Honda City – defeitos e problemas

Honda City - defeitos e problemas

O Honda City está em sua segunda geração no Brasil e é um sedã compacto muito desejado pelos consumidores, devido ao baixo custo de manutenção, economia, espaço e conforto ao dirigir. Porém, como qualquer outro carro, o japonês tem lá seus defeitos e problemas.


Então, será que eles são muitos assim?

Lançado aqui em 2009, o Honda City ganhou uma segunda geração em 2015 e de lá para cá ele se mantém com a mesma proposta, tendo motor 1.5 i-VTEC Flex One de 115 cavalos na gasolina e 116 cavalos no etanol, além do câmbio CVT, que é essencialmente parte do produto, ainda que exista a opção manual.

Sem controles de tração e estabilidade, apesar da boa reputação, o produto é criticado diante dos rivais, que praticamente adicionaram o item como equipamento padrão. O alto preço também é outro ponto que muitos torcem o nariz. Mas, e entre os donos, aqueles que apostaram no Honda City?

A maioria dos relatos, publicados em sites de opinião, reclamação e clube de proprietários é em relação ao barulho oriundo do painel. As queixas são inúmeras em relação ao conjunto frontal, com relatos que vão de ruídos nos difusores de ar e multimídia até o porta-luvas. Fora isso, suspensão baixa e dura, que bate seco nos buracos, são outras das reclamações em relação ao City.

Ruídos indesejáveis

Honda City - defeitos e problemas

Os clientes da Honda, donos do City, reclamam que entre os defeitos e problemas do carro, o ruído que surge no painel é muito irritante. Vários proprietários do sedã compacto falam de barulhos no conjunto frontal que incomodam muito e tem quem fale que é um problema crônico do modelo.

Entre os que se queixam disso, alguns mencionam que concessionários teriam instalado tecidos para reduzir o ruído provocado no painel, em especial durante a passagem por pisos irregulares. Há quem diga que o resultado resolve a questão, mas outros não obtiveram solução.

Um proprietário mencionou que o ruído fica entre os difusores de ar centrais e a multimídia. Noutro caso, o dono de City disse que até o porta-luvas começou a fazer barulho, mas que a revenda consertou o defeito na garantia. Mas os barulhos do sedã não param por aí.

Também comentam que a suspensão dianteira produz ruído inadequado em alguns casos, mas em nenhum deles, houve algum serviço que atenuasse ou eliminasse o problema. Entretanto, o conjunto de suspensão frontal não fica sozinho nessa história.

Alguns se queixam de alto nível de ruído do motor no habitáculo e mesmo o som dos pneus rodando, invadindo o ambiente. No primeiro caso, existem proprietários que afirmam ouvir um ruído exagerado do motor no habitáculo, devido ao alto giro exigido pelo motor durante a condução.

Como se sabe, o motor 1.5 i-VTEC Flex One é aspirado e tem suas potências e torques em regimes mais elevados, onde em determinadas situações, a rotação alcança facilmente os 5.000 rpm. Isso, além de provocar ruído em excesso, também eleva o consumo e isso é algo que alguns donos pontuam de forma negativa.

Consumo alto

Honda City - defeitos e problemas

Mesmo com um motor moderno como o 1.5 i-VTEC e câmbio CVT, que é conhecido por sua linearidade, baixo consumo e conforto ao dirigir, o Honda City em determinados casos parece ter um motor maior e mais velho, assim como uma caixa automática de quatro marchas.

Um proprietário acusou um consumo altíssimo com etanol na cidade, onde faz elevados 6,4 km/l. Na estrada, o sedã da Honda faz 10,1 km/l. Até seria normal nesse segundo caso, mas ele afirma que o faz com gasolina… Um dono de City 2015 CVT diz que seu carro faz na cidade,  8,2 km/l com etanol.

Na estrada, ele consegue apenas 8,4 com o mesmo combustível. Só que, ao mudar para gasolina no segundo circuito, o carro não passa de 8,6 km/l com gasolina.

Em testes com carros da Honda, quando abastecidos com etanol, realmente o consumo é bem mais elevado que aquele registrado na gasolina. O mesmo acontece com carros da Toyota, porém, isso não é verificado na Nissan. Ou seja, nem todos os japoneses são gastões no álcool.

Falhas

Entre os defeitos e problemas do City, falhas elétricas e mecânicas também ocorrem. A luz de injeção de um City 2015 acende toda vez que o giro do motor passa de 5.500 rpm. O proprietário diz que é só baixar a rotação e ela se apaga. Porém, não há alteração no funcionamento do motor e nem no consumo.

