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Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

Ford Landau. Ele foi o preferido de presidentes, políticos e empresários de sucesso nos anos 60, 70 e 80.

Ícone de uma era, o Ford Landau, uma versão de luxo do Galaxie, foi uma tentativa da marca americana de oferecer um produto acima de média no mercado de automóveis e o resultado deu muito certo.


Isso se verificou nas 77.850 (algumas fontes falam em 77.670) unidades produzidas no país entre 1967 e 1980, incluindo os modelos Landau, Galaxie 500 e LTD.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

Numa época em que o Brasil enfrentou duas crises do petróleo e havia uma disputa de influência cultural americana e europeia no mercado automotivo, o Ford Landau foi um dos produtos que vieram dos EUA para atender as exigências dos clientes mais abastados, mas que de início atendia também aqueles com poder aquisitivo um pouco menor.


Em meados dos anos 70, antes do Landau, o Galaxie 500 já havia sido estabelecido com sucesso, mas o estilo da época havia mudado e era hora de colocar uma cara nova no maior carro feito no país, que superava inclusive o tamanho dos Dodge da Chrysler, feitos em São Bernardo do Campo-SP.

Na capital, nas instalações da Ford no Ipiranga, o Galaxie foi retrabalhado de forma a ficar mais atual para a ocasião, com um facelift que em breve traria a versão topo, Landau.

Isso significava também uma mudança de nome, a fim de que o produto fosse realmente algo novo, mas isso não seria por completo, diga-se de passagem.

Assim, o nome de uma cidade alemã famosa pela criação de um tipo de carruagem no século 18 (Landau), acabou por batizar o novo produto, que seria em realmente uma versão mais luxuosa do Galaxie 500.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

O nome Landau já era usado pela Ford nos EUA há bastante tempo e aqui identificava a versão mais luxuosa do intermediário LTD, o LTD Landau desde o começo dos anos 70.

Uma designação elegante para um automóvel igualmente ímpar, o Landau. O novo carro assumia um nome na versão topo de linha, mas estranhamente (ou não) preserveravam as duas designações anteriores: Galaxie 500 e LTD.

Em realidade, era o mesmo carro, atualizado, é claro.

Mas, neste artigo, vamos trata-lo apenas como Landau para diferencia-lo do modelo anterior. Afinal, para entusiastas e fãs do primeiro, a era de ouro deste acabou em 1976 e não em 1983, exatamente quando ele perdeu as linhas originais dos anos 60 e ficou de cara nova.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

Landau

Com 5,413 m de comprimento, 1,999 m de largura, 1,412 m de altura e 3,020 m de entre-eixos, o Ford Landau tinha 400 litros no porta-malas e seu tanque tinha apenas 76 litros de gasolina. Tão grande, ele até que era leve, pois pesava pouco menos de 1,8 mil kg.

Dotado de um enorme V8 5.0 Windsor, o sedã tinha 199 cavalos a 4.600 rpm e 39,8 kgfm a 2.400 rpm.

Equipado com transmissão automática de três marchas e conversor de torque, o Ford Landau não tinha um desempenho espetacular para seu porte e potência, fazendo de 0 a 100 km/h em demorados 15,3 segundos e com máxima de 155 km/h.

No caso do manual de três marchas, ele fazia o mesmo em 13 segundos e 165 km/h de final.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

E foi assim que o Ford Landau apareceu no começo de 1976 para “suceder” o Galaxie 500. Diferentemente do primeiro, o “novo” sedã tinha a frente com quatro faróis circulares posicionados na horizontal, estando assim de acordo com o que se via nos EUA.

A grade mantinha a proeminência central, mas o capô do Landau era bem ressaltado e imponente, porém, mais amplo que o da atualização anterior, tendo o nome Ford e a mira horizontal (herança da Lincoln, onde era vertical) sobre o mesmo.

Além disso, piscas integrados ao desenho da carroceria eram algo bem mais moderno que o estilo dos anos 60 do Galaxie, tendo ainda um vistoso para-choque cromado de tamanho maior e igualmente imponente.

Nas laterais, os vincos bem pronunciados foram mantidos no Landau, assim como as enormes maçanetas cromadas e os retrovisores de mesmo acabamento.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

Não houve alterações em portas, teto, colunas ou vidros, exceto no acabamento dos limpadores de para-brisa, que deixaram de ser cromados.

