Diferença entre potência e torque (2 exemplos práticos)

Diferença entre potência e torque (2 exemplos práticos)

Qual é a diferença entre potência e torque?

Na prática, o cavalo representa potência (medida em cavalo-vapor) e pode ser resumido como o principal responsável por fazer um carro ganhar velocidade.

Já o torque (medido em kgfm – quilograma força metro – em nosso País) pode ser entendido como o responsável por entregar força.

Tanto é que a potência costuma ser mais importante para automóveis, enquanto os caminhões, ônibus e demais utilitários demandam mais torque.

Bem, mesmo que você tenha pouquíssimo conhecimento sobre automóveis, provavelmente sabe que o motor de um veículo oferece dois principais rendimentos: cavalo e torque.

Veja também: como aumentar a potência do carro

O que é torque?

O conceito “torque” pode ser definido como à força produzida por corpos em rotação, como também a força que faz objetos virar. Como exemplo, no momento em que você usa uma chave de roda para apertar as porcas das rodas de um automóvel, você aplica uma determinada força para gira-la e, assim, apertar os componentes, criando um torque sobre eles.

Todavia, se esta porca não dispor de resistência ao movimento torcional, o resultado será torque zero. Já se a resistência for elevada, o torque também será maior.

Ele pode ser medido em libra-polegada ou libra-pé, além do Newton-metro seguindo o Sistema Internacional de Unidades SI. Como citado anteriormente, em nosso País o comum é o quilograma força metro (kgfm), que une uma unidade de força (quilograma força) e uma de comprimento (metro).

O torque abrange dois componentes: força e distância. A primeira é multiplicada para calcular a força aplicada, pela distância medida entre o ponto de aplicação e o centro do eixo de rotação.

Por isso você pode ter reparado que uma oficina mecânica utiliza chaves de dimensões avantajadas para apertar as porcas das rodas de um caminhão: quanto maior for o braço da chave, menor a força aplicada para atingir o torque necessário para apertar o parafuso.

No caso de um motor a combustão que equipa um automóvel, o torque é criado para girar o virabrequim (foto abaixo). Este componente é responsável justamente por transformar a energia gerada pela queima do combustível, que gera uma pressão no interior do cilindro da unidade, produzindo uma força sobre o pistão. Ele, por sua vez, utiliza a sua biela para levar movimento a uma manivela no virabrequim.

Diferença entre potência e torque (2 exemplos práticos)

O que é potência?

A potência, por sua vez, é a medida usada para especificar o tempo em que um trabalho é executado. Como exemplo, podemos imaginar dois automóveis, ambos com tanque de combustível de 55 litros e prontos para serem abastecidos em um posto.

A bomba do posto deverá abastece-los com gasolina em um certo tempo. Neste caso, a potência pode ser comparada com a velocidade em que a gasolina chegará até o tanque de combustível dos dois veículos, enquanto o torque aparece como a força que a bomba consegue enviar a gasolina até o tanque.

Esta medida representa o torque multiplicado pelas rotações do motor, exprimida em rotações por minuto (rpm), resultando na quantidade de energia gerada por uma unidade de tempo. No caso do motor de um automóvel, a potência é importante para especificar o desempenho entregue pelo conjunto – isso sem considerar outros fatores, como o peso do veículo, por exemplo.

A exemplo do torque, a potência é variável ao longo da faixa de rotações de trabalho do propulsor. Essas rotações aparecem de maneira crescente, atingindo um ápice e declinando – ou seja, ela não será crescente “para sempre”.

Ainda sobre isso, a potência e o torque máximos aparecem em rotações diferentes, como você pode conferir na ficha técnica do seu carro (um Toyota Corolla 2.0, por exemplo, entrega 154 cavalos de potência máxima a 5.800 rpm, enquanto o torque máximo de 20,7 kgfm aparece a 4.800 rpm).

Como isso funciona na prática?

Dados os termos técnicos, vamos à prática. Num veículo relativamente vazio, somente com o motorista a bordo e o tanque de combustível cheio, são necessários 100 cavalos de potência para manter uma velocidade de 60 km/h numa subida.

Por outro lado, este mesmo veículo com cinco pessoas a bordo, porta-malas lotado e igualmente com tanque de combustível cheio, irá carecer de uma dose extra de potência para manter os mesmos 60 km/h também em uma subida.

E é aí que a transmissão aparece. Ainda citando um exemplo fictício, o propulsor deste veículo entrega os 100 cavalos de potência a 3.500 rpm com o câmbio em 4ª marcha, o suficiente para que ele consiga subir apenas com o motorista e o tanque cheio.

Entretanto, com cinco pessoas a bordo, porta-malas cheio e tanque com gasolina “até o talo”, o motorista precisará reduzir para uma 3ª ou 2ª marcha para que a rotação do motor suba, o nível de potência também aumente e o automóvel consiga subir sem muitas complicações.

Diferença entre potência e torque (2 exemplos práticos)

Por que um motor turbo gera mais potência e torque?

