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Avaliação NA – Fiat 500 Cult Dualogic 3 – Comportamento e consumo na cidade

Avaliação NA - Fiat 500 Cult Dualogic 3 - Comportamento e consumo na cidade

O motor 1.4 do Fiat 500, apesar de ter apenas 88 cavalos de potência, é suficiente para a maioria das situações quando andamos com ele na cidade. Como seu espaço interno é bem limitado, dificilmente será usado com quatro pessoas na cabine, o que facilita no desempenho.


É claro que com câmbio manual temos um melhor controle da performance do veículo, mas mesmo com o câmbio Dualogic não falta fôlego ao carrinho. Iremos entrar mais em detalhes a respeito do câmbio Dualogic logo adiante.

Falemos primeiro da suspensão do 500 Cult. A suspensão dele é dura, pra falar a verdade. Se trata de um carrinho alto, que não pode balançar muito nas curvas, e além disso ele tem pneus 185/55 R15, que não são um primor em conforto e altura lateral. O resultado é um carro que não agrada muito aos que priorizam o conforto no dia-a-dia. As imperfeições do piso são claramente passadas para os ocupantes, mesmo imperfeições pequenas.

Já o câmbio Dualogic continua sendo aquela incógnita: muitos ouvem apenas relatos ruins desse tipo de câmbio e outros, que nunca andaram em carros equipados com câmbio automatizado, ficam com muitas dúvidas. Pois bem, depois de usar um carro com esse câmbio por seis meses, acho que consigo falar com propriedade sobre suas qualidades e defeitos.


Primeiro que temos um comportamento bem distinto entre o funcionamento normal e o Sport, ou seja, aquele que temos quando acionamos a tecla com esse nome no painel. Quando o câmbio Dualogic está no modo normal, as trocas são um pouco lentas, e não esticam muito o motor, mesmo que você pise com vontade. Elas são feitas em pouco menos de 6.000 rotações, no caso específico do 500 Cult.

Existem alguns momentos em que o câmbio Dualogic fica indeciso. Como a segunda geração do equipamento, chamada de Dualogic Plus, ainda não foi implementada no Fiat 500, ainda temos alguns problemas. Quem gosta de trocas de marcha bem tranquilas, subindo de marcha bem cedo, em rotações baixas, não consegue esse tipo de condução com o Dualogic. Ele apenas aceita subir marcha em 2.500 rotações, às vezes um pouco menos que isso.

Em alguns momentos, a velocidade é alta demais para entrar a primeira marcha e você está em uma subida inclinada. Então o câmbio mantém aquela marcha, mesmo com a velocidade caindo e você irritando quem está atrás. Aí só se resolve o problema entrando com a primeira marcha manualmente, na alavanca.

Já quando usamos o Fiat 500 no modo Sport, as coisas mudam completamente. Não apenas com relação ao câmbio, mas o volante fica mais duro e as respostas do acelerador também são mais rápidas. Em alguns testes de aceleração que fizemos, vimos que as trocas de marcha são bem rápidas, eu diria que mais rápidas do que qualquer pessoa conseguiria fazer com um câmbio manual.

As marchas não mudam nesse modo, ou seja, mesmo que você estiver em uma descida, com o giro do motor quase no limite, o carro vai segurar naquela marcha. Isso é bom para usar como freio motor. Com o câmbio Dualogic no modo manual com o modo Sport do carro acionado, temos as respostas mais esportivas possíveis, o que dá mais prazer ao dirigir.

E o consumo? O Fiat 500 Dualogic marcou entre 9,5 e 10 km/l na cidade com gasolina e 6,8 km/l com álcool, sempre com ar-condicionado ligado. Mas vale lembrar que isso é em um carro relativamente pouco rodado, com 3.000 km.

 

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