Na traseira do Landau, porém, as mudanças eram muito maiores. Saíam as lanternas quadradas e compactas, entrando no Landau um conjunto triplo na horizontal, que obrigou o redesenho da tampa do porta-malas e a redução do vão de acesso ao mesmo.

Ao centro, um aplique metálico com o nome Ford e a mira do produto.

O para-choque do Landau também era devidamente cromado e tinha duas barras de proteção verticais, assim como duas luzes de ré. O escape ficava oculto para preservar as linhas elegantes do Ford.

Mas, essas descrições são apenas básicas, pois o Landau tinha outros detalhes que o diferenciava das demais versões.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

O vidro traseiro do Landau era pequeno e formava com o teto de vinil preto, um visual mais reservado, íntimo para quem preferia a discrição.

Isso se dava por um simples motivo, o Landau era a versão topo de linha e por isso tinha de ser o melhor no visual e no conforto, além de ser vendido apenas na cor prata em 1976.

O para-brisa cromado chamava atenção, assim como as rodas aro 15 de aço com tala de 5 polegadas vinham com calotas cromadas e raiadas, inspiradas na Lincoln.

Elas podiam ser mais largas para ampliar a segurança e o conforto. Os pneus 215/70 R15 eram diagonais. Havia uma barra preta na parte inferior do Landau que ampliava sua imponência.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

O interior do Landau era revestido em veludo vermelho e Jacquard inglês, uma distinção em relação aos Galaxie e LTD.

Os bancos do Landau eram inteiriços na frente e atrás, enquanto as portas e outras partes do acabamento era ricamente bem cuidados e decorados pela Ford, que sempre se esmerava em tornar o ambiente do sedã mais aconchegante.

O painel era o mesmo de antes da atualização, bem sóbrio agora, tendo detalhes escuros, mas preservando o velocímetro horizontal, assim como o sistema de rádio, os controles cromados do ar-condicionado e o relógio analógico no painel.

O volante clássico de dois raios com buzina em forma de meia lua era elegante.

Os difusores na parte inferior os detalhes em madeira davam ao ambiente mais requinte.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

Além do Landau: Galaxie e LTD

Apesar do Landau ser a versão topo de linha e ser diferente em relação aos demais, cabe uma ressalva importante. Todos eram o mesmo carro, com diferenças no acabamento.

O Galaxie era mais facilmente identificável, pois os frisos da grade eram verticais e o vidro traseiro era maior, além disso, não havia teto em vinil.

Este também tinha pneus diagonais ao invés de radiais, quando estes chegaram ao Landau.

Já o LTD, intermediário, tinha a mesma grade do Landau, mas com o vinil no teto nas cores Areia, Marrom ou Preto. Em 1977, o topo de linha ganhou teto de vinil preto, enquanto o prata virou opcional.

O topo de linha passava a ser vendido apenas na cor Prata Continental com o teto de vinil em tom semelhante. O ar-condicionado passou a ser integrado ao painel. Os pneus ganharam banda branca e o modelo ganhou opção de tala larga com 6 polegadas.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

No motor, o V8 302 recebeu ignição eletrônica, eliminando condensador e platinado anteriores. A chamada Série II, no mesmo ano, mas como linha 1979, trouxe mais opções de cores e novidades em termos de conforto e segurança.

Ambos ganharam um novo volante de quatro raios, que parecia moderno demais para o sedã luxuoso. O banco dianteiro ganhou cintos de segurança retráteis (2).

O Landau ganhou para-brisa laminado com limpadores intermitentes, assim como pneus radiais e faróis de iodo. Por fim, novos amortecedores e a cor Cinza Executivo Metálico, exclusivo do topo de linha.

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Landau a álcool, o primeiro (ou segundo) do mundo

O Landau perdeu alguns cromados no interior e também o acabamento em Jacquard, passando a ser apenas em veludo, com opção de cor cinza.

No ano seguinte, o sedã se torna o primeiro carro do mundo movido à álcool (embora alguns digam que foi o Fiat 147, no mesmo ano) e o primeiro exemplar é entregue ao então General João Figueiredo para ser o carro oficial da presidência.

Nesse ano de 1979, a Ford comemorava 60 anos de Brasil e por isso o Landau não escapou de ganhar uma série especial com 300 unidades, chamada Landau SE (Série Especial) e pintada exclusivamente na cor Vermelho Scala.

