Gol G5: detalhes, anos, versões, motores, consumo (e preços)

Gol G5: detalhes, anos, versões, motores, consumo (e preços)

O Volkswagen Gol G5 foi lançado em junho de 2008, com a importante missão de torná-lo novamente o queridinho do Brasil e trazer finalmente o Gol e seus derivados para o século XXI.


Apesar de ter somente 3 gerações desenvolvidas pela Volkswagen, o mercado não se contém e a cada facelift o modelo é considerado uma nova geração, por isso o Gol feito entre 2008 e 2012 é geralmente chamado de Gol G5, e é sobre ele que falamos aqui.

Com estes dados iniciais em mãos, vamos ao Gol G5, que foi lançado em 29 de junho de 2008, trazendo as maiores mudanças que o modelo já recebeu desde seu lançamento nos anos 1980.

A começar pela adoção da nova plataforma PQ24 – a mesma usada por Fox e Polo, adotando inclusive, pela primeira vez em 28 anos de história do Gol G5, a mudança de posição do motor.

Agora usando motores em posição transversal, o novo Gol G5 conseguia ter uma frente mais curta, item já presente nos outros concorrentes, abdicando de vez dos motores de concepção mais antiga, os famosos AP.

Em seu lugar, a Volkswagen trouxe uma nova linha de motores, chamada de EA111. Até meados de 2012, o Gol G5 contava apenas com a carroceira de 4 portas, ganhando assim uma nova variante de 3 portas, que dava um certo ar esportivo, e segundo alguns sites e revistas especializadas, um estilo de Audi A1.

Gol G5 – Design

Quando fora lançado em 2008, após o Gol G2, Gol G3 e o Gol G4, o Gol G5 seguia o que havia de mais moderno em termos de design na linha Volkswagen. Isso se dava pela proximidade com o até então queridinho dos SUVs, o Tiguan, com seus faróis duplos e bem recortados.

Mas não só de novas fontes o novo Gol bebia, pois as lanternas traseiras tinham um quê de Gol de 1980, com suas linhas retas, que casavam muito bem com as linhas laterais, com a cintura alta e mais inclinadas, evocando assim um pouco mais de esportividade, algo que não se via no Gol há tempos.

Outro detalhe interessante no Gol G5 foi a perda da terceira janela espia na coluna C, separada da porta, que vinha fazendo parte do design do Gol desde a sua segunda geração, a famosa geração chamada de Gol Bolinha, que surgiu em meados de 1994.

O painel do Gol G5 tinha saídas de ar redondas, bom acabamento interno e até airbags como opcional, uma vez que por conta da nova plataforma, derivada do Fox e do Polo, ele se beneficiaria de tais itens de segurança.

Outro ponto interessante foi que a cor usada nos comerciais do Gol G5, que não estava disponível nem para o comercial oficial do modelo, que conta com a presença da ex-modelo internacional Gisele Bündchen e do ator de filmes de ação Sylvester Stallone.

Tem-se notícias que foram produzidas pouquíssimas unidades no tom de vinho metálico, que apenas algumas revistas especializadas conseguiram fotografar, porém fora num modelo de cor mais tradicional que as medições foram feitas.

Gol G5: detalhes, anos, versões, motores, consumo (e preços)

Gol G5 – Inovações Tecnológicas

Desde seu lançamento, em 1980, o Gol tem sido um verdadeiro laboratório de novas tecnologias para as massas. Ele foi um dos pioneiros a usar um motor refrigerado a ar, no início das suas vendas.

Também foi o primeiro a utilizar a injeção eletrônica, no famoso e adorado Gol GTI de 1989, o primeiro veículo a utilizar o motor bicombustível e o primeiro 1.0 de 16 válvulas, tendo até uma variante que é adorada por toda uma geração, o famoso motor 1.0 16V turbo.

Foi em 2003 que o Gol ganhou o primeiro sistema bicombustível do país, dando origem a uma verdadeira revolução no mercado automotivo, uma vez que hoje em dia mais da metade da frota nacional tem veículos bicombustíveis.

Em 2009, o Gol G5 também inovou, adicionando em sua gama o câmbio automatizado de 5 marchas iMotion, inicialmente lançado no Polo. Foi a primeira vez que o Gol recebeu tal transmissão.

A caixa de 5 velocidades automatizada atualmente é produzida pela Magneti Marelli, e até pouco tempo atrás era também utilizada pelo seu rival de peso, o Fiat Palio com o nome de Dualogic, e uma outra calibração.

Leia também sobre o Gol quadrado.

Gol G5: detalhes, anos, versões, motores, consumo (e preços)

Gol G5 – Gringo

O Gol também sabe falar outros idiomas, pois desde seu lançamento em 1980, cerca de 49 unidades do queridinho do país chegavam ao Paraguai e Nigéria. Isso abriu caminho para mais de 800 mil unidades vendidas fora do solo nacional.

