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Carro da semana, opinião do dono: Ford Fusion Hybrid 2015

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Olá pessoal. Há tempos que tento escrever um “opinião do dono” para o NA e agora que meu “carro de tiozão” chegou aos “setentão” (mas com corpinho de vinte) resolvi escrever um pouco sobre minha experiência com ele.


Antigo proprietário de um Novo Golf 1.4 TSI DSG Alemão – outro excelente carro diga-se de passagem – fui vencido pela curiosidade sobre carros híbridos / elétricos e acabei embarcando em uma oportunidade com o Fusion.

Sou um autoentusiasta apaixonado por carros de performance, já tive alguns carros divertidos como Voyage Sport 94, Gol 16V Turbo, Maverick V8 e alguns outros, mas como dirijo bastante diariamente, em média 100 km por dia, busquei algo confortável e com uma boa autonomia, algo que comecei com o Golf.

Muitos as vezes pensam “ah, mas com a diferença de preço de um hibrido você paga o combustível de um a gasolina e ainda sobra um troco”. Isso depende, em relação ao Fusion a diferença de preço entre o Hybrid e o EcoBoost AWD é de cerca de 5 mil reais, ambos com exatamente o mesmo nível de equipamentos de série.


No meu caso, essa diferença foi paga apenas com economia de combustível em cerca de 18 meses, sem contar com as revisões periódicas que são as mais baratas de toda a linha Ford, mais baratas que a do Ka! Vou discursar um pouco mais sobre isso ao longo do texto, onde separarei em tópicos para facilitar o entendimento.

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Fusion Hybrid – sistema híbrido

A Ford atualmente licencia algumas patentes da Toyota para o seu sistema hibrido, assim como fazem diversas outras montadoras, pois a Toyota é a maior detentora de patentes dessa tecnologia.

Nesse sistema é a transmissão que faz a transferência de potência entre o motor a combustão e o motor elétrico para as rodas, e na transmissão também está incluso o gerador de energia para a recarga da bateria.

Com o motor a combustão ligado, a transmissão pode direcionar essa potência apenas para o carregamento da bateria, para o carregamento da bateria e tração nas rodas ou apenas para a tração nas rodas. Você consegue acompanhar isso pelo LCD no painel do carro ou pela tela do Sync.

O motor elétrico está sempre presente ajudando no incremento de torque e potência e o seu percentual de atuação depende do nível de carga da bateria. Vale lembrar que o motor a combustão não tem sistema de partida elétrico, ele é iniciado com a ignição direta na câmara de combustão então não achem estranho caso escutem um Fusion Hybrid dar a partida pois o barulho é bem incomum.

Um outro ponto é sobre o carregamento da bateria, que pode ser feito também através dos freios regenerativos. Quero ser o mais simples e objetivo possível nesse depoimento, minha ideia é apenas sumarizar o funcionamento do carro então não vou entrar muito nos detalhes do sistema. Quem quiser ler um pouco mais pode acessar esse PDF criado pela própria Ford falando um pouco sobre a transmissão HF35 (em inglês) (https://www1.eere.energy.gov/vehiclesandfuels/pdfs/merit_review_2012/adv_power_electronics/arravt024_ape_poet_2012_p.pdf).

Perguntas que geralmente recebo sobre a funcionalidade do sistema hibrido:

1. É verdade que até 100km/h o carro funciona apenas no modo elétrico?

Depende. Quando comecei a ler sobre os híbridos, mais especificamente sobre o Fusion, os textos realmente davam a entender que até 100 km/h teria um carro puramente elétrico, o que seria um sonho. Diferentemente do Fusion Energi (Plug-In Hybrid) vendido nos EUA, o Fusion Hybrid não tem uma opção de “forçar” o modo elétrico.

A seleção entre modo Hibrido e modo Elétrico fica, logicamente, dependente da carga da bateria, mas o mais importante é a carga no acelerador. Mesmo com a bateria em 100%, se a carga no acelerador for acima de um “limite” estipulado pelo sistema o motor a combustão será acionado.

No LCD do painel é possível configurar uma opção com uma barra mostrando como está a carga no acelerador/motor. Nessa barra aparece um retângulo azul que mostra o limite para se manter no modo elétrico, qualquer carga acima desse limite faz com que o motor a combustão seja acionado. Então mesmo se estiver a 120km/h o modo elétrico pode se manter ativo caso seja um leve declive onde não é necessária uma carga alta no acelerador.

2. Quantos quilômetros é possível rodar no modo elétrico?

É relativo. Novamente, o Fusion Hybrid não foi feito para ter uma condução puramente elétrica por longas distancias, diferentemente do Fusion Energi que tem uma bateria com pouco mais de 5x a capacidade, 1.4kwh vs 7.6kwh.

O alcance divulgado do Energi no modo elétrico é de 34 km, então em teoria o Fusion Hybrid teria pouco mais de 6 km de alcance com a bateria 100% carregada. Eu nunca cheguei a medir, até porque é muito difícil conseguir que a bateria fique com 100% já que não é possível controlar o carregamento, mas eu diria que em velocidade de cruzeiro, a cerca de 100 km/h e em uma reta plana talvez seja isso mesmo.

