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O que são carros sinistrados?

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Comprar um carro usado não é uma tarefa fácil. Existem inúmeros fatores que complicam essa decisão, como decidir entre tantas marcas e modelos, analisar as condições de um veículo específico, a negociação do preço, entre muitas outras.



Mas se existe um aspecto que realmente dificulta esse processo, e até impede alguns de fazê-lo, é a possibilidade de sermos enganados em relação à procedência daquele produto. Imagine essa situação: depois de decidir qual modelo você quer e procurar por meses, você encontra um que está 30% ou 40% abaixo do preço de tabela. O que isso lhe diz? Que é uma ótima oportunidade ou que algo está errado?

É exatamente essa a situação que muitas pessoas se encontram, mas sem saber que estão diante de um veículo sinistrado. Mas o que é um carro sinistrado? Como descobrir se ele está nessa condição? Ele terá documentação normal e poderá ser segurado? E, afinal, vale a pena comprar um carro assim?

O que são carros sinistrados?

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Dizer que um carro é sinistrado significa que ele foi prejudicado, avariado ou, usando o termo mais comum, sofreu um sinistro. Essa expressão é comum no mundo das seguradoras, sendo usada para se referir a um dano estrutural, recuperável ou não, que um veículo tenha sofrido numa batida, capotamento ou qualquer outro acidente, e que será coberto pela seguradora conforme exposto na apólice.

Dentre os sinistros, existem aqueles que são parciais e os que são totais. O primeiro é quando o carro ainda pode ser recuperado, normalmente com danos que representam até 75% do valor de tabela do veículo. Quando as avarias causadas superam essa porcentagem, ocorre a chamada perda total, e o cliente recebe uma indenização pelo valor máximo. O sinistro total também ocorre quando o carro é roubado ou furtado. Se ele for recuperado depois de ser paga a indenização, o veículo também é considerado como sinistrado.

Mas o que acontece com os carros sinistrados? Na maioria dos casos, eles são vendidos em pátios de leilões, onde qualquer comprador é devidamente informado sobre a situação do veículo. Como citamos no início, seu preço normalmente fica entre 30% e 40% abaixo do valor normal.

Como descobrir se um veículo é sinistrado?

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Encontrar um modelo com valor muito abaixo da média normalmente é sinal de que algo está errado. Mas muitos compradores não tem essa percepção, podendo ser facilmente enganados por empresas que deixam de informar sobre sua condição de sinistrado. Como descobrir então se o carro tem esse histórico?

A documentação de um carro nessa condição é normal, mas o documento terá uma observação na parte inferior com o termo “SINISTRO/RECUPERAÇÃO”. Esse é um indício que pode facilmente indicar o seu histórico. Mas é sempre importante fazer uma avaliação minuciosa de qualquer veículo antes de comprá-lo, e isso se torna vital para que você não seja enganado e acabe pagando um valor de tabela por um carro sinistrado.

Um dos principais itens que deve ser visto é a lataria. Veja se existem irregularidades, ondulações e mudanças de textura. Analise a pintura do carro todo (partes que foram pintadas novamente não terão a mesma tonalidade do original, e um carro mais antigo com pintura muito nova também pode ser incoerente). Abra e feche as portas, o porta-malas e o capô. Se for necessário muito esforço, ou você perceber sinais de ferrugem nas soldas, é sinal de uma batida mais forte. Leves batidas com a mão na lata também vão revelar se alguma parte foi preenchida com massa.

Além da lataria, veja com cuidado o alinhamento e balanceamento, a parte mecânica, se existem sinais de infiltrações, etc. Se não tiver grande conhecimento desses itens, leve o veículo para um profissional de confiança.

Vale a pena comprar um carro sinistrado?

Talvez você conheça alguém que já realizou esse tipo de compra e garante que não há nenhum problema. Mas analisar o assunto mais a fundo mostra que não é bem assim. Existem alguns pontos importantes que você deve levar em conta, especialmente em relação a entender qual foi o tipo de sinistro.

