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Gurgel, a montadora que surgiu de um sonho bem brasileiro

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João Conrado e um exemplar do Gurgel Motomachine



Gurgel. Um nome que é reverenciado por muitos no Brasil é a síntese do sonho de uma montadora totalmente nacional. Enquanto muitos países – alguns tão pequenos quanto os menores estados brasileiros e outros com mercados inferiores aos de algumas de nossas grandes cidades – possuem suas próprias marcas, o Brasil ainda se recente da falta de um fabricante de automóveis de capital e origem nacionais.

João Augusto Conrado do Amaral Gurgel era um dos brasileiros que desejavam ver uma marca nacional estampada em veículos feitos em solo pátrio, oferecendo ao consumidor um produto que, dentre outras características, ele poderia orgulhar-se de ter na garagem. E foi assim que tudo começou para a Gurgel, um sonho.

Em 26 de março de 1926, nascia em Franca, interior de São Paulo, um menino que iria ficar para sempre na história do automóvel no Brasil e no mundo. Desde jovem, o João sempre sonhou com um carro nacional. E foi essa ideia que o fez entrar na Escola Politécnica de São Paulo.

gurgel-700x460 Gurgel, a montadora que surgiu de um sonho bem brasileiro

João Augusto Conrado do Amaral Gurgel

Quando se formou, o jovem Gurgel já mostrou que queria materializar seu objetivo com um protótipo de automóvel com motor de dois cilindros, chamado simplesmente de Tião. Este pode ser considerado o primeiro de muitos carros que João fabricaria nos anos seguintes. O projeto foi um desafio para o formando, pois era originalmente obrigado a fazer um guindaste e recebeu de seu professor uma dica nada agradável: “Carro não se fabrica, Gurgel, se compra”.

Logo depois, João Conrado vai para os EUA, onde trabalha na Buick e na GM Truck and Coach. Em seu retorno, ele abre a Moplast Moldagem de Plásticos a fim de abastecer a cadeia de autopeças brasileira e desenvolveu alguns projetos, especialmente os relacionados com carrocerias de fibra de vidro.

O tempo passou e João Conrado começou a produzir mini veículos para crianças, karts e alguns protótipos de carros elétricos. Ainda assim, João queria mesmo é fabricar automóveis e seu passo definitivo nessa jornada seria dado em 1969, quando funda em Rio Claro, também no interior de São Paulo, a Gurgel Motores S/A.

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Gurgel Xavante X-12

Gurgel Motores S/A

A primeira aparição pública de um produto Gurgel ocorreu em 1966, anos antes de iniciar a empresa de fato. Foi no Salão do Automóvel com um bugue feito sobre mecânica Volkswagen, chamado Ipanema. Outro modelo criado foi o utilitário Xavante XT, cuja produção começou em 1970. Ao contrário do anterior, era fabricado com chassi de aço tubular e plástico feito pela própria empresa e chamado Plasteel, além de carroceria de fibra de vidro, que seria o material mais usado pela recém-criada montadora brasileira ao longo de sua história.

Gurgel sempre pensava além de sua época e os veículos elétricos eram uma prova de que no futuro este segmento alcançaria níveis mundiais. Em 1974, João Conrado cria o modelo Itaipu, cujo nome era uma homenagem à maior hidrelétrica do mundo na ocasião, feita entre o Brasil e o Paraguai. O veículo originou mais tarde o E400 em 1980, que também derivou o G800 a gasolina.

Com a Crise do Petróleo, Gurgel deu ênfase ao projeto dos elétricos, mas não podia deixar os carros a gasolina de lado. O projeto Xavante obrigou o Exército Brasileiro a testa-lo e logo depois surgiu o X-12. Com partes da estrutura em plástico reforçado com fibra de vidro, dando assim leveza ao conjunto, aliado à boa mecânica Volkswagen, fez do utilitário um sucesso.

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Gurgel G-15 Polícia Militar

O EB encomendou um grande lote e o mercado aceitou bem o Xavante X-12. Ele chegou a equipar também unidades de polícias militares alguns anos depois. Com as restrições à importação de veículos a partir de 1976, a Gurgel ganhou grande impulso nas vendas, pois havia pouca concorrência para seus produtos.

Com a mudança para uma fábrica maior em Rio Claro, feita em 1973, a Gurgel Motores avançou mercado brasileiro adentro. Em 1976, lançou o Xavante X-12 TR, que tinha uma garantia de 100.000 km, algo impensável naquela época. Logo depois, a empresa passou a ser o primeiro exportador de veículos especiais do Brasil, ganhando notoriedade no exterior.

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Gurgel Itaipu E400

Foco também em elétricos

Em 1979, Gurgel expõe no Salão de Genebra toda sua linha de produtos. A picape cabine dupla X-15 e a picape cabine simples X-20 foram lançados nesse ano. Com a era Proálcool, João Conrado teve de aceitar os desejos dos clientes e oferecia versões à álcool, mesmo sendo contra o etanol.

Apesar da boa aceitação no mercado, o Exército Brasileiro era o maior cliente da Gurgel. Além disso, o foco nos elétricos fez com que João Conrado inaugurasse uma fábrica nova para produção de veículos movidos por energia elétrica em 1980. O primeiro a ser fabricado em série foi o Itaipu E-150, mas o alto custo das baterias e a autonomia reduzida, só conseguiu clientes em concessionárias de energia e logo sai de linha.