Outro dono disse que o motor de partida simplesmente queimou aos 20.000 km, sendo trocado na garantia. Noutro relato, o proprietário diz que o motor falha em velocidade constante na estrada, mas não dá detalhes sobre se o problema foi solucionado e nem sua causa.

Um dono de City diz que seu carro demora em dar partida. Após algum tempo, ele descobriu que havia um defeito nos bicos injetores, sendo um deles estava com gotejamento de combustível quando na verdade deveria estar limpo de combustível até o próximo jato pulverizador no coletor de admissão.

Um relato diz que o City CVT 2015 teve a garantia vencida após três longos anos. Porém, no mês seguinte ao vencimento da mesma, a partida simplesmente deixou de funcionar. Além disso, o carro passou a ter luz do airbag acesa, o que indicava desativação do mesmo.

Ao buscar a revenda, esta passou o caso para a Honda, mas a marca disse que o prazo havia expirado que o dono teria que arcar com o prejuízo. O mesmo disse que fez todas as revisões na revenda e que antecipou a revisão de 30.000 km (o carro estava com 26.000 km).

De acordo com o proprietário, a oficina apenas passou um scanner para desligar a luz após a marca indicar que o airbag podia inflar a qualquer momento, por causa de um defeito no sensor. Buscando uma solução, o dono do City 2015 arcou com R$ 1.651,00 do motor de partida e R$ 1.900,52 do sensor de colisão dianteiro.

Estranhamente, outro relato diz que um City CVT 2015 com 50.000 km, deu problema na partida e que a garantia havia expirado há alguns meses. Resultado? Teve que bancar a troca do componente.

Ele relata que feita uma limpeza no filtro do bico, mas não teve jeito, teve que trocar o ruim e os outros três. Ele diz que o prejuízo foi de R$ 1.900, sendo que apenas R$ 80 foram de mão de obra.

Num caso, o dono de City reclamou de perda de eficiência no freio traseiro. Aliás, muitos reclamam que a Honda tirou os discos de freio traseiros da geração anterior e colocou um par de tambores de atuação inferior, reforçado pela crítica de alguns poucos em relação à falta de controles de tração e estabilidade.

Um exemplar do City teve vazamento de óleo no retentor do virabrequim aos 7.500 km. Parece que o problema é pontual, pois o carro ficou nada menos que 30 dias parado na concessionária, pois os mesmos não tinham o retentor. Sem o carro, o dono teve que alugar outro para trabalhar. Somado a isso, o veículo apresentava vibração no limpador do para-brisa.

Aliás, em dois casos, o limpador de para-brisa simplesmente soltou durante o acionamento e os motoristas foram rápidos em parar o carro e apertar a haste frouxa. Outro reclama que, além disso, o limpador igualmente faz muito barulho na varredura.

Uns apontam mau funcionamento nos vidros, especialmente os traseiros. Também há quem reclame da tampa do porta-malas. Um desses, diz que é preciso força para fechar o compartimento de bagagens. Outro relata que a mola de abertura da tampa quebrou. Também existem queixas contra o marcador de combustível.

Suspensão baixa demais

Honda City - defeitos e problemas

Um dos pontos negativos do City, listados entre os defeitos e problemas do carro, é a suspensão muito baixa. Diversos donos reclamam que ele raspa facilmente em valetas e lombadas, em especial com o carro carregado. Mas, a pior parte é mesmo a frontal. Com uma frente longa, o sedã bate com facilidade nesses obstáculos.

Um dos donos diz que o protetor de cárter é quem mais sofre e outro até relatou que ele também faz barulho, visto que é facilmente afetado pelas pancadas e seus parafusos são de plásticos, assim como o próprio protetor. Isso é mesmo algo que já vem de outro modelo da Honda, que no caso é o Fit.

Além de baixa, raspando assim no solo, a suspensão do City é considerada dura por vários proprietários. Eles falam que o carro sofre em piso irregular e que batidas secas são comuns. Uma dona diz que reclamou tanto do carro, que seu marido teve que ir no banco de trás para notar que realmente o veículo estava bem desconfortável nesse e em outros aspectos.

Outro dono reclamou muito sobre seu City e o revendedor que o atendeu. Ele relata que o carro já foi entregue com folgas nas portas e nas borrachas, sendo que para colocar tudo em ordem, seria necessário desmontar o carro. No aspecto da montagem, alguns dizem que os ruídos internos são defeitos no processo de montagem e que o vidro do motorista é outra fonte de barulho, em alguns casos.

Chama atenção um caso de Honda City 2015 CVT em que o dono descobriu no capô do carro, pontos de ferrugem. O carro estava a pouco tempo com o proprietário. Ele não mencionou o resultado do caso.

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.