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Quais carros tem câmbio CVT?

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O câmbio CVT ou Transmissão Continuamente Variável, numa tradução do termo em inglês, é um sistema que tem duas características importantes. A primeira é que garante um funcionamento suave e linear do motor, sem trancos ou oscilações bruscas de rotação, garantindo assim uma condução mais confortável no dia a dia.


Como a linearidade de funcionamento explora a melhor faixa de atuação do motor, este sempre trabalha em rotações onde apresenta maior eficiência em consumo. Por conta disso, o consumo é muito bom em relação a um câmbio automático tradicional, mesmo que o CVT tenha conversor de torque. Ele chega a ser mais econômico que uma transmissão manual em certos casos.

Constituído por duas polias de abertura variável, assim como cintas duplas de aço, o CVT permite uma variação infinita de relações entre elas, apesar de recentemente terem sido adotadas simulações de marcha com mudanças mais profundas na variação das polias, a fim de que o condutor tenha a sensação de estar num carro com marchas, o que é totalmente falso. Como é linear, um carro pode chegar a 80 km/h mantendo 1.500 rpm desde a saída, por exemplo.

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Na realidade existem programações básicas que podem ser adicionadas ao câmbio. No Honda Fit da primeira geração existiam três (D, S e L), mas no Japão eram sete. Hoje é essa a programação de variação no CVT que simula marchas. O câmbio Multitronic da Audi, simulava oito velocidades. Alguns carros, como o Nissan Sentra, por exemplo, não simulam marchas.

Mas, este tipo de transmissão tem uma característica não aprecia por muita gente, que é o deslizamento natural da variação das polias, que torna as saídas mais lentas. Daí a simulação para tentar reduzir esse efeito. Recentemente, a Toyota adicionou um conjunto de engrenagens para uso apenas nas saídas, garantindo assim uma resposta maior. Esse câmbio chega aqui na próxima geração do Corolla.

Então, quais carros tem câmbio CVT hoje no Brasil?

No mercado brasileiro, esse tipo de câmbio ganhou mais importância por conta do Inovar-Auto, ajudando a reduzir as metas de consumo. Ele pode ser empregado em diversos tipos de motores e aqui no Brasil vai desde propulsores pequenos e aspirados até turbinados ou híbridos. Neste último caso, apesar de poucas exceções, é o câmbio preferido nos carros que chegam a ter emissão zero.

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Honda – Na marca japonesa, toda a gama de produtos – com exceção do Civic Si Coupé – possui transmissão CVT de fábrica ou opcional. Nos modelos Fit, City e WR-V, esse tipo de câmbio trabalha com o motor 1.5 i-VTEC FlexOne de até 116 cavalos. No HR-V, o motor usado é o 1.8 i-VTEC FlexOne com até 140 cavalos (gasolina). No Civic, os motores usados são o 2.0 i-VTEC FlexOne de até 155 cavalos e o 1.5 VTC Turbo Earth Dream com 174 cavalos (Touring). O mesmo motor com 190 cavalos equipa a nova geração do CR-V, que também tem tração nas quatro rodas.

JAC Motors – Os modelos T40 e T5 são as únicas opções da marca chinesa com câmbio CVT. No primeiro caso, o câmbio trabalha com o novo motor 1.6 DVVT da JAC, que entrega 138 cavalos e 17,1 kgfm. No segundo, o SUV compacto mantém o motor 1.5 JetFlex com até 127 cavalos e 15,7 kgfm.

Lexus – A divisão luxuosa da Toyota emprega do câmbio CVT em seu híbrido CT200h, que é vendido no Brasil com o mesmo sistema empregado no Prius, entregando 99 cavalos no motor 1.8 Dual VVT-i Atkinson e 82 cavalos no motor elétrico. O superluxuoso LS500h também emprega esse tipo de câmbio, mas em conjunto com uma caixa automática de apenas quatro marchas, que funciona intercalando o funcionamento do CVT. A potência combinada chega a 359 cavalos.