Ele é o segundo carro nacional mais exportado da marca e da indústria local, perdendo apenas para o atual irmão de plataforma Fox, que está em primeiro lugar em exportações pelo mundo. E para a tristeza dos brasileiros (e felicidade dos hermanos), o nosso Gol é o carro mais exportado para a Argentina.

Gol G5 – Motores

Quando foi lançado em 2008, o Gol G5 contava com duas versões de motorização, sendo uma 1.0 8V flex de 72 a 76 cv e 1.6 8V de 101 a 104 cv. Atualmente, o Gol conta também com dois motores, mais modernos e econômicos que os do Gol G5.

São eles o já conhecido 1.0 3 cilindros, que fora emprestado do up! com nova calibragem, chegando em 84 cv com etanol e 75 cv na gasolina, com torque de 10,4 kgfm no etanol e 9,7 kgfm na gasolina.

O 1.6, por sua vez, continua sendo o também já conhecido EA111, enquanto o 1.0 de 3 cilindros faz parte da nova família de motores pequenos do grupo Volkswagen, a chamada família EA211.

Gol G5: detalhes, anos, versões, motores, consumo (e preços)

Gol G5 – Versões

Se tem uma coisa que a Volkswagen manda muito bem, é na questão de criar versões especiais para seus carros, especialmente os que são os queridinhos do povo. E com o Gol não seria diferente, seja para celebrar uma Copa do Mundo, dar um visual com apelo fora de estrada ou dar ênfase a tecnologia.

O Gol G5 teve várias versões, como Rock in Rio, Trend, Seleção, City, Power e Rallye, a maioria delas com motor 1.6.

No geral, o Volkswagen Gol teve várias versões especiais. Começando pela série Copa, lançada em 1982 para celebrar a participação da Seleção Brasileira na Copa da Espanha.

Já em 1995, o Gol mostrava que também tinha Rock’n Roll nas veias, digo tubos, com a versão Rolling Stones, para celebrar a primeira vinda da banda ao Brasil. Com cerca de 12 mil unidades vendidas, podemos dizer que esse Gol era do Rock.

Logo em seguida, a Volks celebrava com o Gol Atlanta os Jogos olímpicos, disputados nos Estados Unidos em 1996.

Em 2004, a Volkswagen deu ao seu veterano ares mais aventureiros, com a versão Rallye, que tinha visual mais encorpado, suspensão elevada e aspectos de off-road. Ele foi relançado em 2007 e esteve presente até 2013, quando recebeu uma versão mais light chamada Track, que conta com motores 1.0.

Uma das versões mais interessantes e pouco vistas do Gol G5 é a Vintage, de 2010, que foi inspirada no conceito apresentado no Salão do Automóvel. Esta versão foi criada para comemorar os 30 anos de existência do Gol, tendo um acabamento preto e branco na carroceria, bem como no interior.

Fora que tinha todos os itens de série da versão topo de linha do Gol G5 e ainda uma guitarra Tagima Stratocaster, modelo semelhante ao consagrado da Fender. A guitarra ainda poderia ser ligada direto ao sistema de som do carro, fazendo com que você se sentisse como um verdadeiro Rockstar.

Gol G5: detalhes, anos, versões, motores, consumo (e preços)

Gol G5 – Concorrentes

Desde seu lançamento, o Gol teve vários concorrentes diretos e indiretos, mas o mais conhecido de todos certamente foi o Fiat Palio (que descanse em paz).

Até 2014, o Gol era líder absoluto em vendas, já por mais de 27 anos, sendo que nesse fatídico ano ele fora deslocado de seu trono pelo rival ítalo-mineiro, o Palio.

Mesmo tendo uma nova geração não tão bem vista como as anteriores, o Fiat Palio conseguiu com todas as suas versões disponíveis vender mais que o atual líder, quebrando assim um reinado de mais de duas décadas.

Depois disso, ele seguiu na segunda posição, mas agora perdendo para o Chevrolet Onix. Mas durante os primeiros 27 anos de liderança, pode-se dizer que o Gol já viu de tudo, desde compactos de marcas super tradicionais, como a Toyota com o Etios, até carros que falam em chinês e coreano, este último conhecido pelo nome de Hyundai HB20 que nasceu a imagem e semelhança do Gol, e o fez tão bem, que atualmente vende mais que a versão original.

Em 2009, a Chevrolet bem que tentou colocar o Agile como concorrente direto do Gol nas versões mais caras, mas devido ao design estranho, porte avantajado e desengonçado e oriundo de uma plataforma muito antiga, ele não conseguiu chegar perto da sua majestade.

As más línguas dizem que atualmente cada marca tem um Gol para chamar de seu, vide a Hyundai com o HB20, a Ford com o Ka, a Chevrolet com o Onix e até mesmo a Renault com o Sandero.

