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Usado da semana, opinião do dono – Renault Master

Usado da semana, opinião do dono - Renault Master

Boa tarde, meu nome é Magno, tenho 25 anos, trabalho prestando serviços para os Correios fazendo entregas porta a porta com meu próprio carro, no caso, uma Renault Master 2014/2015, comprado zero km em maio de 2014. Essa é minha segunda Master, há um bom tempo atrás eu já havia relatado aqui no NA minha experiência com a primeira, que também tirei zero. Sou detalhista, mas tentarei ser o mais breve possível.


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A Compra

Como eu havia dito, eu tinha outra Master, que na época já estava com 3 anos e 4 meses de uso e com pouco mais de 104 mil km rodados, porém, a cooperativa onde eu era agregado estava mal das pernas e dando indícios que iria falir a qualquer momento.


Tratei então de procurar outra coisa e um amigo me falou que havia uma nova cooperativa prestando serviços para os Correios. Ela tinha conseguido várias linhas em licitação e estava precisando urgente de vans novas para trabalhar.

Meu pai, que já era aposentado, se interessou. Como estava com um dinheiro sobrando, deu de entrada e tirou essa van para ele na mesma loja onde eu havia comprado a primeira, uma loja multimarcas. Ele avisou para o dono da loja que eu estava vendendo a minha.

Uma semana depois o rapaz me ligou e disse para eu levar minha van, pois ele já tinha um comprador certo. Vendi minha van, quitei o financiamento e me sobrou um pouco de dinheiro. Com isso, eu dei para o meu pai e assumi o financiamento da van nova, que já tinha sido feito no meu nome. Daí eu fui à luta.

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Consumo e Dirigibilidade

Essa Master nova possui um motor Turbodiesel dCi 2.3 16V com 130cv e 31.7 kgfm de torque e câmbio manual de seis marchas. Anda muito bem, desenvolve muito bem e é uma delícia de dirigir. O câmbio tem engates precisos e curso até que curto. Quando exigido, o motor não nega fogo, fazendo ultrapassagens seguras e mostrando folego de sobra, o que te deixa mal acostumando e fazendo achar qualquer carro normal muito manco.

O consumo é bastante satisfatório, levando em consideração o peso do carro e meu pé pesado, mais o fato de eu fazer entregas porta a porta, ficando na pior das hipóteses com 8.5 km/l e na melhor com 13.8 km/l. O tanque dela tem 100 litros, o que dá uma ótima autonomia. Já fiz 2 viagens com ela, mas não tive oportunidade de medir o consumo em estrada. Considerando que, em sexta marcha numa rodovia, ela roda a 120km/h marcando 2.200 rpm, indicando que o consumo deve ser muito bom.

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Vida a Bordo e Conforto

Primeiramente, uma conclusão. Se você dirigir e se acostumar com uma van, não vai mais querer andar de carro pequeno. A direção é leve e o volante dessa nova é pequeno. Os engates do câmbio são precisos e os retrovisores são enormes, contando também com o convexo menor, facilitando e muito a vida de quem dirige.

A área envidraçada é enorme, o que também facilita a visão. Ela conta com uma contagem regressiva para troca de óleo, que começa em 20 mil km, que é o estipulado pela fábrica. Conforme o uso, ela mesmo estende ou diminui esse período para troca do óleo.

Os limpadores de para-brisa também possuem várias regulagens do temporizador, para muita ou pouca chuva e no modo contínuo, quando a velocidade fica abaixo de 30 km/h. Ele fica intermitente e, quando a velocidade volta a subir, volta para modo contínuo. Ela possui ajuste de altura no volante e no banco, bem como luz de neblina traseira.

Como manda a lei, ela tem freios ABS com EBD e airbag duplo. A suspensão é dura e ela pula bastante nos buracos do asfalto lunar de São Paulo. Em asfalto liso, ela parece que flutua. Os plásticos do painel e portas são duros, riscando fácil. Algumas partes do painel tem uma textura que facilita a sujeira grudar, porém, possui diversos porta-objetos e 2 tomadas 12V.

Meu pai tirou essa van, então ele não pediu opcionais, ela só veio com o básico. Assim que peguei dele, mandei instalar vidros e travas elétricas com alarme. Dois meses depois, mandei instalar também câmera de ré e sensores de estacionamento, mas infelizmente, ficaria inviável colocar retrovisores elétricos. Como supérfluo, eu mandei pintar a grade de prata e coloquei faróis de neblina.

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Manutenção e o porquê outra Master?

Tanto na compra da van anterior quanto na compra dessa van tivemos a oportunidade de escolher entre a Master ou a Ducato. Como nesse ramo tem muita van da Fiat, ao longo do tempo eu pude perceber que elas são muito frágeis, fabricadas com peças que são feitas para quebrar logo.

Nesse ramo, as portas são muito exigidas, porque trabalhamos com um carteiro que entra e sai da van, abrindo e fechando a porta lateral pelo menos umas 120 vezes por dia. Quatro amigos meus, donos de Ducato, que trabalham na mesma unidade e com o tempo de uso similar, já trocaram os limitadores de porta três vezes cada um.

Os meus estão como novos. A Master tem a suspensão mais dura que a da Ducato, porém, é muito mais robusta e durável, assim como os braços e trilhos das portas laterais, que são feitos com chapas de aço maciça. Na minha opinião a Ducato se sai melhor em desempenho, pois o motor dela é mais esperto e também a direção é mais leve, cansando menos os braços.

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Nem tudo são flores

A Master no geral é muito boa, mas claro, tem algumas ressalvas. A minha e as outras três que trabalham na minha unidade vieram desalinhadas de fábrica, fazendo com que o pneu dianteiro esquerdo tivesse um desgaste irregular. Isso somado a alta capacidade dela de comer os pneus dianteiros em oito meses e, mais ainda, os péssimos originais Goodyear Cargo G32 tornam os gastos exorbitantes.

Como ela gasta muito pneu, não dá para ficar colocando pneus novos, porque são caríssimos. Então, temos que recorrer às recapadoras, mas os pneus originais são tão ruins, que nenhuma recapadora pega eles numa troca e também não recapam esse modelo. As poucas que recapam não dão garantia do serviço, porque dizem que ele faz bolha durante o processo. Fora que ele também descasca e solta fiapos de borracha.

Devo lembrar que não uso nem um terço da capacidade de carga da van, sendo praticamente um passeio para ela. Dá saudades do Continental que vinha de fábrica na geração anterior. Outra reclamação fica a respeito do óleo, pois para troca vão 10 litros de óleo sintético que, somado aos filtros, faz uma simples troca beirar os 600 reais. Como comparação, na antiga, iam 7 litros de óleo comum, eu gastava em torno de 220 reais.

Conclusão

A Master é uma van muito boa, resistente, econômica e cumpre bem com seu papel. A minha não possui seguro, pois devido ao meu perfil, fica inviável, chegando a salgados 7.300 reais por ano. Estou contente com ela, atualmente está com quase 39 mil km rodados e foram feitas somente manutenções de rotina, como trocas de óleo, pneus e pastilhas de freio. Nunca precisei de CC para ela, logo não posso avaliar o serviço deles.

Abraço a todos.

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