Lifan – Outra marca chinesa que aposta no CVT por aqui. O X60 na versão VIP oferece esse tipo de transmissão, que trabalha junto com o motor 1.8 16V de 128 cavalos e 16,8 kgfm. O utilitário esportivo ainda tem opção de câmbio manual de cinco marchas na versão Talent.

Mitsubishi – O ASX tem câmbio CVT Invecs-III, que funciona junto com o motor 2.0 Flex de até 170 cavalos e 23 kgfm. O modelo ainda tem opção de tração AWD. O Lancer compartilha da mesma transmissão, mas seu motor 2.0 é movido apenas por gasolina e entrega 160 cavalos. O Outlander 2.0 também usa CVT com motor a gasolina de 160 cavalos.

Nissan – Nesta marca japonesa, apenas a picape Frontier não tem CVT. Os compactos March e Versa são equipados com motor 1.6 16V de 111 cavalos com 15,1 kgfm, nos dois combustíveis. Já o crossover Kicks possui o mesmo motor 1.6, mas com 114 cavalos e 15,5 kgfm. Por fim, o Sentra tem motor 2.0 de 140 cavalos e 20 kgfm.

Renault – Apesar da marca francesa ainda apostar no automatizado a bordo do Sandero Stepway ou no velho automático de quatro marchas no Captur 2.0, ela introduziu recentemente o câmbio CVT para os modelos Duster e Captur. Em ambos, o motor usado é o 1.6 SCe de até 120 cavalos e 16,2 kgfm. Além deles, o Fluence – saindo de cena – tem essa transmissão com motor 2.0 Flex de até 143 cavalos e 20,3 kgfm.

Subaru – Quando se fala em CVT, impossível não esquecer do Lineartronic da Subaru. Agora sem Impreza ou Legacy, a marca japonesa oferece o câmbio de fábrica nos modelos XV e Forester. No primeiro, o motor 2.0 boxer entrega 156 cavalos e 20 kgfm. No SUV nipônico, esse propulsor tem 150 cavalos e 20,2 kgfm. No Forester Turbo, o 2.0 tem 240 cavalos e 35,7 kgfm. Na perua-crossover Outback, o motor é 3.6 boxer com 256 cavalos, mas o mesmo torque do 2.0 Turbo. Todos possuem tração S-AWD.

Toyota –  Corolla tem o câmbio CVT Multidrive, que equipa as versões com motor 1.8 Dual VVT-i de até 144 cavalos e 18,6 kgfm, bem como o 2.0 Dual VVT-i com até 153 cavalos e 20,7 kgfm. O híbrido Prius – em geração mais atual que o Lexus CT200h – tem motor 1.8 Dual VVT-i Atkinson com 98 cavalos e 14,2 kgfm, além de motor elétrico com 72 cavalos e 16,6 kgfm. O SUV médio RAV4 tem motor 2.0 Dual VVT-i com 145 cavalos, mas a tração é apenas dianteira.

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Futuras opções de carro com câmbio CVT

Como falamos, o CVT está ganhando espaço no Brasil e alguns dos próximos lançamentos trarão essa opção na bagagem. A chinesa Chery promete para muito breve a chegada do sedã Arrizo 5, que deve ser equipado com CVT na versão 1.5 Flex, uma vez que o Tiggo 2 será automático de quatro marchas. Na Honda, a possibilidade é a chegada do Novo Accord 1.5 Turbo de 190 cavalos com CVT. Já o JAC T60 pode ressuscitar o SUV médio da marca chinesa com CVT e motor 2.0 Flex.

Outro asiático que chega em 2019 e com transmissão CVT Direct Shift (com engrenagens curtas para saída) é o Lexus UX, que tem motor Dynamic Force 2.0 com ou sem sistema híbrido. A nova geração do ES, se chegar Hybrid ao Brasil, também terá o CVT Direct Shift. O próximo Corolla deve vir com esse equipamento também, mas o CVT normal já aparece na gama da japonesa com o Yaris 2019. Um SUV chamado X70 deve oferecer mais um CVT na Lifan, sendo ele equipado com motor 2.0.