Isso porque o Gol foi basicamente o divisor de águas no segmento dos compactos que, até então, contava com Ford Ka de duas portas, Palio de nova geração, mas com design não tão chamativo, Renault Sandero, sendo vendido por metro quadrado, Chevrolet Corsa, que estava atrasado em relação a Europa, entre outros concorrentes.

Após 2008, todos queriam um Gol para chamar de seu, e elas conseguiram

Gol – Geração 7?

Mercadologicamente falando, ou mais precisamente, segundo a linguagem dos vendedores e representantes de marketing da Volkswagen, o atual Gol 2022 é chamado por alguns de Geração 7, vindo depois do Gol G6, que é o modelo a partir de 2012. (leia também sobre o Gol G7)

Mas, vendo pelo lado histórico e real da situação, o modelo está apenas na sua terceira geração, levando-se em conta que a primeira geração carinhosamente chamada de caixinha durou até 1994.

Depois disso, o Gol ganhou uma nova carroceria, também carinhosamente chamada de bolinha, essa que durou até 2014, pois já havia entrado em vigor a obrigatoriedade de usar freios ABS e airbags frontais.

Coisa que o projeto do Gol de 1995 não tinha como ser adaptado sem fazer com que o modelo custasse mais.

Então, pode-se dizer com muita clareza que a atual geração do Gol nada mais é do que sua terceira reestilização, usando a mesma carroceria há muitos anos. E isso vai ficando cada vez mais evidente, uma vez que o estilo mais arredondado da carroceria não conversa tanto com os detalhes dos faróis e lanternas mais retilíneos.

Outro ponto importante dessa geração é o painel, que sofreu grandes mudanças, mas também já sente o peso da idade com alguns detalhes que acabam por não só denunciar a idade do projeto, mas também não ornar com a nova identidade visual proposta pela marca.

Isso pode ser notado nas maçanetas internas, que tem desenho mais circular, enquanto o restante do painel evoca um visual mais retilíneo e sóbrio. A qualidade dos materiais também vem caindo por conta de redução de custos.

Por outro lado, novos itens, como a presença de uma central multimídia, podem agregar um certo ar de sofisticação ao modelo. Com peças compartilhadas no interior com outros Volks, o Gol 2022 tenta reunir o que a marca tem de melhor nas suas prateleiras.

No quesito motorização, como já fora dito, atualmente a marca conta com apenas duas opções flexíveis e versões únicas de acabamento, perdendo itens como o câmbio automatizado i-Motion, diferente do câmbio mais moderno usado no Polo.

Por falar no Polo, especula-se também que a nova geração do Gol e Voyage utilize uma variante da plataforma MQBA0, chamada de MQBA00, uma versão mais simples da plataforma oriunda do Golf de sétima geração.

Ou, ainda, a nova família do Gol pode vir a usar a base do up! alongada, para continuar tendo tamanho relativo dos concorrentes.

Espera-se que em termos de design, ele siga os padrões de carros de segmentos mais caros como o Polo e Golf. Também é esperado que o modelo tenha, além do design mais marcante, uma variante esportiva, não apenas esportivada e cheia de adesivos alusivos.

Pois nessa nova plataforma, tanto do Polo quanto do up!, elas são preparadas para ser acopladas com motores turbinados e câmbios automáticos de 6 velocidades.

Isso já ocorre com o Polo e Virtus nas versões 200 TSI com motor 1.0 de três cilindros e 128 cavalos com 20 kgfm de torque, e no up! com 105 cavalos e sua variante mais potente a venda na Europa, com 115 cavalos.

Mesmo que atualmente o Gol tenha Voyage e Saveiro bebendo da mesma fonte, tanto em termos de design, como acabamento e versões, provavelmente na nova geração prevista para 2023, especula-se que a Saveiro siga um caminho mais independente, ganhando até variações com porte hoje similar a da Fiat Toro.

Tendo em vista tais informações e especulações, esperamos que o novo Gol não seja canibalizado por outros modelos da marca.

Se ele utilizar a base simplificada do Polo, teria que ser mais simples que o modelo que lhe deu origem, mas não tão simples a ponto de brigar com as versões do up!. Além disso, o o line-up da Volkswagen atualmente é bem desorganizado, tendo em algumas situações até 3 carros com a mesma proposta, mas vindos de segmentos diferentes.

Com a linha 2022 já lançada com preços que variam entre R$ 64.950 para a versão com motor 1.0 de 3 cilindros e R$ 72.090 para o motor 1.6, espera-se que o modelo ainda ganhe alguma sobrevida até a sua derradeira e realmente chamada nova geração chegar no futuro.

Até lá, a Volks vai vender essas versões para o grande público que já clama pela nova geração do modelo mais querido e amado do país.

Kleber Silva

Kleber, 28 anos, designer e apaixonado por carros desde pequeno. Formado em design gráfico pela UNIP, ouvinte assíduo de música pop e master chef nas horas vagas.