3. É econômico mesmo? Quantos km/l você faz?

Resposta curta, sim é realmente econômico. E como todos sabem ele é mais econômico na cidade do que na estrada por conta da velocidade média e do uso dos freios regenerativos, que na cidade é maior por conta do anda e para o que acaba deixando a bateria com mais carga sem a necessidade de ligar o motor a combustão.

Eu moro em uma cidade que talvez tenha o transito mais travado do mundo. Foi uma região de veraneio por muitos anos que teve um crescimento desenfreado e pouco foi feito em infraestrutura. Temos quebra-molas (ou lombadas) a cada 50 metros em diversas vias e inúmeras ruas sem saída, o que reduz as opções de rota.

Deveria existir Ciclo Rodoviário, Ciclo Urbano e Ciclo ‘Vilas’ para o programa de etiquetagem do Conpet/Inmetro. Impossível conseguir uma média de consumo boa rodando por aqui, mesmo os mais econômicos carros 1.0 fazem cerca de 8-9 km/l. Deixando de lado o desabafo, hoje eu considero o meu ciclo sendo cerca de 80% rodoviário, 5% urbano e 15% ‘vilas’.

Minha média geral de tanque é de 16 km/l, comparado com os 11 km/l que conseguia com o Golf TSI, um outro carro referência em baixo consumo de combustível. Isso me levou a uma economia de combustível de cerca de 3 mil reais anuais.

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Quando rodo na capital, que é puramente ciclo Urbano, consigo facilmente médias acima de 20 km/l onde o máximo que consegui foi 24 km/l rodando na madrugada (sem transito) cerca de 15 km. Na estrada, rodando a cerca de 80-100 km/h (descobri que essa é a faixa ideal para o baixo consumo), consigo cerca de 18 km/l. Ciclo ‘Vilas’ não passo de 8,5 km/l.

4. Como que recarrega a bateria, liga na tomada? Os freios são iguais da formula 1 (KERS)?

Fusion Hybrid não tem a opção de carregamento externo (pela tomada), e sim, o princípio é o mesmo do KERS.

Como falei brevemente acima, o carregamento da bateria é feito de duas formas: Pelo motor a combustão através do gerador e pelo sistema de freios regenerativos. A energia recuperada da frenagem não vem diretamente do disco/pastilha como alguns já me perguntaram, mas sim do próprio motor elétrico que é “convertido” em gerador no momento da frenagem.

Quando o freio é acionado, o motor elétrico passa a oferecer uma resistência ao movimento o que desacelera o veículo gradativamente e a energia cinética é transformada em elétrica para a bateria. As pinças de freio são acionadas apenas em caso de uma frenagem brusca, o que aumenta absurdamente a vida útil dos discos/pastilhas.

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No término de toda frenagem a 0 km/h, uma mensagem no painel te informa a eficiência da frenagem. No caso de 100%, significa dizer que toda a energia de frenagem foi convertida em elétrica, ou seja, a pastilha nem encostou no disco de freio. A sensação no pedal de freio é diferente dos veículos convencionais, mas com o tempo acostuma. Importante ressaltar que esse sistema regenerativo também é utilizado como “freio motor”.

5. E o ar condicionado, desliga quando o motor não está funcionando?

Não. O compressor do ar-condicionado é elétrico, então ele não depende do motor a combustão para funcionar. A eficiência é absurda, gela muito o interior do carro.

Estando em marcha lenta ou carga completa a performance do ar condicionado vai ser a mesma. Um fato curioso é que a transmissão só ativa o gerador do motor a combustão caso esteja em P, D ou L. Em R ou N, mesmo com o motor ligado, a bateria não é carregada.

Descobri isso uma vez que deixei minha esposa esperando no carro e mantive a alavanca em N. Como ela ficou um bom tempo no carro, a bateria se esgotou e acabou desligando o ar-condicionado. Quando cheguei estava uns 40 graus dentro do carro e ela suando, coitada rsrs.

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6. Ainda tem a bateria convencional de 12V?

Sim, além da bateria de alta tensão que fica no porta malas, ainda existe a convencional bateria de 12V (também no porta malas) para alimentar os sistemas de baixa tensão. Essa bateria é recarregada através da bateria de alta tensão por meio de um conversor.

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Fusion Hybrid – itens de série

O Fusion Hybrid é Titanium, o que contempla todos os itens de série possíveis ao Fusion no Brasil.

Os destaques são sensores dianteiros e traseiros com câmera de ré, sistema de estacionamento automático, sensor de ponto cego, sistema de frenagem de emergência, bancos aquecidos e refrigerados, partida a distância, controle de cruzeiro adaptativo, sistema de permanência em faixa, teto solar, cintos de segurança traseiros com “airbag”, bancos com ajuste elétrico de 10 posições e memória, retrovisor central e motorista eletrocrômicos, MyKey, destravamento por código na porta e Noise Cancelling.