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Gurgel X-15

Com 10 modelos em 1980, a Gurgel Motores só perdia em quantidade de funcionários para a Puma, que além de esportivos, fabricava caminhões leves. Em 1982, surge o G800, que teve versões picape, furgão e passageiro, sendo adquirido também por muitas prefeituras pelo Brasil. O veículo tinha mecânica VW a ar. No mesmo ano, a empresa lançava o XEF, um pequeno carro de dois lugares com estilo inspirado nos carros da Mercedes-Benz, desejados pelos brasileiros, mas estes eram proibidos de ter um carro importado. A base era da VW Brasília.

Um grande salto tecnológico para a Gurgel ocorreu em 1984, quando João apresentou o Carajás. Ele foi o maior utilitário da marca brasileira e nasceu com uma configuração inédita no país e pouco vista no mundo, exceto pelos alemães de VW e Porsche. O motor era o AP 1.8 a gasolina ou álcool usado no Santana. Ele também utilizava um 1.6 diesel de 50 cv da Kombi.

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Gurgel Carajás

No entanto, o Carajás tinha motor dianteiro em longitudinal e Gurgel queria a tração traseira. Então, ele lançou mão da configuração usada no Porsche 924, que era ter propulsor/embreagem na frente e transmissão no eixo traseiro, utilizando-se semieixos para tração. O projeto usava um tubo de torque (cardã interno) e assim obteve relação de peso 50:50. Havia também bloqueio de diferencial para mudança de força entre as rodas.

O Carajás mostrou a capacidade do engenho de Gurgel em inovar dentro de um mercado dominado por quatro grandes fabricantes e isolado comercialmente do resto do planeta. O isolamento do Brasil foi benéfico para a empresa, pois suprimia a concorrência estrangeira. Além disso, a mecânica Volkswagen era essencial para o desenvolvimento de novos produtos da marca.

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Gurgel BR-800

BR-800

No entanto, João Conrado não estava satisfeito em ter apenas uma montadora de capital 100% nacional, queria ter um carro genuinamente brasileiro. Assim, em 1987, surgiu o projeto CENA (Carro Economico NAcional). O lançamento foi bastante patriótico, pois ocorreu exatamente em 7 de setembro.

A data era uma referência clara à independência do consumidor brasileiro em relação às montadoras, pois o projeto era de um carro urbano econômico e totalmente nacional. O nome do projeto também fazia o brasileiro lembrar do piloto Ayrton Senna, que já era ídolo na época. Feito em uma estrutura que mesclava aço, plástico e fibra de vidro, o veículo era pequeno e ágil.

A motorização original era composta por um boxer dois cilindros refrigerado à água de fabricação e projeto próprios, chamado Enertron, que ainda utilizava componentes já fabricados na indústria nacional. Podia ter 26 cv ou 32 cv. Em 1988, o CENA deu origem ao BR-800, a versão comercial que custava US$ 7.000.

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Carreta transportando exemplares do Gurgel BR-800

A ideia original era fazer o BR-800 custar US$ 3.000, mas não deu certo, apesar da ajuda do governo com redução de IPI para 5% (o normal era 25%), o que resultou em um carro com mais do dobro da proposta inicial. Ainda assim, o modelo era 30% mais barato que os demais concorrentes.

A Gurgel iniciou a maior campanha de marketing de sua história para convidar o consumidor brasileiro a ser sócio da empresa, pois era a única forma de aquisição do BR-800. Ele até chegou a usar a imagem de Henry Ford para buscar interessados. Em torno de 8.000 pessoas atenderam ao desafio de João Conrado. Cada cliente-sócio pagou US$ 7.000 pelo BR-800 e mais US$ 1.500 por cada ação, totalizando 10.000 ações.

Além disso, os proprietários de tornaram avaliadores dos veículos adquiridos, relatando defeitos e outros pormenores para que a empresa providenciasse ajustes no projeto. Em 1991, mais de 5.000 estavam sendo testados dessa forma. Nesse ano surgia o Motomachine, um pequeno urbano derivado do BR-800 e que tinha como destaque portas translúcidas, criando um estilo mais jovial e despojado.

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Gurgel Delta

Ceará e o Delta

A Gurgel planejou a construção de uma fábrica no Ceará, que seria a primeira de várias que seriam feitas em outros estados. O projeto era ter uma unidade para fabricação local do conjunto motriz e a planta de Rio Claro ficaria responsável apenas pelas carrocerias.

Isto tudo era projeto Delta, um novo carro popular com custo entre US$ 4.000 e US$ 5.000, que usaria o mesmo motor Enertron, mas agora com câmbio próprio, pois o BR-800 e o Motomachine usavam o do Chevrolet Chevette. O Delta pesa 550 kg e deveria ter quatro lugares com conforto relativo.

O sistema de produção seria do tipo carrossel e teria baixíssimo custo. Além do Delta, que jamais chegou a ser lançado, a Gurgel lançou outros projetos, como um riquixá para Índia e China, por exemplo. Os que ganharam as ruas de fato foram o Supermini e o Van.

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Gurgel Supermini

O fim de um sonho

Em 1990, o governo Collor isentou os carros com motor abaixo de 1.0 litro de pagar IPI. Assim, as montadoras estrangeiras presentes no Brasil imediatamente lançaram carros com esse tipo de motorização e com preços menores que o do BR-800. Este, por sinal, passou a ser liberado para o consumidor não-sócio da empresa.

Para piorar a situação da Gurgel, o “Muro de Berlim” que isolava o Brasil do restante do planeta foi derrubado pelo mesmo governo, que liberou finalmente a importação de automóveis. Um II de 85% não impediu que o Lada ficasse mais baratos que os utilitários da Gurgel. Em 1992 nascia o Supermini, que tinha desenho mais moderno e melhor acabamento, substituindo assim os pedidos do BR-800 ainda não entregues.