Os motores turbo atuais são oriundos da era do downsizing. O novo hatch compacto Volkswagen Polo em suas versões topo de linha, por exemplo, é dotado de um 1.0 litro TSI (turbo) flex de três cilindros, que consegue desenvolver 128 cavalos de potência, a 5.500 rpm, e 20,4 kgfm de torque, a apenas 2.000 rpm.

Ou seja, números de potência e torque bem acima dos 1.0 litro aspirados e equiparáveis a de motores maiores.

Em suma, o turbocompressor utiliza os gases do sistema de escape como fonte de energia. Eles movem um rotor de turbina ligado a outro rotor através de um eixo (rotor do compressor), que recebe o ar atmosférico e o pressuriza para o motor.

Como resultado, há uma maior densidade de ar na câmara de combustão, melhorando a queima de combustível e provocando uma potência mais elevada. O torque também aumenta, resultando em arrancadas mais fortes.

O que significa um motor ser “elástico”?

Você provavelmente já deve ter lido o termo “elástico” em um teste ou comparativo de automóvel. Neste caso, quanto maior for a diferença entre a rotação que entrega o torque máximo e a rotação da potência máxima, maior será a “elasticidade” de um propulsor.

Devido a isso, o motorista consegue extrair um desempenho mais satisfatório do veículo, sem a necessidade de promover tantas trocas de marcha em retomadas, por exemplo.

Leonardo Andrade
Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

98 comentários em “Diferença entre potência e torque (2 exemplos práticos)”

    • Essa é uma das frases mais infelizes do mundo automotivo. Ela é válida em uma situação bem específica:quando dois motores têm potência máxima parecida o que tem mais torque gera maior desempenho por produzir mais potência em rotações mais baixas. Apesar disso ela induz ao erro conceitual de que torque é que gera desempenho. Esse conceito está completamente errado já que o desempenho do motor é determinado por quão rápido ele produz energia mecânica que será utilizada pelo veículo, ou seja, potência. O torque apenas determina a qual rotação ela será produzida.

      • isso mesmo. de fato, torque em baixa ganha em desempenho de rampa, ultrapassagem, aceleração… velocidade é a potência quem manda. E esta (a potencia), é apenas o produto torque x velocidade angular. Se torque ganhasse corrida motos e carros de corrida não teriam torque máximo á 1500 rpm e não a 8500 rpm

        • Errado!
          O que ganha desempenho em rampa ou ultrapassagem é a potência em baixa rotação (dado que as pessoas tem a irritante mania de tentar transpor rampas ou fazer ultrapassagem sem as reduções de marcha necessárias). O que te dá top speed é potência em alta rotação.

          Esqueça torque. O torque que sai dos motores é brutalmente modificado pelas relações de marcha. Mas especificamente, o torque que sai do motor é multiplicado pelas relações de marcha.

          Numa primeira 4:1, o torque que chega nas rodas é 4x superior ao que sai do motor. E por aí vai.
          O que mede a capacidade do seu automóvel de subir rápido uma ladeira, de retomar velocidade, de chegar em altas velocidades em pista reta é a potência do motor. Nada mais.
          Leia os comentários que deixei abaixo.

          • Bom, mas eu vi um teste, onde um motor de moto potente foi colocado em um uno, o motor tinha muitos cavalos, mas o torque era baixo em relação ao motor original do Uno. Isso deixava o uno fraco em subidas. Como relacionar isso?

      • Meio obvio, não?
        É igual querer colocar na pista um Up! TSI contra um Civic SI da 8º geração.
        A mensagem que essa frase de Carrol passa é um pouco além, não sei se você já leu toda a estória que esta ao seu entorno.
        Tanto que ela foi mencionada para a situação que todos os carros tem as potência similares (dentro de uma competição por exemplo, ou entre carros concorrentes).

        Mas enfim, é obvio quo os dois devem andar juntos, pois caso contrario, um caminhão aceleraria mais qualquer carro de F1.
        Eu nem perdi o tempo escrevendo mais, pois acho que quem acompanha um site automotivo deveria por obrigação saber profundamente o que é potência e torque.

        Agora os dois caminhando juntos é uma combinação perfeita.
        Dirija dois carros com a potência parecia, e com os torques bem diferentes que iremos conversar depois, e essa frase começa a fazer sentido.
        No futuro os elétricos irão quebrar esse conceito também.

        []s

        • Potência parecida? Torques diferentes? Em qual rotação?

          É bem curioso ver aqui o fato da potência ser divulgada em altas rotações (pois os picos de potência estão perto do limite de giros do motor) e os torques em médias rotações, as pessoas associam aplicações diferentes para as duas grandezas.

          Se os motores tem potência de PICO parecidas e torques diferentes em baixas e médias rotações, implica que o motor de maior torque, terá mais potência em baixa rotação. Logo, esse motor terá mais potência média ao longo da sua faixa útil e, portanto, será mais agradável de guiar.

          Basicamente, o motor mais agradável para se guiar em cidade, por motoristas que tem medo de alta rotação é um motor de maior potência em baixa e média rotação. Como os fabricantes não divulgam as curvas de potência, ou quando divulgam não o fazem numa escala padronizada que permita a comparação entre motores, temos a medida de torque como uma “pista” sobre qual motor é mais potente em baixa.

