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Carro da semana, opinião do dono: Peugeot 208 (0 km a 110.000 km)

Carro da semana, opinião do dono: Peugeot 208 (0 km a 110.000 km)

Olá, podem me chamar de Evandro, sou farmacêutico, casado, 35 anos, leitor do site faz alguns anos e decidi compartilhar com vocês a experiência que temos como nosso companheiro dos últimos 6 anos, o Peugeot 208 Allure.


A compra

Voltemos então a 2013-2014, quando já estávamos (eu e minha senhora) de saco cheio de nosso carro anterior (Gol G4) e a $ituação aqui em casa deu uma melhorada.

Procurávamos um veículo com ar-condicionado, morávamos em Ribeirão Preto e, quem conhece o interior de SP sabe que as temperaturas são extremamente agradáveis, para um vulcão ativo.

Nosso carro era um 1.0 pelado, apenas com direção hidráulica e preparação para som (porque o rádio “fugiu” em 2011). O veículo estava com 80 mil km, o seguro aumentava todos os anos, o carro vivia dando problemas e possuía diversas características que nos desagradavam, mas, era o que tínhamos para o dia.

Procurávamos um veículo que fosse silencioso, relativamente espaçoso (passaria boa parte do tempo com o condutor e quase tudo mais que restasse com o passageiro à frente, vez ou outra com alguém atrás), econômico, confortável e que não fosse pelado.

Isso foi logo após a entrada da JAC no mercado e, assim, o domínio de carros sem o mínimo de equipamentos de conforto e conveniência estava em seu fim.

Pelos preços dos 1.0 equipados e dos 1.algumacoisa, decidimos gastar pouca coisa a mais para ter um carro com motor mais forte, porque mesmo o do Gol já nos atendia relativamente bem.

Como ficamos com o carro por 5 ou mais anos, decidimos por um veículo 0 Km, não nos importando tanto com o carro “ser bom de mercado” ou com design arrebatador, e possuíamos também uma carta de crédito de pequeno valor, além de, devido ao maravilhoso trânsito e a educação dos motoristas da cidade, eu exigir ABS e Airbags no carro, o que já descartava boa parte dos usados mais bem quistos na faixa de preço que pretendíamos (leia-se, Honda Fit).

Arrastei então minha senhora para as variadas opções de concessionárias da cidade, exceto pela VW, que nos brindou com uma péssima experiência de atendimento e do veículo, além de não queremos outro Gol, única opção viável para nosso orçamento em 2014, pela questão do seguro e índice de furtos (Um outro Gol que minha senhora teve antes deste sumiu, num dia que foi deixado na rua), apesar de o Gol G5 ser bem melhor que o G4 que tínhamos já fazia 5 anos.

Na Chevrolet vimos o Onix, nem chegamos a ser atendidos porque a ergonomia do veículo não passou no “test bunda” e a loja estava cheia.

Na Fiat, fomos olhar o Punto (e combinamos que arrancaríamos o N do logo do nome, caso o comprássemos :D ), ficamos 20 minutos na concessionária vendo os carros e não nos mostramos mais interessantes aos vendedores do que usar redes sociais e tomar café, isso em pelo menos três vezes. Então, descartado.

O JAC J3 Turin interessou, especialmente depois da reestilização, mas havia o resultado do Latin NCap e ele foi descartado. Respeito quem acha isso bobagem, peço então respeito à minha opinião.

Na Ford, eu gostei muito do New Fiesta (o acerto de suspensão dos Ford é marcante), minha senhora gostou um pouco, reclamou da demora do carro responder ao acelerador, o espaço interno traseiro não permitia que nenhum de nós viajasse atrás de nós mesmos, assim como aconteceria com meu pai, mais alto que eu e passageiro ocasional. Também nos desagradou o painel espartano, os bancos e o preço cobrado pela Ford pela central multimídia, R$ 5.000 pelo que me lembro.

Na Hyundai, gostamos bastante do HB20, me desagradou o acerto da suspensão traseira que dava a sensação de carro solto em curvas e à minha senhora o “ombro” do veículo ser alto, dando uma certa sensação claustrofóbica. A loja ainda não possuía veículo a pronta entrega e só poderíamos pegar um da cor prata, após 40 dias, sem negociação de nada no pacote, implicitamente foi “tem fila para comprar, você será um a mais”. Ficou na lista.

Na Citroën, os olhos de minha senhora brilharam (e brilham..) pelo C3, gostamos bastante do carro, exceto pelo espaço traseiro diminuto e pelo preço das revisões ser um dos mais altos de nossas opções (algo que não entendo, sendo a mesma mecânica do 208 as revisões eram 20% mais caras). Ainda assim, ficou na lista, quem é casado me entende. :D

Na Honda, o Fit agradou, mas as versões com os equipamentos desejados, comparados aos demais, estava bem mais cara (as versões que cabiam no orçamento não possuíam ABS, que passou a ser obrigatório em 2014).

Na Renault, o Sandero também não passou no “test bunda” para minha senhora, embora no resto fosse muito agradável e uma opção bem interessante. Pelo menos lá fomos atendidos.

Na Toyota, gostamos muito do conjunto do Etios, espaçoso, bom motor e câmbio, bom ajuste de suspensão, manutenção barata e possível robustez, mas pobre em equipamentos, com o painel “balança” que não indicava quase nada e ainda tinha erro de paralaxe, só havia uma opção de cor, não estava barato e os vendedores queriam é vender Corolla para tiozão, não Etios para jovens. Ficou na lista.

Na Nissan, minha senhora gostou muito do March (ela acha o Versa muito grande) que é pequeno, tem direção leve e um motor bem responsivo e forte (ajuda o baixo peso), mas, só havia opção de rádio comum e ainda com preço bem salgado (3 mil), o que o deixou para o final da lista.

Na Peugeot, o 208 nos agradou muito, em todos os aspectos (silencioso, boa resposta do motor, aparentemente econômico, espaço interno razoável, bom acerto de suspensão e calibração da direção, boa ergonomia, bom preço de seguro, bom pacote de equipamentos, bom preço das revisões).

Um senão foi a falta de vidros elétricos traseiros (alterado nos 2014) e a má fama da marca. Este ponto foi mitigado por um amigo ter um 207 com uns 2 anos de uso e ser só elogios ao veículo, além de uma boa sentada e lida de relatos em vários sites, grupos de Facebook e do clubepeugeot (para quem vai um salve!).

Eu havia deixado um Fiesta 1.5 pré reservado, mas, optamos pelo Peugeot, e foi aí que a tia da Ford foi querer negociar.

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Na Peugeot nos foi oferecido um Active Pack, vermelho (preferimos sair do preto/prata/branco), que estava em outra loja, mas, por problemas na documentação do nosso carro (a concessionária que nos vendeu esqueceu de dar baixa na documentação após o veículo ser quitado, anos antes, nós não sabíamos disso até tentar vender o carro… ainda teve má vontade da concessionária em resolver o problema que eles causaram), acabamos perdendo o negócio.