O projeto Delta era uma boa iniciativa, mas sem a fábrica não iria para a frente. O apoio que teria de SP e CE não teria sido honrado e a unidade cearense nunca saiu do papel. Uma greve de funcionários da Receita Federal atrasou a chegada de componentes da Argentina e a produção da Gurgel caiu drasticamente de 1991 para 1992, o que arruinou as finanças da empresa. Em 1993, a Gurgel Motores S/A pediu concordata.

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Gurgel Supermini SLX

No ano seguinte, João Conrado pediu um empréstimo de US$ 20 milhões para manter a fábrica, mas o governo recusou e a falência foi decretada. Apesar disso, a empresa recorreu e ainda manteve a produção até 1996, produzindo 130 veículos no período e lançando a versão 1995 do Supermini, bem como do Motomachine e do Carajás. O conceito Motofour foi apresentado nessa época. Ele tinha apenas um lugar e parecia mais um brinquedo do que um automóvel.

O fim da Gurgel foi um duro golpe para João Conrado. A empresa deixou dívidas de mais de R$ 280 milhões e uma fábrica que foi arruinada por vândalos e grande número de furtos de peças de maquinário e veículos. A instalação foi leiloada por R$ 16 milhões em 2007 para pagamento de dívidas trabalhistas, ficando ainda um restante de R$ 4 milhões.

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Gurgel TA-01

Gurgel renasce apenas como marca

O registrado da marca Gurgel expirou no INPI em 2003. No ano seguinte, o empresário Paulo Emílio Freire Lemos adquiriu os direitos por apenas R$ 850. Isto provocou o descontentamento da família do engenheiro, que tentou recorrer na justiça, mas perdeu.

Lemos tentou relançar o X-12 com motor Volkswagen 1.4 Flex usado na Kombi, mas o projeto não foi para frente. Em seu lugar, importou da China um triciclo com motor diesel de um cilindro e capacidade para 1.200 kg de carga, sendo seu foco o uso rural. Um modelo de empilhadeira foi lançado também.

Sem nenhuma ligação com a empresa anterior, Paulo Lemos ainda tentou construir uma fábrica em Três Lagoas/MS, que recebeu toda a operação comercial da nova empresa. No entanto, hoje a empresa funciona apenas como importadora do triciclo diesel TA-01.

Desde 2001, João Augusto Conrado do Amaral Gurgel sofria do mal de Alzheimer e em 30 de janeiro de 2009, morreu em sua casa na cidade de Rio Claro, aos 82 anos. O sonho dele acabou ali, mas muitos outros brasileiros ainda sonham em ver uma montadora de automóveis de capital nacional.

  • Robinho

    tinha tudo para dar certo, pena que aqui é Brasil.

    • Raul Cotrim de Mattos

      Sinceramente, não vejo como daria certo… Ao menos se o mercado continuasse bem fechado e só com carroças.

    • Humberto Holtz

      E o que tinha de tudo para dar errado no Brasil, deu certo. O país de Santos Dummond honra suas cuecas com a EMBRAER.

      Os números revelam parte da história, a Gurgel andava mal das contas, faltou para a empresa um Ozires Silva, alguém com estratégia, um bom executivo, que soubesse conduzir financeiramente bem uma empresa, que está, nos momentos de choque, aprendesse, crescesse e lucrasse, a GURGEL não conseguiu fazer isso, por isso mesmo o que começou como um sonho, terminou como um. E como foi um sonho bom, a gente lembra dele de tempos em tempos.

      • RTEC30

        Gurgel era muito centralizador. Também acho que faltou apoio, que juntando com a conjuntura da época(brusca abertura comercial e década perdida), derrubaram esta empresa.
        Lembrando que a crise foi violenta nesta época e a Embraer também abriu o bico, só que foi privatizada, quase morreu e só sobreviveu graças aos contratos de defesa aérea (considerados fundamentais para a “soberania nacional”)

      • Tosoobservando

        Embraer? Nem os motores ela faz, Kkkk q aviões essa empresa fabrica perto de Boeing e Airbus?

        OBs: Santos Dummond inventou o avião mas foi tudo produzido e projetado na Europa.

        • Raul Cotrim de Mattos

          No mercado de aviões regionais a Embraer é imbatível e está crescendo na ramo de jatos executivos e na indústria de defesa. Boeing e Airbus fabricam aviões maiores e é muito difícil competir contra as duas, tanto que Rússia, China e Japão estão lançando jatos regionais para competir com a Embraer, mas não possuem projetos de aviões maiores.

          • Tosoobservando

            Vai me desculpar mas a Embraer nao honra as “cuecas” de Santos Dummond. Primeiro pq ela apenas monta aviões, motor é Rolls Royce (inglesa), e varias partes vem de fora. Outra coisa que os recentes caças que força aerea adquiriu tiveram de ser comprados na Suecia da SAAB. Terceiro que o avião presidencial que o Lula comprou qd era presidente teve de vir da Airbus. Agora vai num país como Eua e ve se isso acontece…

            • A Rolls-Royce fornece turbinas para várias montadoras de aviões: Cessna, Embraer, Airbus, Boeing, Bombardier, etc.
              Um paralelo pode ser feito com o mercado de pickups e caminhões pequenos, no qual as “montadoras” Ford, GM, Nissan, etc, usavam motores MWM. Usando o mesmo raciocínio estas “montadoras” não devem ser consideradas fabricantes de pickups/caminhões?