Desses, gostaria de discursar um pouco sobre alguns que sempre me perguntam:

1. Sistema de frenagem de emergência.

Alguns acham um pouco chato por conta dos avisos sonoros e luminosos, mas eu achei fantástico, principalmente em relação a experiência que tive com um sistema similar da Volvo. No Volvo não existe aviso (pelo menos no V60), ele simplesmente freia o carro bruscamente caso ache que acontecerá um impacto.

No Fusion, primeiramente é emitido um alerta sonoro e visual (uma luz vermelha pisca próximo ao para-brisa) e caso não tenha nenhum tipo de reação por parte do condutor é feita uma pré-carga nos freios, onde é necessário apenas um leve toque no pedal para que seja ativado por completo. O meu é o modelo 2015, então o freio não é acionado por completo de forma automática. Esse item entrou nos modelos a partir de 2017, pós facelift.

2. Bancos refrigerados.

Para lugares quentes como onde vivo, ajuda bastante para refrescar. A refrigeração é tanto no assento quanto no encosto, mas o encosto não chega a gelar tanto quando o assento.

3. Partida à distância.

Outro item muito legal, nada melhor que chegar no carro que estava estacionado no sol quente com o interior já refrigerado.

4. Controle de cruzeiro adaptativo.

O meu por ser 2015 não conta com o Stop&Go, que é a automatização no anda e para do trânsito, então acabo utilizando pouco na estrada porque não acho muito eficiente aqui.

O sistema é bom, mas as estradas aqui que não ajudam. Por contarem no máximo com duas faixas por sentido, na faixa da direita acabam trafegando os veículos muito lentos e a da esquerda tem sempre os Schumachers que querem andar voando, então é preciso ficar indo e vindo da faixa da esquerda.

Com o modo adaptativo ligado, indo para a pista da direita a velocidade é reduzida assim que um carro lento é identificado à frente, logicamente. Mas quando retorna para a pista da esquerda existe um certo delay até que o carro entenda que pode acelerar novamente, e a aceleração é gradativa.

Nesse momento vem outro Schumacher e cola na traseira, com seta ligada e farol alto já xingando que tem um cara devagar na pista da esquerda. Devido a isso acabo usando muito pouco o controle de cruzeiro adaptativo. Ah, e esse delay não é algo exclusivo da Ford, já dirigi carros de outras marcas e o funcionamento é idêntico.

5. Sistema de permanência em faixa.

Novamente por ser modelo 2015 o meu carro conta apenas com o sistema de permanência em faixa, e não o de centralização de faixa.

Isso significa que ele deixa o carro de certa forma invadir uma das faixas (direita ou esquerda) até que atue no volante para retornar à trajetória. Se soltar o volante ele vai corrigir no máximo duas vezes até que um aviso sonoro e visual seja ativado solicitando a retomada da condução.

É possível ativar o sistema apenas como alerta, vibrando o volante caso o carro invada a faixa, ou ativo que é quando a trajetória é corrigida de forma automática.

6. Cintos de segurança laterais traseiros com “airbag”.

Não é considerado um airbag propriamente dito, mas eles inflam em caso de colisão, uma proteção a mais para os ocupantes traseiros. Vale lembrar que além disso o Fusion ainda conta com 8 airbags, dois frontais, dois laterais, dois de cortina e dois de joelho (motorista e passageiro).

7. Retrovisor lateral do motorista eletrocrômico.

A maioria dos carros conta com o retrovisor central eletrocrômico, mas o Fusion tem também o lateral do motorista. Eu sinceramente não lembro de ver nenhum outro carro com esse item, mas é muito útil.

8. Destravamento por código na porta.

Um item que achei que usaria muito pouco mas acabou sendo extremamente útil no meu dia a dia.

Tem inúmeras utilidades, mas uma delas é que posso deixar a chave dentro do carro, tranca-lo pelo keypad da porta e deixar para outra pessoa ir buscar. É possível configurar 3 códigos distintos, que são ligados à memória dos bancos e retrovisores.

Então se eu usar o meu código para destravar, os bancos e retrovisores são ajustados automaticamente para mim. Esse ajuste automático também funciona através do My Key, onde cada chave tem um ajuste especifico.

9. Noise cancelling.

Sensacional, o ruído na cabine é de fato muito baixo. O isolamento acústico é muito bom, mas o sistema de noise cancelling tem a sua contribuição para o silencio no interior do carro.

10. O Hybrid não tem estepe (ponto negativo).

Acredito que por conta do peso adicional de todo o sistema hibrido a Ford optou por retirar o estepe e ferramentas para compensar um pouco o incremento. No lugar foi colocado um kit de reparo, um compressor 12V com um fluido de estanque.

Caso queira é possível adquirir um estepe e colocar no porta-malas, pois o compartimento foi mantido. Recomendo em adquirir o estepe por dois motivos principais; O primeiro é que o fluido é capaz de estancar apenas pequenos furos, então se cortar o pneu em um buraco terá que chamar o guincho.

Imagine que está em uma viagem, em alguma cidade no interior, de campo, e acaba tendo o pneu cortado. A não ser que por sorte o borracheiro tenha um 235/45 R18 sobrando, será preciso levar o carro de guincho até uma cidade “grande” para comprar um outro pneu.