          Já para motoristas que não tem medo de levar o motor ao limite de rotações, o motor de maior performance será o motor com maior potência em alta rotação. Para alguém que não liga em reduzir a marcha e jogar a rotação para 5000 RPM para fazer uma ultrapassagem, por exemplo, ele terá performance maior no motor que oferecer mais potência em alta. Daí, na ausência da curva de potência do motor, ele olha para a potência de pico.

          A fala do Lucas, portanto, está perfeita. Torque máximo diz pouco, principalmente num conjunto mecânico em que você tem uma caixa de marchas que, por excelência, multiplica os torques.
          A grandeza física correta para medir a performance do carro em qualquer situação é a potência, que é a velocidade com que o motor produz energia mecânica.

          Se não tivéssemos como únicos dados de performance do motor a potência e o torque máximos, talvez não houvesse tanta confusão no tema.

          • “A grandeza física correta para medir a performance do carro em qualquer situação é a potência, que é a velocidade com que o motor produz energia mecânica.”
            Nem de longe é tão simples assim.

            Existem N outros parâmetros a serem analisados aqui.
            Câmbio (relação, velocidade de trocas, e afins), peso do carro, coeficiente aerodinâmico, e etc …
            Isso se for uma Drag Race.
            Se for um circuito os outros quesitos de dinâmica interferem ainda mais, como pneus, freios, suspensões, e afins.

            Um Civic SI atual no BR, tem 206 cv, e o antigo (G8) tem 192cv (acredito ser o carro mais brilhante de motor girador, que já teve aqui no BR).
            Ambos, ficam pra traz de um Passat TSI (que é maior e mais pesado) em Interlagos, e também numa Drag Race.
            Se for comparar com o Golf GTI então, é pior ainda… (veja os videos da Full Power Lap).

            Isso pode ser questão de gosto, querer ter a potência em alta rotação, e aqui é indiscutível.
            Agora numa arrancada, se o motor tiver uma curva de torque plana e longa, como a família TSI tem, fica complicado um motor girador concorrente fazer mais bonito.

            []s

            • Você não entendeu o que eu disse.

              Você ainda está pensando que potência = potência máxima, que é número divulgado na ficha técnica.

              Leia novamente minha mensagem e você verá que não “é simples assim”, mas mesmo assim, potência é o que importa.

              Abs

                • Charlis, não é questão de visão. É física. Sou professor de Física, não um curioso qualquer.

                  Na minha mensagem aqui nos comentários, postei um link que explica melhor ainda, com exemplos práticos. Sugiro a leitura.
                  Abs

                  • Respeito-te bastante, amigo.
                    Mas é questão de visão sim em alguns pontos…
                    Porém, como eu disse tem MUITOS, MUITOS outros parâmetros que não conseguimos discutir aqui teclando…
                    Você não entendeu um pequeno, gigante detalhe.
                    Estamos comparando carros com potências parecidas, e torques distintos.
                    Um exemplo que citaram embaixo: Golf TSI 140cv x Focus 2.0 178cv.
                    Dirija esses dois carros, e me fale se o torque do Golf não influencia em nada.
                    Veja todos os testes desses dois carros.
                    Compare também o Golf ou o Jetta 1.4 TSI, com um Civic 2.0 aspirado.
                    A diferença é MUITO grande, não é pouca.

                    • O Golf é mais potente em baixa rotação, amigo. Simples assim.

                      Se fosse uma questão apenas de torque, encurtar o câmbio do Focus ( o que ampliaria seu torque na roda), faria ele andar tanto ou mais do que o Golf.

                    • O Focus já tem câmbio de 6 marchas, assim como o Golf.
                      Alias, o câmbio do Focus perde-se menos energia, pois é de dupla embreagem.
                      O Golf ganhou todos os testes possíveis de acelerar em cima do Focus (Full Power Lap, acelerados, e afins).
                      E olha que Interlagos tem 2 retas bem longas, que não depende só de força em baixa.
                      E dirigindo os 2, é um abismo a diferença da força de ambos.
                      Enfim, teoria é uma coisa, prática é outra.

                      Poderia te listar mais N exemplos nesse sentido por aqui, mas acho que não se faz necessário.

                    • Chalis,
                      Repito: o Golf anda mais pois é mais potente em baixa rotação. Por isso, sua potência média é maior.
                      Como não temos em mãos a curva de potência do Golf temos o torque como único sinal de que ele é mais POTENTE do que o Focus em baixas e médias rotações.

                      Se fosse uma questão de valor de
                      torque apenas, um câmbio mais curto no Focus faria com que ele andasse na frente. É isso não acontece. Qualquer câmbio que você colocar no Focus, seja curto ou longo, fará com que ele ande menos do que o Golf pois o Golf, fora da rotação de pico, é mais potente do que o Focus. Lembrando: o câmbio é um multiplicador de torque. Coloque uma primeira marcha de relação 10:1 e o torque q chega na roda é multiplicado por 10.
                      Isso faz com que um carro ande mais? NÃO. POIS O QUANTO ELE ANDA E PRODUTO DA SUA POTÊNCIA

                      Acho que agora você está mais preocupado em sustentar seus argumentos do que entender os meus. Por isso está sendo repetitivo e mostra que não está lendo com atenção o que eu disse.

