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Renault Duster – defeitos e problemas

Renault Duster - defeitos e problemas

O Renault Duster é um projeto da romena Dacia e foi desenvolvido para ser um SUV de baixo custo e preço para o leste europeu, tendo como características principais robustez, baixo custo de manutenção e bom espaço interno para família. Mas, será que esse utilitário esportivo tem muitos defeitos e problemas aqui no Brasil?


Neste artigo vamos ver que o Duster mantém sua reputação de baixo custo e robustez, mas também apresenta alguns defeitos crônicos que muitos clientes reclamam. Aqui no Brasil, o SUV da Renault é vendido com motores SCe 1.6 de até 120 cavalos e opção de transmissão manual ou CVT, além do 2.0 Flex com câmbio manual de seis marchas no 4×4 e automático com 4 marchas no 4×2.

Com porta-malas generoso, o Renault Duster é conhecido por seu espaço interno ser igualmente bom, já que o acabamento é simples o suficiente para reduzir os volumes de portas e revestimentos. Aliás, essa é uma crítica de muitos donos do modelo, que acham o padrão interno de muito baixo custo.

O projeto é derivado do Logan e que tem como característica esse aspecto espartano, reproduzido fielmente no Duster e também no Sandero. Com suspensão alta e simples, o SUV é elogiado pela maioria, pois aguenta firme trancos e barrancos das vias esburacadas brasileiras, tendo ainda um custo de manutenção considerado baixo pelos proprietários.


Mas, estes reclamam de ruídos em excesso, especialmente de motor e pneus, motor com giro exagerado (mesmo em velocidade baixa) e alto consumo de combustível, seja com etanol ou gasolina, mesmo no motor 1.6 mais recente e com câmbio CVT. Confira os relatos abaixo, registrados em clube de proprietários, sites de opinião e de reclamação online.

Duster – defeitos e problemas

Motores com alto consumo

Renault Duster - defeitos e problemas

Alguns donos do Renault Duster relatam que entre os defeitos e problemas do modelo, o alto consumo é algo constante. Um dono diz que seu SUV com motor 2.0 e câmbio manual tem média de 5,5 km/l na cidade e 7,5 km/l na estrada, usando etanol.

Mas, considerando que se trata de um motor antigo e que já teve a venda paralisada por algum tempo para cumprimento de média de emissão, até que esse consumo não seria de se espantar, dado o projeto e o próprio combustível. Porém, quando se fala no motor 1.6 SCe, aí a coisa muda de figura.

Trata-se de um motor mais moderno, que tem até desligamento automático do motor em alguns modelos e foi lançado há pouco tempo. Um proprietário diz que o consumo urbano com etanol geralmente fica em 4,8 km/l, sendo 5,5 km/l o “normal” e ainda com câmbio manual e modo Eco ativado.

Entretanto, no 1.6 com CVT, o resultado deveria ser melhor, mas há relato de médias de 5,2 km/l na cidade e 6,8 km/l na estrada com etanol e modo Eco ativado. Na gasolina, a situação não melhora muito, com 7,5 km/l no ciclo urbano e 8,5 km/l no rodoviário. O dono não menciona algum problema mecânico, mas está sim muito elevado em relação ao que já conseguimos em teste.

O que muitos reclamam, no entanto, é que o alto consumo se deve a dois fatores. O primeiro é o peso do carro, de quase 1.300 kg com motorista. Além disso, consideram também as relações de marchas muito curtas, que elevam o giro do motor (1.6 no caso do manual e 2.0 no caso do automático), faltando uma sexta marcha no manual com 1.6 e mais marchas no automático, que tem apenas 4 no 2.0.

Isso gera também enorme desconforto com o nível de ruído elevado do propulsor. Ainda em relação ao motor, a questão do canister tem até tópico em clube de proprietário, pois acarreta defeito no motor com mistura rica, que acaba fazendo o carro falhar e provocando dificuldade ao pegar de manhã, como num caso de até 4 partidas no 2.0 com 8 mil km.

Num caso de 1.6, o motor simplesmente não ligou certo dia, mas em 6 meses, com velas e cabos trocados, o carro precisava de 2 a 3 partidas diárias para ligar ao sair a primeira vez com o carro. Vídeo mais abaixo é o relato desse dono de Duster.

Continuando na parte mecânica, um Duster apagou durante a condução e colocou o condutor em risco com sua família, necessitando fazer uma manobra brusca por causa da direção pesada para sair da estrada.

O problema ocorreu duas vezes e na segunda, o carro ficou 25 dias na revenda, sendo este um 2.0 automático, sem resolução do problema. O dono disse que a cada conserto e retorno irregularidade no funcionamento, necessitava-se de 3 dias para diagnóstico e 3 dias para entrega da peça.

Outros donos de Duster reclamam que ao abastecer o tanque até encher completamente, o carro começa a engasgar. Outro afirmou que teve de trocar a flange da bomba de combustível, que queimou aos 50.000 km, custando R$ 138 de troca, enquanto se fosse a bomba, sairia por R$ 240.