Essa medida só está disponível em pneus Goodyear, Pirelli, Michelin e Hankook. O segundo motivo está no custo “embutido” quando você usa o reparo. O sensor do TPMS da Ford é de fato um sensor, diferente de alguns outros modelos que usam o ABS para identificar se algum pneu está com pressão mais baixa.

A vantagem é que o aviso de pressão baixa é praticamente imediato, diferente do sistema que utiliza o ABS que leva um tempo até “entender” que um pneu está furado. A desvantagem é que no Fusion esse sensor está acoplado à válvula da roda e, segundo o próprio manual, é preciso substitui-lo toda vez que o fluido de reparo for utilizado. Não usei para saber se de fato o sensor é danificado, mas acredito que sim.

Custo de um novo sensor, ˜R$ 400 (na concessionária). Além disso, se não for cuidadoso pode acabar utilizando todo o fluido da garrafinha (acho que com uso normal serve para 3 reparos). Custo do refil, ˜R$ 350. Ou seja, com um simples reparo temporário de um pneu é possível gastar até R$ 750. Por mais inconveniente que seja, melhor esperar por um guincho e levar direto para a borracharia.

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Fusion Hybrid – espaço e acabamento interno

Para nós brazukas um sedan grande, que em termos de venda chega a incomodar um pouco Audi A4, Classe C e Serie 3. O acabamento interno no geral é bom, óbvio que não se compara aos Premium, mas o custo benefício faz com que você releve alguns pontos.

Algumas peças não têm um acabamento muito bom, como a interface entre a coluna A e o painel, os puxadores da porta e a parte interna do compartimento embaixo do descansa braço.

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Outras por outro lado são muito boas, como o painel e console com toque macio, assim como a parte superior das portas dianteiras e traseiras. Diversas peças de acabamento pintadas, porta-luvas revestido, bancos ergonômicos e toda a parte do exterior. O meu tem também o interior soft ceramic, que é muito bonito e dá um aspecto de luxo ao carro.

Com 4,87 m de comprimento e 2,85 m de entre-eixos, é um carro bem grande. Comporta confortavelmente 5 pessoas, mas as vezes é um pouco chato de encontrar uma vaga na rua por conta do seu tamanho.

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O porta-malas fica comprometido por causa da bateria de alta tensão, teve seu volume reduzido de 514 para 392L. Consigo colocar uma mala grande de viagem, uma média e uma pequena. Para mim, que sou casado e sem filhos, serve perfeitamente.

Fusion Hybrid – conectividade

O meu é equipado com o SYNC 2, que muitos reclamam, mas eu não vejo nenhum problema com ele. De fato, o SYNC 3 é muito superior, principalmente em termos de velocidade, mas nunca me deixou na mão.

GPS acho que nunca usei, então não consigo opinar. O problema que vejo é que não existe atualização de mapas, é preciso adquirir um SD Card novo na concessionária e custa bem caro. Em termos de energia o carro tem 2 tomadas 12V, 2 USBs e uma 110V.

O som premium da Sony é bem equilibrado, só acho que falta um pouco mais de grave. Mas consegue segurar bem sem distorcer mesmo em volumes altos.

Fusion Hybrid – direção e suspensão

Não é um EcoBoost, mas também não te deixa na mão nas ultrapassagens. A potência combinada de 190 cv é suficiente para o grandalhão de 1670 kg, não te dá arrepios nas arrancadas, mas o torque do motor elétrico consegue deixar uma marquinha no asfalto. Se não me engano o 0-100 km/h divulgado é de cerca de 9 segundos, mas quem compra um hibrido não está tão preocupado com isso. Curiosamente o velocímetro marca como velocidade máxima “apenas” 200 km/h.

A direção é bem direta e acertada, o que tira a sensação de “barca” como era a geração anterior do Fusion. A suspensão também tem uma calibração boa, nem dura e nem macia, filtrando bem as irregularidades do asfalto e dificilmente chega no batente de fim de curso.

A altura do solo que é um incomodo, pois raspa bastante. Tenho que passar com cuidado nas lombadas pois tanto o para-choque como o assoalho raspam facilmente, imagino se tivesse que passar nas valas de São Paulo. Visualmente eu acho que o 2017 foi levantado um pouco, talvez tenha ficado melhor agora.

Fusion Hybrid – robustez e manutenção

A garantia total é de 3 anos e da bateria, 8 anos. Como falei no início do texto, recentemente fiz a revisão de 70 mil km. Em termos de custo, é a mais barata da linha Ford.

Não sei explicar porque, talvez seja algum tipo de incentivo por parte da Ford. Nesse tempo tive poucos problemas relacionados a garantia, vou lista-los mais abaixo, mas no geral é um carro bem robusto.

O asfalto daqui é bem ruim, já fiz uma viagem onde passei por 30 km de estrada de terra, mas mesmo assim não tenho nenhum tipo de problema na suspensão. Sem vazamentos nos amortecedores barulhos anormais, inclusive passei 40 mil km sem alinhamento e balanceamento e quando o fiz estrava praticamente tudo “zerado”, pouquíssimo ajuste necessário. Ruído interno tive apenas um problema com o painel de porta, mas nada que um feltro não resolva.