              • Tosoobservando

                Uma coisa é vc usar em um mercado especifico por uma razao especifica, outra é voce sempre usar ou nao ter tecnologia pra fazer, so usar dos outros. No caso de Ford, GM e Nissan eles tem tecnologia, se usavam MWM era pra atender o mercado local, ou equipavam tambem uma F-150 para os Eua com esse motor?

                • O motor foi só um exemplo, mas as montadoras também não fabricam diversas peças. Várias peças são compartilhadas entre elas. Em alguns casos até a montagem é feita em regime de outsourcing, por exemplo a BMW já teve seus carros montados pela Magna International.

                  • Tosoobservando

                    Kra estou falando em nivel de país. Pra vc dizer que um país faz aviao, ele tem de fabricar tudo do aviao, ele tem de deter a tecnologia de fazer avioes, ou seja, ter varias empresas que fazem. Nao precisa ser so uma, mas ele tem de ter. O Brasil nao tem.

            • Raul Cotrim de Mattos

              Desculpe, mas você está MUITO mal informado sobre o assunto. Deveria saber que TODAS as fabricantes de aviões são assim, até as chinesas. Os chineses até hoje compram motores russos para seus caças devido a dificuldade de desenvolvimento. Airbus e Boeing também não possuem motores próprios e diversos componentes são feitos em outras partes do mundo. Essa é uma indústria de alta tecnologia, altos custos e baixo lucro. As fabricantes de aviões são praticamente projetistas e montadoras, mas isso não tira nenhum mérito delas. Carros praticamente são feitos assim também e por isso a Gurgel faliu, por querer fazer tudo sozinha. Acompanho o programa FX há doze anos e conheço os detalhes. Não se faz um avião do dia para a noite e os custos de desenvolvimento estão cada dia mais altos. Os Gripens serão fabricados aqui pela Embraer e haverá transferência de tecnologia. Porque o Lula teve que ir de Airbus? Porque o modelo escolhido pode fazer viagens intercontinentais sem escalas, sem falar que há um avião presidencial menor feito pela Embraer para ser usado em viagens mais curtas.

              • Tosoobservando

                Tenho certeza que os americanos se trocam tecnologia é muito pouca mas deve ser com europeus e japoneses. A Boeing por ex utiliza motores da GE, que tambem é americana, e mais de 90% dos componentes sao feitos la. O indicie de nacionalização destes países é imenso.
                Gurgel assim como FNM ou Puma etc.. faliram pq o governo brasileiro nunca deu a minima pra ter uma industria nessa area, tanto que GM, Ford e Chrysler foram salvas pelo governo americano com bilhoes do contribuinte, pq sabem como é estrategico, e na europa ate hoje a VW tem 20% pertencentes do Estado da Baixa Saxonia, desde quando ela era estatal, Renault tem partes do Estado frances tambem, etc… Na Coreia so surgiu estes conglomerados Hyundai, Kia e Samsung pela proteção deles aos chamados Chaebol, e na China estao fazendo igual. Japao nem preciso falar ne, existe N processos na OMC contra o protecionismo japones a suas marcas locais.

                • Raul Cotrim de Mattos

                  O governo tem culpa, mas os empresários também. Poucos tem visão e a maioria se limita a reclamar do governo e a por a culpa da própria incompetência nele.

        • leitor

          Precisa haver comércio entre fabricante de peças. Quem é pequeno não pode fazer tudo sozinho.

          • Tosoobservando

            Claro mas é tudo do mesmo país? Entao esse pais detem a tecnologia da fabricação do produto. Nao precisa ser uma empresa so.

        • Jad Bal Ja

          Nem a Boeing ou a Airbus fabricam motores…

          • Tosoobservando

            Sim mas compram de seus respectivos países ou blocos, no caso da Boeing compra da GE tambem americana, e a Airbus da Rolls Royce, BMW etc.. europeias.

            • Jad Bal Ja

              E que culpa tem a Embraer?

              E vc mudou de argumento. Vc criticou a Embraer por não fabricar os motores, mas em geral nenhuma fabrica de aviões fabrica os proprios motores, é um trabalho demasiadamente especializado.

              Só existem uns 4 fabricantes motores deste tipo no mundo.

              • Tosoobservando

                Nao critiquei a Embraer, o comentario do kra foi que a Embraer honraria as “cuecas” do Santos Dumont por fabricar aviões. So ressaltei que a Embraer, e o Brasil pra falar no caso da nacionalidade do inventor do avião, nao honram nada pq aqui nao se cria aviões, nem motores, so se monta. Nenhuma empresa sim faz o avião sozinha mas tem países que fazem sozinhos (Eua e Europa por ex.)

                • Junior

                  Fazem sozinho mais ou menos, pois boa parte dos boeings utilizam peças montadas na asia para reduzir custo, os airbus são montados com componentes que são feitos em uma miriade de países da europa (e de fora). Acho já incrivel um pais como o brasil já possuir uma embraer da vida, pois industria aeronáutica é meio que exclusividade do mundo desenvolvido, de qualquer forma, no mundo globalizado de hoje, até a NASA ta usando componentes russos em seus projetos.

                  Prova de que ninguém faz nada sozinho é a bombardier (canadense), igualzinha a embraer…

                  • Tosoobservando

                    Ja ter uma Embraer? Essa empresa é da epoca que o governo criou estatais em varias areas, dessa safra tem Petrobras, teve a FNM (Fabrica de Motores Nacional), CSN etc.. dos anos 50 pra ca sobraram poucas estatal mesmo continua so a petrobras mergulhada em escandalos, mas pelo tamanho ainda sobrevive, as outras privatizadas, algumas melhores outras piores. Agora as de carros todas faliram, pq o lobby desta das multinacionais desta industria é muito forte em Brasilia. A Embraer teve sorte de ser privatizada e salva a tempo.