Nos ofereceram então um Allure (versão acima da Active Pack, diferencial à época sendo o teto envidraçado) modelo 13/14 (isso foi em março de 2014), com IPVA parcialmente pago e com mesmo preço do Active Pack, nós simulamos o seguro (ficava mais barato que o do Gol e praticamente igual o do Active Pack) e fechamos o negócio, acrescentando ainda alarme volumétrico, frisos laterais (a maravilhosa educação dos concidadãos deixou várias marcas nas portas do Gol, que não possuía friso), impermeabilização dos bancos e da pintura (morávamos em um condomínio com garagem descoberta/coberta por árvores, as pombas nos amavam tanto que o Gol era chamado de Cascão ou leopardo), que foi derretida em algumas partes pela contribuição das pombas após alguns meses.

Apesar do calor da cidade, optamos por não ter insulfilm para melhor visibilidade e segurança, repudiamos engate, não vemos sentido em trocar as rodas e nem em mexer no sistema de som, que é bem bacana.

O carro me foi entregue com uma das borrachas de canto entre o capô e a parede corta fogo rasgada e a borracha traseira do teto mal encaixada, começamos bem.

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Os problemas

Bem, de tudo que vi ser discutido no grupo do Facebook e no Clube Peugeot, meu carro teve quase* todos os problemas que todos relataram: barulho no teto por folga da tampa, rangido ao passar em lombadas por problema do cabo do freio de mão, quebra da mangueira do limpador traseiro após um tempo de uso, bateria que morre entre 1 e 1,5 ano de uso (a segunda morreu quase ao 100 mil Km), rangido na caixa de direção.

*Só não teve o derretimento dos faróis por causa das luzes diurnas.. bem, teve, vi isso aos 99.500 Km quando queimou um farol.

De extras, meu carro teve um rangido infernal oriundo do banco traseiro (que demoramos a saber de onde vinha e a concessionária demorou a arrumar, porque sempre ia um camarada sentado lá no teste, e aí não fazia barulho), vários pequenos ruídos internos (carro silencioso tem seu porém), o líquido de arrefecimento que se oxidou aos 20 mil Km (e a concessionária disse que todo Peugeot é assim, uma mentira), troca do carpete por defeito no corte da peça (onde fiquei 2 dias sem carro e o serviço ficou pior que o de antes), falhas nos freios (uma que o pedal ficava duro, como se o servofreio estivesse sem vácuo e assim o carro não parava, nos pregou uma meia dúzia de sustos pesados, resolvido com a troca das pastilhas aos 9 mil Km, e outra era um aviso de defeito nos freios, resultado do baixo nível do fluido com algumas rampas íngremes que eu pegava, gerando erro na leitura do sensor, resolvida completando-se o nível do fluido) e uma coisa que quase me fez jogar o carro contra a fachada da loja: os pneus dianteiros foram destruídos aos 7 mil Km, e a concessionária teve a cara de pau de falar que foi mau uso e asfalto irregular.

Bem, eu dirijo em modo econômico, seguindo o fluxo, deixando o carro rolar, usando freio motor e freando pouco (leia-se: como uma idosa esperta). Mesmo que o uso fosse majoritariamente urbano, não era para acabar com as bandas internas dos pneus e em tão pouco tempo, problema claro de alinhamento.

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Precisei acionar a Peugeot, gastar meu tempo indo na autorizada da Pirelli pegar laudos e ainda esperar 15 dias de falta de boa vontade de todos para ter um retorno. Como estava começando a chover, eu troquei os pneus por conta própria, tanto para não levar multa quanto para não sofrer um acidente, porque a banda interna ficou mesmo careca.

Findo o prazo, a Peugeot me liga e diz para levar na Concessionária que eles trocariam os pneus sem custo, e quando eu disse que já os havia trocado, eles disseram que não fazem reembolso, aí eu ameacei entrar no pequenas causas, e o resultado foi que ganhei crédito na loja, o que deu para duas revisões e um punhado de caras de alface toda vez que eu ia lá. No primeiro ano foram mais de 30 visitas, contando também recalls.

Vale relatar que a concessionária sempre entregava meu carro “mexido” no ajuste de banco, espelhos, rádio e ar condicionado ligado, uma vez vi o camarada pegar meu carro na oficina e trazer para mim, não andou nem 50 metros, e veio com o ac ligado no máximo (não estava calor), rádio alto e em estação de rádio que eu jamais escutaria (não digo para o camarada ficar desconfortável, mas, não precisa fazer isso tudo).

A concessionária, nas últimas vezes, alterou o serviço “leva e traz” para só “leva”, e aí, você que está sem carro que se vire em pagar taxi (em tempos que não havia Uber e o smartphone não era unanimidade). Muito dedicados a perder o cliente.

A última grande raiva que passamos foi com a caixa de direção estalando ao esterçar, aconteceu faltando 3 meses para o término da garantia, e nisso nós havíamos nos mudado para a região de Campinas, então, esperava que a outra loja tivesse atendimento diferente.

Primeiro falaram que era uma regulagem do canhoto (não sei que diabos é isso), não resolveu, carro de volta lá três dias depois, aí disseram que era o terminal de direção, bora pedir peça, esperar peça chegar e levar o carro lá outra vez, ficar os dois dias diferentes sem carro e ter que gastar com Uber.

Não resolveu… carro de volta na concessionária uma semana depois e disseram que era a caixa de direção (que eu já sabia que era o problema, mas, ignoraram, porque quem estava resolvendo isso era minha esposa e vocês sabem como é o preconceito com mulheres e carros), bora pedir peça e esperar o retorno.

Carro da semana, opinião do dono: Peugeot 208 (0 km a 110.000 km)

Passados 30 dias, sem previsão, 60 dias, sem previsão, 90 dias, sem previsão, disseram que houve troca do fornecedor e desabastecimento. A paciência acabou e fomos ao Procon, que notificou a empresa, se passaram mais 30 dias e nada da maldita caixa chegar, reclamamos com a fábrica novamente.

O Procon nada pode fazer, a não ser te encaminhar para um advogado ou ao Juizado de Pequenas Causas, o que iríamos fazer, quando a caixa chegou, 5 meses depois… imaginem que alegria seria se fosse um problema que imobilizasse o veículo, para quem só tem um veículo e depende dele.. a sorte é que minha senhora estava desempregada e eu uso fretado.

A última experiência com eles foi após os 100 mil Km, quando vimos que um dos faróis havia queimado e, quando a oficina estava trocando a lâmpada, eu vi que os faróis (na parte cromada) derreteram/formaram bolhas perto dos DRLs (foram aí todos os defeitos que todos tiveram no Clube Peugeot, bingo!).