No motor 302 do Landau, o ventilador do radiador passou a ter embreagem hidrodinâmica para acionamento automático e independente do motor, garantindo assim que o mesmo pudesse ser resfriado mesmo desligado ou apenas em situações que realmente o exigiam, ajudando-o a aquecer mais rápido.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

No final, ampliava a eficiência e potência, pois acrescentava uns 10 cavalos a mais em alta velocidade, quando o ventilador parava de funcionar e o ar entrava mais livremente. O radiador também cresceu em tamanho.

Outra mudança mecânica no Landau foi a adoção de carburador duplo para melhorar o consumo em baixa rotação, finalizando com um tanque maior, com 107 litros, um benefício para o uso do álcool.

O câmbio automático foi trocado e tinha um conversor de torque maior.

Na linha 1980, a Ford eliminou o Galaxie (opção mais barata) da gama de versões, restando assim apenas LTD e o Landau. Fez o mesmo com o câmbio manual. A despedida foi com grade pintada em preto brilhante.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

A cor Azul Clássico (até então exclusiva da diretoria da Ford) se tornou padrão no Landau, que ainda passou a dispor de fato da versão à álcool a partir de abril de 1980.

Este tinha motor 302 com coletor de admissão em alumínio por causa do álcool, assim como a bomba de combustível, fazendo 4 km/l, mas indo até 167 km/h.

Os retrovisores passam a ter comando interno e as luzes de posição na traseira ganham iluminação integrada às lanternas.

O escape duplo foi adicionado ao carro, ficando assim mais silencioso. O LTD perdeu frisos cromados e borrachas protetores nos para-choques.

O acabamento interno ganhou novo revestimento nas portas e bancos, que passaram a ser mais anatômicos, enquanto a paleta de cores aumentou com as opções: Azul Clássico, Preto Bali, Branco Nevaska II, Cinza Granito e Verde Astor.

O porta-malas do Landau ganhou abertura elétrica. Um exemplar especial foi feito e batizado de Landau-Papamóvel para visita do Papa João Paulo II ao Brasil.

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Fim de uma era

As vendas do Landau já não iam bem há algum tempo. Embora nunca fosse campeão em emplacamentos, o sedã de luxo da Ford vinha de altos e baixos após o clássico Galaxie 500.

O motivo era que no final dos anos 60 não havia a mesma concorrência que no final dos anos 70.

Carros como Dodge Magnum e LeBaron, além do Opala Comodoro, que recebeu o Diplomata em 1980, fizeram com que o Landau tivesse expressiva queda de pouco mais de 5 mil vendidos em 1979 para menos de 3 mil no ano seguinte.

Para piorar as coisas para o Landau, a Ford lançou ainda o Del Rey em 1981, um sedã muito menor, mas que tinha opção de duas portas e trazia “luxos” que o famoso sedã nunca ofereceu, tais como vidros, retrovisores e travas elétricas. Isso sem contar que o modelo novo mantinha o padrão de acabamento da marca e vinha com um motor mais econômico, embora fraco.

O Del Rey foi a saída da Ford para o fim esperado do Landau e deu certo, visto que mais de 20 mil venderam em 1981 contra pouco menos de 1,6 mil do clássico dos anos 60.

O LTD nessa brincadeira, acabou saindo de linha. O obituário do luxuoso topo de linha já estava sendo escrito. O LTD, antes de sair, ainda foi vendido na cor Verde Gramado.

Mudanças na grade e no para-choque (com abertura na parte superior) foram introduzidas na linha 1981.

As luzes de ré saíram do para-choque e foram para as lanternas triplas, enquanto o protetor voltava a ser o mesmo da linha até 1970 do Galaxie 500.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

Uma régua cinza emoldurou as lanternas, sendo esse detalhe chamado de “traseira branca”. Os cintos de segurança agora eram de três pontos na frente e retráteis, com mecanismo preso às colunas B. O interior passou a ser apenas azul.

Na mecânica, o Landau 81 recebeu nova barra estabilizadora traseira, freios com discos e pastilhas maiores e calibragem diferenciada em molas e amortecedores.

Nota-se que o sedã da Ford continuava a receber melhoramentos. A ideia parecia ser uma última tentativa de fazer o Landau sobreviver por mais algum tempo.

Em 1982, ano de Copa do Mundo e Guerra das Falklands, o Landau travava sua última batalha para manter-se vivo.