    • Revoltado

      Pra dar certo teria que investir muita grana pra competir com o mercado na época, e o Governo teria que financiar muita coisa.

  • 1945_DE

    Pela que ele confiou no Governo. Deu no que deu.

  • Yuri Chaves Souza

    Nessa onda de importacao Chinesa, a “nova Gurgel” bem que poderia – INICIALMENTE – trazer alguma dessas para cá, como a Zotye, e a partir daí com o uso da sua tecnologia, começar a produzir localmente projetos próprios.

    Isso foi mais ou menos o que a Daewoo faz/fazia (tinha modelos Chevrolet apenas com emblema trocado e, depois, começou a caminhar com mais independência). Ou a Tofas com a Fiat na Turquia.

  • tiffany

    q fofinho

  • Alvaro Guatura

    História triste, queria ver como estaria a marca hoje.
    Um problema, logo no começo, era obrigar a pagar 1500, alem do valor do carro… quem sabe se tivessem vendido desde o comeco pro consumidor comum, que nao queria ser socio da empresa, tivesse dado certo…
    Seria quase como uma pessoa apostar num Lifan e ainda virar socio da empresa

  • Rafael

    As 4 grandes mandou fechar…

  • Daniel Blinkerbaum

    num churrasco uma vez, eu e meus amigos colocamos 9 pessoas dentro de um BR-800.. Dá pra imaginar o nível da zoera..

  • Éder Belo

    Admiro muito a criatividade e força de vontade do Gurgel. O problema foi ele ter nascido num país vendido, comandado por um bando de bêbados corruptos. Uma perda gigantesca para nós.

  • Bruno Bezerra

    O Sr° Gurgel era praticamente um brasileiro de fibra, um sonhador sem fronteiras. Suas criações foram inovadoras, mas de uma coisa ele não sabia, estava no país errado.

    • Lucas

      No caso, um brasileiro de fibra de vidro rsrs. (Ele usou a fibra de vidro na maioria dos carros da Gurgel)

    • Revoltado

      Se esse cara fosse pro Japão, Coreia, Estados Unidos hoje a GURGEL seria viva ainda….

    • Éder Belo

      Sim, e esse é o nome de um excelente livro “Gurgel, um brasileiro de fibra” (Lélis Caldeira – editora Alaude).
      Quando ele chegou pelo correio eu estava tão ansioso que o li em uma noite. Tem várias fotos, curiosidades e afins, vale a pena.

  • Fábio

    Triste história do Sr. Gurgel. Fico imaginando como seria a Gurgel hoje. Será que seria uma Hyundai ou uma Ssangyong? Já que não pago imposto pra imaginar (ainda não pago!), eu imagino um BR-800 tecnológico estilo retrô tipo um Mini, e um Carajás retrô…estilo um Jeep Renegade.
    Compartilho o sonho do Sr. Gurgel. Pena que temos 3 barreiras quase intransponíveis: o governo corrupto e comprado, as montadoras sacanas, e o povo preconceituoso…

  • Tosca16

    Tinha não projetos mas sonhos, um sonho distante mas que um dia poderia se tornar real; de fazer o Brasil um país forte, reconhecido por sua geneosidade e que de fato produz carros .

  • Lucas

    Me senti desafiado a criar uma montadora brasileira e vingar o Sr. Gurgel!!! Quem está comigo? hehe

    • Junoba

      Eu to contigo. Teremos que ressuscitar os modelos antigos, para termos menos custos….Mas temos que descola uma grana né…..Se quiser nós podemos utilizar a planta da Effa em Manaus que só utilizam 1% da planta…..Se eles deixarem é claro……rsrs.

      • Lucas

        Acredito que a Effa não se importará com nossa presença na unidade fabril dela rsrsrs. Quanto ao dinheiro, precisamos de um patrocinador cheio da grana! e no demais, vamos lá…Engenheiros, Designers, Administradores, Advogados, pessoal que manja de fabricação que esteja lendo isso…o céu é o limite kkkk

        Agora falando sério, meio difícil esse sonho se tornar realidade com essa corrupção que tanto nos enoja. Falo não só da corrupção dos nossos governantes, mas também das pessoas e órgãos públicos em gerais. Já viu a dificuldade de conseguir um alvará de funcionamento?

        Mas que seria interessante, seria, construirmos uma marca automotiva brasileira!! hehe

        • Junoba

          Muita gente só vai pra onde o seu nariz aponta. Ninguém tem tempo pra nada, e um monte de gente que desanima com qualquer coisa, então fica difícil as pessoas se juntarem e fazer alguma coisa. Criar uma marca automotiva é quase impossível pra mim, mas eu penso em começar com uma revenda de veículos, e depois passar a ser uma importadora. A marca que eu buscaria de fora seria a Mazda. Temos a S.auto que vende carros da Noble, Jonway, Landwind e Changhe, e eles só tem uma CSS no Brasil, que fica no Rio de Janeiro.

          Atualmente eu só tenho 15 anos, mas quem sabe daqui a uns 10 anos eu consigo juntar algum dinheiro e ir ´´engatinhando“ com alguma revenda.

