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Antes do lançamento do novo Uno, em 2010, o Palio era o principal carro da Fiat no Brasil. Vendia cerca de 14 mil unidades por mês e desde que foi lançado, em 1996, era o único que ameaçava a liderança do Volkswagen Gol entre os mais vendidos do país.

No entanto, a simpática renovação do Uno caiu nas graças do povo e ele se tornou rapidamente o novo carro-chefe da marca italiana. E o lançamento da segunda geração do Palio, apresentada em novembro de 2011, não mudou isso.

Com uma plataforma nova e visual inspirado, o Palio até voltou a ser desejado e suas vendas cresceram. Mas, agora, seu papel é outro. Ele faz a “ponte” de quem quer um carro mais espaçoso e equipado que o Uno, mas não tão caro quanto o Punto.

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Dentro dessa proposta, a versão intermediária Attractive 1.4 é exatamente a mais bem talhada para fazer a conexão. Afinal, tem o mesmo motor que está disponível no Uno “top”, mas com mais espaço e equipamentos que o modelo menor. Acaba sendo aquela opção um pouco mais requintada para quem precisa de um hatch mais forte que um 1.0, porém não pode comprar um 1.6.

Mesmo sem o mesmo “status” de “best seller” de antes, o lançamento da segunda geração gerou um “boom” nas vendas do Palio. Desde novembro, quando foi lançado, a média mensal de vendas chegou próximo da casa das 12 mil unidades.

Não é o suficiente para voltar ao patamar de 2009, quando mais de 20 mil exemplares deixavam as concessionárias por mês. Mas deixa no passado o mau resultado dos três primeiros trimestres de 2011, quando só 8,2 mil emplacamentos mensais aconteciam. Está em quarto lugar no ranking de vendas desse ano, entre os Chevrolet Celta e Classic. A título de comparação, no ano passado, o Uno ficou na casa dos 22,6 mil veículos por mês.

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Um evidente destaque desse novo Palio está no visual. Desde 2008, quando a quarta carroceria foi adotada sobre a plataforma da primeira geração, que o compacto não era valorizado pelo seu design. Na frente, os faróis em formato de unhas postiças lembram bastante os do Punto, enquanto a grade traz o “bigodinho” do Cinquecento.

No para-choque, não há como não reparar na imensa tomada de ar. De lado, rapidamente percebe-se o perfil mais elevado do Palio – são 8 cm a mais de altura. Há também um vinco pronunciado que percorre a lateral na altura das maçanetas. Na traseira, as lanternas são suspensas e lembram bastante as do Volvo C30. Até essa versão intermediária Attractive 1.4 recebe um pequeno aerofólio, que aumenta o impacto estético.

Em termos de motorização, o Palio Attractive 1.4 não traz nada de novo. Sob o capô está o mesmo motor 1.4 Evo que já estava no antigo modelo. Ele é capaz de render 88 cv a 5.750 rpm e 12,5 kgfm de torque a 3.500 quando abastecido com etanol.

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No resto da mecânica, no entanto, o novo Palio é bem diferente do anterior. A plataforma é a mesma do novo Uno, mas com entre-eixos alongado em 5 cm – são 2,42 metros no Palio. E a suspensão – McPherson na frente e eixo de torção na traseira – também foi retrabalhada e recalibrada.

Como é de se esperar, a versão Attractive 1.4 não é das mais equipadas. De série, vem apenas com direção hidráulica, computador de bordo, travas e vidros elétricos, volante com regulagem de altura e faróis de neblina. Custa R$ 34.590.

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Itens como ar-condicionado, airbag duplo, ABS, rádio/CD/MP3/Bluetooth, sensor de chuva e de luminosidade, retrovisor interno eletrocrômico, vidros traseiros elétricos e volante multifuncional são opcionais – que, por sinal, elevam bastante a conta final do modelo. Completo, beira os R$ 43 mil.

Ponto a ponto

Desempenho – O motor 1.4 consegue fornecer um desempenho bem superior ao de um 1.0 e, na maior parte do tempo, não passa a impressão de fraqueza. O baixo peso de 1.007 kg do Palio 1.4 ajuda nesse comportamento mais ágil, principalmente no trânsito urbano. Quando a agulha do conta-giros ronda as 3 mil rotações – o torque máximo de 12,5 kgfm está disponível aos 3,5 mil giros –, o motor responde com ânimo e mostra força para mover o compacto. Claro que não é para um desempenho avassalador, mas é bem coerente com a proposta do modelo. Nota 7.

