Chevrolet Sonic: anos, modelos, motores, consumo, manutenção, equipamentos

Chevrolet Sonic: anos, modelos, motores, consumo, manutenção, equipamentos
Chevrolet Sonic

Até meados de 2012, a Chevrolet não tinha um hatch compacto moderno o suficiente para brigar com o recém-lançado New Fiesta, da Ford, e também outros modelos tradicionais do segmento, como o Fiat Punto e o Citroën C3. E fato que o Astra era um bom produto com bom custo benefício, mas sua missão não era concorrer com esses modelos. Aí então surgiu o Chevrolet Sonic.

O Sonic foi anunciado como um hatch compacto mais evoluído na linha da Chevrolet. Muitos diziam que ele chegou para ocupar o lugar deixado pelo Astra, que parou de ser produzido em agosto de 2011.


Na realidade, a marca nunca afirmou isso – até porque o Chevrolet Sonic era um produto teoricamente inferior, visto que o Astra nasceu como hatch médio e, mesmo com muito tempo de mercado, ainda tinha certo refinamento.

Este modelo foi lançado no Brasil quase dois anos após ter sido apresentado lá fora. Ele surgiu como Chevrolet Aveo para os europeus no Salão de Paris, em outubro de 2010 e, mais tarde, em janeiro de 2011, foi apresentado como Chevrolet Sonic para os americanos no Salão de Detroit.

Chevrolet Sonic: anos, modelos, motores, consumo, manutenção, equipamentos

Atualmente, o Sonic já não faz mais parte da linha da Chevrolet no Brasil. Ele abandonou o mercado por conta das baixas vendas (muito por conta do preço elevado para o segmento). O Chevrolet Onix, por mais que seja um carro inferior em certos quesitos, hoje ocupa parte do espaço deixado pelo irmão mais velho na gama.

Na realidade, a Chevrolet utilizou um mesmo modelo para substituir diversos outros em sua gama. Por mais que seja mais caro, o Onix ocupou os lugares dos antigos Celta, Corsa, Agile e Sonic.

Trata-se de uma mesma estratégia aplicada mais recentemente pela Fiat, que lançou o Argo para ocupar os lugares do Palio, Punto e Bravo (este último substituído em partes).

Quer saber mais sobre a história do Chevrolet Sonic no Brasil e no mundo? Então siga a leitura e veja tudo sobre ele:

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Lançamento do Chevrolet Sonic no exterior

Em janeiro de 2010, a Chevrolet mostrou no Salão de Detroit o novo Aveo RS Concept, um protótipo com visual mais agressivo que anteciparia praticamente todas as linhas da nova geração do Chevrolet Aveo. O modelo tinha como destaque o design marcado pela nova identidade visual da marca na época, marcado pela enorme grade bipartida na dianteira da carroceria.

Além disso, o Chevrolet Aveo RS Concept contava com algumas soluções estéticas diferenciadas entre os carros da marca, como os faróis e lanternas com aparência 3D, sem uma lente protegendo os elementos internos. Havia ainda linha de cintura ascendente e as maçanetas das portas traseiras embutidas na coluna dos vidros.

Nove meses depois, o novo Chevrolet Aveo de produção deu o ar da graça como a nova geração da linha. O carro utilizou a mesma fórmula aplicada pela Ford no Fiesta (ou New Fiesta, para os brasileiros) e desenvolveu um carro com apelo mais jovem. Ele seguiu com o visual diferenciado, inclusive com a grade mais ampla e as soluções inéditas nos faróis e lanternas.

O Chevrolet estreou também a versão sedã, com um porta-malas capaz de levar até 502 litros de carga, uma das melhores capacidades da categoria (segundo o fabricante). Porém, a variante familiar do compacto tem visual mais tradicional e conta até com lanternas traseiras com lente vermelha – uma solução que não forma muita harmonia com os faróis mais agressivos presentes na parte frontal do aparato.

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Por dentro, de acordo com a Chevrolet, o painel do novo modelo foi inspirado no superesportivo emblemático Corvette, com um duplo cockpit. Se sobressaía o painel de instrumentos bastante parecido com o de motocicletas, com um mostrador analógico, visor digital LCD e iluminação na tonalidade “Ice Blue”.