Num relato, o dono teve que trocar a correia do alternador, que partiu aos 25.000 km e danificou uma polia, o que custou R$ 1.200. Há também relato de quem teve problemas com a programação da injeção e chegou a rodar a 10 km/h. Também existem relatos de luz da injeção acesa, que chegou a apagar sozinha sem intervenção do condutor. Provavelmente combustível adulterado.

Embreagem trepidante

Renault Duster - defeitos e problemas

Um dos defeitos e problemas crônicos do Duster, relatado por vários donos e motivo de tópico em fórum é a embreagem trepidante do SUV da Renault, que para alguns proprietários é uma “característica” dos carros da marca.

A reclamação geral é que nas saídas, o acionando da mesma gera uma vibração incômoda nos motoristas, sendo necessário que alguns até mudem seu estilo de guiar, soltando-a bem mais do que geralmente estão acostumados e elevando o giro para compensar o efeito.

Um dono comprou um Duster zero km e com 300 km, a embreagem já estava patinando. A revenda procedeu a troca de platô e disco, alertando que o mesmo devesse soltar o pedal bem alto e acelerar a partir daí.

Outro mencionou que o dispositivo não tem regulagem do acionador. Porém, outro proprietário acusou a tal vibração, mas só trocou o conjunto aos 110 mil km. Em mais um caso, aos 70.000 km, a embreagem patinou.

Câmbio e caixa de direção com ruídos e problemas

Renault Duster - defeitos e problemas

O câmbio manual do Duster teve alguns relatos de defeitos e problemas. Num caso, o câmbio manual de um 1.6 arrancava na redução de terceira para segunda marcha, o que foi resolvido logo no começo da vida com o carro, mas aos 50 mil km, o problema voltou e a revenda não quis custear, mesmo com o carro dentro do período de garantia.

Alegando uma “cortesia técnica” da Renault, a revenda disse que poderia abrir o câmbio, mas o custo poderia acabar nas mãos do proprietário e isso foi orçado em mais de R$ 6 mil. O cliente desistiu de arrumar o carro e de ter o produto da marca.

Noutro, o ruído no câmbio ocorria entre a quarta e quinta marcha após 80 km/h, não resolvido pela marca. Aliás, esse proprietário adquiriu um carro com muitos problemas, que ele enumera em 39 ocorrências!

Algumas delas ele citou: ruídos diversos, inclusive de rolamento de roda, bem como embreagem que vibra em saída, painel com ruído proveniente do ventilador do ar-condicionado, rodas de liga leve com pontos de corrosão, freio baixando e ruído caixa de direção. Isso tudo em um carro adquirido zero km e com apenas 17 mil km.

Falando em caixa de direção, alguns relatam problemas de ruídos e na mangueira do hidráulico, que precisou de troca em vários casos. Uma bomba da direção eletro-hidráulica foi trocada aos 80.000 km. Mais um fala de barulho na caixa de direção menos de 30 mil km.

Duster enferrujado e outros defeitos

Renault Duster - defeitos e problemas

O nome Duster está manchado. Pelo menos abaixo da moldura que carrega a designação do produto. Alguns donos descobriram infelizmente que seus carros estão com corrosão excessiva sob a moldura brilhante sobre a placa. Um deles acabou achando pontos de ferrugem quando foi arrumar a câmera de ré com defeito.

Outros relataram que também descobriram o problema sob a tal moldura e em nenhum caso, todos com três anos de uso, a rede Renault se recusou a reparar. E mais, a garantia contra corrosão é de 5 anos. Os carros estavam com 22, 30 e 74 mil km.

Outro problema é com os faróis, que queimam com alguma frequência, segundo relatos. Um deles apontou para 4 trocas em menos de 64 mil km rodados. Também alguns reclamam de desorientação do GPS nativo da multimídia MediaNav. Noutro caso, a ventoinha do ventilador do radiador estava em estado “intermitente” segundo o relato e provocou aquecimento do motor, sendo reparado na oficina da rede.

Há também relato de bancos de couro descosturando, borrachas das portas rasgadas, dificuldade em abrir porta-malas, moldura da MediaNav descascando (trocado na garantia) e falha no computador de bordo (garantia trocou).

Suspensão e pneus

Renault Duster - defeitos e problemas

Outros donos de Renault Duster reclamam de desgaste excessivo nos pneus, sendo de forma irregular no eixo traseiro. Apenas um dono teve que fazer quatro trocas de pneus, mais os serviços correspondentes em menos de 80 mil km (2.0 4×4). Em outro caso, amortecedores dianteiros foram trocados em menos de 80 mil km.

Há indicação de desgaste prematuro das pastilhas de freio, barulho na suspensão, amortecedor traseiro trocado aos 38 mil km e outros com vazamento. Coifa da homocinética rasgou com menos de 25 mil km também já foi trocada.

[Fonte: Reclame Aqui/Clube do Duster]

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