item adicional para fazer essa mudança, algum sensor elétrico que vai perceber a mudança de velocidade, não tem como fazer isso hidraulicamente. O fluído, por si só, não tem como identificar a velocidade do carro.

  • Hidráulica e elétrica consomem praticamente a mesma coisa. A hidráulica diretamente, ao esterçar; a elétrica, indiretamente através da bateria que tem que ter sua carga reposta pelo alternador. Quando o carro não está sendo esterçado, a única perda a mais da hidráulica é residual – atrito da correia e rolamento. E duvido desse valor de 3 a 4 cv. Num caminhão parado, talvez.

      • Sim. Basicamente a idéia da elétrica é eliminar essas perdas residuais somadas, e um conjunto de peças em eterno movimento, sujeitas a desgaste. A eliminação da bomba inclusive abre espaço e libera peso. Caminha-se no sentido de diminuir o número de coisas que podem vir a dar problema. Mas para quem dirige, creio não haver vantagem da elétrica sobre a hidráulica. Ambas podem ser calibradas bem ou mal.

  • DIrigi o Up! ao qual tem direção com assistência elétrica e tive a impressão de ser levemente mais pesada que a de outros modelos com direção hidráulica. Alguém também teve essa impressão? Nos demais modelos de outras marcas com dir. elétrica a sensação é a mesma?

    • Isso é opção da montadora. Essa é a grande vantagem do elétrico, ele pode ser regulado. Acredito que isso pode ser feito até mesmo por um bom eletricista automotivo.

  • Eu tive uma Uno EP 96 Azul escuro, na época era “completa”, tinha vidros elétricos e ar condicionado, só não tinha a bendita direção hidráulica. Na hora de estacionar o pequeno e ágil carrinho do trânsito se transformava num tanque de guerra tal era o peso das manobras. Pneus dianteiros sempre com calibragem a mais para compensar um pouco.

  • O melhor da direção mecânica e quando os pneus já estavam meio murcho e vc estava quase terminando de extersar pra entrar na vaga e o volante escapava da sua mão e voltava a posição inicial…. Rsrs

  • Vale lembrar que, boa parte dos modelos de direção hidráulica já foram modernizados e consomem entre 1 cv e 2 cv somente, enquanto a elétrica consome entre 0,75 cv e 1 cv a depender da concepção, não sendo tão díspares entre si.

  • “No Brasil, o primeiro carro a contar com tal recurso foi um Ford Galaxy de 1967.”

    Corrige aí NA, o nome do carro é Ford Galaxie, não Galaxy. Galaxy é a minivan derivada do Mondeo, já o Galaxie foi um sedan full size da Ford americana e que foi produzido no Brasil e que foi o antecessor do Ford Crown Victoria.

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