O crossover Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil até agosto, segundo rumores, podendo trazer o mesmo conjunto visto nos Lancer, ASX e Outlander ou motor 1.5 Turbo também com CVT. A Nissan prepara a chegada do X-Trail, que também tem câmbio CVT, mas com motor 2.5 de 182 cavalos. A Renault lançara em breve o motor 1.3 TCe com 163 cavalos e o CVT é candidato a equipa-lo no Captur e talvez Duster. Logan e Sandero também aguardam oportunidade.

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  • Samluzbh

    E quais deles tem conversor de torque?

    • Pedro Henrique

      “o consumo é muito bom em relação a um câmbio automático tradicional, mesmo que o CVT tenha conversor de torque. Ele chega a ser mais econômico que uma transmissão manual em certos casos.”

    • Cesar

      Hoje no Brasil todos tem conversor de torque a exceção do JAC T40 que usa embreagens.

      • Matuska

        O T5 também usa CVT com embreagem de partida e o Lifan X60 se não me engano.

        • Luis Burro

          É melhor com embreagem?Como q funciona?

          • Cesar

            O Conversor parece ser melhor tendo em vista que os principais fabricantes abandonaram as embreagens. A Nissan e Renault estão utilizando uma nova caixa com um conjunto de engrenagens para saída. No Bestcars tem uma matéria interessante. caso queira saber como é o funcionamento, vou deixar aqui um link:

            https://www.youtube.com/watch?v=JGXGARY2yCg

            • Luis Burro

              Ah,obrigado!

    • Edson Fernandes

      Em teoria o unico é o JAC. Mas no passado, na primeira geração do Fit, esse tbm usava embreagens.

    • Luis Burro

      No caso do CVT,todos acho.É o q faz ele variar as polias.

  • Razzo

    Atualmente, de longe os melhores CVTs são os Jatco CVT7 W/R D-STEP (Nissan Kicks) e AISIN K CVT Multidrive (Toyota Corolla), nesta ordem.
    Espero que o crossover Mitsubishi Eclipse Cross não chegue com o ultrapassado câmbio CVT Invecs-III, datado de 2000. Tem opções melhores com a recente incorporação à Nissan/Renault (Jatco).

    • duhehe

      Ruim no CVT do Kicks é aquele ”bug” que o conjunto continua acelerando mesmo depois de tirar todo o pé do acelerador, quando imediatamente antes o condutar estava com o ”pé na tabua”

      • Luis Burro

        Deve ser por causa do conversor q demora pra parar e assim não
        bombear óleo.

  • Ricardo

    CVT é tão legal que é preciso simular marchas para quererem comprar!

    • Mr. Pennybags

      Esse câmbio é terrível, principalmente pra quem é entusiasta. Estou com um CVT agora, meu primeiro e último!

      • Edson Fernandes

        Não gostou do Fluence?

        • Mr. Pennybags

          Do carro eu gostei sim e muito. Custo-benefício imbatível, tá difícil de trocar, pois pelo preço dele não se leva nada que seja oa menos parecido em termos de equipamento. Mas confesso que o CVT não agradou o carro berra pra caramba e nao anda!kkkk

          • tech76

            Na verdade o CVT apenas da a impressão de não andar por não possuir marchas, mas o Fluence anda muito bem sim dentro de sua categoria e dos aspirados.

            Um carro de 1372kg com motor aspirado de 143cv de potência e 20,3kgfm de torque que faz 0-100 em 9.9s, apenas 0,3s a menos do que a versão manual do Fluence (0-100 que é feito por piloto profissional, pro motorista comum o CVT deve ser até mais rápido).

            Isso é mais do que o Civic 2.0, que é mais leve, com 1291kg, e mais potente com 155cv e 19,5kgfm, que faz 0-100 em 10.9s.

            Só 0,3s mais lento que um Corolla 2.0 que também é mais leve e mais potente e 1s mais rápido que o Corolla 1.8.

            Mesmo o Cruze 1.4 turbo só é 0,9s mais rápido no 0-100.