O topo de linha da Ford – já sem o LTD – era oferecido apenas nas cores Cinza Granito, Azul Jamaica e Verde Astor. Em 1983, a montadora produziu o último exemplar do sedã.

Com estoque garantido de 125 carros, o Landau 83 vinha com rodas dotadas de calotas rosqueadas, a última inovação de um sedã que sempre esteve em atualização, desde tempos imemoriais. Em 1982, as vendas caíram para menos de 1,2 mil unidades.

Do último lote, um exemplar foi para a presidência da República, ficando na frota oficial até 1991. As vendas se encerraram oficial em 3 de abril de 1983. Foram vendidos 93 exemplares a gasolina e 32 a álcool nesse último ano/modelo.

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Landau: origem e legado

O Landau surgiu como uma versão de luxo do bem-sucedido Ford Fairlane em 1959 nos EUA. Logo, o prestígio da nova versão fez com que ele acabasse virando praticamente um modelo distinto, dada sua boa reputação e requinte.

O modelo teve algumas carrocerias e isso incluiu um conversível bem elegante.

Em 1965, John C. Goulden, então presidente da Ford do Brasil, anunciava um novo produto para o mercado brasileiro. Até então, a marca americana só dispunha de caminhões e utilitários montados localmente em operação que começou em 1919.

Mesmo com a compra da Willys Overland do Brasil, quando absorveu a marca Jeep, a empresa ainda não tinha um carro de passeio.

No quinto Salão do Automóvel, em 1966, a Ford apresentava ao público brasileiro um sedã grande e luxuoso, batizado de Galaxie 500, referências ao espaço (corrida espacial dos EUA na época) e às 500 Milhas de Indianópolis, que a marca ganhou em 1959, ano em que surgiu o (Fairlane) Landau.

Com muitos cromados, quatro faróis circulares sobrepostos, grade ampla e lanternas compactas, o sedã foi uma adaptação bem-sucedida do modelo americano e recebeu o motor V8 272 de 4.5 litros e 164 cavalos, emprestado dos caminhões Ford nacionais.

Isso fazia com que os 5,33 m de comprimento e 1.780 kg de peso do Galaxie 500 alcançassem os 100 km/h em 14,9 segundos.

Ford Landau: fotos, detalhes, motores e equipamentos do luxuoso

O V8 292 de 4.8 litros e 190 cavalos surgiu no fim de 1968, levando o carro para 160 km/h e baixando o tempo para 13 segundos, no manual. E assim ele permaneceu até a chegada do Landau novo em 1976.

O nome só surgiu no Galaxie 500 em 1971, numa resposta da Ford para a chegada do Dodge Dart e o lançamento do Chevrolet Opala Gran Luxo.

O destaque era o teto em vinil preto, marca registrada do Landau e o painel em Jacarandá, um luxo para época e para os dias atuais. Nas versões Galaxie, LTD e Landau, o sedã topo de linha da Ford foi ganhando espaço.

Em 1973, mudanças na grade (menor), capô e lanternas (com grade horizontal na base) deram uma renovada no estilo, que já se mostrava cansado, o que obrigou nova intervenção três anos depois.

Com o fim do Landau em 1983, a Ford deixou de oferecer carros de porte grande e grande potência, pois o Del Rey não passava de 73 cavalos em seu diminuto e fraco motor CHT 1.6 de origem Renault, como o resto do carro também, após herança do Corcel I, um parente brasileiro do francês Renault 12.

Ficou do Landau, a imagem de luxo que marcou uma época inesquecível no Brasil.

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • zekinha71

    Dois veículos que nos anos 70/80 faziam o povo se borrar de medo nas ruas.
    Os adultos quando viam uma Veraneio da polícia, e a molecada quando via um Landau preto que era usado no juizado de menores.
    Era virar a esquina e trombar com um desses já fazia o coração disparar.

    • Lorenzo Frigerio

      No Juizado, não seria por acaso o Dart preto 4 portas? Ou Opalão? Landau no serviço público, acho que só o Governador do Estado.

      • Luis Burro

        Mais antigamente acho q era o Landau.

  • leandro

    O Brasil dos anos 80 aceitou o downsizing do Landau para o DelRei, Opala para o Monza, etc.
    Felizmente nossa década não aceitou o downsizing dos ultra compactos como Up, Mobi e aquele da Renault..
    Pelo contrário, estamos aceitando bem carros maiores como a Toro no lugar da Strada e os SUVs no lugar dos compactos.