Levei na concessionária e eles disseram que seria pouco provável trocarem, por estar fora da garantia e por eu não ter feito as revisões na concessionária após o fim da garantia, pois, se tivesse feito, eles trocariam em cortesia. Tiraram fotos e tal e, depois de uns 20 dias, me ligaram falando que eu podia marcar para trocar os faróis, que a Peugeot ia fazer em garantia. Para isso, precisaram de quase um dia todo (questões de sistema), mas, trocaram, e trocaram até as lâmpadas (que já estavam incomodando pelas DRLs queimando a cada 4 meses, aparentemente, defeito do farol).

No geral, as duas concessionárias que utilizamos nunca tinham as peças em estoque e não nos prestaram esclarecimentos adequados para os problemas e situações. (eu aceito um “não sei, vou pesquisar” como resposta, mas não topo resposta escorregadia).

Milagrosamente (será?), finda a garantia e eu passando a levar o carro numa oficina perto de casa, o bicho não deu mais um problema.

Os mecânicos particulares, aliás (um de Ribeirão e um daqui) sempre rasgaram elogios ao carro, e eu sempre gastei com ele bem menos (e em intervalos maiores) do que gastava com o Gol, tão famoso por ter manutenção baixa e robustez.

Por fim, a bateria morre sem avisar. A primeira ocorreu com 2,5 anos de uso, a segunda agora pouco depois dos 100 mil Km (coloquei uma de 60 Ah ao invés da de 48 original), foi num posto de gasolina na estrada, parei na bomba para abastecer, desliguei o carro e na hora de sair, nada.

Sorte que consegui uma boa alma para fazer a chupeta e ligar o carro. O camarada ficou insistindo que era alternador, mas eu sabia que era bateria por causa do comportamento. Consegui chegar em casa, sem poder usar ar condicionado e nem farol alto, porque o painel ficava maluco, e troquei a bateria no dia seguinte.

As borrachas das portas também apresentaram rasgos nos últimos meses, não consigo achar em nenhum lugar fora a concessionária, que não consegue passar orçamento das peças (sim, eu sei que dá para usar um serviço de busca de peças, mas não fui atrás)

O uso

Quando morávamos em Ribeirão Preto, eu dirigia o carro a maior parte do tempo e o uso era praticamente urbano, com idas mensais às casas de nossos pais e viagens em feriados.

Agora, em Campinas, o uso é majoritariamente rodoviário e por minha esposa, com ela viajando para São Paulo quase que mensalmente e ainda com viagens para as casas de nossos pais. O carro praticamente passou metade da rodagem em cada cenário.

No uso urbano, a pronta resposta do motor é destaque, conferindo bastante conforto na condução, permite ainda que se rode em marchas altas com frequência, economizando combustível, ajudado pela boa relação das marchas (mas que poderia ter uma sexta mais longa ali e espremer as demais um pouco).

O curso e precisão da alavanca de câmbio poderiam ser melhorados, testei um 208 com o motor 1.2 e senti uma leve piora nisso. O ar condicionado aparentou ser mais forte após a troca da correia de acessórios, antes ele precisava de uns 15-20 minutos em potência máxima e com recirculação para refrescar o habitáculo, agora leva 5-10 minutos.

O acerto de suspensão também é ponto alto, sendo macio sem ser mole e firme sem ser duro, filtrando bem as infinitas irregularidades do asfalto que encontramos. A suspensão também se mantém alinhada mesmo com o pavimento irregular (meus sogros moram em zona rural, o carro nunca desalinhou por isso), o que não acontecia com o Gol.

Os espelhos são de bom tamanho e visibilidade, a coluna A é bem grossa e inclinada, atrapalhando em esquinas, a frente do carro não raspa muito no chão em valetas. O consumo varia entre 8,5 e 9,5 km/l com álcool e 11 a 12 km/l com gasolina.

No uso rodoviário, falta um pouco de fôlego ao motor acima de 4 mil RPM (nada grave e já é esperado), pode-se trafegar nas velocidades máximas das vias brasileiras sem problema nenhum, sendo em algumas subidas mais apertadas e condições de lotação que é necessário reduzir-se para quarta marcha. O acerto de suspensão mantém o carro estável a 120 km/h, mesmo com vento lateral moderado. O consumo fica entre 12,5 e 13,5 km/l com álcool e 15 a 17,5 km/l com gasolina.

Agrada bastante o acerto da assistência da direção em ambos os cenários, a solução do painel elevado é muito bem executada (exceto pelo friso em black piano e pelos mostradores de nível de combustível e temperatura da água serem digitais e com unidades grandes, que são pouco precisos e se pegar um sol baixo por trás do carro, os torna ilegíveis).

A qualidade do som é boa (mas incomoda a limitação do volume quando o veículo fica sob sol quente, você não consegue escutar o rádio quando liga o ar condicionado em potência máxima por uns minutos) o teto panorâmico é ótimo para entreter crianças, por um tempo, e para uma condução mais agradável à noite, quando se lembra de abrir o forro, os faróis iluminam bem (destaque para o sistema “à prova de esquecidos” para acionamento do farol e lanterna de neblina, que alguns fazem questão de utilizar mal) a lanterna de neblina é muito útil em baixa visibilidade (tanto para que te vejam quanto para manterem alguma distância da sua traseira).

O desenho do para-brisa inclinado atrapalha um pouco aos mais altos e não tão flexíveis entrarem e saírem do carro, as portas são grossas, os freios não inspiram muita confiança, apesar de bem modulados (e, lembram das pastilhas? Duraram 91 mil km) e de darem conta do veículo (mas, poderiam ter discos ventilados) os braços dos limpadores de para-brisa serem escondidos pelo capô requerem alguma atenção quando terceiros vão lavar o vidro.

O triângulo de sinalização não ter um nicho em quase todo Peugeot que eu vejo é risível (há espaço na tampa do porta malas para um nicho, como no Polo atual), as alças “pqp” fazem falta, os bancos, apesar das boas dimensões, poderiam ser um pouco mais firmes, ter melhor apoio lombar e não terem um tecido que mancha com tanta facilidade.

Veredito

Apesar dos problemas e dos estresses que passamos com as concessionárias, lembrem-se que são 6 anos com o carro.

O 208 é ótimo, agradável no uso, robusto, tem boa qualidade de construção do acabamento interno, agradável e de manutenção barata.

Pra quem gosta de design, ainda é um carro bonito e bem resolvido por fora e por dentro (por dentro eu diria que é bem à frente de seu tempo), mas, para um carro zero km, já está bem defasado em relação aos concorrentes em diversos aspectos.

Pensamos muito em trocar por outro 208, mas, pela defasagem, o preço atual, a concorrência, o atendimento da Peugeot e à mudança de nossas necessidades, teremos que buscar opções em outras marcas, já que não queremos pagar tão caro num “208tão” que é o 2008, e que também não nos agradou tanto no test drive e especialmente no preço.