O primeiro aspecto é que um carro recuperado de um sinistro dificilmente será aceito por qualquer seguradora para um novo contrato, levando em conta que ele já foi indenizado uma vez (você com certeza já respondeu sobre isso quando foi renovar o seu seguro). E mesmo que seja aceito, ele entrará numa categoria diferente, onde o valor do seguro obviamente será muito maior do que a média de carros sem sinistro e o carro terá que passar por vistorias mais frequentes. A exceção é quando o carro foi roubado e depois encontrado nas mesmas condições, o que torna mais fácil fazer um novo seguro, já que não houve danos.

Outro fator a destacar é que, quando ocorre um sinistro, um perito faz uma avaliação dos danos causados ao veículo, usando o chamado “Relatório de Avarias”, que consta no Anexo 1 da resolução 362 do Contran, de 15/10/2010. São 48 componentes a serem avaliados, cada um com uma pontuação diferente. A soma desses pontos vai colocar o veículo sinistrado em uma das seguintes três classificações:

  • pequena monta (até 20 pontos, não sendo informado no documento)
  • média monta (entre 21 e 30 pontos, já sendo informado no documento)
  • grande monta (superior a 30 pontos, o que torna o veículo irrecuperável)

Quando o veículo é classificado com danos de média ou grande monta, seu documento fica bloqueado administrativamente no DETRAN, e ele precisa passar por uma inspeção num posto credenciado pelo INMETRO para estar apto a rodar novamente. Se um carro aparenta ter passado por essa situação e não tem essa vistoria, ele com certeza será um enorme problema nas suas mãos.

Conclusão

Com tudo isso em mente, tenha sempre muito cuidado com ofertas absurdamente baixas em relação ao preço de tabela. Veículos sinistrados que vão parar num pátio de leilões, na grande maioria dos casos, servem apenas para peças de reposição, e não para serem usados no dia a dia. É muito difícil saber exatamente quais foram os danos causados. E mesmo que eles não tenham afetado a estrutura básica do carro, você não sabe como foi realizado o conserto, se é que isso foi feito.

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  • mjprio

    Nao e a toa que nao consigo comprar carro usado no Brasil. O povo aqui e o mestre da mutreta… ainda prefiro comprar um carro simples e mais barato zero e ter as garantias do que me ferrar.
    Sei que o que eu faço pode nao ser la muito correto. Tento ate olhar os carros usados mas so de pensar nas historias que ja vi

    • mjprio

      Off topic:mas ainda falando sobre malandragem no Brasil: fui abrir o aplicativo do ML pra ver uma CMM para renegade. Uma coisa me chamou atenção: a cada 10 perguntas sobre o equipamento, no mínimo em umas 6, os usuários se dizem adquirindo uma versao PCD. Será que tem tanto deficiente assim? Me chamou a atenção. Será que esta rolando uma indústria do PCD pra se adquirir esse tipo de carro?
      Olha eu sinto fortes dores nos 2 joelhos e estou tendo dores em varias articulacoes e na coluna. Mas nao me considero “aleijado”, com o perdão da palavra, pra gozar dos benefícios na compra de um carro PCD. Pra mim carro PCD e adaptado. Como sempre essas leis vagabundas do Brasil dando brechas para o s pixulecos lesarem as custas de quem realmente precisa

      • Lucas086

        O que eu vejo é que cada vez mais está se dificultando a obtenção das isenções. Na familia tenho pessoas com deficiência e sei muito os tramites como funcionam. Se tem mutreta? Deve ser, mas com certeza não é tão fácil de se conseguir

        • mjprio

          Sinceramente nao e o que me parece. Pessoas que possuem doenças que nao afetam a capacidade de guiar de forma plena conseguem os mesmos benefícios que os reais PCD. Pode haver dificuldade nos prazos, papelada, etc.. mas se as proprias css estao se mexendo nesse mercado e porque ta havendo alguma coisa.
          Pra mim falta, como em toda lei brasileira, objetividade na sua eficácia. Isso e culpa da falta do caráter consuetudinário da nossa justiça. A moral, os bons costumes e o caráter fazem falta na nossa legislação. La fora se é imoral, muitas vezes é ilegal.
          Dai as sociedades europeias serem muito mais coletivas e “comunitárias ” que a nossa, onde uns tentam a qualquer custo, ter mais concessões que outros. Eis a origem do nosso fracasso como sociedade