    • Sergio Kraemer

      Kwid (8o) e Mobi estão entre os 15 mais vendidos e se não vendem mais é pq são ruins e desconfortáveis, não por serem pequenos. Por 40mil as pessoas compram Onix com CNPJ, que é muito melhor que esses 2 de cima.
      O Fiat 500 é minúsculo e vende (ou pelo menos vendia) super bem na Itália, mas por 60mil lógico que no BR nunca dará certo.
      E os SUVs/Crossovers vendem bem pq são altos e não “grandes”, até pq um Cruze Sport6 ocupa mais espaço na garagem do que um HR-V.

      • leandro

        Não estou falando de tamanho métrico, mas sim de porte.
        Na década 2000 que basicamente tinha gol e uno agora temos dentro do top 10 Compass, Corolla, etc houve sim um progresso

        • Sergio Kraemer

          Ueh, e tamanho métrico não define porte?

          • leandro

            Não necessariamente. Um Fiesta sedan tem tamanho métrico maior que uma Ecosport, mas no meu ponto de vista (e da Ford também) a Eco tem porte maior…

          • Whering Filho

            Acho que ele quis dizer imponência, chamar atenção etc. kkkk

        • Pedro Henrique

          curiosamente, o uno(mille) é mais baixo, mais estreito e menor em comprimento que um up!…
          porém quem ja teve nos dois com toda certeza te afirma, o up! é mais espaçoso.
          a aparência externa de um carro engana

          • Dessa eu não sabia, interessante, a impressão de ser menor deve ser por causa da frente dele, que é bem pequena, mas isso faz o resto ficar grande.

            • Pedro Henrique

              e tem mais, o fiat 147 é maior que o vw up em comprimento.
              ta que os parachoque do 147 são bem pronunciados, mesmo assim a impressão é diferente.

        • Luis Burro

          No auge da segunda geração o Vectra era relativamente bem mais caro q os de entrada e só perdia pra três hatches,nem o Fiesta vendia mais acho.
          Claro q o gosto influencia mas ainda um dos principais fatores q determinam mais as vendas no Brasil é o financeiro.

      • Luis Burro

        Vdd o fator GM é q tá acabando com os subcompactos,por isto q vende o dobro do segundo ou mais constantemente!

    • ViniciusVS

      Opala é um carro de outra categoria, é um carro grande e ja estava bastante defasado quando o Monza foi lançado. O Opala deveria sair de linha no final da década de 70 ou no máximo no início da decada de 80.

      O verdadeiro substituto do Opala é o Omega e não o Monza, infelizmente o Ômega chegou muito tarde praticamente junto com os importados.

      Outro erro da GM foi não lançar o Monza SW aqui, fez a quantum nadar de braçada, quando lançou uma SW média (Ipanema), ela não conseguia brigar com a Quantum…

      • Paulo Lustosa

        Que na verdade a Ipanema era substituta da Marajó

        • Marcos Drawer

          Exato. A Ipanema seria uma “neta” da Marajó, pois não tivemos a Kadett D Caravan.

          Marajó (Kadett C Caravan) > Kadett D Caravan (O BR não teve) > Ipanema (Kadett E Caravan).

      • Tommy

        O problema foi não termos tido as gerações seguintes do Opala, e a burrada de trazer o Omega A já em fim de vida, o erro foi não ter trazido o Omega B junto do lançamento lá fora

        • Marcos Drawer

          Sim. Se a GM seguisse a linha correta, teríamos os Opel Rekord D e E antes do Omega. Mas nos anos 80 o Brasil tinha poucos modelos de carro (as “4 grandes”) e modelos se arrastavam por muitos anos aqui, sem novas gerações, casos onde isso foi bem explorado eram o Opala (Opel Rekord C) e a Kombi. (só tivemos T1 e T2).

      • Marcos Drawer

        Eu acho a linha Kadett / Ipanema bem interessante. Um problema que vejo é que chegaram atrasados (Foram lançados na Europa em 1985, chegando no BR em 89, o mesmo com o Omega 1986 e aqui em 1992).

        Voltando a Ipanema, ela não concorreria com a Quantum, e sim com uma station do segmento C (que a VW não tinha aqui), no caso, poderia ter sido uma Golf Variant II (Que não existiu, pois o Golf só ganhou perua a partir do MKIII, e esta seria concorrente da Astra Caravan F, o Astra “belga”).