As rodas de 18 polegadas posso dizer que são de outro mundo. Sem um empeno sequer, e olha que já cai em alguns buracos daqueles. Esse foi o meu primeiro carro que não precisei fazer serviço de roda. Mérito também para os pneus que estou usando atualmente, os Hankook Ventus Prime 2, atualmente com 40 mil km e pelo visto chegarei pelo menos nos 55-60 mil km.

Grip e durabilidade excelentes, inclusive uma vez passei por cima de uma pequena calçada (ou guia) e minha esposa que vinha atrás em um HB20 com aro 14 teve o pneu rasgado, mas o Fusion não teve nada. O pneu anterior era o original Michelin que durou 32 mil km.

Fusion Hybrid – problemas em garantia

Nesse ponto o pós-vendas me surpreendeu. Nunca tive nenhum tipo de problema com os itens de troca da garantia, todas as vezes que reclamei o consultor verificou no mesmo momento e já efetuou o pedido da peça de reposição sem fazer nenhum tipo de contestação.

1. Aos 30mil km e cerca de 1 ano de uso: Troca do revestimento do banco do motorista (couro descascando) e retrovisor do lado do passageiro (suporte do espelho quebrou).
2. Aos 60 mil km e cerca de 2 anos de uso: Troca dos limitadores das 4 portas (suporte enferrujado).
3. Aos 70 mil km e cerca de 2 anos e meio de uso: troca do volante (couro descascando) e resolução de pequeno vazamento de óleo pela junta da capa da corrente de comando.

Considerações finais

No geral acho o carro muito bom, não penso em uma troca pelo menos pelos próximos dois anos. A mudança ocorrida no 2017 não justifica uma reposição, tanto em termos de equipamentos de série quanto no visual.

A garantia total acabará em abril deste ano, mas a bateria ainda estará coberta até 2023. Pesquisei bastante em fóruns internacionais sobre problemas nos híbridos, principalmente na bateria de íons de lítio por conta do que vemos nas baterias de celular. O que descobri é que, mesmo sendo do mesmo material, o sistema de carga/descarga assim como a refrigeração da bateria nos veículos híbridos é extremamente eficiente, pensado para maximizar a vida útil das baterias.

Nos EUA onde taxis híbridos já rodam em grandes cidades há anos, diversos carros chegaram aos 300-400 mil MILHAS rodadas sem nenhum tipo de problema. Mas carro é uma loteria, e eu pretendo apostar nas estatísticas e manter a minha “banheira” por mais alguns anos e provar sua robustez.

À aqueles que estão na dúvida de vale o investimento, se serão chamados de careta ou se toda essa tecnologia não vai dar muita dor de cabeça, digo que não se preocupem e vão em frente!

Por Victor Silva

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  • JMG

    Relato muito bom!!
    Consegue autonomia 2x a 3x mais que eu em um Fusion AWD.
    É o futuro dos automóveis.

    • leandro

      O futuro é o 100% elétrico

    • carlos rodrigues

      Considero q os híbridos serão a transição para os elétricos.

  • KOWALSKI

    Meus parabéns a quem escreveu, um relato rico em detalhes. Realmente o Fusion Hybrid é um ótimo carro.

  • Jok Jok

    Relato profissional… parabéns

  • Edson Fernandes

    Sensacional avaliação. Agora eu até fiquei na duvida sobre o ano do Fusion do meu tio. Porque os itens citados que o dele não possui, o do meu tio tem e funciona mto bem.

    Tanto o controle automatico de velocidade como o controle adaptativo de velocidade do Fusion caem como uma luva no meu tipo de uso: Esse tipo de resposta que ele é progressivo é perfeito em minha opinião. Porque na hora de retomar, se precisar de mais força, vc acelera e depois solta para que ele continue a controlar. E o “giro” não sobe em demasia porque quase sempre o carro está disposto e tem força para vencer qualquer aclive. A frenagem automatica é show de bola… e tem sinaleta além da luz vermelha citada.

    Infelizmente moro em um local que eu literalmente acabaria com o Fusion por ser muito baixo. Mas confesso que na epoca que eu pensei na aquisição, esses fatores de conforto e recursos pesaram muito.

    Ainda mais porque eu dirigi do meu tio pegando transito pesado fazendo incriveis 15,5km/l. Como minha referencia de consumo, o maximo que fiz nessas condições com um bom consumo era com o C3 na gasolina e seus 12km/l. Tirando isso, não tive carros que chegaram perto do consumo do Fusion. Isso na cidade. Na estrada o mesmo C3 (e o Versa do pai) fazem acima de 16km/l (sempre citei e digo novamente: Minha média normal de consumo com o C3 na estrada era na faixa de 17km/l).

    Só um unico item que meu tio não quis: O interior com as porçoes em um tom cinza claro. Eu já acho muito melhor e mais elegante. Teria escolhido igual.