      • Alexandre Kim

        Infelizmente, há uma alta procura por carros PCD. Como você relatou, penso da mesma forma, mas o famoso “jeitinho brasileiro” ou “cara de pau” chegou até nisso. Muitos usam as dores crônicas do corpo como motivo para adquirir isso, mesmo não sendo “aleijado”. Se os órgãos que fiscalizam e administram a seleção de candidatos para veículos PCD fossem bem eficientes, isso seria bem diferente. Como papo de sempre, se tivéssemos um mercado automotivo com carros modernos e seguros a dispor de todos num preço justo COM consumidor consciente e responsável, não precisaríamos deste artifício do veículo PCD para adquirir um veículo “mais barato” – detalhe: minha opinião (não tenho veículo PCD – não sou “aleijado”): veículo PCD (com todos descontos de impostos possíveis) geralmente não é um modelo que me agrada – é geralmente modelo bem decapado. Mas como estamos vivendo nesta bananânia / país da piada pronta …. agora que comecem os mimimis.

        • Samuel Vogetta

          Minha mãe passou por uma mastectomia radical, retirou mama e glândula das axilas. Por conta da dor ela optou por não fazer a cirurgia de restituição da mama e ficou com uma cicatriz no tórax e na axila.
          Com o tempo ambos os braços foram ficando inchados, diminuindo força e capacidade motora.
          Fomos atras do direito que ela tinha, o médico quem fez a pericia informou que ela estava apta a trabalhar e dirigir normalmente, enquanto que o medico especialista dela falava o contrario. Infelizmente minha mãe descansou em paz sem conseguir adquirir um veículo melhor. Na época acabou comprando um Kia Picanto por ser pequeno e mais fácil de dirigir….

        • Samuh Vogetta S

          Minha mãe passou por uma mastectomia radical, retirou mama e glândula das axilas. Por conta da dor ela optou por não fazer a cirurgia de restituição da mama e ficou com uma cicatriz no tórax e na axila.

          Com o tempo ambos os braços foram ficando inchados, diminuindo força e capacidade motora.

          Fomos atras do direito que ela tinha, o médico quem fez a pericia informou que ela estava apta a trabalhar e dirigir normalmente, enquanto que o medico especialista dela falava o contrario. Infelizmente minha mãe descansou em paz sem conseguir adquirir um veículo melhor. Na época acabou comprando um Kia Picanto por ser pequeno e mais fácil de dirigir….

          • mjprio

            Vc tocou no ponto certo…. a objetividade da concessão. Imagino a dificuldade que sua mãe devia ter ao guiar. Ai me pergunto: como nao ter direito? Agora nao consigo entender a relação de outras doenças com o fato de se ter ou guiar um automóvel. E nisso que eu bato.
            Eu entendo que se ha doenças de carater crônico, pode-se conceder outros tipos de subsídios, principalmente para os remédios, etc… mas automóvel?
            E nesses buracos da lei e que se concede direitos e concessões onde, na minha humilde opinião, não deveriam existir

        • mjprio

          Excelente abordagem . E me desculpe o termo “aleijado”. Eu escrevi esse post tarde da noite e estava realmente meio sem inspiração. Mas as vezes a gente precisa ser mais enfático pra falar de certas coisas. Acho que o mais emblemático de sua falaesta justamente nos critérios e no rigor da seleção para aquisicao. Me lembro quando pequeno que esse mercado PCD era bem selecionado. Tinha-se carros realmente adaptados com controles específicos, mecanismos para guarda da cadeira de rodas,etc..
          Hoje a impressão que eu tenho e que qualquer garotão compra um carro PCD. Eu pergunto, porque certas doenças que nao afetam a capacidade motora sao contempladas com esse benefício? Nao seria desvio de foco? O desconto nao seria justamente para permitir que esse dinheiro dos impostos fosse revertido em equipamentos que aumentassem a a acessibilidade do condutor/proprietario?
          Sao essas questões que me incomodam.
          Incrível como em paises civilizados (ja passei por dezenas de paises europeus) os direitos sao bem específicos. Me chamou a atenção em locais nem haver caixas e filas específicas pra cadeirantes,mas estacionamento pra eles e SAGRADO!

      • Samluzbh

        Aqui em BH, as Css Fiat e Jeep “oferecem” despachante para PCD, ou seja as próprias Css estão aproveitando ao máximo esse novo mercado!