Estabilidade – Assim como na geração anterior, a escolha foi por uma suspensão macia. No entanto, isso não significa que o Palio está tão “molenga” quanto antes. O carro ficou claramente mais estável, tanto em curvas, como em retas. É verdade que, nas bruscas mudanças de direção, a carroceria continua rolando um pouco, mas tudo de maneira bem “civilizada”. Não há mais aquela grande sensação de insegurança nas entradas e saídas de curvas. Mesmo na faixa dos 130 km/h, não se mostraram necessárias correções na direção. Nota 7.

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Interatividade – A posição de dirigir do novo Palio agrada. Agora, ela lembra a do Uno, mais “altinha”. Isso melhora a visibilidade dianteira. Atrás, a situação também é boa. Uma das raras falhas de ergonomia é a posição do ajuste de altura do banco do motorista, do lado direito, muito próximo à alavanca do freio de mão. Quase todos os comandos estão à mão e são fáceis de usar. O volante tem boa pegada e os botões que controlam o rádio facilitam a vida a bordo. O câmbio também melhorou bastante e agora os engates bem são mais precisos do que eram na geração anterior. O volante possui regulagem apenas em altura. Nota 7.

Consumo – O Fiat Palio Attractive 1.4 testado conseguiu a média de 10,6 km/l com gasolina e 8,9 km/l com etanol, em percurso 2/3 urbano e 1/3 rodoviário. Segundo o InMetro, o consumo do modelo é de 11,7 km/l com gasolina e 8,03 km/l com etanol, também em percurso 2/3 urbano e 1/3 rodoviário. Num país de modelos flex normalmente “beberrões”, até que o compacto da Fiat não se sai mal. Nota 8.

Conforto – O acerto da suspensão continua privilegiando o conforto interno dos ocupantes. Portanto, com o ajuste mais macio, as imperfeições são bem absorvidas e acabam se sentindo poucas pancadas secas. No quesito espaço interno, não há milagres. Como o compacto que é, o Palio é ligeiramente apertado. Inclusive na dianteira, onde um motorista de mais de 1,80 m fica com a perna batendo no console central. Na traseira, ao menos, os passageiros ficam bem mais confortáveis do que ficavam na geração antiga do modelo. Nota 7.

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Tecnologia – A plataforma é a mesma utilizada pelo Uno, mas com entre-eixos alongado. Para um segmento de carros de entrada, é das mais modernas – de 2010. A suspensão foi retrabalhada e, claramente, está mais sofisticada. Como versão de entrada, a configuração Attractive 1.4 traz poucos equipamentos de série. Ao menos, a lista de opcionais é vasta. Nota 7.

Habitalidade – Há poucos espaços para colocar objetos. No console central, próximo à alavanca de câmbio, existe um espaço que é muito raso. O maior deles fica na parte superior do painel, mas é pouco útil pela sua localização. Os acessos do carro são corretos. As portas têm vãos decentes de abertura. O porta-malas perdeu 10 litros e agora tem 280 litros. Nota 6.

Acabamento – A Fiat poderia ter feito um trabalho melhor no Palio. O desenho até é interessante e bem pensado, mas existem rebarbas aparentes. Desde as extremidades das portas até as pontas do painel, é possível detectar plásticos sem muito esmero na montagem. Mesmo assim, a impressão geral é melhor que a do Palio antigo. E ainda parece ser menos frágil. Nota 6.

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Design – É um dos grandes destaques da segunda geração do Palio. Finalmente, o estilo está mais inspirado e muito harmônico. Na dianteira, destaque para a junção de características já presentes em alguns carros da Fiat, como o “bigodinho” do 500 e os faróis do Punto. Na traseira, mais original, quem chama a atenção são as belas lanternas que sobem na coluna traseira. Na comparação com os rivais, geralmente bem defasados, o Palio se destaca. Nota 8.

Custo/benefício – Equipado com equipamentos básicos como ar-condicionado, direção hidráulica e travas elétricas, o Palio Attractive 1.4 custa R$ 37,5 mil. Com os mesmos equipamentos, o Volkswagen Gol 1.6 vai a R$ 39,6 mil, Renault Sandero 1.6 8V custa R$ 37,7 mil, Nissan March 1.6 vale R$ 35,8 mil e a Ford cobra R$ 35,4 mil pelo Fiesta Rocam. Ainda dentro da própria linha do Palio há a concorrência da versão Essence 1.6, que custa apenas R$ 850 a mais com os mesmos equipamentos – o ar-condicionado é de série no Essence e opcional no Attactive –, mas traz um motor de 117 cv (com etanol). Nota 6.