  • Silas Rana

    Mandou bem demais no relato! Parabéns!
    Não sei de onde você é, mas já tive tantos problemas com meu Ford anterior (principalmente com o pós vendas) que, pelo menos aqui na minha região, eu teria medo de ter um desses. Mas não há o que negar que é um puta carro! Me surpreendeu pelo seu relato! Maneiro mesmo!

  • kravmaga

    O problema maior desse carro é o custo da bateria, cerca de 35 mil reais !

    http://jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/reparo-de-hibrido-e-salgado/

    Com 8 anos de uso, período de garantia da bateria, o carro inteiro provavelmente vai valer menos que isso.

    • Thiago

      Esse carro com 8 anos de uso já virou resto de rico, carro que pobre não consegue manter e rico não quer. Além disso, as seguradoras simplesmente cobram um absurdo para segurar carros importados com mais de 5 anos de uso. Por isso que o mercado de usados está cheio de “barbadas” assim.

  • Alex Matos

    Excelente relato, rico em detalhes. Parabéns.

  • Charlis

    CARAMBA que relato!
    Victor, parabéns pelo carro, e pela excelência em escrever um relato.

    Confesso que seu relato, mudou minha visão sobre o Fusion Hybrid.
    Eu nunca tive interesse algum neste carro, mas descobri agora que foi por falta de conhecimento, e desconfianças tolas (o famoso preconceito).

    Nós já tivemos o Fusion Titanium Ecoboost FWD por 3 anos.
    É um absurdo o que esse carro bebe de gasolina, eu considero seu consumo tranquilamente como horrível.
    Para chegar em 13 km/l na estrada, era um desafio!
    No mesmo cenário, nosso Jetta atual faz 16km/l, e a 320i (que trocamos no Fusion), faz 19km/l.

    Achei muito interessante o lance de freiar o Fusion… e a consequência de economizar na pastilhas, isso é interessantíssimo!
    A BMW tem esses sistema de “KERs” porém, deve ser bem diferente a engenharia.

    Obrigado pelo relato, por compartilhar suas experiências, e seu tempo conosco.

    Abcs!

    • Danilo Fernandes

      Cara, hoje tenho um Fusion Ecoboost FWD e estou exatamente cogitando a troca por uma 320i turbo. O que você achou da troca? A perda dos inúmeros equipamentos que a 320 não tem não te incomodou não? Como é a diferença nos custos gerais de manutenção?

      • Charlis

        Isso é absurdamente pessoal, mas vamos lá.

        Eu não ligo muito pra certos equipamentos, o Fusion foi vendido sem eu nunca ter utilizado boa parte deles.
        Então, eu não senti falta deles.

        As superioridades ao meu ver:

        Powertrain
        A BMW 320i anda mais, e gasta muito (mas MUITO) menos, além de ser flex, não vai precisar ter medo de colocar a mijolina nela.
        O câmbio ZF8 dela, é infinitamente superior em velocidade e em inteligência câmbio do Fusion.

        Dinâmica
        A dirigibilidade da 320i é perfeita, um dos carros mais gostosos que eu já guiei.
        Ela consegue ser muito mais estável que o Fusion, sendo mais confortável.
        Sofre muito menos com os buracos, valetas e afins.
        Não tem problema de raspar a frente.
        Se você gosta de dirigir, a direção pesada dela, com a tração traseira… é prazer garantido a cada percurso.
        Os freios também não há comparação.

        E quanto aos itens, da mesma maneira que ela perde alguma perfumaria, ela ganha nos mais importantes.
        Farol Xenon, além de ser um espetáculo, ele ilumina demais.
        E os modos de condução, que não existem no Fusion (pelo menos no meu não tinha).
        Eco, Comfort e Sport, tanto do motor, quando no câmbio. São muito úteis.

        E os pontos negativos:
        O som da BMW 320i é horrível comparado ao Fusion.
        No começo, até pensei que tinha algo errado… mas é ruim mesmo.

        E custos:
        Amigão… as revisões são um ESTUPRO mesmo, sem dó e piedade.
        O carro quem manda fazer a revisão, e o que fazer.
        E não são tabeladas, então uma simples revisão troca de óleo, dependendo da CSS pode beirar os 2K.
        Mas já vi gente conseguindo fazer por menos de 1K.

        Alguns itens de desgastes da pra comprar por fora da CSS, ou melhor ainda, fora do Brasil. Como pastilhas, discos, e afins…

        Os pneus Runflat, são mais baratos que os do R18 235 do Fusion.

        Seguro, praticamente empatou com o Fusion, pouca coisa a mais.

        Se tiver alguma dúvida que não respondi, pode perguntar,

        []s

        • Danilo Fernandes

          Legal!! as deficiências equipamentos da 320 frente ao Fusion nem são a minha maior preocupação. O meu receio é mesmo a manutenção do BMW. a gente ouve algumas histórias por aí que assustam.

          • Charlis

            Sim e assusta muito mesmo.
            O interessante, se for pegar uma seminova, é pegar na própria CSS da BMW.
            Eles dão 2 anos de garantia de fabrica, total no carro (como se fosse zero km).
            Isso já te isenta de surpresas.
            Ai são as revisões…

  • REDDINGTON

    Que relato animal!! Muito bem feito, parabéns. Sempre defendi aqui que a solução pro Brasil agora em relação a combustíveis são os híbridos, após ler seu relato estou mais convencido disso. Abraços.

