Hyundai ix35 – defeitos e problemas

O Hyundai ix35 é a segunda geração do Tucson e foi lançado mundialmente em 2009. O modelo não tardou chegar ao Brasil e logo de cara fez sucesso no rastro do irmão mais antigo.


Isso fez com que em 2013, a CAOA decidisse monta-lo em Anápolis-GO junto com Tucson e com a terceira geração deste. Mesmo assim, ele tem muitos defeitos e problemas?

O ix35 é um SUV de porte médio que mede 4,41 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,65 m de altura e 2,64 m de entre-eixos. O utilitário esportivo da Hyundai tem motor Nu 2.0 que chegou movido apenas com gasolina, mas que hoje é flex e entrega 157 cavalos na gasolina e 167 cavalos no etanol.

Antes, seu motor Nu 2.0 tinha 168 apenas no derivado de petróleo e chegou a ter 178 cavalos no etanol, em sua primeira versão flexível. O modelo compartilha diversos componentes com a geração anterior do Kia Sportage.

O SUV conta ainda com transmissão automática de seis marchas, embora tenha sido vendido também com caixa manual no passado. Com design atraente, o Hyundai ix35 teve uma atualização de fim de carreira bem feita, mantendo-o como um dos utilitários esportivos de aspecto mais atual, apesar da idade.

Entretanto, beleza não põe mesa e isso muitos proprietários do ix35, que relataram defeitos e problemas com o carro, poderão concordar.

Entre as queixas registradas na internet, o que mais se fala é nos muitos ruídos, assim como na queima insistente da bomba de combustível com quilometragem baixa. Mas existem outros, vejamos.

Hyundai ix35 – defeitos e problemas

O Hyundai ix35 tem alguns defeitos e problemas relatados pelos proprietários na internet. O SUV médio de origem sul-coreana e produção em Goiás, gera diversas reclamações sobre alguns dos pontos já mencionados acima. No caso da bomba de combustível, existem vários relatos de queima do dispositivo.

A maioria se queixou que a bomba de combustível queimou em baixa quilometragem. Mesmo após a retirada do veículo ) km da concessionária, alguns clientes experimentaram falha no dispositivo até com poucos dias de uso.

Um dos proprietários disse que seu ix35 parou 20 dias após ser retirado da revenda, após a compra.

Noutro caso, a bomba de combustível simplesmente queimou com apenas 40 dias de rodagem do Hyundai ix35. Todos os casos com estas características foram atendidos na rede Hyundai, que substituiu os componentes defeituosos sem custo adicional para os clientes, exceto pela demora no tempo de serviço. Em alguns casos, foi liberado o carro reserva para os clientes.

Entretanto, teve proprietário que chegou aos 1.000 km com três trocas do dispositivo! Tudo feito na garantia, o que é menos mal, devido ao custo do dispositivo. O problema, como já mencionado, é o tempo que se perde. Um proprietário relatou que a espera média é de 20 dias pela peça.

Outro apontou uma bomba de combustível queimada aos 4.000 km e depois somente aos 115.000 km. Fora esse, não verificamos relatos de queima com alta quilometragem.

Start&Stop

O Hyundai ix35 também apresenta problemas no sistema Start&Stop, que desliga e não volta mais.

O dispositivo que desliga automaticamente o motor Nu 2.0 Flex durante as paradas, quando o câmbio automático de seis marchas está engatado, religando-o quando se retira o pé do freio, sendo introduzido na linha 2017 em diante, apresenta falhas.

Alguns proprietários alegam que o dispositivo desliga o motor, mas na hora de religa-lo, o carro morre e não há como faze-lo pegar novamente.

Um relato diz que bastou desligar o contato e religar novamente para voltar a funcionar, mas outros tiveram que ser rebocados para a rede Hyundai.

Barulhos diversos

Talvez o principal entre os defeitos e problemas do Hyundai ix35 seja mesmo os barulhos de forma geral, tanto internos quanto externos.

O utilitário esportivo é fonte de reclamação de muitos donos, que se queixam dos mais variados ruídos, incluindo a tampa do bagageiro. Esta, por causa de desalinhamento, acaba gerando ruído também. No porta-malas, até a tampa da cobertura de bagagem é fonte de reclamação.

Alguns reclamam também de barulhos no motor e câmbio. Neste último, muitos dizem que a transmissão é ruidosa e apresenta falhas.

O motor Nu 2.0, flex ou não, passou batido em termos de reclamação em relação à quebra ou outras deficiências, embora parte dos relatos mencionem consumos exagerados, desde 4 km/l até 6,5 km/l na cidade e não mais do que 9,5 km/l na estrada. Outros, no entanto, elogiam.

Também são mencionados diversos casos de barulhos nas rodas dianteiras e na suspensão, tanto na frente quanto atrás. Até mesmo o escapamento é fonte de ruído em alguns casos. No caso da direção, ruídos ao esterçar o volante foram relatados.

Outras reclamações

O Hyundai ix35 é criticado na grande maioria dos relatados por falta de alguns itens básicos e não propriamente por defeitos de montagem ou acabamento.

Até mesmo o computador de bordo que não marca consumo médio foi motivo para não recomendação da marca e intenção de venda do veículo, que na ocasião custou ao proprietário mais de R$ 100.000.

Dos vidros elétricos não automatizados aos controles de tração e estabilidade (no nacional), os proprietários se queixam de um sistema de som ruim com defeito nos comandos de volume, assim com direção sem ajuste de profundidade ou mesmo cintos completos. As queixas apontam para um carro muito simplificado pelo preço cobrado.

Mesmo com esses defeitos e problemas, o Hyundai ix35 é um SUV que vendeu muito bem e chegou a ser líder do segmento antes da ascensão de Honda HR-V e Jeep Renegade, por exemplo.

A estratégia da Hyundai-CAOA foi oferecer o SUV com o conteúdo básico para manter o preço na faixa de R$ 100.000, o que durou bastante tempo, garantindo assim um bom volume de vendas.

O Hyundai ix35 teve três chamadas em recall de interruptor de luzes de freio (unidades de março a novembro de 2010), airbag do motorista (de janeiro de 2011 a maio de 2013) e mangueiras de refrigeração do câmbio automático (de julho a outubro de 2010).

Fora isso, reclamação da rede CAOA e demais da Hyundai, assim como demora na chegada de peças e preço alto dos componentes, são também reclamações dos donos do utilitário esportivo.

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.

Deixe um comentário