          • Lucas

            Cara, vc é novo…Tenha FOCO nos seus objetivos, estude muito e não se deixe levar apenas pelo dinheiro. Tenho certeza que vc atingirá seus sonhos.
            “Tudo o que você fizer na vida, faça com muito amor e com muita Fé em Deus, que um dia você chega lá, de alguma maneira você chega lá” (Ayrton Senna)

    • BSO

      Conte comigo

  • CharlesAle

    Gurgel era um Homem notável,que foi atrás de seus sonhos e realizou muito deles.Sua história deveria ser matéria de escola para toda essa juventude,pois foi um homem que acreditou no empreendedorismo Brasileiro ,e pagou caro por isso!!

  • O Brasil é um país onde graças ao partido e agora governo de esquerda, criminalizam o empresário brasileiro, criando inúmeras dificuldades…

    Temos gurgel e barão de Mauá como exemplos.

    Será que se fossem brasileiros, Rockefeller, Carnegie e J.P. Morgan teriam o mesmo sucesso???

  • João Paulo

    -Fez lobby junto ao governo durante toda a vida.
    -Contou com linhas de financiamento exclusivas.
    -Foi privilegiado com um regime fiscal diferenciado para seus produtos.
    -Teve o Estado como o principal cliente.

    -Fabricou carroças de nível abaixo do padrão brasileiro da época.
    -Faliu, culpou o Estado que sempre o subsidiou e pasmem, a CULPOU A CONCORRÊNCIA por seu fracasso pessoal.

    O que aconteceria com um sujeito assim em outra parte do mundo? Não sei, no Brasil posso dizer que ele viraria herói, sonhador, brasileiro de fibra, homem notável, visionário….

    Até parece que por aqui quanto mais fracassado mais idolatrado a pessoa é!

    • Márcio Leopoldo

      Perfeito.

    • Max Peixoto

      ué mas teria a ajuda de quem? da sua tia ? pagava imposto como todo mundo, tudo tem um começo, uma grande projeto que com certeza a longo prazo traria retorno pra todo mundo, inclusive para o governo e a população que talvez não seria refem do atual cartel automotivo, ou vc acha que uma fiat ou vw da vida nunca tiveram apoio de seus governantes ? raciocina antes de falar besteira , desde quando um visionario é um fracassado, seu utopico inutil

      • Rafael

        Perfeito MaX… Sem +…

      • Jad Bal Ja

        Não, não pagava imposto como todo mundo, sempre teve seu produto subsidiado e sempre pagou menos IPI que os demais e seu produto sempre foi tosco. Como disse e outro post, um gran de homem, mas seu produto nem tanto.

      • anonimous

        De ninguém. Empresário não tem de ter dinheiro de impostos de contribuintes para viabilizar sua empresa não, ele que seja competente o suficiente para fazer seu negócio acontecer. Até porque na hora do lucro não irão dividi-lo com ninguém .
        Era uma empresa ruim, mal gerida que tinha produtos ruins, de péssima qualidade. Se vocês defensores gostavam tanto da Gurgel, porque não compraram umas ações dela e levou ” de brinde” um BR-800? Aí, vendo a porcaria de produto que era e perdendo o seu dinheiro com as ações, quem sabe veriam a verdade.

      • João Paulo

        Não bastaram os 20 anos que o Estado subvencionou o sr Amaral Gurgel, que mesmo assim não foram suficientes para ele conseguir inserir seu produto no mercado privado? Você queria o que, que o governo ficasse mais 20 anos bancando o sonho dele?
        A CAOA já é o que a Gurgel jamais um dia seria! Cresceu em um ambiente muito mais meritocrático, soube casar alianças e o principal, o sr Carlos Alberto de Oliveira Andrade é infinita vezes melhor empreendedor que o Amaral.

        Eu não tenho tanta propriedade pra falar porque era relativamente novo, mas aqueles que tem maior conhecimento da história da empresa ou tinham envolvimento com Gurgel, hão de dizer do Amaral mais ou menos o que o colega ali de baixo já disse: o quão turrão ele era e o quão amadoristicamente tocava a sua firma.

  • Vitor Barcellos

    Mas o sonho “pode continuar”, já que a CAOA tem planos de fabricar um carro nacional e virar marca…

    • Sérgio Niski Junior

      Imagine a facada de um carro “nacional” da CAOA kkk

    • Jad Bal Ja

      Essa historia da CAOA lançar uma marca propria, já tem algum tempo e nada saiu de verdade, não credito que vá mais sair…..

      • Vitor Barcellos

        Mas esse carro da CAOA, só é previsto para 2020! Vamos ver o que acontece. Eu não sei se compraria, mas fico na torcida para que seja verdade. Por mais que seja a CAOA, seria muito bom uma marca nacional!

  • Andre Hidibertte Pereira

    Imagine como ficaria um pessoa depois de um acidente dentro de um carro destes, aquelas lascas de fibra…da até um frio de pensar. Mais feio que briga de facão no escuro.

  • zekinha71

    Ele era um visionário, queria carro elétrico e era contra o etanol e até hj o brasil é contra o elétrico e a favor do etanol.
    Vamos ficar super ultrapassados e até hj deve ter professor que fala pros alunos que não se produz tal coisa, se compra.

  • General Lee

    Será que ainda encontra alguns desses carros das fotos em perfeitas condições???? Creio que seja muito difícil, a não ser que esteja em posse de colecionadores.

    • fschulz84

      Eu vejo com uma certa frequência dois Carajás próximos a minha casa (em lugares diferentes) e ambos parecem estar bem inteiros.

  • kikofar

    Enquanto o mercado era fechado, sua empresa foi ‘indo’. Quando o mercado se abriu, dada a sua linha antiquada e acabamento sofrível, não teve como concorrer… Mercado bom é onde os melhores ficam e os que não agradam/se adequam são extirpados. Já tive dó… na minha época de pensamentos ‘coitadistas’. Hoje não consigo mais enxergar assim.