                      Você continua associando a POTÊNCIA com potência máxima e não está levando em consideração de que potência um carro menos potente no pico, pode ser mais potente em baixas e médias rotações. Que é o caso do Golf vs Focus.

                      Te indiquei para ler minha outra mensagem nesta notícia em que eu postei um Link que explica mais detalhadamente o que estou dizendo. Mas você não leu.

                      Daqui a um tempo, talvez você volte a pensar sobre isso e entenda o que estou dizendo. Repito: não é uma questão de opinião. É física.
                      Abraço.

                    • Por isso que eu detesto entrar neste nível de detalhes, em conversas virtuais, você que não está me entendendo, e está achando que eu quero ter razão.
                      Na verdade, eu estou simplificando mais a conversa,.

                      Primeiramente, você está pensando que eu não entendo este ponto: “Você continua associando a POTÊNCIA com potência máxima e não está levando em consideração de que potência um carro menos potente no pico”.

                      Se eu não entendesse esse ponto, eu não teria 3 carros turbos na garagem, rs.

                      Eis o maior motivo que eu estou comparando um motor downsized, sobre alimentado (o TSI 1.4), com um motor aspirado do Focus.
                      A partir de 4500 RPM o Golf já tem sua potência máxima atual que é de 150 cv.
                      Bem antes disso, na casa dos 1500 RPM o motor já trabalha no seu torque máximo que é na casa dos 25 kgfm.
                      O Focus vai entregar apenas 22 kgfm de torque na casa dos 4500 RPM, aonde o Golf já tem toda sua potencia e seu torque (há tempos).

                      Eu entendo que a potência é a medida existente para medir a força de um motor (trabalho / tempo), por isso deve ser analisado a curva de potência de toda as possíveis rotação do motor.

                      Mas o torque, no meu humilde entendimento, representa o poder de uma força para girar alguma coisa. No mundo automotivo, eu sempre associo o tanto de força que o motor vai utilizar para girar alguma coisa (virabrequim).
                      Sempre os motores com mais torque, vão ter a potência disponível de maneira mais planas, ou seja, motores mais elásticos.

                      Não podemos pensar que o câmbio resolveria isso, como você disse, de uma maneira tão simplória… pois o carro teria que ter 24 marchas igual uma bicicleta.
                      Quanto maior o torque do motor, menos ele vai depender do câmbio para ser rápido.
                      Obvio que é importante o casamento do motor x câmbio, até pensando em consumo e afins.

                      Antigamente eu associava torque a motores subquadrados, e potência (motor girador) nos motores superquadrados.
                      Agora com esses motores turbos atuais, os engenheiros conseguiram extrair o melhor dos mundos para ambas as situações.

                      Resumo, creio que estamos falando a mesma coisa.
                      Você, pode ser professor, de Física ainda, com certeza tem um entendimento anos luz do meu, e de uma maneira didática está me mostrando que eu estou falando errado…
                      Mas na pratica, estamos falando da curva de potência e torque.
                      E os motores atuais com bastante torque, geralmente essas curvas são mais planas.

                      []s

                    • Sim, entendo o que vc diz é agora você foi mais assertivo do que outrora.

                      Torque é o equivalente da força para o movimento de rotação. Podemos dizer q quanto mais torque chega na roda, mais capacidade de aceleração.

                      A potência é a rapidez com que o carro ganha energia.

                      Parece então que são a mesma coisa, pois acelerar é ganhar energia. Mas não é.

                      A potência leva em conta o torque e a velocidade, por isso, ela é mais “completa” por assim dizer.

                      Um motor de muito torque em baixíssima rotacao, tipo 2 RPM não serve para nada.
                      Queremos

                      Quando eu insisto na questão do câmbio pois ele é um multiplicador de torque. Alias, você sabia que o motor não tem torque para fazer o carro andar?
                      As marchas multiplicam o torque e o diferencial multiplica ainda mais.
                      Um carro q tem primeira com relação 4:1 e diferencial 4:1 tem uma multiplicação de torque de 16x na primeira marcha. O preço que você paga é uma velocidade 16 vezes menor do que a do motor.

                      Se sua quarta tem uma relação 1:1 e o diferencial 4:1, vai chegar na roda 4x o torque q sai do motor. Aqui você paga o preço de uma velocidade apenas 4 vezes menor do que a do motor.

                      Sabe o que fica constante??? Advinha!!!
                      A potência.