  • rkimwb

    Engraçado que estava pensando em fazer uma avaliação do meu também! Tenho um Hybrid também branco, mas com interior escuro e ano 2016 (que não mudou nada em relação ao 2015).

    Alguns pontos negativos:
    1. O carro é silencioso no modo elétrico (não só por ser elétrico, mas o isolamento em si é bom também). O problema é que quando você pisa um pouco mais fundo, no caso de uma ultrapassagem, por exemplo, o CVT faz o motor gritar (mesmo problema do Fit) e o barulho me incomoda (mas confesso que pode ser que isso aconteça porque já estou acostumado com o silêncio do carro nas situações “normais” do dia a dia).
    2. A economia de combustível é um ponto de destaque. Fiz uma média de 16 km/l rodando 20.000 km. Rodando em SP capital, com pouco trânsito na 23 de maio ou nas marginais, passa fácil dos 20km/l. No dia a dia, rodando mais na regiao da Paulista, com muitos aclives e declives, e com trânsito pesado das horas de pico, faço em média 11km/l. Na estrada, consigo 17km/l a 120km/h na Bandeirantes. Em estrada de pista simples, com necessidade de ultrapassagens e com relevo não plano, faço uma média de 15 km/l.
    3. O carro não foi projetado para andar com 5 adultos. Basta ver a carga útil do veículo. Isso fica muito evidente para mim, já que nessas situações (de carro com 5 pessoas) eu percebo que o carro começa a raspar em lugares onde ele passa com folga quando estou sozinho ou com apenas um passageiro.
    4. O porta malas é um ponto negativo. A capacidade pode não ser tão ruim assim, mas o formato do bagageiro é muito ruim (por causa das baterias). Não cabem 2 malas grandes, apenas 1. Sempre tenho que fazer malabarismo com os bancos traseiros quando preciso levar mais bagagens.
    5. O SYNC2 deixa muito a desejar. Além de não ser responsivo, o sistema é lento e não tem CarPlay nem AAuto (corrigido nos 0km que vêm com SYNC3).
    6. Por se tratar da primeira geração das tecnologias semiautônomas da Ford, os sensores não são tão eficientes quanto outros modelos mais recentes da concorrência. Sinto esse atraso principalmente na permanência em faixa: na Bandeirantes ele funciona bem de ponta a ponta, mas qualquer curva um pouco mais acentuada e ele já não reconhece até que volte um trecho reto.

    • th!nk.t4nk

      Legal ler os relatos sobre o Hybrid, confesso que sempre tive curiosidade de dirigir um. Tive um Titanium 1.5 Ecoboost, gostava do motor e não achava tão beberrão (ok, mas isso foi aqui na Alemanha). O problema pra mim era a eletrônica do carro. Já era o Sync 3 e mesmo assim uma porcaria absoluta. Sinto dizer, mas evoluiu bem pouco. Tive travamentos também, e o navegador continua super lento pra recalcular a rota (nao arrumaram isso nao viu!!). Se nao fosse o Android Auto, acho que eu teria ficado louco com aquele sistema. Os bancos deixam bastante a desejar também (nunca consegui um ajuste decente pras costas) e todas as firulas eletronicas funcionavam pela metade (eu discordo que os sensores funcionem bem, na minha experiencia são lentos e de comportamento bem aleatório). Dá a impressao de que a Ford enche seus carros de tecnologias que nao testa direito, nao desenvolve da maneira correta. A implementaçao é um desastre. Dito tudo isso, devo admitir que pelo menos paguei bem mais barato no carro do que pagaria por um Passat igualmente equipado, por exemplo. Mas sao 2 mundos totalmente diferentes, o Passat humilha qualquer modelo em seu segmento (que nao seja premium). Mas se levar em consideraço só preço e motor, é um bom custo x benefício no fim das contas sim.

  • Joaquim Grillo

    Carro lindo da poura

  • Leonel

    Belíssima foto hein? Paisagem. E foi tentativa de homicídio contra a esposa ali, no calor? rsrs…
    No mais, não é estranho descascar o couro, não? É baixa qualidade, muito uso ou ambos?

    Dado o nível e valor do carro, imaginei que tal situação só ocorreria como donos “relaxados”.
    Parabéns pelo carro!

  • Lucas

    Parabéns pelo relato, Victor! Esclareceu diversas dúvidas minhas e aposto que de quase todos que possuem interesse nesse tipo de carro.

  • Heleno

    Otimo relato, esse carro é maravilhoso, bom desempenho, consumo excelente. Teria facilmente um, quanto aos pequenos problemas que teve: suporte enferrujado e couros descascando, certamente é pelo fato do dono morar no litoral.

  • Diego G. de Lima

    É outro nível de carro. Olha a qualidade da construção… Sem comentários. Essa questão do couro é geral… Tenho um conhecido de tem um Civic que o couro do apoio de braço está todo desgastado, e moramos no Acre, esses couros sintéticos não valem nada.