  • CorsarioViajante

    Sugiro a leitura do livro “Gurgel, um sonho forjado em fibra”, do Lélis Caldeira. Muito bom.

  • Jad Bal Ja

    O Sr, Gurgel era uma pessoa admiravel, mas o seu produto nem tanto. O BR 800 simplesmente não era competitivo em mercado algum. Era tosco demais, e o Amaral Gurgel teimoso demais para ouvir o que as pessoas queriam, ele ate tinha boas ideias mas na hora de implementa-las metia os pés pelas mãos. O melhor produto da Gurgel sem duvida foi o Supermini, mas mesmo este tinha serios problemas de desenvolvimento, como a tração traseira que não fazia nenhum sentido, e obrigava o pequeno carrinho a carregar um pesado eixo-cardâ.

    Outro problema era a fibra de vidro, esta é excelente para a produção artesanal, mas pessima para a produção em larga escala, A fibra de vidro tbm é excelente para fazer carros com desenho cheio de curvas, mas pessima para desenhos planos, mas Gurgel parecia desenhar seus carros com “regua e esquadro” o que resultava em um desenho quadradão, que era muito melhor para ser executado em aço. Mas os custos de montar uma produção com estaparia de aço estava muito além da capacidade da Gurgel, portanto foi mantida a produção em fibra, o que encarecia o projeto.

    Sobre a questão do IPI é bom lembrar que no inicio só a Gurgel tinha isenção, depois quando a redução foi geral foram criadas duas faixas de desconto uma entre carros de 800 a 1.000 cm³ e outra abaixo dos 800³ que só a Gurgel atendia, portanto esta pagava menos IPI que os outros carros.

    Enfim um grande homem, mas um tanto teimoso e com uma visão um tanto ingenua sobre os produtos que lançava.

    • Max Peixoto

      minha gente , ele fazia das tripas coração, era o que tinha de condições para o momento , para a época , logico que ele iria evoluir com o tempo, a concorrencia na época tbm não era la essas coisas vide fusca e 147 da vida, era uma empresa nova ainda no embrião fiat e vw são centenarias, se tivesse sobevivido a crise hoje talvez seria auma gigante brigando pau a pau, gerando divisas que ficariam aqui não iriam o grosso do capital para o estrangeiro, todos cometem erros no começo , é assim que se evolui,

      • Jad Bal Ja

        Olha amigo, ninguem esta falando mal do Amaral Gurgel, mas o fato é que os veiculos eram umas tranqueiras e ninguem compra um produto pelo simples fato do “fabricante” ter se esforçado, compra-se um produto por que ele é bom ou não.

        O metodo de construção dele, o material usado, a mecanica tinham muito
        de gambiarra e adaptações e era pouco eficaz para a produção em larga
        escala, isso é um fato. Era um grande esforço? Era com certeza! Era um bom produto? Não.

        E a comparação com os chineses tbm não é valida, mesmo boa parte dos carros chineses sendo ruins, ainda são produtos mais desenvolvidos do que os da Gurgel. Apesar dos grandes esforços do Amaral Gurgel a verdade é que os produtos eram bem toscos. Ate a Puma desenvolvia produtos melhores e durante muito tempo vendeu mais que a Gurgel.

        Sempre achei que a Puma teria mais condições de se tornar um grande fabricante, mas nunca conseguiu superar a dificuldade de passar da baixa produção em fibra para a alta produção em aço, alias condição essa que destruiu muitos pequenos contrutores no mundo.

        • Tosoobservando

          Serio no Brasil compra-se um produto pq ele é bom ou nao? kkkkkkkk entao as listas dos mais vendidos do país que saem todo mes estao muito erradas.
          E algumas caminhonetas chinesas conseguem sim ser ate piores que muitos produtos Gurgel, lembrando que a empresa ate fazia veiculo militar. Faliu pq era no Brasil mesmo, assim como as outras tantas que morreram no caminho pra dar lugar as multinacionais que molhavam as maos dos politicos salafrarios, por isso que hoje pagamos tao caro em carros.

      • Tosoobservando

        Os veiculos eram bem bonitos pra epoca sim, me lembra algumas projeções pininfarina pra Lamborguini. Pena que nao vingou, se fosse na Europa com certeza, existiria ate hoje, nem que fosse como marca de nicho.

    • Max Peixoto

      veja como exemplo as chinesas, é tudo porcaria, mas aos poucos estão evoluindo , ganhando cada vez mais mercados, e sendo muinto apoiadas pelo governo, logo logo serão gigantes brigando pau a pau com as tradicionais centenárias, detalhe, nenhuma delas com mais de trinta anos

    • Tosoobservando

      É incrivel mas o Henry Ford tambem era muito teimoso e nao aceitava que mudassem o Ford T e nem que sugerissem novos modelos a marca. Nao aceitava que mudasse nem a cor, veja, so podia ser preto kkkkkkkk Ele so mudou de ideia quando a Chevrolet e outras começaram a ganhar mercado da Ford com seus modelos diferenciados e adivinhe… de varias cores possiveis.

  • Junoba

    Quem quiser pode dar uma olhada nesse vídeo que mostra antes e depois da falência.

    https://www.youtube.com/watch?v=ql-Lpu0rdh8

  • Ernesto Rocha

    Cara, como era feio esses carros da Gurgel, andei muito no carajás de um amigo meu.

