Jaguar Land Rover também usou peças que sabia serem feitas por trabalho escravo na China

baltimore port - jim motavalli
baltimore port – jim motavalli

Tal como a BMW, por meio de carros da MINI, a Jaguar Land Rover também foi acusada de importação ilegal para o mercado americano, devido a peças que teriam sido feitas na região de Xinjiang, no oeste da China.

O motivo de tal ilegalidade é a China ser acusada de usar trabalho escravo da etnia Uigur, em fornecedores de peças automotivas de grande fabricantes internacionais, como a BMW e a Volkswagen, por exemplo.

Ron Wyden, presidente da Comissão de Finanças do Senado, que divulgou o relatório de importação de veículos com peças oriundas de Xinjiang, disse: “De alguma forma, a equipe de supervisão do Comitê de Finanças descobriu o que empresas multibilionárias aparentemente não conseguiram: que a BMW importava carros, a Jaguar Land Rover importava peças e a VW AG fabricava carros que incluíam componentes fabricados por um fornecedor proibido por usar trabalho forçado uigure”.

Wyden criticou a inação dos fabricantes de automóveis, segundo o site Jalopnik : “O autopoliciamento das montadoras claramente não está funcionando.”

O componente apontado no relatório é um transformador LAN, que permite a comunicação entre os componentes eletrônicos de um veículo. A compra do componente foi feito pelas montadoras citadas à Lear Corp., fornecedora tradicional de sistemas elétricos automotivos.

Já a Lear é que teria comprado o componente com a chinesa Sichuan Jingweida Technology Group, também conhecida como JWD, acusada de usar trabalho escravo em Xinjiang.

Por sua vez, a Lear se defende, dizendo que comprou o componente ilegal de outro fornecedor e não tem ligações diretas com a JWD. Segundo a empresa, uma notificação sobre violação de direitos humanos teria sido emitida por ela aos três grupos automotivos em janeiro de 2024.

A Jaguar Land Rover afirma que a divisão americana da empresa não foi informada pela Lear, enquanto a VW trocou o componente nos carros ainda nos terminais portuários dos EUA. Já a BMW continuou a importar carros da MINI com o componente mesmo após a notificação.

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 27 anos, há 16 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook, X