      • tiago

        Existe uma lista grande de doenças que tornam um cidadão elegível para receberem os descontos, creio que as pessoas só estão mais atentas aos seus direitos.

        • mjprio

          Sao esses “direitos” que na minha opinião deveriam ser objeto de questionamento. Se o fulcro da legislação e permitir a acessibilidade a pessoas que tem CLARAS limitações de ordem fisica para guiar e por isso precisam investir capital extra para adaptar seus carros, dai o desconto que permite essa ISONOMIA, me pergunto se nao houve relaxação excessiva nessa lei que acaba contemplando pessoas que OBJETIVAMENTE nao necessitam de tal concessão. Como nao existe almoco grátis, quem paga a conta disso e o contribuinte

      • Carlos H. Ferreira

        Na verdade são sim muitas pessoas com este direito , sim, é praticamente impossível alguém que não tenha direito conseguir comprar , mas vou te citar alguns exemplos que permitem adquirir veículos com isenção e vc vera como o BR é um pais esquisito: EX : Cancer / Aids / Qualquer aposentado por invalidez / Disturbios mentais de qualquer natureza / qualquer,
        deficiencia física / Taxistas , há também isenção para pais de possuam filhos com estas condições ,

        PS : Não sou contra este beneficio , mas seria melhor se os preços fossem mais justos e todos pudessem comprar sem precisar de beneficio para não pagar um imposto que praticamente dobra o valor do carro.

        • mjprio

          Também nao sou contra, mas foi como eu disse.. a permissividade das leis brasileiras dao muita margem a pilantragem. E como havia dito essas leis deveriam ser mais objetivas. Após viajar por varios países da Europa e Asia, percebi que o desenvolvimento reside na consciência das pessoas e no ideal de coletividade. As pessoas, antes de seus direitos sao conscias de seus deveres. Aqui o que me parece que quanto mais se quer direitos, menos se busca cumprir com seus deveres. E nao basta dizer que “paga os impostos”. Noss problema está em nossos princípios.
          Este círculo vicioso em que nos encontramos faz com que se divida ainda mais a sociedade pra ver quem tem mais direitos.
          Concordo com vc que se houvesse precos mais justos nao haveria necessidade de ter esse subsídio, mas acho que em muitos casos a objetividade e deixada de lado e isso prejudica muito

      • José Barbosa

        Aproximadamente METADE dos compradores de carro poderiam comprar veículos PCD. Li isto em algum lugar, estou com preguiça de citar a fonte, mas foi isto que vi um dia.
        Acho que, com relativa facilidade, aquelas pessoas enquadradas tem sido utilizadas para tanto.

        Particularmente, discordo desta forma de isenção, embora reconheça justiça. Mas acho que o caminho mais correto seriam impostos baixos para TODOS, mantendo-se, inclusive, devido ao baixo impacto, às pessoas que realmente precisassem, mudando alguns critérios: prazo para venda aumentado de dois para cinco anos, com abatimento do imposto devido, a partir do 3o ano, proporcional à depreciação do bem; autorização para novo veículo quando vítima de roubo ou furto qualificado. Incentivos a carros cujas características causem menor impacto no meio urbano etc.

        • mjprio

          Pois então, nao lhe parece meio absurda a demasiada extensão dessa lei? Sera que não extrapola critérios objetivos?
          Por isso como vc bem falou pagamos tributos absurdos.
          Se as leis visando buscar a real isonomia e acessibilidade daqueles que de fato necessitam, certamente teríamos uma carga tributária menor e mais justa. Entretanto, apesar de achar delicado nao e o unico problema. Temos ainda que passar pelos salarios absurdos dos deputados, dos auxílios-tudo dos juízes e de uma serie de benefícios e concessões que ao meu ver extrapolam o limite da imoralidade. Mas como eu sempre digo, tudo isso e fruto de uma sociedade corroída em seus valores onde alguns se proveitam do todos pra ter mais concessões que outros. E isso nao é exclusividade da mafia dos três poderes. Isso e um reflexo de cada um que pertence a essa nação