                      A potência q sai do motor, é a que chega nas rodas (aqui estou considerando um mundo ideal q não haja perdas por atrito. Elas existem,
                      Mas acontecem igualmente em todos os carros. Então não sou injusto com ninguém)

                      Por isso eu digo para desencanar com o torque. Se a performance do carro fosse uma questão de torque, câmbio resolveria o problema. Pois ele multiplica torque e reduz rotacao o tempo todo. O quanto ele multiplica o torque e reduz a rotacao é uma questão apenas de qual relação de marcha existe.

                      O que sai do motor e chega na roda é a potência.
                      Se você comparar a curva do GOLF com a do Focus verá que apesar do maior pico, a curva de potência do Golf supera a do Focus em quase todas as rotações. Provavelmente até os 4000 RPM o Golf entrega mais potência. E aí de nada adianta o Focus entregar mais em alta pois o Golf já abriu muito.

                      O problema é que não temos as curvas de potência acessíveis, e mesmo quando conseguimos, elas estão em escalas tão diferentes que é super difícil comparar.
                      Então meio que o torque vira nosso indicador de performance em baixas rotações, porque é o que temos na mão.
                      Não tá errado olhar para ele, pois um motor com mais torque em baixas rotações é necessariamente mais potente em baixas rotações.

                      Mas fisicamente falando, o que chega na roda para fazer o que você espera que seu carro faça é potência.

                      O legal do link q indiquei na minha própria mensagem deste post é que o autor compara dois motores bem diferentes em torque, mas proporcionalmente diferentes em rotacao de entrega de torque, de modo que a potência se mantenha constante. Tipo, dobro do torque mas metade da rotacao. Potência igual.
                      claro que os câmbios eram diferentes. Um era 2x mais curto.

                      No final das contas, eles andam igual. Afinal, são igualmente potentes.

                      Acho que é isso. Falei tudo que eu sabia. Hehehehe

            • Legal seu comentário. Vi um cavalheiro que adaptou um motor de moto em um uno, um motor com muitos cavalos (Tetracilíndrico também, se não me engano), não lembro quantos, mais tinha menos torque que o motor original do uninho. Para sair com o carro é necessário colocar o motor em alta rotação, pois a massa do uno é bem maior que a da moto, e nos morros o carro perde muita velocidade.

              • Eu lembro disso … se não me falhe a memoria era um motor de R1 4 cilindros, antes da versão Cross Plane…
                O Uno não ficou com um bom desempenho, exatamente pela falta de torque, para seu peso.
                Mas gritava feito um F-1, rs …

                Abrcs!

      • Leia a matéria publicada em Auto Entusiastas intitulada ” Carrol Shelby, a apologia do torque” e você notará que há sim uma lógica por trás dessa afirmação feita por Carroll Shelby (11/01/1923–10/05/2012), fundador da respeitada indústria automobilística Shelby American, que criou verdadeiras lendas do asfalto, como o Shelby Mustang e o Shelby Cobra nos anos 1960 e 70.

        Nela, o autor destrincha tecnicamente a questão e conclui reconstruindo a frase de Shelby da seguinte forma:

        “A frase de Carroll Shelby “potência vende carros e torque ganha corridas” deveria ser ” o pico de potência máxima vende carros e o torque nas rodas otimizado com as velocidades do veiculo ganha corridas”.

        E que seria o mesmo que dizer diretamente “peak power sells cars, high average power wins races”!

        São maneiras diferentes de dizer a mesma coisa, questão de semântica somente. A física ainda bem continua a mesma.

        Falando alto e em bom som, o que ganha corridas realmente é a maior potencia media que chega as rodas.”

    • Se torque ganhasse corridas, trator era velocista. Errada tua afirmação. O que importa pra determinar desempenho, sim, é a potência e a faixa em que ela é entregue.

          • Muito boa a explicação. Vou procurar o vídeo aqui do comparativo que eles discutem isso mesmo de potência e torque.

            Onde o golf arranca na frente pelos seus 25kgfm de torque contra os 21kgfm de torque do Focus.

            Porém, aos 140 km/h, o Focus alcança e ultrapassa o Golf.

            Uso como outro exemplo o Fluence GT, onde tem mais torque que o TSi do Jetta, mas não alcança o adversário em uma prova de desempenho.

            • O Golf, com mais torque em baixa rotação, tem mais potência em baixa rotação, por isso anda mais.
              Como nos não temos acesso à curva de potência dos motores, a medida do torque acaba sendo um indicativo do quão mais potente um motor é em relação ao outro, em baixas rotações.
              A “prova” de que torque não importa é pensar nas marchas:

              Imagine dois motores:

              A: 20kgfm a 2000 RPM
              B: 40kgfm a 2000 RPM.

              Imagine que o motor A está num câmbio cuja primeira marcha tem relação 2:1. O B, numa marcha 1:1.
              O torque que chega na roda, nos dois casos será de 40 kgfm, pois o motor A foi ajudado pela relação de marcha de 2:1
              Os dois carros andarão igual?
              Não! O B andará mais, pois produzir o dobro de torque na mesma rotacao que o outro motor me dá a “dica” de que ele tem o dobro da potência. Esse carro, com motor B andará bem mais em qualquer situação.