Esperamos que a nova geração do 208, que está para chegar, corrija a defasagem em equipamentos e segurança que ele tem para a concorrência, e que venha com preço adequado.

É isso.
Abraço!

Eber do Carmo

Eber do Carmo

Formado em marketing, tem mais de 13 anos de experiência escrevendo sobre o mercado automotivo no Notícias Automotivas, desde que fundou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Também teve por três anos uma empresa de criação de sites e catálogos eletrônicos.

  • Neto ®

    Parabéns pela matéria! Muito detalhada! Boa sorte na nova compra!

  • ych

    que tenso esse negocio do freio. eu descartaria logo por causa disso.

    • Evandro

      É, se eu não fosse mais prudente no trânsito eu teria trocado, mas por perda total.

  • Willie Cicci

    Pular de um Gol G4 para um 208 é foi tremendo upgrade na vida, boa sorte na nova compra.

    • TchauQueridos

      Trocou de carro o br já acha que venceu na vida….

      • Gran RS 78

        Ele tbm trocou de cidade e de apartamento.

        • TchauQueridos

          Exatamente, existe vida além de um carro na garagem…

  • Rafael Cascaes

    Muito bom o relato, só não consegui entender como mesmo com tanta dor de cabeça vocês ainda chegaram a pensar em outro carro da marca…

    • Peuooo

      Meu irmão teve um 208, relatou alguns desses problemas, mas mesmo assim, eu com a primeira oportunidade, comprarei um peugeot. Gosto muito do design e tecnologia embarcada. com o novo 208 e 2008, creio que va dar bastante trabalho pra concorrencia.

    • Evandro

      Porque o carro é muito agradável, e, mesmo com as encheções de saco, ele agrada muito no geral, bem diferente do Gol, que deu dor de cabeça e era péssimo.

  • honerb

    Temos um 2008 em casa há 4 anos, só alegria. A bateria durou exatos 4 anos…

    • O problema foi na época do 206 e depois o 207 (que era um facelift do 206 aqui no BR). Os carros e a rede de css eram ruins, ganhou fama e essa se arrasta até hj. Vamos ver se esse novo 208 dá uma moral pra marca.

      • DODHOP

        Quais problemas você teve com o 206 e 207 para alegar que eram carros ruins?

        • Não tive, fiquei interessado em comprar na época, mas com pouca pesquisa e perguntando pra quem já teve, desisti de comprar. No mais, o pior de todos era a suspensão que não durava nada fica batendo e o carro novinho, problema no sistema de arrefecimento e freios que acabavam rápido (isso peça original), correia dentada que fazia barulho (essa era até comum encontrar na rua), mecânico falou que recebia muito 207 com problema de elétrica. Sem falar que a rede de css aqui na minha região é péssima, só tem 1 e o pessoal sempre reclamava de demora na reposição de peças.

          • honerb

            Tem um 207 com a minha irmã a dez anos, carro valente, acabamentos muito bons para o segmento, manutenção barata, gostoso de dirigir. O problema é que ninguém quer da revisão em carro.

            • A fama ruim do 206/207 não é a toa, não é boato. Mas tem muita gente que teve sorte do carro não dá nada. Problema é a fama mesmo. Eu tive um Voyage 2009 que a maioria quebrou o para-brisa do nada menos o meu.

            • Renato1983

              Sorte. A incidência de problemas é muito alta entre proprietários de 206 e 207 (eu incluso).

        • Renato1983

          Meu 207 quebrou a suspensão traseira 2x antes dos 30.000 km. Caixa de cambio manual deu problema aos 28.000 km, fora de garantia (era de 1 ano). Fora uma longa lista que já nem lembro mais (vendi a porcaria há uns 6 ou 7 anos com 39.000 km – eu tinha comprado 0 km).

          • gomessilvarj .

            A Peugeot da época dos 206/7 ficou pra trás. O 208 atual, 2008 e demais carros atuais foram bem tropicalizados e não dão mais os problemas bizarros dos antigos. A marca está se esforçando para melhorar e de fato está melhor. Estou com o meu 208 a 6 anos e zero problema.

  • Leonardo C.

    Excelente relato, aqui em casa temos um Fox Connect 2020 e um 208 Griffe 2017, sem nada pra falar do carro e nem da rede Peugeot, sempre fui bem atendido. Antes do Fox tinha um C3 Tendance 2013 que vendi com 110.000 km, o Fox é um carrinho muito bom, racional e custo-benefício imbatível, mas tenho uma saudade tremenda do francesinho, era muito mais econômico e barato de manter.

  • João Senff

    Temos uma 3008 Griffe Pack 2019 agora com 26 mil kms iremos trocar esse ano o carro . O pós venda da Peugeot tá melhor que na época do meu 307. A dúvida cruel é que o 3008 subiu muito o valor o Compass já tivemos um 2017 e só problemas. A Digníssima tá pensando na TIGUAN Allspace e eu rezando para a A4 Avant ganhar bônus até agosto kkkkkkk.

    • Mr. On The Road 77

      Eu compraria a A4, nem que fosse preciso morar com os mendigos.

      • João Senff

        Kkkkkkkk. A A4 não vale esse empenho todo. Mês passado a A4 estava com o mesmo Bônus desse mês por 219900 e a Q5 199.900 fui com a digníssima olhar eu a A4 e ela a Q5 e não consegui colocar ela na A4 pelo valor já na Q5 fizemos o test drive e vou te contar que o carro surpreendeu positivamente.

  • Ao que parece, os problemas eram da rede e dos antigos fornecedores da marca francesa. Ou seja, a marca evoluiu e com isso, os problemas acabaram.

    Pelo calvário relatado, já não teria um Peugeot 208, embora já tenha alugado alguns, e salvo pequenos ruídos e defeitos no carpete, em geral foram bons carros.

    • Evandro

      Infelizmente não, a concessionária de Campinas me atendeu em Dezembro pra trocar os faróis e foi parte do relato. ;)

  • Luciano

    Tenho um 208 Active Pack 2015, também comprado 0 km. Também costumo ficar uns 5 anos com os carros que compro. Concidencia também que meu carro anterior era um Gol 1.0 mas o meu era um G5 e tinha ar condicionado. O meu 208 não teve nenhum problema grave e os que ocorreram durante a garantia foram sanados a contento pelas concessionárias. Digo que no geral é um ótimo carro, bem confortável, silencioso, com desempenho razoável e com bom consumo. E se provou robusto, tanto que a suspensao ainda é toda original e está tudo ok com ela. A bateria original morreu com exatos 3 anos de uso e os pneus (Pirelli P1) duraram até os 52 mil km. Agora estou ouvindo um zumbido vindo da traseira em alta velocidade na estrada, acredito que sejam os rolamentos das rodas traseiras precisando de substituição. Na época que comprei era sem dúvida a melhor relação custo benefício entre os hatches compactos. Agora aguardo o novo 208, se a Peugeot não pirar nos preços há
    grande chance de continuar com um carro da marca na garagem pelos próximos 5 anos.