No mercado europeu, o Aveo tem um 1.2 litro de quatro cilindros a gasolina, com 70 ou 86 cavalos de potência, um 1.4 litro de quatro cilindros a gasolina com 100 cv e um 1.6 litro de quatro cilindros a gasolina com 115 cv. Há ainda um 1.3 litro turbodiesel, com tecnologia start/stop.

Para os Estados Unidos, o compacto manteve boa parte das características do europeu. Lá, ele chegou como Chevrolet Sonic, mas com uma linha de motores mais potente, com direito a um 1.8 Ecotec aspirado e outro 1.4 Ecotec turbo, ambos de quatro cilindros a gasolina, com transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis velocidades para o primeiro e um câmbio manual de seis relações para o segundo.

O Sonic 1.8 americano entrega 135 cv e 17 kgfm, enquanto o Sonic 1.4 turbo tem 138 cv e 20,4 kgfm.

Chevrolet Sonic: anos, modelos, motores, consumo, manutenção, equipamentos

Entre os equipamentos, o Sonic para os consumidores da terra do Tio Sam foi anunciado com freios ABS de quatro canais, 10 airbags (incluindo para os joelhos do motorista e passageiro dianteiro), controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, assistente de partida em rampas, monitoramento da pressão dos pneus, direção elétrica, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, navegador GPS, entre outros.

Esses itens já eram ofertados desde a versão mais básica. O modelo mais caro, o Sonic LTZ, era equipado de fábrica com outros itens adicionais, como sistema de som com MP3 player e entrada USB, controle de cruzeiro, rodas de liga-leve de 17 polegadas, bancos e volante com revestimento em couro, volante multifuncional, assentos dianteiros com aquecimento, entre outros.

Ou seja, como dá para reparar, o Sonic para os Estados Unidos é exemplar em segurança. Tanto é que ele foi testado pelo NHTSA, instituição responsável pela segurança viária no território norte-americano, e conseguiu cinco estrelas nos testes de impacto.

O Chevrolet Sonic americano tinha preços entre R$ 14.495 e US$ 17.995, pelo menos na ocasião de lançamento.

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Chevrolet Sonic no Brasil em 2012

No fim de maio de 2012, o Chevrolet Sonic deu o ar da graça no mercado brasileiro. O hatch e o sedã de porte compacto foram apresentados por aqui com a missão de ser um carro para “consumidores mais novos e também aos jovens de espírito, com gosto pelo design, sofisticação e exclusividade”, conforme informou a marca no comunicado emitido na época.

O Sonic fez a sua estreia no Brasil sob importação da Coreia do Sul. Logo depois ele passou a ser importado do México. Porém, por mais que o Brasil e o México tivessem um acordo comercial, o Sonic mexicano chegou por aqui pagando imposto de importação, visto que toda a cota cedida à General Motors era ocupada pelo já extinto crossover médio Captiva.

A versão “nacional” do Chevrolet Sonic estreou nas carrocerias hatch e sedã, nas versões de acabamento LT e LTZ e sempre com o motor 1.6 16V Ecotec flex, com transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis velocidades.

A expectativa inicial era que o compacto utilizasse o 1.8 Ecotec, mas a marca resolveu mantê-lo como uma exclusividade para o Cruze.

O visual do Chevrolet Sonic comercializado em nosso mercado seguiu a mesma concepção do modelo ofertado em outros países, bem como o desenho do interior. Como destaque, o carro trazia o já mencionado painel de instrumentos com displays analógico e digital, dois porta-luvas (um deles com uma entrada USB integrada), volante multifuncional, entre outros.

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Para oferecer o compacto no Brasil, a Chevrolet olhou bastante para os passos dados pela Honda com a dupla Fit e City. A partir daí a marca norte-americana definiu boa parte da lista de equipamentos de série e também o preço do Sonic para o nosso mercado.

E já vamos adiantar que foi justamente esse um dos grandes erros que provocou o insucesso do Chevrolet Sonic em nosso País. O carro era caro demais para a categoria, ainda mais por se tratar de um modelo totalmente novo no segmento e sem qualquer histórico e nome fixado no mercado.

O Chevrolet Sonic na carroceria hatch foi comercializado por aqui com preço de R$ 46.200 para a versão LT com câmbio manual, R$ 48.700 para o modelo LTZ com transmissão manual e R$ 51.500 para a configuração LTZ com câmbio automático. Do outro lado, o Chevrolet Sonic Sedan chegou com preços de R$ 49.100, R$ 53.600 e R$ 56.100, respectivamente.