            Não dá pra dizer que o Fluence é um carro que não anda na sua categoria.

          • Uislei

            Berra? Não chegava a tanto no meu finado Fluence. Talvez fosse por causa do meu pé leve. O que matava nele era o consumo. Hj em dia com Corolla fazendo 10,5 km/l e Civic tbm, vc dirigir um carro que faz 7,5 (ainda mais hj, com gasolina beirando os 5 Temers) era dose.

          • Elton Lopes

            Dos que dirigi, o único CVT que eu não gostei foi do Fluence, o do Corolla é muito bom, da Honda um pouco lento em relação ao Toyota…

          • Edson Fernandes

            É costume. “Mal de CVT” esse comportamento onde a rotação fica la´no alto e a sensação de ganho de velocidade pequena. Por isso eu pelo que percebi uso o sequencial. Justamente para controlar certas situações onde acho melhor eu controlar a rotação do que deixar a transmissão fazer por mim.

            • Miguel

              EU odeio isso no HRV, parece uma enceradeira! Rss.
              Definitivamente não gosto de CVT.

              • Edson Fernandes

                Depende da situação. Como nom eu carro tem a opção sequencial, se anula se quiser a necessidade de acelerar e ficar com o giro lá em cima. Mas é agradavel ver o controle qdo necessário pelo uso sequencial. Por isso até me agradou o controle do multidrive.

                Mas voltando na sexta, como dessa vez eu pude ver no detalhe, não gostei das reduções porque ele fica “brigando” em trocar de marchas. Esse aspecto não me agradou porque poderia manter marcha pq a impressão que se tem , é que tem motor para vencer sem a redução.

          • Cláudio Modesto

            Pisa metade e segura que ele embala. Câmbio CVT é pra ir na manha.
            Tenho um fluence tmb e saí de um golf DSG7, demorei, mas me acostumei.
            Até queria pegar outro golf, mas não tenho coragem de pagar um valor surreal.

            • Mr. Pennybags

              Estou como vc, quero o golf, mas não pago mais o que ele vale.

    • Louis

      Eu gosto do CVT, a simulação de marchas é útil para usar o freio-motor em serras, por exemplo. É meu tipo de cambio favorito, suave e econômico.

    • Eu tive 2 CVT’s, pra nunca mais.
      Pra quem usa o carro em trânsito pesado, quase não pega estrada, ok. Não precisa de saída ou de velocidade. Mas se a pessoa usa estrada mais de 10% do tempo… sem condições.
      Dizem que o novo CVT do Corolla é bem melhor, teria de provar para confirmar.

      • duhehe

        O CVT do Corolla é engraçado, no GLI 1.8 ele se comporta muito como qualquer outro CVT,acelera linearmente e logo depois derruba a rotação, já no 2.0 nem parece cvt, acelera como se fosse um automatico comum de 7/8 marchas, vai oscilando dentro da faixa de torque ( 2500 a 4000 rpm) conforme ganha velocidade.
        Se o primeiro CVT da pessoa for um corolla 2.0, vai rasgar elogios.

    • Cesar

      Olha, andei 4 anos com um Fluence e adorei o cambio. O que não consegui me acostumar foi exatamente com as benditas marchas simuladas. Para mim, era muito melhor o cambio na função original de infinitas marchas.

      • Ricardo

        Q parece um carrinho de controle remoto. hehe

    • afonso200

      nem me fale, o Altima que tenho CVT maior tedio, apesar de fazer quase 17km/l num 2.5 ….. 2014……ja o Azera 2011 6AT esse sim é bruto no acelerar

  • Edson Fernandes

    Complicada essa questão de transmissão CVT.

    Hoje finalmente eu andei em um Corolla. No caso era a GLi Upper 1.8 CVT. E entendi porque o pessoal elogia.

    O que é interessante é que mesmo sendo CVT, vc consegue controlar melhor a rotação de trabalho em que a transmissão atua. Mesmo em serras, o regime de rotação mesmo ganhando velocidade e força, foi até 3100rpm. Isso realmente é um mérito da Toyota no ajuste.

