Nissan Livina – Defeitos e Problemas

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A Nissan Livina foi uma minivan que rivalizou, por exemplo, com a Meriva, Xsara Picasso e Idea.

Possui bom espaço interno, mecânica confiável, design e projeto mais modernos que alguns concorrentes da época e pode ser encontrada por bons preços no mercado de usados.

Se você está pensando em comprar uma, fique de olho no nosso texto de hoje, no qual elencamos os principais problemas e reclamações desse sedan.

Lançada no Brasil em 2009, teve vida relativamente curta no mercado brasileiro, sendo descontinuada em 2014 em grande parte pela baixa nas vendas desse tipo de carroceria.

Teve disponível a versão 1.6 automática com 108 cv e 15,3 kgfm de torque que rendia aceleração de 0 a 100km/h em 11,7s e 183 km/h de velocidade.

A versão 1.8 automática de 4 marchas tinha 126 cv e 17,5 kgfm de torque com aceleração bem parecida com a versão manual, de 0 a 100 km/h em 10,7s e 182 km/h de velocidade máxima.

Com ótimo espaço interno, e porta malas de 769L com a última fileira rebatida, além de opção de 7 lugares, airbags, ABS, direção e ar-condicionado, tem o básico que um carro família precisa.

Abaixo estão os principais problemas e reclamações do modelo:

Acabamento simples

A Livina tem um acabamento bem simples, sem muito requinte e com grande quantidade de plásticos duros aplicados, que dão um aspecto bem básico para a minivan.

Ruídos internos

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A grande quantidade de plásticos duros e alguns problemas de desgaste na fixação geram um alto nível de ruído no interior do carro, que pode desagradar compradores mais exigentes.

Cinto e banco com pouco ajuste

O banco do motorista não tem ajuste de altura e o cinto de segurança não tem regulagem, que são itens básicos para um rodar confortável.

Evite unidades sem ABS

Airbags e ABS são itens básicos nos projetos atuais, porém à época do lançamento eles não vinham em todas as unidades, e hoje essas unidades desvalorizaram mais e tem menor de mercado, além de serem mais difíceis de vender, então é melhor evitar.

Câmbio automático ultrapassado

O câmbio automático de 4 marchas é bem ultrapassado, e possui maior consumo e menor desempenho que a versão manual.

Basta ver que a versão 1.6 manual anda melhor que a 1.8 automática.

Cuidado com as versões automáticas

Apesar de não ser um câmbio com muitos relatos de problema, qualquer reparo em câmbio automático costuma ser mais caro que as versões manuais, assim como a manutenção mais recorrente.

Opte por unidades que tenham histórico de manutenção e que não apresentem trancos nas trocas de marcha e arrancadas.

Consumo elevado

Em especial as versões automáticas tem um consumo nada exemplar, fazendo na faixa de 6 km/l na cidade e 8 km/l na estrada quando rodando no álcool.

A versão 1.6 faz seus 7 km/l na cidade e 9 km/l na estrada, também rodando no álcool.

Carro baixo

Especialmente quando carregado, o carro pega em lombadas e valetas com certa facilidade, então vale a pena considerar isso na hora da compra.

Revenda um pouco complicada

O mercado das minivans está em baixa há algum tempo, ainda mais com a alta SUVs pode ser um tanto quanto difícil vender a Livina, especialmente pelo valor da FIPE.

Conclusão

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A Livina é espaçosa, robusta e traz bom desempenho, tudo que se pode esperar de uma minivan, então dentro do segmento ela é uma ótima opção.

O motor é robusto e o câmbio manual encaixa muito bem no conjunto, as versões com câmbio automático tem maior consumo e menor desempenho, então pense bem se vale a pena optar por elas.

O acabamento deixa a desejar, assim como o isolamento acústico fraco.

Se não liga muito para esses detalhes e precisa de um carro espaçoso e confiável, certamente é um modelo a se considerar.

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Autor: Luca Magnani

Engenheiro mecânico na indústria automotiva, pós graduado pela Universidade da Indústria do Paraná em Engenharia de veículos elétricos e híbridos.