    • gomessilvarj .

      Tenho um 2014 desde de zero, e endosso as suas palavras. Quando comprei era o melhor custo x benefício. Hj não vale o que pedem. Estou aguardando o novo 208. Se vier uma versão intermediaria na faixa dos 60, 65 mil como Onix, eu compro.

  • Preza Latin NCAP mas o pegô só tem 2 estrelas. De qualquer forma relatou todos os problemas/estresse com a marca e o carro, em suma confirma a má fama da marca no BR.

    • Luciano

      No primeiro teste do Latin NCAP o 208 teve 4 estrelas sendo que naquela época a concorrência em geral ficava com 1 ou 0 estrela no teste.

      • TchauQueridos

        Agora a concorrência com 4 e 5 estrelas, e o PUG ?

        • Cardoso (não aquele)

          Bom o cara não comprou o carro agora.

          O Up tinha 5 estrelas no LNCAP quando foi lançado, hoje provavelmente tiraria 3.

    • Evandro

      Teste do NCap em Agosto de 2014, quatro estrelas.
      Carro comprado em Março de 2014.

      Respondida a dúvida?

  • DODHOP

    Tive um 2008 (dez 2015 a junho 2018) e não tive problemas com o carro nos quase 40k que rodei com ele nesse meio tempo. De raiva mesmo só no final, na última revisão feita a concessionária não trocou o filtro de ar, abateu o valor da peça mas foi feito pedido, com a promessa de que quando chegasse ligariam para efetuar a substituição…mas 1 mês depois fechou as portas de uma hora pra outra e a orientação da Peugeot era que eu procurasse a concessionária mais próxima, que fica em outro estado a mais de 200km de distância. Acabei repassando o carro para um primo que mora lá. Fora isso não tenho o que reclamar dos carros da PSA, além do meu tivemos lá em casa no passado Xsara Picasso, Xsara Hatch, 206sw e CÊ e nenhum deles fez jus a fama de “lixo” que a PSA tem.

  • Luconces

    Parabéns pela matéria! Mostrou todo o lado negativo do modelo sem desmerecer nada.

    Minha cunhada tem um 208 Allure AT6 2016/17 comprado zero que está agora com quase 30 mil rodados. O único problema que teve foi a ECU que deu pau e deixou ela na mão quando foi sair do escritório indo pra casa. Foi guinchada (Total Care – zero custo) e deixaram o carro dela na concessionária de rotina. No começo a Peugeot alegou que era mau uso, por parar em posto de combustível de qualidade duvidosa e não queria trocar na garantia.

    Como ela sempre levou o carro lá e bateu o pé, conseguiu todo o serviço de graça incluindo mão de obra e a peça.

    A Peugeot já ligou pra ela duas vezes após o serviço para avaliar o atendimento.

    Fora isso sem problemas algum e sempre elogiou o atendimento nas revisões.

    Do mais, o posto que era parava fechou depois umas semanas.

    • TchauQueridos

      “A Peugeot já ligou pra ela duas vezes após o serviço para avaliar o atendimento.”
      Se negam a garantia que é um direito legal, e com muita luta fazem o reparo, não sei o sentido de ligaram para perguntar do serviço…

      • Luconces

        A própria Peugeot ligou. Não foi a concessionária.

        Toda vez que ela deixa o carro na revisão isso sempre acontece.

        As únicas vezes que a concessionária ligou foram para arranjar o local e horário de entrega do carro; confirmar horário e dia de revisão; confirmar serviços a serem feitos. O padrão.

        Mas a avaliação dela sobre os serviços prestados sempre é feita pelo SAC da PSA.

      • Ramiz.M

        É procedimento padrão da Peugeot quando acionam algum serviço na garantia. Eu recebi ligações em 3 oportunidades, quando trocaram os faróis, a mangueira de esguicho e após o recall.

  • Marco Correa

    Também tive esse problema de rangido por conta do cabo do freio de mão mas o meu carro era um 307 ano 2007. Eles afrouxaram um pouco o cabo e aí parou (defeito de projeto ou falha de montagem?).
    A bateria também teve esse comportamento (do nada arriou completamente).
    Vendi o carro com quatro anos de uso (uns 45.000 km rodados). Ele estava com um ruído que parecia vir da torre do amortecedor quando passava por uma lombada (nunca soube o que era o problema).
    De resto, não tive problemas. O carro nunca apresentou “grilos” internos. O atendimento na concessionária sempre foi bom…
    Compraria um Peugeot novamente mas só se for o 3008! kkkk

    • Eduardo 1981

      Esse ruído do amortecedor era o coxin.

  • Jack 😎

    A maioria dos carros que eu tive, quando começavam a chegar perto de 90.000 ~ 100.000 km, os defeitos passavam a se intensificar.
    Parece que eles fazem as peças com prazo de validade mais ou menos parecido, pra nos obrigar a trocar o carro inteiro logo de uma vez.

    • Jurandir Filho

      Isso é bem verdade, lá em casa tivemos um kia picanto e i30 com essa km que demandaram muita manutenção

    • Danilo

      Mais de 2 voltas no mundo e vocês querem que o carro continue sem apresentar defeitos?

    • LuisG

      Em casa o mesmo caso, temos um Uno Vivace comprado 0km em 2012, o carro está em seus 89 mil km e os defeitos começaram a se intensificar nos seus 87 mil km, tanto que o ultimo problema que o carro teve foi no arreferecimento que inclusive o mecânico não resolveu até hoje, estamos pensando seriamente em trocar, seja pelo problema, seja por trocar novamente bateria, pneu e etc…Ou por ter um carro mais confortável.

  • Leo

    Meus pêsames… quantos problemas… isso não é normal não, você foi muito paciente.

    • RPM

      Isso que pensei…..a idéia do carro zero é não ter dor de cabeça né
      Eu aqui com o meu carro 2006 comprado em 2017,com baixa Km e zero de problemas até agora….posso ter dado sorte,enfim…

    • Evandro

      Leo, problema grande mesmo foi só a caixa de direção e a palhaçada dos pneus, os outros foram mais incômodo de ter que ir lá resolver e de ser mal atendido.

      Sim, conta, e muito, passei bastante raiva, mas não fiquei sem carro.

  • TchauQueridos

    ” (por dentro eu diria que é bem à frente de seu tempo),”
    Apesar do apelo futurista e do apelo hatch premium que tentam colar, eu particularmente achei o acabamento muito simplório.

    • Evandro

      Não falo pelo acabamento, mas sim pelo desenho bem resolvido e soluções interessantes, como o volante baixo e painel bem posicionado.

  • Murilo Soares de O. Filho

    A quantidade de pequenos defeitos incomoda, mas o carro ainda é bonito…

  • Rick Wakeman

    Se eu tivesse tantos problemas assim (mesmo considerando o tempo que ficou com o carro) eu mudaria de marca. Hoje em dia tem tantas opções que vale a pena procurar por algo que dê menos dor de cabeça.