    O que notei de estranho e talvez seja proposital é que as reduções são acompanhadas de um soquinho e aumento de giro. Não haveria necessidade de interrupção momentanea de torque para fazer isso, mas independente disso, o controle fica maior para conter aumento de rotação e consequentemente o consumo.

    Só que no caso do Corolla em questão, ele marcou em estrada, baixos 8,5km/l que não saberei dizer se é de gasolina ou alcool, mas me assustou.

    Como a comparação é direta com meu Fluence, digo que eu gostaria sim de ter essa variação em drive. Ponto negativo e que talvez a causa do consumo do Corolla tenha ocorrido: É conhecido dos japoneses ter reduções imediatas mesmo com pouca pressão do acelerador. E o Corolla continua com esse comportamento.

    Pisou mais de 20% do acelerador, ele está reduzindo para te manter no ritmo. Devo dizer que o Corolla tem otimo revestimento fonoabsorvente, mas que com meus olhos atentos, vi a alternancia entre setima, sexta e quinta em aclives por vezes não acentuados. Nesse aspecto o Fluence se destaca porque no mesmo local eu consegui manter 2100rpm onde o Corolla atingia 2500 a 3000rpm com essas reduções que eram constantes.

    Um ponto esquisito no Corolla nessa atual geração é que ele ficou mais firme. Ganhou estabilidade perante a geração anterior? Não achei. Incrivelmente o rodar do Fluence é extremamente parecido com a do Corolla, mas meu sentimento é que talvez o amortecedor do Fluence tenha uma carga maior e evita o efeito gangorra e se consegue um compromisso de estabilidade maior. Muitas curvas que nem sequer eram fechadas, o carro adernava bem nelas. No Fluence simplesmente o carro era neutro. Vc ficava agarrado na curva com total segurança e não tinha movimento da carroceria como foi no Fluence.

    Sobre frenagem: Nesse aspecto parece haver um empate pelo tipo de ancoragem que o freio oferece a ambos os produtos. Vão me chamar de maluco mas podem até achar parcialidade de minha parte, mas entre os dois produtos, mesmo considerando a variante XEi, eu acho como produto o Fluence superior. Tem mais itens de conforto, tem mais estabilidade e o rodar de ambos são bem proximos e as respostas de motor tbm.

    Acredito que tranquilamente o Corolla 2.0 ande mais que o Fluence e consiga inclusive aproveitar melhor o motor, mas só me chamou atenção que o Corolla 1.8 teve um consumo baixo por ser um rodar rodoviario. Outro ponto que o Fluence nõa é expoente mas que prefiro, é o interior. Como as linhas são retas do Corolla, ele fica devendo em um visual mais inspirado, principalmnte do painel. Mas gostei da mescla de cor escura com clara que tem no carro.

    Enfim, acho que quis falar do comportamento de como o CVT se comporta e comparei os produtos. Mas meu veredicto é: Se pudesse eu teria sim o multidrive pq me agradou mais as respostas principalmente em aclive que o Fluence se vc não quer pisar tanto mas ver o giro subir.

    As diferenças são: No Fluence acima de 30% do pedal, ele pula de 2600rpm (em regime de 110~120km/h em aclive) para 3100~3500rpm podendo alcançar rotação maior que essa citada. No Corolla ainda que tenha o soquinho citado ee as reduções sem muita pressão no acelerador, ao menos o controle fica maior para evitar o aumento de rotação de forma desnecessária. Qto ao uso do sequencial, aí o Fluence “empata” com o Corolla pq ambos irão se comportar igual, afinal ele irá controlar a rotação no modo sequencial de forma que então o Fluence fica parecendo o Corolla com um detalhe diferente: Sem soquinhos. Na suavidade geral, talvez o CVT comum como do Fluence seja superior, mas… os controles e reações para as reduções podem garantir um maior controle qdo vc não deseja um giro alto.