              A velocidade máxima de um carro é função da potência do seu motor. A rapidez com que ele ganha velocidade ( aceleracao) também está ligada com a potência do motor. A capacidade do carro de subir rápido uma ladeira carregado com ar ligado, também está ligado com a potência do motor.
              Com marchas, todo motor é capaz de fazer qualquer tipo de trabalho pesado. Eu posso colocar um motor 1,0 para puxar um ônibus biarticulado, carregado, numa ladeira. Terei que colocar uma marcha bem reduzida, mas ele sobe. A potência do motor, no entanto, vai fazer com que essa subida seja lenta. Para subir mais rápido, motor mais potente.
              O que queremos é potência, o tempo todo. Arrancar rápido do farol, subir rápido uma ladeira, atingir altas velocidades… Tudo isso é função da potência do motor.
              Se eu quero torque, é só reduzir a marcha!

              A discussão, na verdade, é muito simples. Mas o pessoal complica absurdos.

        • Avaliar desempenho por vídeos no Youtube é dose.
          Tem gente que meche no carro e diz que está original.
          O engraçado é que o Golf é superior em todas as provas de desempenho em relação ao Focus, medidos com equipamentos de precisão.
          Esses testes foram feitos por revistas especializadas com equipamentos de precisão e acelerando o carro no limite.
          Ai vem o Youtube.
          Em uns vídeos o Focus ganha e em outros o Golf ganha.
          Fico com os números pois eles não mentem.

          • Mas é sempre bom interpretar os dados. Nas medições da QR, por exemplo, o Golf chega aos 1000 metros em menos tempo que o Focus, mas com menor velocidade. Ou seja, em mais poucos metros o Focus provavelmente buscaria. E se não buscar, pelo menos reduz a vantagem.
            Isso deixa bem claro como o Golf deixa de abrir vantagem em altas velocidades.

    • A informação do torque é útil para saber como a potência é entregue. O tanto que o carro anda é definido sempre pela potência, independente de arrancada, final, retomada. A questão é, quanto mais torque disponível em uma rotação x, maior é a potência nessa rotação x. Ou seja, um motor com bom torque em baixa, tem boa potência em baixa.
      Ford Focus, por exemplo. A 2000 rpm pela curva de torque, tem aproximadamente 17,5 kgfm de torque. Isso produz, a 2000 rpm, 48 cavalos. Já o Golf TSI, as mesmas 2000 rpm tem 25,5 Kgfm de torque. Isso gera 71 cavalos a essa rotação.
      É daí que sai a vivacidade toda do Golf, devido à alta potência em baixas rotações.
      Pense que a curva de potência é escrava da curva de torque, só que multiplicada pela rotação.
      E é por esse mesmo motivo que quando você lê “máximo torque de 1500 a 4000 rpm” não é o que você sente ao acelerar. Isso significa que a partir de 1500 rpm a curva de potência subirá muito, mas não significa que de 1500 a 4000 você terá aceleração constante.
      Por outro lado, motores turbo não conseguem sustentar curvas de torque elevadas em rotações altas. Supondo que de 4500 a 5500 a curva de torque despenque, a rotação por outro lado sobe. Como a potência é o produto de ambos, é comum motores turbo terem um platô de potência. A queda de torque compensa o aumento de rotação e mantém a potência constante, vide Golf GTI. Torque constante de 1500 a 4000 rpm: potência cresce de maneira abrupta.
      Torque decadente de 4500 a 6000 rpm: potência constante nessa faixa de rotação.
      É algo muito simples, mas os sites não sabem como passar de maneira didática.
      Espero que tenha ajudado em algo heheh. Abraços.

      • Ótima explicação e alinhada com o pensamento de Carlos Meccia, editor de Auto Entusiastas que em 2014 publicou matéria intitulada “Carrol Shelby, a apologia do torque”. Nessa matéria o autor conclui a questão reconstruindo a frase de Shelby da seguinte forma:

        “A frase de Carroll Shelby “potência vende carros e torque ganha corridas” deveria ser ” o pico de potência máxima vende carros e o torque nas rodas otimizado com as velocidades do veiculo ganha corridas”.

        E que seria o mesmo que dizer diretamente “peak power sells cars, high average power wins races”!

        São maneiras diferentes de dizer a mesma coisa, questão de semântica somente. A física ainda bem continua a mesma.

        Falando alto e em bom som, o que ganha corridas realmente é a maior potencia media que chega as rodas.”

    • E complementando: no mesmo caso de Golf e Focus.
      A 6500 rpm o Focus tem 19,6 Kgfm de torque, o que gera 178 cv.
      Olhando a curva de torque/potência, o Golf 1.4 de 140 cv a 6500 rpm tem 125 cv e míseros 13,8 kgfm de torque – a turbina já não está pressurizando mais.
      Ou seja, um continua dependendo do outro independente da rotação. Não existe essa de, a partir de tal rotação potência, até outra torque.
      Sempre um ligado ao outro. Deve-se avaliar a curva de potência como um todo. Só assim para saber o comportamento de um motor.