  • THOGO EILERT LEMOS DOS SANTOS

    E o valor de revenda? É a hora q o filho chora e a mão não vê!!!!

    • Evandro

      E adianta pegar um carro “bom de revenda” e morrer pagando seguro caro, como era com o Gol?
      Comprei o carro pra me servir, e isso ele fez muito bem. ;)
      O preço de revenda variou bem e não foi tão ruim quanto se espera, e outra, 6 anos de uso e 110 mil km, qualquer carro tem valor baixo.

  • THOGO EILERT LEMOS DOS SANTOS

    Tenho um Frances 2014 com menos de 50k km e a média q me oferecem é de 60% abaixo da Fipe dele

    • Rick Wakeman

      Pois eh…Peugeot, Citroen, tem poucas css…aí vc não consegue negociar. Eu vendi um Argo recentemente. Tinha 6 css Fiat próximas de casa. Os preços variaram de 31 a 37 mil..claro que vendi por 37, 90% da fipe (na troca por um novo). Eu evito comprar carros Peugeot não pelo carro em si, mas pela revenda. Temos muitas opções de marcas, o que permite que o valor da revenda seja um diferencial numa compra

  • Rogério Ming

    O meu 1.2 2017 está com 48km e nunca tive NENHUM problema. Só revisões de rotina da concessionária e troca das pastilhas de freio com 40km. Até a bateria ainda é original.

  • Eduardo Sad

    Cara. Muito bem redigido seu relato. Um. Mix de trágico-cômico. Interessante vc considerar ainda a troca por outro Peugeot, mesmo tendo tantas ocorrências. Eu não teria a mesma paciência. Recentemente comprei um 2º carro pra rodar sem preocupação no dia a dia (barato, econômico, sem muita desvalorização). Por mais que eu ache os Peugeots lindos, na racionalidade não tive coragem, em virtude destes defeitos que todos apontam. Tem uma frase que diz que “nada é tão caro nessa Vida quanto um Peugeot barato”.

    • Evandro

      Considero novamente porque ele agrada no uso.

      Seria como largar da namorada por causa da sogra chata.
      Importa, mas não é o principal. :D

      • Renato1983

        O problema é o tanto de tempo gasto com inúmeras ocorrências. Deus me livre ir tantas vezes em uma concessionária. Teve problema grave e uma infinidade de problemas menores. Sofri com meu 207 quando tive. 2009/20010, comprado zero e vendido com 39.000 km. Principais problemas foram a suspensão traseira, amortecedores estourados duas vezes antes dos 30.000 km e o dianteiro com 6 meses (trocado em garantia). Além da caixa da cambio manual com problemas aos 28.000 km (já fora da garantia). Vendi o meu peugeot com menos de 3 anos de uso por pouco mais do valor absoluto que paguei. Foi um prejuízo horroroso, mas um livramento.

  • Peter Bishop

    que carro LIXO

    • Evandro Romera

      nao fala asneira nao filhao!! se tu nao usa nao pode julgar

      • Peter Bishop

        claro que posso julgar! olha a quantidade de defeitos que deu! não é um demérito de quem comprou, mas que essa treta toda de problemas não é normal ah não é

    • Evandro

      O gol foi MUITO pior. ;)

  • Diego

    Ótimo relato, parabéns, já faz tempo desde o último relato. Reparei que o carro não deu problema no motor, somente em acabamento e elétrica, o que já ajuda. Acredito que o 208 esteja na média da concorrência em seus defeitos e da rede, sem dúvidas uma opção a ser considerada.

  • dallebu

    Carro recém lançado é assim mesmo, muito mais suscetível a problemas, basta ver o Novo Onix com vários probleminhas e “recalls” internos, ou mesmo o Fiat Argo Precision aqui do serviço, 2017, dos primeiros lotes, que o alarme disparava do nada, a porta do passageiro parou de abrir por fora, a caixa de ventilação precisou ser trocada (com desmonte do painel) pois quebrou uma escotilha e só saia ar quente e a fechadura elétrica do porta-malas as vezes abria sozinha ao fechar a tampa, tudo num período de 20.000 km e 1 ano e meio.
    Quanto ao 208, se pegar um modelo fabricado de 2015 pra cima acho que a probabilidade de defeitos cai drásticamente.

    • Evandro Romera

      caiu muiito, a fama pegou no 206/207 ngm sabia mexer no carro!

      • dallebu

        Foi o primeiro popular a vir com sistema elétrico Multiplex, ou rede CAN, hoje usado em praticamente todos os carros. Os mexânicos, que até hoje mal sabem lidar com eletrônica, fizeram uma lambança…

      • Renato1983

        O problema não era esse só. Eles quebravam demais, muito frágeis. Tive o 207, vários amigos tiveram 206 e éramos quase unânimes na raiva que passamos com Peugeot. Uma colega só que ficou com o 207 dela até mais de 100.000 km sem problema. Fora um amigo meu que quase morreu em um acidente devido a quebra da barra de direção de um C3 com menos de 30.000 km de uso. Ter Peugeot uma vez é igual a ter uma doença: a gente fica imune e não pega mais.

    • Evandro

      Sim, só a primeira leva reclama nos grupos do 208, o pessoal mais novo quase não comenta nada.

    • Ramiz.M

      Inclusive para quem quiser comprar um usado, os 2016 (pré-facelift) são os melhores em relação a equipamentos e acabamento.

  • Rick Wakeman

    Uma coisa que sempre considero na compra de um carro é a facilidade de revenda. Nesse ponto, prefiro comprar carros de marcas com mais css, pois vc pode negociar mais. Recentemente vendi um Argo. Fui a 6 css da Fiat, próximas de casa. Os preços variaram de 31 a 37 mil. Se fosse Peugeot, eu não teria essa possibilidade. Tive um 106 há muito tempo, e quando fui vender a css Peugeot foi a que ofereceu menos no carro. Aí mudei de marca e nunca mais voltei. A qtd de css Peugeot, Citroen , etc, é pequena. E isso dificulta a revenda.
    A gente sempre perde numa revenda, o que eh natural pois usamos o carro. Mas não admito que a própria montadora ofereça um valor menor ao seu carro do que a concorrente. Por esse motivo, nunca mais quis comprar Peugeot .

  • Milton Fabiano Camargo

    O veredito não condiz com os relatos de vários problemas importantes. Não entendo porque a Peugeot é tão decepcionante. Tinha tudo para ser uma marca confiável, mas não é.

    • Evandro

      Milton, os problemas marcam, mas o resto do tempo onde ele funcionou muito bem não aparecem no relato. ;)

  • Renato Almeida

    Curioso que, mesmo com tanta dor de cabeça em 6 anos com o carro, você ainda pense em comprar outro Peugeot. Tive um 206 que tirei 0km. “Aguentei” 2 anos com o carro. Hoje, nem cogito mais entrar numa concessionária da marca.