    • Michel Soares Pintor

      Tenho o Corolla 2016 2.0 e pelo menos no meu o consumo que marca no painel não serve de nada pois passa longe da realidade comparando com a bomba. Já nem olho mais pois é totalmente incorreto, principalmente no etanol.
      Ex. No etanol, ele marca no painel, média de 7,9~8,2km/l e SEMPRE quando vou abastecer fez 11,1~11,4km/l ( Essa é a média no etanol que ele vem fazendo nos últimos 43 mil km )

      • Edson Fernandes

        Maravilha, que discrepancia hein?

        No meu Fluence para fazer médias assim, somente na estrada mesmo. (fiz de SP para RJ 12km/l, inesperadamente uma otima média, uma vez que eu fui no limite da via que era 110km/h) mas… varia entre 10,5 a 11,5 km//l geralmente no alcool nessas situações.

        No meu caso, eu vario demais a média porque rodo mto na cidade, já rodei mto misto e já rodei mto em estrada somente, entao obviamente minhas médias mudam muito.

    • Samluzbh

      Como “negocio” o Corolla é muito bom, já como carro?!?!?!?

      • Edson Fernandes

        Bem, no meu caso eu costumo comprar carros para meu prazer tanto em dirigir como aproveitar seu conforto.

        Então eu coloco na balança outros pontos no carro como de recursos tecnologicos além dos de segurança (que o meu tem ESP e 6 air bags por exemplo, mas tem farol de xenon, teto solar, entre outros detalhes)

        Entretanto, é por isso que eu tlavez fique “refém” de carros de marcas francesas (ou talvez quem sabe alemãs), o custo x beneficio é atraente.

        Pelo valor que comprei o Fluence (foi usado), se fosse vver outras opções de médios de grande saida, eu teria que pagar mais por menos e na faixa que paguei um mundo de compactos. Mas a ideia não seria nem essa, mas seria em ver e tentar entender se seria sim valido pensar no futuro num Toyota ou de repente pensar que outros produtos me agradariam mais. E acredito que outros produtos antes do Corolla me agradariam mais.

        Mas eu não abriria mão do Fluence por escolha, para ter um Corolla.

        E o considero caro sendo 0km .

        • Cláudio Modesto

          Tô na mesma. O CxB do fluence é excelente.

    • Mr. On The Road 77

      Rapaz, já devo ter te falado isso, mas eu prefero o CVT do meu Fluence ao do Corolla. Talvez seja pelo motivo de já estar mais acostumado com o meu. Não curti as simulações do Corolla, simplesmente não gostei, inclusive fiquei com a impressão de que sem elas o Corolla teria melhor desempenho.

      • Edson Fernandes

        Olha, eu acho que de conjunto, eu considero o Fluence superior.

        Mas de motor, eu precisaria dirigir e ter tempo para dar esse veredicto. Me pareceu que o motor 1.8 rende bem com o CVT, então o 2.0 aparentemente seria superior.

        A opinião de pessoas que venderam o Fluence para ter um Corolla foi unanime: O Fluence responde melhor em baixa rotação mas consome mais que o Corolla (1 a 2km/l a menos).

        Mas fica uma incognita qdo se fala de ter força no geral e eu só pude avaliar como passageiro. O controle qdo o cara estava a 110 ou 130 (foram as velocidades que ele andou) nesse pico de velocidade, eu já sinto que no Fluence a rotação se quiser trazer força já varia bastante e o Corolla troca de marcha de forma constante. Se for possível manter rotação, o Fluence mantém nessas velocidades, mas se precisar acelerar mais, ele vai subir de giro as vezes para um nivel mto exagerado. Nisso eu achei que o multidrive administra melhor, mas… que qualquer acelerada sem precisar exigir mta força, ele reduz mesmo.

        essa analise foi no anel rodoviario em Minas e aqui o Fluence mantém entre 2100 a 2600rpm (aqui eu cito que existiu em algumas situações aumento de velocidade) sem exigir aumento de giro mesmo nos aclives, já o Corolla trocava de marcha constantemente girando entre 2100 a 3100rpm. (teve aumento de velocidade, mas as trocas ocorriam devido aos aclives)

        Mas eu gostei no geral de como se comporta. Talvez em algumas situações eu utilizaria o sequencial para evitar as reduções que talvez o motor suportasse a carga a maior do acelerador.