          • José Barbosa

            Sim, tanto os tributos como as doenças me parecem exagerados. Lembra a aposentadoria de professores, que é precoce mas carece de razões objetivas, apenas faz parte de uma bagunça tributária que existe no país, criando regras malucas e gerando burocracia desnecessária. Vale lembrar que o contribuinte, para ter acesso ao benefício, leva meses, uma verdadeira via crucis ao longo dos órgãos fazendários federal e estadual, até conseguir usufruir o benefício. E o escopo me parece muito amplo, sem uma justificativa objetiva para tanto. Nem quero entrar na polêmica, mas há doenças que provavelmente limitam a capacidade de condução, e o tipo de benefício de comprar um carro não parece associado com a limitação à mobilidade, que seria o fundamento mais objetivo. Enquanto algum portador de determinada doença tem capacidade contributiva de sobra para arcar com a compra do carro, e tem um privilégio econômico, outro, que realmente precisa e é carente, não tem acesso sequer a uma cadeira de rodas ou um transporte público decente. Carros com desconto, a meu ver, deveriam ponderar a renda, a capacidade contributiva, o tipo de doença e o padrão de veículo que, efetivamente, propicie ganho ao indivíduo beneficiado.

            • mjprio

              Nao poderia ter feito comentário melhor. Eu acho que ao inves de conceder beneficios que carecem de milhares de questionamentos objetivos, deveríamos investir em acessibilidade em predios, sejam publicos ou privados, ruas avenidas e calçadas. Prover meios de transporte com acessibilidade aos PNE. Esse negócio de ingresso grátis em jogos, e oitras medidas pouco eficazes e questionáveis no meu ponto de vista, nao atuam na necessidade do cadeirante, do deficiente neuromotor, dentre outros e ainda por cria um “comércio” ilegal desses benefícios, atitude tipica do brasileiro infelizmente. Por isso bato na tecla da objetividade sempre, pois foi o que observei nos países desenvolvidos e civilizados por onde passei.
              Essa questão dos carros PCD pode ate ajudar, mas da maneira como e feita nao tem o alcance que deveria ter e do jeito como e conduzida, e mais uma forma de beneficiar quem nao precisa de forma efetiva dessa concessão. E ainda sou mais incisivo pois ja vi PNE se valer desse direito para dar automóveis pra parentes usarem normalmente e ainda sambarem.na nossa cara achando que estao fazendo a coisa certa. E pra mim nao vale essa de que so porque um faz errado o direito tem de existir. Nao neste caso, onde uma lei malfeita alcança grande percela da sociedade

              • José Barbosa

                Este é o tipo de distorção que, infelizmente, corrobora com o sistema. O Brasil é um país que faz excessivo controle prévio, e nenhum concomitante ou posterior. Não sei se é cultural ou proposital. Por exemplo, como fica sua relação se você representasse o parente que “sambou” na sua cara? Provavelmente nunca mais conversarão, ou mesmo que voltem, não será a mesma coisa. Quantas vezes alguém que tem o benefício tem que prestar contas, posteriormente?

                Mas, antes de tudo, é fruto do nosso sistema tributário absurdo, complexo e injusto. O IPI dos automóveis é um exemplo prático da curva de Laffer (basta ver o comportamento dos seminovos após a subida), de que o governo está perdendo dinheiro com a excessiva carga tributária, hoje vigente. E, claro, com as possibilidades que se abririam com uma renovação mais frequente de frota.

                Quem hoje acha um Ka 0 estrela inseguro, não imagina o que era, uma década atrás, pegar rodovia com chuva num Uno botinha.

                • mjprio

                  Mais um vez elogiando seu comentário, a conclusão dele foi assustadora. Bom que haja pessoas com este senso crítico. E isso me chamou a a atenção, pois me espanta, pra nao dizer outra coisa, que donos de carro PCD estejam procurando central multimídia ao invés de equipamentos de acessibilidade e adaptação. Meio sem sentido nao? Vai de encontro ao que vc muito bem falou. Na minha opinião o controle e excessivamente prévio no Brasil porque ele, em tese, e fácil de ser feito e da “visibilidade”. Ja o posterior e difícil de realizar e nao da o retorno popular almejado. Isso acontece em varios setores da administração pública. Veja um exemplo clássico. Hoje ha leis que convergem para a repressao da violência para varios “segmentos”da sociedade. Isso da uma falsa idéia de justica social. Entretanto, o que deveria acontecer seria a repressão a todo e qualquer tipo de violência, afinal seja contra mulher, negro, homossexual ela contra o INDIVÍDUO, mas infelizmente e melhor atender a pressão de setores e fazer leis que em alguns pontos ferem a isonomia do que reparar um legislativo falido e um judiciário inoperante e libertário. Eis o caso Marielle ( PSOLista, ligada a DH, mulher negra e lésbica) versus a policial branca e hetero morta em Natal. Por que esta “hierarquia” de importâncias ? Por que é uma parlamentar? Ou porque seus rótulos dão ibope? A divisão da população categorias está virando um reflexo do nosso fracasso como sociedade. E por ai vai, cotas raciais, etc..