Total – O Fiat Palio Attractive 1.4 somou 69 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir - A evolução da espécie

De uma maneira geral, o Palio era um carro que agradava mais nas vendas do que no comportamento nas ruas. A suspensão muito macia e o câmbio molenga e impreciso motivavam muitas críticas. Na nova geração, a Fiat resolveu mudar.

Uma das mudanças mais significativas foi na suspensão. É verdade que o acerto continua mais voltado para a maciez, mas aquele rolamento exagerado da carroceria não existe mais. O Palio é um carro mais “na mão” e mais estável.

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Isso não quer dizer que a proposta agora seja mais esportiva. Mas simplesmente ele passa mais sensação de segurança tanto em retas como em curvas. Em acelerações e frenagens o carro “mantém a compostura” e não afunda nem levanta muito. O conforto ao rodar também melhorou. A impressão é que agora os buracos são absorvidos de maneira mais refinada, sem tanto balanço desnecessário.

Com o motor 1.4 que equipa a versão Attractive, o desempenho é bom. Os 88 cv e 12,5 kgfm de torque trazem um comportamento muito melhor do que um carro 1.0, principalmente perto das 3 mil rotações. Para o uso na cidade, com trânsito pesado, é satisfatório.

Mas em estradas abertas, falta força ao propulsor. São necessárias algumas reduções extras para manter o motor “cheio” e o carro animado. Ao menos, isso é facilitado pela transmissão, que agora tem trocas mais precisas e escalonamento bem correto.

Por dentro, a impressão inicial é boa. O desenho do painel é bonito e bem robusto. Entretanto, uma olhada mais detalhada revela pouco cuidado. Os plásticos rígidos não agradam ao toque e existem rebarbas aparentes. É possível até ver um parafuso de plástico sob o volante. Nas portas, há uma sensação de fragilidade. As bordas dos fossos dos vidros, por exemplo, têm pontas um tanto afiadas e podem até machucar.

Portanto, a evolução é inegável em diversos aspectos do Palio e o tornaram um carro muito mais agradável de dirigir e de se ter. Mas fica claro que o interior poderia ter sido melhor trabalhado. O problema é que poderia ficar bom demais. E isso poderia afetar as vendas do Uno – algo indesejável nos dias de hoje, já que é ao Uno que agora cabe a tarefa de tentar arrebatar do Gol a liderança do ranking nacional de vendas.

Ficha técnica - Fiat Palio Attractive 1.4

Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.368 cm³, com quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial.

Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.

Potência máxima: 88 cv e 85 cv 5.750 rpm com etanol e gasolina.

Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,2 segundos e 12,8 segundos com etanol e gasolina.

Velocidade máxima: 171 km/h e 173 km/h com gasolina e etanol.

Torque máximo: 12,5 kgfm e 12,4 kgfm a 3.500 rpm.

Diâmetro e curso: 72,0 mm X 84,0 mm. Taxa de compressão: 12,4:1.

Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção com rodas semi-independentes.

Pneus: 175/65 R14.

Freios: Dianteiros a disco sólidos e traseiros a tambor. Oferece ABS como opcional.

Carroceria: Hatchback em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,87 m de comprimento, 1,67 m de largura, 1,51 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. Airbags frontais como opcional.

Peso: 1.007 kg.

Capacidade do porta-malas: 280 litros.

Tanque de combustível: 48 litros.

Produção: Betim, Minas Gerais.

Lançamento: 2011.

Itens de série: Direção hidráulica, brake-light, comando interno de abertura do porta-malas e do reservatório de combustível, computador de bordo, , banco traseiro rebatível, alerta de limite de velocidade, travas elétricas, travamento automático em velocidades acima de 20 km/h, vidros elétricos dianteiros com onetouch, volante com regulagem de altura, faróis de neblina, chave canivete com telecomando.

Preço: R$ 34.290

Opcionais: Ar-condicionado, airbag duplo, ABS, rádio/CD/MP3/Bluetooth, sensor de chuva e de luminosidade, retrovisor interno eletrocrômico, vidros traseiros elétricos e volante multifuncional.

Preço completo: R$ 42.984.

Por Auto Press


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