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Hora da compra: Novo Ford Ka ou Hyundai HB20?

Hora da compra: Novo Ford Ka ou Hyundai HB20?

A busca por um carro novo é sempre um momento de entusiasmo. Apesar de estar muito satisfeito com meu Fiesta Rocam 2012 básico, um carro mais completo e seguro estava fazendo falta. Assim, já tinha em mente os possíveis substitutos, na minha opinião os melhores representantes do segmento de veículos 1.0 atualmente: Hyundai HB20 e o Novo Ford Ka.


Após diversas idas às concessionárias, relato, agora, como foi minha experiência de compra.

Passados dias de espera pela chegada do novo Ford às concessionárias de Belo Horizonte, fui, enfim, conhece-lo. Ao chegar à loja, havia duas versões do modelo expostas: a inicial “S” e a completa “SEL”. O novo carro da Ford vem bem recheado desde a versão de entrada, com airbags, freios ABS, vidros elétricos dianteiros, ar condicionado e direção elétrica. Ao vivo, o carro me pareceu menor do que parece nas fotos, contudo, ainda fiquei muito satisfeito com o visual. O design agressivo realmente se distanciou daquele velho Ka, amigável mas que não chamava mais atenção nas ruas. Comparando as respectivas versões, grade com detalhes cromados, belas rodas de liga leve aro 15 (iguais às do New Fiesta) e maçanetas e retrovisores na cor do veículo as distinguiam pelo lado de fora.

Por dentro, tudo é novo. Incontestável as melhorias que os engenheiros da fábrica baiana conseguiram realizar. A cabine lembra muito a do New Fiesta e agrada quem vê. Na versão de entrada, existe um prático console com tampa que carrega objetos pequenos e prende o celular para servir como GPS. Na versão superior, em tal local fica a tela de controle do sistema de conectividade Sync da Ford, com comando no volante em seu lado esquerdo. O computador de bordo fica em uma pequena tela abaixo do mostrador de velocidade. Controles de estabilidade e tração, de suma importância, estão presentes na versão mais cara. Ambos possuem som com Bluetooth e entrada USB/Auxiliar. O espaço é bom tanto na frente quanto atrás, com bom espaço para cabeça e teto alto. Porta-objetos estão espalhados por todos os lados.


Por sua vez, pontos negativos também me chamaram a atenção: o painel de instrumentos é bem simples e parece ficar escondido atrás do volante de tão pequeno. O tom minimalista também foi parar nos bancos, que são estreitos e não possuem abas laterais tão ressaltadas para segurar o corpo. Os botões do ar condicionado e vidros elétricos passam uma sensação de fragilidade ao serem acionados, além de fazerem barulho “estalado” no manuseio. Nas portas dianteiras a forração é mínima, existindo somente na área próxima ao cotovelo. Na parte de trás, tudo é plástico duro.

Apesar de estar muito animado com o novo Ford, já me falaram que não é indicada a compra de um modelo recém lançado, tendo em vista que a fábrica ainda realiza ajustes após o lançamento. Contudo, não observei maiores problemas de acabamento como aconteceu no New Fiesta, que tinha portas e capô desalinhados. Por outro lado, em um dos modelos de exposição a borracha de amortecimento de uma das portas e do porta-malas estava solta. Na versão mais simples, o botão de abrir o porta objetos que segura o celular não estava funcionando e foi preciso uma ajudinha com as unhas para que o mesmo se levantasse. O painel é bonito, mas não esconde o plástico de aspecto simples.

Os problemas de acabamento foram esquecidos na hora do test drive. O motor realmente é muito esperto para um modelo 1.0, funcionando com suavidade. O câmbio da Ford sempre me agradou e no Ka não foi diferente. Os engates são curtos e precisos. A direção elétrica é leve e o carro se mostrou à mão em curvas. Ponto a favor dos engenheiros brasileiros, que conseguiram um belo conjunto mecânico.

Na negociação, foram passados os valores do site. Não teve choro. O máximo que consegui foi instalação de insulfilm como cortesia. Como se trata de lançamento, as taxas para financiamento não são nada convidativas e giram em torno de 1,39 % a.m. para pagamento com 60% de entrada e saldo em 24x ou 36x. Dessa forma, o valor final do carro não foi tão interessante.

Fui então para a Hyundai, ver o também aclamado HB20. Tinha um pouco de preconceito com a marca, mas indicado por amigos passei a ver melhor os modelos, sobretudo diante da revisão bem barata durante os 5 anos de garantia (R$ 1.089 por todo período). Por fora, seu design consagrado agrada à maioria dos gostos. As linhas são mais ousadas que as do Ka, com vincos e ressaltos. Questão de gosto. Para mim, são os dois mais bonitos do mercado.

Fui conhecer a versão intermediária do modelo 1.0, a Comfort Plus, que estava de acordo com minhas finanças. Esta versão é bem completa e tem além de airbags e freios ABS com EBD, vidros elétricos nas quatro portas, travas, ar condicionado, direção hidráulica, som com comandos de áudio e telefonia no volante além de outros detalhes de “perfumaria”. Ao entrar no carro fiquei surpreso com a qualidade construtiva. O painel segue as linhas do exterior, com recortes bem destacados.

O volante, com comando de áudio e telefone em seis botões e painel de instrumentos com canhões separados para os mostradores nos remete a carros de categorias superiores. O computador de bordo fica ao centro, com boa visualização. Os comandos centrais de som e ventilação possuem detalhes cromados ou emborrachados, assim como o fundo dos porta-trecos, para eliminar qualquer barulho. As portas dianteiras possuem revestimento em tecido, o que não acontece lá atrás. O espaço para cabeça dos ocupantes é pouco menor que no Ka, que tem o teto mais alto. Pelo menos o túnel central é bem rente ao assoalho e não atrapalha quem vai no meio. Isofix junto aos cintos de segurança e porta-malas maior também se destacam. Os bancos são confortáveis e largos, com aba maior aos lados. Por dentro, a Hyundai não descuidou dos detalhes e deve ganhar muitos consumidores com isso. Confesso, desde já, que foi o meu caso.

Hora do test drive: o carrinho também foi bem esperto, apesar de sentir que o Ka se sai melhor nas arrancadas. A direção elétrica da Ford está acima da hidráulica da Hyundai, mas que não faz feio e possui quase a mesma leveza. O carro está sempre à mão. A posição de dirigir do Ford é mais alta, o que particularmente me agrada. Por sua vez os ajustes de altura do banco do HB20 elevam pouco o condutor. O Ka é mais esperto, mas mais barulhento. Pouco se escuta do motor do HB20 em funcionamento. Quando requisitados, ambos os motores tem um ronco divertido.

E a negociação? Após visitar duas concessionárias da marca consegui algo próximo do que eu esperava. Ganhei tapetes de carpete, protetor de carter, insulfilm, acionador dos vidros na chave e emplacamento do veículo. O IPVA teve que ficar por minha conta. O preço do carro é tabelado e não aceitam propostas. Política da marca, e olha que tentei bastante. Outra vantagem negocial foram as taxas e, frente às da Ford, foram determinantes à compra. A marca oferece plano de pagamento com taxa 0% em 12 vezes, 0,49% em 24 vezes ou 0,99% em 36 vezes.

Em resumo, o Ká é mecanicamente bem elaborado e possui itens de segurança interessantes na versão top, mas o HB20 não fica longe nesses quesitos e se destaca na qualidade construtiva em geral. Aliado a boas condições de negócio, foi a escolha mais acertada no momento.

Por Eduardo Lui

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