  • pedro rt

    falando em gurgel a PUMA vai voltar em 2015! ja tem ate site, esta la no site vrum

    • leitor

      Querem fazer carros de corrida. Ainda assim pelas fotos não é tão bonito quanto os modelos antigos, pelo menos não achei. Os antigos poderiam ter pelo menos 5 marchas (já existe uma fabrica que faz isso para aqueles motores), condicionador de ar e direção hidráulica ou elétrica. O projeto atual quer um carro com motor 1.6 turbo e 250 cavalos para competição.

  • Vattt

    Hoje em dia com a China produzindo muito e tudo, vai ser quase impossível existir um sonhador como João Conrado em boa parte do mundo. E eu nunca tinha visto essa versão do Supermini SLX!!! Teria feito sucesso na época.

  • Tosoobservando

    Todo mundo sabe pq uma empresa dessa area não vinga no Brasil, e não foi apenas gurgel, tiveram outras. Mas e a mesma razão pq não temos uma Microsoft ou Apple, uma Airbus ou Samsung. Desde a época do império que sempre foi dito Brasil e pais agrário, pra ser celeiro do mundo, hoje isso traduz nas commodities, principal produto de exportação. E mais fácil do que manufaturar, e como disse o tal professor la pro gurgel: não se cria, se compra pronto.

  • Wagner Lopes

    Enquanto isto na China……

  • Bernardo Figueiredo

    Não da pra abrir uma Montadora de Veículos da noite para o dia. nem com o maior montante de dinheiro que vcs possam imaginar !

    Precisam sim de apoio para iniciar. Vai lá nos EUA e ve se o governo não apoia as empresas deles ?? QUEM SALVOU A FORD E GM DA BANCA QUEBRADA ???? Foi o governo deles. Nós somos incentivados a não defender o nosso por que é livre mercado, mas quando a GM ia falir foram lá correndo pra salvar !

    Bando de hipócritas

    • Max Peixoto

      é isso ai cara com certeza, finalmente alguem por aqui com coerencia em seu comentario, parece que os brasileiros patriótas estão acabando , todo mundo só fala merda do brasil e dos brasileiros, ninguem mais da valor em nada que seja nacional, é tudo um bando de paga pau pros gringos, por isso que o brasil não tem competitividade lá fora e foi o pais q menos cresceu no brics, o brasil esta carente de empeendedores, enquanto que na china por exemplo, estão aproveitando a onda e ganhando o mercado internacional mesmo com suas dificuldades culturais , pois não ficam de mimimi, tem atitude a todo custo, inclusive aqui no brasil, a índia tbm, até lá as empresas estão “brotando como mato” , e o brasil nessa lenga lenga de sempre, vamo acorda meu povo brasileiro

    • Max Peixoto

      governo serve pra isso , nós somos o governo na verdade , afinal o voto tem sua lógica pra ele existir, isso se chama sociedade meu povo, um financiando o outro , é tudo um grande jogo, vs tem que estar na mesa e dar as suas cartadas, ganhar ou perder é consequencia, tem que ir jogando e pegando experiência , é uma grande máquina e cada um é uma engrenagem, só não pode um chegar como uma barra de ferro , vide pt, travando as engrenagens e explodindo a máquina

    • trbvn

      Mas a GM teve que devolver o dinheiro. E tanto a gm como as outras não foram abertas nem mantidas com o dinheiro do governo e com vantagens especiais em relação as outras montadoras instaladas naquele país. Não acho isso absurdamente grave, só não acho legal, pois muita gente fica de fora. Pq um vendedor de Cana não tem o mesmo benefício? Esse é o problema. Nenhum dos outros comentarias está sendo hipócrita, presta atenção no que disseram.

      • Bernardo Figueiredo

        Além de grana injetada diretamente pelo BNDS, muitas montadoras tem descontos locais de icms e impostos municipais. Vai ver qual delas paga tudo em alicota cheia. Nenhuma.

        • trbvn

          Leia de novo o que eu escrevi.
          Não deveria existir vantagem direcionada especialmente para ninguém, é injusto para quem fica de fora e estas montadoras foram criadas com o esforço e criatividade de seus fundadores sema ajuda que o gurgel teve, tanto que centenas desapareceram.

  • Ronei Melo

    “Ainda assim, o modelo era 30% mais barato que os demais concorrentes”. Não é verdade. Sempre conto que, à época (1988), eu estava na faculdade e uma amiga me perguntou sobre o BR-800, pois seu pai tinha intenção de presenteá-la com um carro naquela faixa de preço. Contei a ela que, no meu caso, optaria por um Golzinho mesmo. Além de mais barato, mesmo em sua versão mais simples contava com mais motor, uma construção totalmente superior, maior rede de assistência técnica, melhor revenda, etc. Fiz os cálculos para ela comparando o Gol 1.6 com a versão do BR-800 que ela queria, a diferença daria pra incorporar uns bons opcionais no Gol e ainda sobraria. Ainda assim, a emoção dela superou a razão. Acabou comprando o carrinho mesmo, vendendo menos de um ano depois. Alguém adivinha o porquê?

  • leitor

    O Brasil ainda se reSSente. Recente é um fato que aconteceu há pouco tempo.

  • leitor

    Não digo nem sobre motores. Mas o Brasil poderia ter uma empresa que fabricasse o modelo do carro, desenho e acabamento totalmente nacional. Não entendo isso. O projeto do interior, exterior e segurança do carro não precisa de tanta tecnologia assim e sim de talento com formação e bom gosto. Motor, cãmbio e outras partes mecânicas e eletrônicas poderiam ser de multinacionais, pelo menos pra começar.

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