    • Evandro

      Renato, eu pensei mais porque o garro é muito gostoso, e ainda é um concorrente interessante, só faltava ser uns 10 mil a menos.

    • Renato1983

      Faço suas minhas palavras, xará, trocando 206 por 207. Achava um carro bonito, moderno, completo e barato. Mas como vi alguém citar mais acima, nada mais caro que um peugeot barato.

  • Zé Mundico

    Rapaz, eu tinha ficado no Gol mesmo…..rsrsrs

    • renanfelipe

      E passar 6 anos em um carro seco? Tá doido.

      • Luciano

        Seco e mais problemático que o 208, conforme o relato do autor.

    • Ramiz.M

      Eu já tive 2 Gols na garagem, um G3 (carro usado então darei um desconto) e um G5 (comprado zero em 2011). O G5 foi certamente o pior carro que tive na vida e olha que ele foi comprado quando todos os problemas das lançamento já haviam sido corrigidos. Até hoje dou graças a Deus largado a VW. Dificilmente voltaria a comprar carro dela.

    • Evandro

      Sem chance, ele dava bem mais dor de cabeça que o 208, era desagradável no uso e o seguro subia todo ano.
      Já estava pagando quase 10% do valor do carro pra fazer seguro.
      Lembra ali no texto que minha senhora teve um outro Gol antes deste e ele “fugiu”.

  • Zé Mundico

    Deve ser característica Peugeot. Tive um 408 THP que era uma nave, super confortável, completo, um foguete, etc e tal…
    Mas o bichinho apresentava tanto probleminha bêsta (uma borrachinha solta aqui, um terminal solto alí, um retentor trincado acolá, limpador solto ali, uma regulagem mal feita, peça de acabamento que demorava…..) enfim, era muito problema bôbo para viver parado em concessionária perdendo tempo por besteira! Com menos de 2 anos mandei embora.

  • renanfelipe

    Entendo perfeitamente o relato. Tive um 207 por 8 anos e meio.
    Alguns problemas crônicos, também relatados no Clube Peugeot.
    Mas a manutenção regular era barata e eu não conseguiria conforto e refinamento similar pelo que eu tinha na época.
    Tanto que parti pro 308. Não troco meu conforto/prazer diário por diferença em revenda não.

  • Ramiz.M

    Relato muito interessante, principalmente pelo processo de compra ter sido muitíssimo parecido com o meu, sai de um Gol G5 1.0 2011 para um 208 Active 2014/15. Atualmente o carro tem 70k rodados em 5 anos (completados em 2 de janeiro). Não sei se tive muita sorte ou você teve muito azar, mas a quantidade de grilos no seu carro foi bem alta. Eu por exemplo tive apenas o problema do rompimento da mangueira do esguicho do vidro traseiro e derretimento do farol. O outro foi o módulo de som do volante que queimou. Todos problemas foram resolvidos pela CCS sem nenhuma dor de cabeça. Dos recalls, meu carro só teve o do chicote do limpador de pára-brisas.

    A bateria original durou 2 anos e meio e os pneus acabaram de ser trocados (sim, duraram 70k). Entre as peças de manutenção por desgaste foram pastilhas de freio (120 reais) aos 45k e duas trocas de Correia Dentada (220 reais) aos 35k e 70k (moro em BH e aqui existe problema contaminação por minério). Os amortecedores dianteiros (800 reais o par) também foram trocados aos 50k pois um deles estava vazando. O pacote de revisão acaba ficando caro por causa do óleo de motor 0w30 (45 reais), as demais estão na média do mercado (filtros na média de 20 a 30 reais).

    Fora isto, nada a reclamar de nada. O consumo é muito parecido com o do relato, poucos barulhos internos (apenas um no painel que surgiu recentemente) e é isto. A Peugeot colhe o que plantou, mas a muito tempo é uma marca que merece confiança. Certamente considerarei a troca por um novo 208 quando for lançado.

    • Evandro

      Os pneus originais eram Pirelli P1, duraram 55 mil, mesmo com o problema da troca de um par deles.
      Troquei pelos Continental ContiPowerContact e estão com 55 mil hoje, devem chegar nos 70.
      Considere também que o primeiro jogo teve uso majoritariamente urbano e o segundo, rodoviário.
      Recall o meu fez o da suspensão dianteira, e acho que só.

      • Ramiz.M

        Os meus eram Michellin Energy XM2. Na troca peguei o mesmo jogo.

        • Evandro

          Quando fui trocar, eles eram mais caros e no “super trunfo” empatados com os Continental, mas com treadwear menor.
          Como eu já tinha uma ótima experiência com os Conto na goleta, segui com eles e não me arrependo.
          Quem sabe na próxima. :)

      • Bruno Luís

        Pirelli cinturato P1 plus durou exatamente 35 mil km no meu Fox , Pirelli nunca mais .

  • Rodrigão

    Muito bom e detalhado o relato. Os carros da Peugeot seduzem por um lado (são bonitos, confortáveis, equipados) mas assustam por outro (fama de péssimo pós-venda, com espera por peças etc). Lendo seu relato, para mim o medo supera qualquer vontade de comprar um na minha próxima troca. O nível de dor de cabeça que este carro te deu nos primeiros anos não é aceitável, a Peugeot pelo que ouço pisa na bola legal com seus consumidores e esta é uma das coisas que precisamos mostrar às montadoras que não estamos dispostos a aceitar. A venda de carros no Brasil está caindo ano a ano, os modelos estão se tornando mais seguros e eficientes por força da lei e o mercado está mais diversificado e concorrido. Ou seja, estamos ficando mais próximos dos mercados mais desenvolvidos. É hora de cobrarmos preços mais decentes e melhor qualidade nos produtos e serviços das montadoras.
    Comprei um Ka Tecno 1.0 no meio de 2018 por ser o carro zero mais barato naquele momento com Controle de Estabilidade e Controle de Tração (quem já viu estes equipamentos funcionando NUNCA MAIS ANDA NUM CARRO SEM), e sigo com ele sem qualquer problema depois de quase dois anos (uma troca de bucha de suspensão prontamente realizada pela Ford pela garantia). Não sei se dei sorte, mas se tivesse passado por metade do que tu passou acho que teria botado fogo no carro na frente da concessionária.

    • Ramiz.M

      Disponibilidade de peça é relativo. Meu velho esperou 2 meses pela alma do pára-choque de um Corolla Altis. 2 meses de carro alugado pois a Toyota se recusou a emprestar um carro enquanto o serviço não ficava pronto. Meu Gol G5 queimou o alternador com 26k rodadas. Entre laudo técnico da VW e a chegada da peça, ficou 40 parado na CCS. Com o 208 a troca dos faróis demorou 3 dias, nos quais fiquei com um 308 THP emprestado pela CCS.