Para efeito de comparação, o Fiat Punto 2013 (versão reestilizada do compacto) custava a partir de R$ 41.750 na versão Essence 1.6, R$ 46.400 na Sporting 1.8 e R$ 55.740 na esportiva T-Jet com motor 1.4 turbo.

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O Honda Fit 2013 (também em sua linha reestilizada da antiga geração), por sua vez, tinha preços que variavam entre R$ 51.800 e R$ 67.720.

Outro concorrente do Sonic era o Ford New Fiesta, que em sua linha 2013 nacional chegou com preços entre R$ 38.990 e R$ 54.990. Todavia, se destacava frente ao Chevrolet pela lista de equipamentos, com itens como controles de estabilidade e tração, retrovisor interno eletrocrômico, sete airbags, ar-condicionado digital, entre outros.

Entre os equipamentos de série, o Chevrolet Sonic LT oferece airbags frontais, freios ABS com EBD, rodas de liga-leve de 15 polegadas, limpador e desembaçador do vidro traseiro, direção hidráulica, computador de bordo, vidros, travas e retrovisores elétricos, ar-condicionado, alarme, chave canivete, volante com regulagem de altura e profundidade, sistema de som com entrada UB e conexão Bluetooth, entre outros.

Já o Chevrolet Sonic LTZ acrescenta rodas de liga-leve de 16 polegadas, descansa braço central para o motorista, volante multifuncional, rede porta-objetos no porta-malas, detalhes visuais cromados, sensor de estacionamento, faróis de neblina dianteiros, entre outros. Com câmbio automático, ele trazia ainda bancos revestidos em couro e piloto automático.

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Ou seja, recursos como controles de estabilidade e tração, airbags laterais, de cortina e para os joelhos do motorista, assistente de partida em rampas, retrovisor interno eletrocrômico, entre outros, não foram ofertados nem como opcionais.

A respeito do conjunto mecânico, o Sonic esconde sob o capô o motor 1.6 16V Ecotec flex aspirado de quatro cilindros. Ele é dotado de duplo comando de válvulas continuamente variável (Dual CVVT), com variação do tempo de abertura das válvulas de admissão e de escape.

Há ainda coletor de admissão variável (que torna as respostas do motor mais rápidas), bielas forjadas e cabeçote em alumínio. Vale ressaltar que a tecnologia flex deste motor é brasileira, desenvolvida pelos engenheiros da filial nacional da General Motors.

Ele consegue desenvolver 116 cavalos de potência com gasolina e 120 cv com etanol, a 6.000 rpm, e torque de 15,8 e 16,3 kgfm, respectivamente, a 4.000 rpm. De acordo com a marca, 90% do torque (cerca de 14,6 kgfm) estão disponíveis a partir de 2.200 rpm.

Junto a este propulsor está uma transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis velocidades, esta com opção de trocas manuais no modo sequencial.

Outro ponto que merece ser destacado é que o Chevrolet Sonic é construído a partir da plataforma Gamma II, a mesma usada na atual linha de compactos da marca em nosso mercado.

Na ocasião de lançamento, o Sonic foi comercializado em seis cores diferentes: Vermelho Flame, Azul Boracay (exclusiva do hatch), Cinza Urban, Prata Switchblade, Preto Carbon Flash (todas com acabamento metálica) e Branco Summit (sólida).

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Chevrolet Sonic 2014 com novidades

Para corrigir algumas falhas e atender as expectativas dos consumidores, a Chevrolet anunciou em agosto de 2013 a chegada do Chevrolet Sonic 2014. A nova linha do hatch e sedã compactos foi anunciada com novos equipamentos de série, porém, somente para a versão topo de linha LTZ.

O Chevrolet Sonic LTZ 2014 passou a ser comercializado com a central multimídia MyLink, deixando de lado o sistema de som convencional sem qualquer tela sensível ao toque. Além disso, ele adotou o sensor de chuva (que aciona os limpadores de para-brisa automaticamente) também como item de série.

O sistema MyLink usado no Sonic não é tão evoluído quanto o usado atualmente em modelos como o Onix. Ele dispõe apenas de uma tela LCD sensível ao toque de sete polegadas, reprodução de músicas, fotos, vídeos e aplicativos do celular, realização de ligações telefônicas via Bluetooth e a possibilidade de controlar algumas funções do carro, como avisos sonoros de faróis ligados, travamento automático das portas, entre outros.