    • Wellington Myph13

      Eu ainda não andei no Fluence CVT, só o MT6, mas te garanto que o carro é muito mais em termos de conforto ao rodar, espaço e estabilidade que quase todos os médios que temos… Alguns se destacam, mas nada Tão acima do que o Fluence já entrega (entregava).
      Agora quanto ao CVT Multidrive da Toyota eu considero ele o segundo melhor automático que já rodei, sendo o DSG o primeiro… Achei o funcionamento perfeito, casou muitíssimo bem com o 2.0 (não andei no 1.8). A dirigibilidade em si no Corolla é apenas boa, assim como seu conforto ao rodar. Como muitos dizem e concordo plenamente, não destaca em nada, mas cumpre bem o que entrega.
      Dirigibilidade excelente em sedan eu senti no Civic Touring e no novo Cruze.

      • Edson Fernandes

        Bem… sobre transmissões, pra mim as transmissões ZF8 e DSG são as melhores.

        Depois vem o restante.

        Pra mim, mesmo a Mercedes com cambio de 7 marchas não me agradou tanto. Ela é uma transmissão mais lenta e isso atrapalha um pouco a comunicação entre o que se espera de resposta. Não é algo ruim, mas tem um delay maior e retenção de marchas maior tbm.

        Só dirigi o Cruze 1.8. E achei o motor muito barulhento. Mal acelera e vc já está lá ouvindo o urro. Para ajudar, o espaço interno ruim (da geração anterior).

        Do Jetta, nem preciso dizer do 2.0 TSI, mas na epoca do 2.0 flex… era uma experiencia terrivel. O tiptronic até se esforça para te agradar, mas o motor não ajuda. E isso fica nitido. Para se ter ideia, eu rodei na cidade em S (Sport) porque era horrivel andar em Drive. Se é para andar nesse modo, prefiro não andar. Não tem sobra de potencia, não tem conversa, esse é o jetta 2.0 flex automatico. Então apesar do trablaho do cambio ser mto bom, o motor atrapalhava a experiencia.

        Enfim, eu rodei em alguns até me decidir pelo Fluence e na epoca é o que melhor me trazia respostas ao que gostaria.

        • Wellington Myph13

          O ZF8 certamente está acima pra mim tb, mas como só andei de carona em um, nem teve graça, rs…

          Quanto ao Cruze, se andar no novo vai se surpreender… A nova calibração do câmbio com o motor turbo casaram perfeitamente, não senti nenhum buraco nem indecisão em momento algum.

    • Retrato do Papai

      “Acredito que tranquilamente o Corolla 2.0 ande mais que o Fluence”

      mas tem um detalhe interessante… o corolla 1.8 anda mais que o 2.0 no 0 a 100, enquanto o 2.0 dá o troco nas retomadas… dizem que isso ocorre por conta de diferenças nas relações do câmbio, além do menor peso pois o motor 1.8 só existe na versão menos equipada

      • Edson Fernandes

        Pode até ser, mas procurei tbm me preocupar no funcionamento de como é o CVT. Pra mim a possibilidade do proximo carro ser uma transmissão convencional é mto grande.

        Mas acho que se o Fluence tivesse o mesmo tipo de ajuste ele ficaria mto mais forte e mais controlavel, porque ao contrário de muita gente, o motor M4R do Fluence engana já que tem apenas 143cv no alcool e 140cv na gasolina.

        • Unknown

          A Renault é referência em motores!

  • Cesar

    Equipe NA,
    Sugiro uma pequena correção no texto:

    “Recentemente, a Toyota adicionou um conjunto de engrenagens para uso apenas nas saídas, garantindo assim uma resposta maior. Esse câmbio chega aqui na próxima geração do Corolla.”