      Sobre os itens de segurança concordo demais, controle de estabilidade, hill holder estão no 208 europeu e simplesmente não trouxeram para cá, nem mesmo quando a concorrência chegou trazendo mais segurança.

    • Evandro

      Rodrigão, só não fiz isso porque a vida pegava fogo de outro lado naquela época..
      Mas, não nego que pensei em outras coisas, e saber química é um perigo nessas horas. :-D

      O Ka não vai rolar porque a ergonomia não deu pra nós, mas o acerto de suspensão dele é uma delícia.

  • Sino Weibo

    Em relação a última frase do texto, pode esperar sentado senão vai cansar kkk (me cobrem isso depois)

    • Evandro

      Não vou hehehe
      O 208 novo não vai nos atender mais, a frase foi só uma “ei, dona Peugeot, para de errar, por favor, você consegue fazer melhor”

  • Gilberto #Kobe4L

    Tenho um 208 Active Pack 2014/15, carro muito bom, confortável pra dirigir. Viajar então? Nem se fala, econômico demais!
    Único “problema” dele foram os amortecedores traseiros que tive que trocar (coloco a culpa em Santa Maria, cidade dos buracos) e a bateria que durou 2 anos e meio. Além disso, apenas manutenção normal. Os pneus de fábrica, Pirelli P1, duraram 56mil km, troquei recentemente por outros da pirelli mesmo.
    Os outros problemas eu não tive nenhum.
    Quanto a manutenção, nunca fui na autorizada. Você paga caro por um serviço meia boca. Fui no meu mecânico de confiança e foi só alegria. E ele fez só elogios aos 208 em geral.

    Não penso em trocar o carro agora, mas provavelmente trocarei por um outro Peugeot futuramente.

  • Mayck Colares

    Tive um 208 Griffe automático de 4m, lendo seu relato me lembrei que também tive um problema com a bateria em um posto de gasolina e a síndrome dos ponteiros loucos. Também tinha direto a questão do limitador de volume do som quando o carro ficava fechado no sol. Isso nunca aconteceu em nenhum outro carro. Fora isso foi só alegria. Achava que o câmbio segurava demais as marchas e acabava sempre trocando pelas borboletas até na cidade sempre a 2000rpm e o carro ia bem.

  • Rafael Voltolini

    Tenho um 208 ano 2014. Realmente… no primeiro ano de uso tive alguns problemas. Não tantos quanto vcs (hauhaua). Mas a concessionária da cidade cuidou de tudo, sem custos adicionais. O bom atendimento fez toda a diferença. Na família tivemos um volks, que deu mil problemas. Um Renault, mas é muito espartano. Quando se anda de Peugeot vc acaba percebendo detalhes que outras marcas ignoram…
    Estou ansioso pelo novo 208.

  • Augustus do Aveiro

    Ou seja, Pug continua sendo bomba!

  • Paulo de Tarso Luchesi Coelho

    Parabéns pelo relato.
    Na sua próxima compra eu consideraria o Yaris, mais pelo pós vendas Toyota que não costuma decepcionar.
    Hoje tenho um Civic, e apesar de alguns detalhes de acabamento, estou muito satisfeito, inclusive com o atendimento das concessionárias (Que já foi melhor, mas…)
    Só depois que eu entrei na Honda percebi o quanto a Ford era desleixada.
    É difícil curtir o produto e odiar o pós venda.

  • Guilherme Galante

    O estalo na direção aconteceu com meu 2008. Foram 6 meses até trocarem a direção. Tirando isso o 2008 foi um bom carro.

  • Ubaldir

    Ótimo relato. Eu tive mais sorte com os 208 aqui em casa em termos de ocorrências. Minha esposa está no segundo, e tirando a questão da mangueira do esguicho traseiro que também se rompeu no primeiro, não tivemos qualquer outro problema.
    A questão da bateria, sinceramente não me lembro de nenhum carro zero mais equipado que eu tenha comprado em que a bateria tenha durado mais que 2 anos e meio a três anos. O 208 não fugiu à regra, trocando uma com 2 anos e meio. Aliás, essa troca foi bem bacana: o carro “arriou” na garagem de casa, liguei para o “Peugeot Total Care”, em menos de meia hora trocaram a bateria em nossa casa com custo normal de uma troca qualquer.
    No mais, o primeiro 208 (um Griffe 2015) exigiu apenas uma troca de buzina em 85 mil km de uso (R$ 85,00), fora as revisões programadas. Pneus, dois foram trocados aos 53 mil km, os outros dois com 63 mil.
    O segundo, um belíssimo Urbantech branco perolizado, segue para 30 mil km sem qualquer anotação. Tive que trocar dois pneus pelo fato de um ter sido fatalmente danificado em um buraco (as rodas 17″ com pneus de perfil baixo cobram o preço do belo design na sensibilidade em buracos).
    O atendimento em revisões nas concessionárias de Goiânia (é única, mas mudou de representante e endereço a pouco tempo), sempre foi a contento. A troca da mangueira do esguicho em garantia foi relativamente ágil.

  • Me assusta quando alguém compra um carro 0 km e antes dos 10 mil km é preciso fazer manutenção corretiva. Não sei se é inerente ao carro específico, ou a marca, mas é algo desanimador ter que deixar um carro para reparo antes dos 40 mil km, descartando manutenção básica de filtros e óleo.

  • Evandro

    Que bom que você leu o relato por completo. :)

  • Rafael Fernandes

    Bacana o relato. E me surpreendi com tantos problemas.

    Tenho um 208 Allure desde novembro/2014, e o único problema que tive com ele foi o rompimento da mangueira do limpador de vidro traseiro. Isso ocorreu 3 meses após o encerramento da garantia de 3 anos, mas a concessionária ligou para a fábrica e conseguiram autorização para trocar na garantia.
    De resto, só troquei pneus, correia e bomba de água (todos aos 45 mil km rodados e 5 anos de uso – a bomba foi trocada por estar com pequeno vazamento, então foi outro problema); e a bateria, que morreu exatos 4 anos e 1 mês após a compra do carro.

    A concessionária da minha região (Strasbourg) também é excelente, não tenho do que reclamar do serviço.

  • Vitão

    Ótimo relato, em suma, apesar do carro ter suas qualidade, o pós-venda e a qualidade de Peugeot continua uma porcaria.

    • Evandro

      Vitão, foi no mesmo nível do que a VW nos proporcionou, anos atrás.
      Não que isso seja pra se animar..

  • Ronaldo Santos

    Ai sim,respeito a opinião de um verdadeiro consumidor ,pq piloto de teclado falando q carro ñ presta pq ouviu alguém dizer ,ou aquela máxima o tio da esposa do prima da amante da avó do cara q tava pegando uma menina na festa que ele tava tem um disse q o carro é uma merda,ou q carro perde 80% do valor só de ligar na CSS!Parabéns cara pelo relato!

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