        No Brasil, a Ipanema funcionou como sucessora da Marajó (O que está correto, pois esta era a Kadett Caravan C e a Ipanema, a Kadett Caravan E).

        Pulamos o Kadett D (que lembra um pouco o Chevette 83, mas são projetos de plataforma diferentes), assim como pulamos o Opel Rekord D e E, e fomos direto para o Omega.

        Assim temos:
        Ipanema (Kadett Caravan E) x station segmento C
        Quantum (Passat B2 Variant) x station segmento D (Aqui, era concorrente da Caravan, Belina/Scala)
        Marajó (Kadett Caravan C) x station segmento B (Aqui, concorrendo com a Parati, Panorama/Elba)

      • Marcelo

        Talvez tenha influenciado o fato de a Ipanema parecer um ferro de passar roupa, rsrs.

    • Luis Burro

      Mas é pq os valores ñ compensam tanto,mas o kwid tá bem perto dos 5 primeiros.
      Se a Volks ñ tivesse o Rei na barriga e o brasileiro ñ fosse tão fresco qnto ao design do Up ele venderia melhor.
      Ñ tem como falar q é tão feio qnto o Mobi pq ele é um projeto original e o Fiat ñ passa de uma gambiarra.
      É por isto q o Kwid tá massacrando os dois,ñ é considerado tão estranho qnto o Up mas tem mais espaço q o Mobi além de ser bem mais barato q eles.

  • leitor

    Saudade desses ícones. Landau, Alfa Romeo TI, Caravan, queria um desses com meu pai.

  • Maycon Farias

    Matéria fantástica parabéns!

  • Robinho

    até hoje é um carro muito elegante…

  • Phantasma

    Pode chamar de Navio ou Barcaça sobre rodas, no bom sentido. E ainda conta com um belo motor V8. Em termos de dimensões ainda é enorme para os padrões de hoje, fico imaginando naquela época, o destaque no meio do mar de carros minícuslos povoava que era o trânsito.

  • Zé Mundico

    Tinha um modelo de Landau que tinha 4 faróis (2 de cada lado,um em cima do outro) e a frente fechada, que eu sempre achei o mais bonito. Não sei o nome do modelo, mas parece que era uma versão bem exclusiva.

    • Os de 2 faróis um em cima do outro são os de 67 a 75… de 76 em diante mudou para a outra frente. Tive um 71 preto muito bonito, me arrependo de ter vendido há mais de 10 anos atrás… na época vendi por 10.000. Em compensação comprei um Dart também 71 depois, que valorizou muito de lá pra cá.

      • Edu

        Posso estar enganado mas, pelo que me lembro (já faz muito tempo rsrs), o que tinha esses faróis um em cima do outro não era o Landau mas sim o Galaxie 500.

        • Faz muito tempo mesmo hehe…

          Eu tive um Landau 71 com os faróis em cima do outro… apesar de que era chamado LTD Landau naquele início de produção…. tenho certeza que era LTD Landau porque constava no documento… inclusive tinha a janela menor na traseira…

          Não chegou a ter a produção simultânea dos dois tipos de frente, uma até 75 e a outra a partir de 76.

          Estudei muito sobre o modelo na época, inclusive tenho um livro com a história do modelo.

          • Edu

            Verdade, confirmei.

        • Lorenzo Frigerio

          Toda a família de 67 a 75.

  • Edu

    Me lembro de ter matado aula para correr até a concessionária Ford perto da escola para ver a chegada do Galaxie 500. Obs: passei de ano, bons tempos aqueles.

  • Cautelar Noturno

    Pelo que vi nas fotos não havia retrovisor no lado direito do carro, somente no lado do motorista. Alguma explicação pra isso ? Considerando que o carro já era um banheirão, com um retrovisor a menos n devia ser fácil circular com ele…

    • Zé Mundico

      Naquela época NENHUM carro tinha espelho retrovisor do lado direito, a não ser alguns esportivos.
      Acho que foi lá pelo fim dos anos 70 prá 80 que a coisa se tornou obrigatória. Inclusive eu tinha uma Brasília 76 que só tinha espelho do lado esquerdo.

      • kleber peters

        Até hoje tenho a mania de olhar no espelho do meio pra ver se terminei a ultrapassagem antes de voltar pra outra faixa por causa disto. Aprendi a dirigir num carro que não tinha espelho na direita.