      • Porém na pratica, o Golf 1.4 TSI leva o Focus em praticamente qualquer situação.
        Tem os famosos exemplos do programa do Acelerados, e também tem na Full Power Lap o Jetta 1.4 com Tiptronic, deixando longos 3s pra trás o Focus 2.0.
        Acredito que até de velocidade final, o Golf leva também.

        • Ah sim, mas aí já deve-se levar em conta diferença de peso, aerodinâmica, suspensão, transmissão.. mas em uma situação hipotética dos dois motores em um mesmo carro, o 2.0 teria mais final.

      • Você está comparando um 1.4 com potência inferior com um 2.0 , sendo que no dia a dia o 1.4 é mais rápido e ágil que o Focus aspirado. Ninguém em condições normais fica andando na cidade jogando o giro lá em cima. Mais uma prova que motores aspirados como o do Focus são motores ultrapassados. Tenho carros turbo desde 2011, e é nítida a supeioridade destes. E não uso a tal da gasolina podium.
        Comparar com um 2.0 turbo da 328 ou das MB amg, então É COVARDIA COM O FOCUS.

        • Mas poxa, uma 328 compra 2 Focus. Eu prefiro o Golf 1.4 sim, sem duvidas. Mas o motor do Focus, pra um 2-litros aspirado, é muito competente.
          Em retomadas de baixas e médias velocidades o Golf é muito mais esperto. Mas em uma retomada de 100-120 km/h eu já não vejo tanta diferença entre Golf e Focus não.
          Mas pra quem gosta de um motor girador, não tenho dúvidas de que o Duratec é mais prazeroso. O Golf morre em 6000 rpm.

  1. “Tanto é que a potência costuma ser mais importante para automóveis, enquanto os caminhões, ônibus e demais utilitários demandam mais torque.”

    Errado.
    Potência é a rapidez com que se transfere energia. Seja para uma aplicação de pouca carga alta velocidade ou alta carga com baixa velocidade você precisa da mesma coisa: transferir muita energia ( seja devido à carga ou velocidade ) em um curto intervalo de tempo.
    Ou seja, necessita-se de potência.

    Vale lembrar que torque e potência são medidas desenvolvidas em toda faixa de rotação do motor, desde a marcha lenta até a rotação máxima. Entretanto o torque tem seu valor máximo entregue em baixas e médias rotações. A potência, tem seu valor máximo entregue a altas rotações. Por isso, as pessoas associam um com arrancadas e retomadas. O outro, associam à velocidade. Isso é um erro.

    Para tudo, arrancar num farol, puxar um trailer morro acima ou andar a 200 km/H você precisa de potência.

    O torque é uma medida parente da potência, sim. A potência é proporcional ao produto torque*rotacao.
    Entretanto, o torque que chega nas rodas é fortemente alterado pelas relações de marcha e diferencial.
    Se o torque medisse a performance de um motor em fazer alguma coisa, um câmbio poderia fazer um carro andar mais rápido ou produzir acelerações médias maiores. Isso não é verdade. Em última instância, o que determina o que um carro é capaz de fazer é a potência do seu motor.
    Algumas aplicações de carga, pedem potência em baixas rotações. Outras, potência em alta. Mas … Potência.

  2. Simplificando. Torque vem do latin torquere que significa torcer. Qdo alguém torce um pano os riscos que se vê nele é o efeito do torque gerado nele. Torça um pano e vão ver o que é torque.

  3. Tem erros nos conceitos. Exemplo, nessa parte “quanto maior for a chave, menor será o torque necessário a ser aplicado pelo mecânico. Por outro lado, se a chave for menor, será exigido um torque maior.” O torque para apertar um parafuso independente do tamanho da chave. A chave maior é apenas para o mecânico aplicar o mesmo torque com menos força ou mais torque com a mesma força.

    Mas mesmo sem os erros, o texto é confuso e não ajuda o leigo.

    • As matérias da NA até começam bem, mas falham no desenvolvimento do descritivo, além de diversos conceitos equivocados.
      Não é somente confuso, mas falho.
      Naquela matéria sobre percentagem de etanol na gasolina podium foi uma chuva de bananada sem igual.
      Embaralhou conceitos, disseminou diversas informações equivocadas, e quem buscava esclarecimentos saiu ainda mais confuso.
      Não é a toa que a qualidade de comentários por aqui são bastantes pueris.
      Ainda teve um sujeitinho que veio falar merd@ de que a Podium é igual a qualquer outra gasolina.

