Jeep Wrangler – Reclamações e Defeitos

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A Jeep tem alavancado suas vendas nos últimos anos, vendendo SUVs urbanos e sem tanta tocada off-road, mas esse não é o DNA da marca.

Muito antes de produzir SUVs de shopping, a Jeep já produzia o Wrangler, que é descendente do Willys, o “Jipe “da segunda guerra mundial.

Com um perfil muito mais voltado para o off-road, é uma opção no mercado para quem costuma enfrentar uma estrada de terra.

Será que o Wrangler é uma boa compra? Dê uma lida no nosso texto de hoje, elencamos os principais problemas dele.

Em 1986, a Jeep lançou o modelo, porém são muito raros de achar à venda no Brasil, ele começou a se popularizar mais no final da década de 90.

O Wrangler 1995 com motor 6 ciindros 4.0 rendia 177 cv e 29,6 kgmf de torque, que acoplado ao câmbio automático de 3 velocidades tinha aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 11 s e velocidade máxima de 170 km/h.

Nas unidades de terceira geração é comum encontrar o motor 3.8 V6 de 199 cv e 32,1 kgfm de torque com aceleração de 0 a 100 km/h em 11s e com velocidade máxima de 177 km/h.

Na quarta geração existe o motor 2.0 turbo de 272 cv e 40,8 kgfm com aceleração de 0 a 100 km/h em ótimos 6,8s e velocidade máxima de 199 km/h.

Comumente vem equipado com ABS, airbags, ar-condicionado, direção hidráulica, tração 4×4, vidros e travas elétricas, além é claro de pneus para uso misto ou terra e suspensão preparada para off-road.

Mas enfim, vamos ao que interessa, abaixo listamos os principais defeitos e pontos levantados pelos proprietários:

Peças de reposição são difíceis de achar

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Em especial as unidades mais antigas podem apresentar problemas ao encontrar peças de reposição, pois era importado e não compartilhava peças com nenhum carro nacional ou importado que vendeu bem por aqui.

Nas unidades mais novas esse problema não é tão comum, ficando restrito a peças de acabamento ou muito específicas que podem demorar para chegar nas concessionárias.

Consumo de combustível é elevado

Em especial até a terceira geração, na qual eram comuns motores de alta cilindrada aliado à câmbios automáticos com poucas marchas, o consumo é elevado.

São comuns médias na casa de 5 km/l na cidade e 8 km/l na rodovia, mas não são raros relatos de consumos ainda piores como 4 km/l na cidade.

Mão de obra especializada é escassa

Como um bom importado, algumas oficinas não aceitam realizar serviços nele, e quando fazem costumam cobrar mais caro para tal.

Problemas no diferencial

Na segunda geração, algumas unidades apresentam problema no diferencial, que pode dar sinais como barulhos durante a rodagem e folgas que podem ser verificadas com o caro no elevador.

Em alguns casos a quebra do semieixo pode fazer com que se perca o controle do carro, então muita atenção ao conjunto.

Carro barulhento

O carro é muito barulhento, em especial unidades mais antigas, e apresenta barulhos nos acabamentos internos, ao rodar em estradas irregulares e fazer trilhas.

O barulho pode ser muito incomodo para usar no dia-a-dia.

Infiltrações de água

Não são raros relatos de infiltrações de água em alguns pontos do carro, em especial na capota, então atenção para cheiro de mofo e manchas no acabamento.

Conclusão

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O Jeep Wrangler é muito robusto, porém cobra seu preço, as peças são caras e algumas precisam ser importadas e podem demorar um pouco a chegar (principalmente nas unidades usadas), além de ter taxas aplicáveis.

O consumo é proibitivo para o dia-a-dia, assim como o nível de ruído das unidades mais antigas pode ser muito incômodo.

É um ótimo carro para ser usado em trilhas e off-road, mas para o uso diário provavelmente é possível encontrar um que te atenda melhor, em especial considerando o seu preço elevado.

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Autor: Luca Magnani

Engenheiro mecânico na indústria automotiva, pós graduado pela Universidade da Indústria do Paraná em Engenharia de veículos elétricos e híbridos.