      • Tommy

        Meu 1° carro foi um Gol quadrado 1000 que não tinha retrovisor direito, e era um carro fabricado em 95

      • Marcelo

        Obrigatório, mesmo, foi só nos anos 90!
        (Sim, eu também fico chocado com isso.)
        Muitas versões básicas dos compactos dos anos 90 (Gol, Fiesta etc.) ainda vieram sem o retrovisor direito.
        Acho que o que ajudou a popularizar o retrovisor direito antes dos anos 90 foi uma questão de mercado, mesmo.

  • afonso200

    Esse tira e bota de itens em cada ano. Pergunto.Qual ano é o mais top em detalhes (cromo. Molduras. E afins)

    • Pra mim é o 71… mas um 82 com os três A também me chama a atenção: álcool, automático e com ar-condicionado.

  • TijucaBH

    Estranhei 2 itens da reportagem: falou que em 1980 o carro perdeu o cambio manual e que em 1982 tinham apenas 3 cores, cinza, azul e verde. Meu pai tinha um 1982 comprado zero na cor dourada, com teto de vinil e cambio mecânico. Seria um Frankenstein??? Kkk

    • Lorenzo Frigerio

      Tinha esse Landau dourado também. Era entre dourado e champanhe. Mas mecânico, não. Todos automáticos na direção. Cinza em 82 não tinha. Essa era uma cor típica do 78 e 79. Verde também não tinha em 82. Mas eu tive um LTD 81 verde Astor com capota de vinil verde. Acho que os últimos LTDs inclusive saíram em 81. Talvez o do seu pai fosse um LTD 81 mecânico de outro tom de dourado. Isso com certeza tinha, já em 1980.

      • TijucaBH

        Pode ser Lorenzo, amanha vou perguntar pra ele pra esclarecer. Que o cambio era mecânico eu tenho certeza porque quando eu tinha uns 6 anos, virei a chave e o carro estava engrenado. Ele deu um pulo pra frente e bateu na coluna da garagem. Eu fiquei com tanto medo do prédio cair por ter batido na coluna que meu pai nem brigou comigo. Tenho saudades desse carro. Lembro da gente viajando pra Cabo Frio e quando passávamos na baixada fluminense, um calor de 40 graus e nós lá dentro com ar ligado. Os outros carros com o pessoal sem camisa e quebra vento aberto de tanto calor. Lembro também que na marcha lenta, parecia que o carro estava desligado e eu falava “pai, o carro morreu”, ele acelerada o V8 e a carroceria balançava de lado dizendo “morreu não” kkkk

  • octavio cesar godoy

    guiei muito , meu pai tinha um desse preto, lindo, só que não saia com ele, e eu que guiava . Numa viagem nao tinha pra ninguem, alcool ainda, nossa um tanque para cada posto, kkkkkkkkk, muito gostoso de guiar, tipico carrão americano

  • Rjotinha

    Seria politicamente correto dizer que foi no banco traseiro. Mas, na verdade, cresci no banco DIANTEIRO, sem cadeirinha nem cinto de segurança de carros da linha Galaxie. Em 66, quando nasci, papai tinha um impala 1960 comprado ZERO. Queria trocá-lo mas não estava fácil e era caro comprar um importado e as opções nacionais não satisfariam um proprietário de uma barca americana. Até que em 67 ele comprou seu primeiro galaxie 500 preto recém lançado. Em 1969 ele trocou pelo novo LTD, com a novidade do câmbio automático, lançado neste ano. Em 1970 ele deixou esse carro para mãe e trocou uma veraneiro que também possuia por um Galaxie (sem o 500) também conhecido por galaxie standard, que foi produzido até 1972 para concorrer com o DART. Em 1971 trocou o LTD no recém lançado LTD Landau, primeiro com vigia pequena atrás e com a mira igual ao do lincoln sobre o capô, só que na posição horizontal. Em 1973 trocou o galaxie em um galaxie 500 verde, já com o capô estreito e lanternas traseiras trapezodais inspiradas no galaxie americano de 1970. Note-se, que após a veraneiro, mamãe sempre ficava com o carro melhor e papai com o galaxie mais simples. Em 1974 ele trocou o LTD Landau 1971 por um 1974 ouro libra. Em 1975 trocou o Galaxie por um LTD Landau vinho. A garagem passou a ter dois modelos com vigia pequena atrás. Mas a chegada da linha 76 trouxe a separação do LTD e LANDAU, além da nova frente horizontal e de um absurdo aumento de preço. Papai teve que contentra-se com um LTD branco nevasca em troca do ouro libra. A crise do petróleo e a própria crise nos negócios dele obrigaram a troca de seu LTD Landau vinho em uma Belina 1978. Em um último esforço, trocou o LTD branco em 1979 por um LTD turquesa viena metálico, que me deu em 1984 quando completei 18 anos e foi meu primeiro carro. Cheguei a comprar um Landau 1976 prata continental e um Landau 1981 azul clássico para se juntar ao LTD. No fim dos anos 90 foi minha vez de passar por crise e me desfiz dos três. Maior arrependimento de minha vida. Restaram ótimas lembranças e Um poster enorme em minha casa do LTD 79, meu primeiro carro.