    • Lucas086

      São 2, comprar usado só se for de conhecido que tem o hábito de cuidar do carro, pq eu cuido do meu carro e tenho consciência de que não venderia um carro com um defeito sem consertar ou no mínimo avisar. Mas quantos fazem isso? Quando digo que estou pensando 70 mil em um polo, tenho amigos que me chamam de louco, que com isso dinheiro em ando de bmw, mercedes, ou até corolla ou civic… certo, mas e ai? E a manutenção como fica? E um pneu? Comprar é fácil ,manter é outra historia

      • Comprei um Vectra GT-x que estou reformando.

        O que ouvi de pessoas dizerem que sou trouxa de gastar um valor alto para reformar o carro ao invés de vender assim mesmo…

      • José Barbosa

        embora carro zero custe uma fortuna, brasileiro cuida muito mal… É sempre um dilema do que causa menos prejuízos, e cada um que faz uma opção vai apresentar bons argumentos. O duro é entender como mesmo custando tão caro, as pessoas pegam um carro novo e cuidam mal.

        • Lucas086

          Comprar é fácil, já manter…

    • Lucas

      Eu só compro carros usados. Nos últimos 4 anos, já tive mais de 8 veículos e nunca passei por problema algum – e veículos na faixa de 80 a 120 mil, o que pra mim é um valor alto. A questão é simplesmente saber avaliar direito o carro a ser comprado. Você está perdendo um dinheiro absurdo com a desvalorização inicial, que é a maior.

  • 110anosimigraçaojapa

    seguradora

  • el punidor

    Basta levar para fazer uma vistoria em uma empresa especializada. Vão checar todo o passado do veículo, se passou por qualquer tipo de leilão, roubo e furto, recall,se está alienado, danos e adulterações na numeração motor e chassi. Uma verificação mais detalhada vistoria a pintura em busca de retoques, histórico de quilometragem….um laudo é emitido após as verificações. Não sei pq a reportagem nao citou isso, tão comum hoje.

  • Pete Alves

    Existe um outro problema ao comprar carro usado. O “CARRO DE LEILÃO não sinistrado”. O veículo foi retomado por financeira, ou apreendido por débitos de impostos, não teve nenhum sinistro, e mesmo assim é extremamente desvalorizado pois passou por leilão. Nos Detrans não constam tal passagem e só vamos descobrir quando tentamos vender para agências ou concessionárias que tem acesso a alguns sistemas específicos (carcheck e outros) com tais informações e tratam nosso carro como lixo. Mas essas mesmas agências costumam revender, sem repassar ao novo dono tal informação.

    • José Barbosa

      Mas aí cabe a quem comprar fazer a pesquisa, é algo relativamente barato. Peguei um usado que estava ótimo. Antes de fechar a venda, paguei R$ 28,90 por uma consulta que não era a completa, mas boa o bastante e traz estas informações.
      Quanto ao carro de leilão, é óbvio que ele se desvaloriza: se o dono não pagou nem a prestação, imagine se cuidou da manutenção ou mesmo como andava com o carro, sabendo que ele estava para ser apreendido. Para comprar um com este histórico, só se o conhecesse desde zero ou, seguindo o pouquinho que sei de mecânica, fosse dado um desconto ABSURDO, capaz de recompensar uma futura venda.

  • zekinha71

    O legal é que as seguradoras passam pra frente todo tipo de sinistro, até as bolas de ferro, depois reclamam que são usadas pra dublê e os recuperados não aceitam fazer novamente seguro, pois são carros fáceis de sofrer novo sinistro.
    Só pensam em recuperar o $$$ da indenização, mas não pensam que poderá custar mais caro lá na frente.

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