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Há também apps como o TuneIn, o navegador BringGo e o Stitcher. Para proprietários de iPhone, há o controle da assistente pessoal Siri direto no painel do carro, com direito ainda a comandos de voz. A Chevrolet diz que o Sonic foi o primeiro carro do mundo a oferecer o sistema Siri para usuários do smartphone da Apple.

Outra novidade foi a introdução de duas novas cores para o hatch, Azul Berlin e Cinza Ashen, e o Cinza Ashen para o sedã.

Os preços do carro ficaram mais altos. O Chevrolet Sonic LT manual 2014 passou para R$ 48.190, enquanto o Chevrolet Sonic LT automático 2014 foi para R$ 51.690 e o Chevrolet Sonic LTZ automático 2014 subiu para R$ 56.490.

O Chevrolet Sonic Sedan LTZ automático 2014, por sua vez, passou a custar R$ 59.490. As versões Hatch LTZ manual, Sedan LT manual e Sedan LTZ manual foram descontinuadas.

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Sonic Effect estreia como série especial

Uma das principais novidades durante toda a trajetória do Chevrolet Sonic no Brasil foi a série especial Effect. O Chevrolet Sonic Effect surgiu em outubro de 2013 juntamente com o Chevrolet Agile Effect. Na versão exclusiva, o hatch compacto passou a oferecer um visual mais “esportivo”, além de acessórios originais incorporados com base na versão LTZ.

O Chevrolet Sonic Effect se diferencia pela pintura da carroceria na cor Branco Ice, além das rodas de liga-leve de 16 polegadas com pintura preta, tampa de combustível com adesivo decorativo, capa dos espelhos retrovisores na cor preta, adesivos nas laterais, capô, teto e tampa do porta-malas, entre outros.

Já o interior ostenta tapetes de borracha exclusivos e protetor de soleira com acabamento em alumínio escovado. Fora isso, nenhuma outra novidade em relação ao Sonic LTZ, a não ser o preço mais elevado.

Todas essas “firulas” acrescentaram mais de R$ 3 mil ao preço final do Sonic Effect. O hatch compacto na série especial foi comercializado com preço de R$ 59.890.

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Fim do Chevrolet Sonic no Brasil

O Chevrolet Agile e o Chevrolet Sonic estiveram juntos no lançamento da versão Effect e também em suas descontinuações no mercado nacional. O Sonic e o irmão menor tiveram suas vendas descontinuadas no Brasil no mês de setembro de 2014. O motivo? As baixas vendas, fazendo com que ambos não conseguissem fazer frente aos seus rivais de segmento.

No caso do Sonic, além dos preços elevados demais para a categoria e a ausência de equipamentos ofertados pelos rivais, outro fator que culminou para vendas cada vez menores no mercado foi a chegada do Chevrolet Onix no ano de 2012. Desde então, o carro foi o principal modelo em vendas da Chevrolet no Brasil.

Entre janeiro e setembro de 2014, o Chevrolet Sonic conseguiu emplacar 4.406 unidades no mercado nacional. Já o Peugeot 208 registrou 17.439 vendas, enquanto o Citroën C3 vendeu 22.208 exemplares e o Ford Fiesta, 90.431 modelos (na época, o modelo Fiesta Rocam ainda era vendido e tinha as suas vendas contabilizadas com as do New Fiesta).

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Reestilização do Chevrolet Sonic nos EUA

No mês de março de 2016, o Chevrolet Sonic surgiu com visual renovado para os Estados Unidos. O carro adotou uma cara totalmente diferente, com faróis redesenhados com aspecto convencional e luzes diurnas de LED, agora interligados à nova grade, mais discreta e com o logotipo da marca no centro.

Faz parte do conjunto a ampla grade com moldura cromada e os faróis de neblina abrigados por uma capa plástica preta. Os para-choques dianteiro e traseiro foram redesenhados. As lanternas traseiras também ganharam um novo formato.

Entre os equipamentos, o carro adotou o sistema MyLink com tela sensível ao toque de sete polegadas, Android Auto e Apple CarPlay, banco do motorista com ajustes elétricos, chave presencial e partida por botão e volante com aquecimento.

Chegaram a cogitar a volta do Sonic ao Brasil já nesta versão reestilizada. Porém, o Onix deve seguir como o único hatch compacto da marca por aqui.

Galeria de fotos do Chevrolet Sonic no Brasil

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.