    • Seu pai tinha muito dinheiro, rsrs

      • Zé Mundico

        Mas não tinha Landau que aguentasse uma crise.

    • Lorenzo Frigerio

      Muito legal. Conheci bem essas cores. Aliás retoquei o motor do meu R/T com Ouro Libra… tenho a lata ainda na garagem. Tive um Galaxie 71 pé-de-boi Bege Jangada todo podrão e um LTD 81 Verde Astor com capota verde… automático com ar e a álcool… carro mais legal que já tive. Tive de me desfazer deles quando fui mochilar na Europa, já com a intenção de ficar lá alguns anos… era 1988, declínio do governo Sarney, e eu tinha 26 anos. Queria poder fazer isso de novo.
      Mas não me desfiz do R/T, que ficou guardado. Ainda está comigo.

  • Freaky Boss

    Meu avô teve um galaxie.
    Bons tempos aqueles!!!
    Bela matéria. Informação e fotos legais.

  • Rjotinha

    O LTD LANDAU 1971 E 1972 foram os únicos com bancos de couro opcionais. Hoje raríssimos. Mas acho o 1979 e 1980 com o estofamento cinza claro, inclusive o desnso carpete, o modelo de aspecto mais sofisticado. Pelo que sei, tem alguns remanescentes destes no Rio Grande do Sul, pois o Sr. Arno Berwagen (não sei se escrevi correto) tinha preferência por esse estofado e facilitava a vrnda em sua concessionária. Aliás a Novocar, sua revenda, chegou a desovar por um bom tempo, 10% dos galaxies que eram produzidos. Sua paixão fez com que fundasse o saudoso museu do galaxie que possuia um landau 1983 ZERO KM até 1997, data de sua morte e extinção do museu.

  • Luis Burro

    Isto aí é Nascar de rua com estas medidas.
    T,é um sonho!Na minha cidade ainda tem uns 3,um virou limousine,outro tá parado e o último foi reformado recentemente.

  • Luis Burro

    Este e a Sw do Maverick são os antigos q mais gostava.

  • Lorenzo Frigerio

    Tem uma informação bizarra nesse texto, de que o Landau “ganhou carburador duplo”. Todos os carros de 67 a 83 tinham carburador duplo, pelo simples fato de serem motores V8. Uma boca para cada bancada de cilindros. Até 1975, usou-se o DFV 444. Os com motor 272 tinham venturi 24, que passou a 26 no 292. Os motores 302 receberam o Motorcraft F2 – esse sim era um bom carburador, mas em algum ponto depois de 1978 ela usou o chamado “Variable Venturi” – mais uma tranqueira. Poucos carros saíram com ele. E os carros a álcool usaram o 444 niquelado – literalmente, andaram para trás nisso. Mas essa é a Ford.
    Outra coisa, nunca ouvi falar em coletor de admissão de alumínio para carburadores duplos. Alguém aí se enganou.

  • NYC_Man

    Um Laudau conservado é show até hoje.
    Duro é que consumo X preço da gasolina inviabiliza até uma viagem curta com ele.

  • Luis Burro

    Eu ñ sei o q é mas já gosto deste tipo de matéria,estas e as de utilidade são as minhas preferidas!

  • Luis Burro

    Ñ só a altura total,mas a linha de cintura e os vincos da carroceria tbm.Os hatches atuais ñ são tão maiores q os antigos mas apresentam um porte bem mais avantajado.

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