    A Nissan e Renault já utilizam um artifício destes nos câmbios do Kicks, March, Versa, Captur e Duster. O CVT7 W/R Jacto.
    https://www.jatco.co.jp/english/release/2015/20151013_574.html

  • Leonardo Teixeira

    CVT é pra quem quer economia e conforto. To pensando seriamente em adquirir um honda fit old só pra andar na cidade, temos um na familia e está fazendo 13km/l na cidade com o motor 1.4!

  • Louis

    Sério mesmo que a CAOA vai ter coragem de lançar o Tiggo2 com cambio de 4 marchas ? Se for isso mesmo, já pode enterrar este carro….

  • Cristiano

    Faltou falar que o cvt usado com os motores 1.6 da Renault e Nissan (lançada em 2016 no Kicks) tem uma caixa auxiliar dentro do cvt para realizar a mesma função que a caixa da nova geração da Toyota. Grosso modo seria uma mini câmbio automático convencional de duas marchas na saída das polias, que amplia o espectro de relações do cvt, usando a mais curta para a saída.

  • marcelo ortega batista

    CVT , e muito sem graça .

  • Luis LC

    Meu S-Cross é CVT, muito econômico e no modo Sport some o delay

    • Baetatrip

      …. o antigo…. logo a SZK trocou p/ AT6!

      • Luis LC

        Isso, era mais econômico que o 1.6 atual

  • Marcio Souza

    “O crossover Mitsubishi Eclipse Cross…” até dói de ler isso. Pensar que era um esportivo top nipônico e virou um crossover. Faço uma analogia à Thammy Gretchen antes e agora.

  • João Duarte

    Muito interessante a matéria. Tive a oportunidade de dirigir 3 carros desta lista e notei que o câmbio da Mitsubishi (mais especificamente o do ASX) “grita” muito até chegar aos 40~50km/h. Os outros dois foram o CVT do Corolla 16/17 e da Renault Duster.

  • Matuska

    O consumo maior de carros AT não é devido ao conversor de torque e sim devido a perdas com bomba hidráulica do sistema. O conversor só atua em saidas e depois é bloqueado.

  • Luis Burro

    Acho q pela questão ambiental só devia existir a CVT e a DCT,mas sem levar a causa verde podia ter a manual tbm.
    Ainda preferiria a DCT por dar a opção de automática/manual conforme a escolha.
    Eu só não entendo como ainda não encontraram nenhuma solução melhor q o conversor de torque.

  • Baetatrip

    Pois e!
    Aqui temos 1 A4 Avant 1.8 TFSI 2015 CVT
    No dia dia, ele e bom e só!
    Viajar com ele e muito sem graça. parece monotomo!
    Quando vc pisa ate alto giro (Quase linha do corte), ele demora bom tempo p/ mudar marcha e da impressão que o neutro esta ali entre eles!
    Nesse caso em viajar prefiro o meu AT4, que me da confiança e robustez (SZK GV3 4×4), pois não corro em estrada, ando devagar e sempre chego ao destino (Para que ter pressa? curtir o visual e parar p/ tirar fotos!)

    • afonso200

      verdade, vou chegar no mesmo lugar, se correr la na frente tem algum carro devagar,

  • Bruno Gomes

    Engraçado que somente as montadoras asiáticas adotam esse câmbio em sua gama. A Renault é exceção e mesmo assim trabalha com o sistema da Nissan. Passei um final de semana com um Versa CVT e como foi prazeroso dirigir, única coisa que senti foi o tempo na saída em ultrapassagens e arrancadas, mas a condução é bem macia e leve. Já tive experiência com Renegade, Mazda CX-5 e Chrysler Pacifica (um dos melhores carros que já dirigi na vida) e vi o quão diferente é um carro com câmbio CVT. Torço para que as demais montadoras adotem esse sistema mas que corrijam o problema nas arrancadas.

  • fejunk

    CVT é coisa de velho

  • F30FLORIPA

    CVT (que não simula marchas) em carros com motor turbo fica legal pois o torque mais alta faz com que o motor não tenha de ficar jogam o giro lá pra cima como acontece quando trabalha com motores aspirados.

  • Alvarenga

    É bom saber…..pra ficar bem longe deles !

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