  • Alvarenga

    Muito legal esse tipo de avaliação por quem convive diariamente com seu veiculo. Vale muito mais que as avaliações rapidas de qualquer revista especializada. E o leitor foi bem direto em seus comentarios, muito boa materia.

  • Lyn

    Otimo relato, Obrigado.

  • Brasileiro

    Excelente relato, realmente esse Fusion oferece muito por pouco (se tratando de Brasil), excelente carro.

  • André Andrews

    Esse retrovisor lateral eletrocrômico deve ser útil, sobretudo para amenizar aquela diferença entre a quebra de luminosidade do interno e a normal do lateral.

    Mas na terra dos sacos de lixo nos vidros, o interno perde a função, e o lateral vai dar margem a barbeiragem.

  • 110anosimigraçaojapa

    e o Prius?

  • No_Name

    Concessionária boazinha essa que troca couro do banco e do volante de “boa”. Geralmente negam por mau uso (e normalmente é isso mesmo, no volante as mãos sujas, oleosas e “pesada” que detonam o couro).

  • MauroRF

    Você tem razão em relação ao estepe: domingo de madrugada passado, voltando de uma festa de casamento, uma desgraça de um buraco daqueles bem numa curva rasgou meu pneu. Imagina a raiva de não ter tido chance nem de desviar do buraco e de rasgar o pneu num carro com 1000 km apenas. O lugar não era dos melhores, estávamos eu e minha esposa, 3h da manhã, um saco. Imaginou se não tenho estepe ali? Ainda assim, para não ficar ali exposto sozinho na rua trocando o pneu, a gente se trancou no carro, liguei para o seguro e em 20 minutos estavam lá trocando o pneu para mim. As duas pessoas que vieram naquele caminhão da seguradora que me atenderam disseram que vieram com o caminhão justamente preparados para me guinchar, caso tivesse ferrado alguma coisa além de roda e pneu. Por sorte, foi só o pneu, a roda ficou normal. Mas eles me disseram que tem buraco que estraga mais coisa no carro, e eles dizem que atendem casos assim direto. É ou não é de revoltar? Pelo tanto que pagamos de imposto e IPVA. Por sorte, o sensor de pressão do pneu (individual em cada roda) não estragou. No painel, assim que passei na p… do buraco, ele já deu o alerta na roda dianteira esquerda, e eu só via o número caindo rapidamente. Quando colocamos o estepe, ele ficou apitando que uma das rodas estava com 0 libra porque o estepe não tem o sensor. Depois de reinstalada a roda original, ele se resetou sozinho e voltou a marcar a pressão correta instantaneamente.

  • carlos rodrigues

    Qual o tipo de câmbio q esse híbrido utiliza? É AT ou CVT?

  • Vitor Santos

    Sobre o delay no sistema de controle de cruseiro adaptativo, nunca dirigi carros com esse sistema, mas creio que todos devem ser realmente iguais. Pois esse delay serve justamente para que o carro não fique acelerando e desacelerando toda hora. Por exemplo: o carro da frente está lento, ai ele sai da sua frente, mais ai entra outro carro lento…. ai o sistema tem esse delay pra realmente confirmar a situação atual do trânsito,e assim evitar ficar acelerando e desacelerando toda hora.

  • Danillo Santos

    Parabéns pelo relato amigo, muito detalhado! Ajudou a tirar muitas dúvidas minhas sobre o assunto. Atualmente minha opinião sobre os híbridos é de que eles acabam empatando com os veículos a combustão, uma vez que toda economia em combustível e revisões iria custear a substituição da bateria, quando precisar (mais cedo ou mais tarde, a depender do uso). Nesse sentido, um veículo puramente elétrico ganha no menor número de componentes, maior eficiência energética e no custo por km rodado (em muitos lugares a energia elétrica é muito mais barata do que a gasolina, o que ainda deixaria o veículo elétrico vantajoso financeiramente mesmo considerando a substituição da bateria). As desvantagens seriam o tempo de recarga e o descarte/reciclagem dessas baterias (problemas que podem ser minimizados com pesquisas em novas tecnologias) Entretanto, essa é apenas minha opinião, baseada na leitura dessas reportagens sobre o tema. Poderia perfeitamente mudar de opinião frente a informações diferentes.
    Uma comparação que tenho muita curiosidade de analisar seria o de 2 carros iguais – um híbrido e um elétrico; durante alguns anos (suficientes para exigir a substituição da bateria de ambos), de maneira a detalhar todos os custos. Penso que seria muito esclarecedor quanto à viabilidade financeira de ambas as tecnologias.

  • Ricardo Blume

    Excelente relato. Gostei muito da maneira que escreves-te. Sucesso com o carro!

  • Tetsuro Kagava

    Relato muito bom! Nível profissional! Parabéns pelo carro e que ele continue a te servir tão bem como tem feito até agora.

  • Michel Soares Pintor

    Se a FORD tivesse um PÓS Venda descente aqui na cidade: Mogi das Cruzes/SP, tae um carro que pensaria em comprar.

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