  4. acho que elasticidade tem mais coisa dentro, de que adianta o torque e cv terem rotações distantes se o motor ta morto em outras, tendo o fire que tive como experiencia, motor nada elástico, abaixo de 2 mil rpm ta morto só barulho de caixa de ferramenta, o torque aparece ali em 2100 e vai até uns 3500 no máximo, depois só volta a berrar, mesmo eles tendo mais de 2 mil rpm de diferença entre o torque maximo e a cv máxima…
    a elasticidade do motor ta relacionada mais com a curva de torque e potencia do motor, por exemplo, o motor do sandero 1.6 8v tem uma curva de torque muito plana (quase uma mesa como nos turbo) isso torna ele meio sonso pra arrancadas pois você não sente um punch ja que é aspirado, mas ele é linear, continuo, em qualquer rotação que pisar ele tem força e “catapulta”
    enquanto no palio você pisa e o carro demora a responder pra deslanchar e depois de determinada rotação essa sensação para e ele só berra, ainda evolui na velocidade, mas com muito mais esforço
    entra ai também a sensação se o motor é áspero ou suave no acelerar

    • em meados dos anos 2000 havia um exemplo muito bom disso, o gol 1.0 16v com 76cv e o palio 1.3 8v com 71cv, quem só enxergava cavalaria pensava que o gol andava mais, mero engano… a diferença de torque era significativa para o porte dos carros, algo como 2kgfm a mais no palio, que ainda chegava em rotação mais baixa… tive um palio 1.3 desse e realmente ele andava bem na cidade, mesmo carregado e com ar ligado, porém tinha pouco fôlego na estrada… um amigo que tem um gol 1.0 16v dirigiu o meu palio por alguns momentos e disse que a diferença era grande, o gol precisava pisar muito mais e trabalhar bem a caixa para andar decentemente… também andei num novo palio 1.0 que tem alguns cv a mais e, sério, o velho palio 1.3 parecia um foguetinho perto do novo, os 1,7kgfm a mais de torque também fazem uma boa diferença aqui…

  5. Em outras palavras: Potência é a quantidade de energia gerada por um sistema.
    Torque é a quantidade de “transmissão” e “aproveitamento” dessa potência por um sistema acessório articulado.

  6. Só uma correção no texto, onde diz: “quanto maior for a chave, menor será o torque necessário a ser aplicado pelo mecânico. Por outro lado, se a chave for menor, será exigido um torque maior.” Substitua a palavra torque por força, pois, o torque necessário para girar o parafuso da roda é um só, daí quanto maior for a chave da roda (distância de aplicação da força ao eixo) menor será a força necessária para poder girar o parafuso.

  7. O artigo está bem confuso e com alguns errinhos de conceito. Estes são conceitos razoavelmente complexos para explicar para leigos e é bem difícil alguém acertar na mosca uma forma de demonstrar.
    De qualquer forma, costumo utilizar de uma “forçada de barra” para ficar mais claro.

    Torque é “força rotacional” ou “uma força que gira”. Em outras palavras, é o quanto de “força” está ali disponível na saída do motor em uma certa condição. Isto falando num instante de tempo. Imagina que fosse possível congelar o motor e medir quanta força tem na saida do motor naquele momento que você congelou.

    Potência é a “quantidade de força” que é aplicada num espaço de tempo (famoso Trabalho, na engenharia).
    Potência é função do Torque e da Rotação do motor (geralmente medida em Rotações por Minuto – olha o tempo em minutos sendo considerado aí).
    Ou seja, quanto maior o Torque numa certa rotação, maior também a potência.
    Imagine que fosse uma relação direta (fisicamente não é exatamente isto por conta das unidades mas estou facilitando para explicar o conceito): Potência = Torque x Rotação
    Se você comparar 2 motores à 1000 rpm, sendo que um desenvolve 10kgfm (famoso quilo de torque) e outro 20 kgfm, a potência do segundo seria maior pois teria 20000 unidades de potência contra 10000 do primeiro.

    Como a potência é em função da rotação, geralmente a potência máxima é encontrada próximo da rotação máxima do motor.

    Em resumo, um motor com bastante torque em rotações mais baixas gera consequentemente mais potência em rotações mais baixas e se torna mais agradável para o trânsito urbano, pois tem mais fôlego para acelerações e pede menos pedal de acelerador para manter a velocidade (isso se o motor estiver bem casado com as relações de marcha do câmbio, mas isso é papo pra outra vez).
    Um motor com potência máxima (próxima da rotação de corte do motor) mais alta indica que ele pode prover uma boa quantidade de força por tempo em situações de acelerações bruscas e velocidades mais altas (uma ultrapassagem, por exemplo) quando o motor geralmente estará nas rotações mais altas. O famoso termo “encher o motor” para facilitar o veículo desenvolver.

    Espero ter ajudado um pouco para facilitar o entendimento de conceitos não tão simples assim.

  8. Acho que a única montadora a focar mais no “marketing” do torque foi a VW com o Polo, isso não é nada comum, pois sempre a evidencia foi o CV.
    O que será mais importante em um carro depende muito do uso que você faz dele, no meu uso atual, 150CV não me diriam nada se só consigo utilizar no máximo uma 3ª marcha no transito caótico, mais torque me atenderia muito bem .Tenho um Corsa 1.4 com os alardeados CENTO E CINCO CAVALOS, mas sinto muita falta mesmo é de torque, principalmente quando abastecido com gasolina e com ar condicionado ligado, ele lembra muito um 1.0 nessas situações, já no etanol a coisa melhora um pouco.

  9. No meu entedimento de leigo: potência está mais relacionada a velocidade final, e torque a força que o motor tem para empurrar peso. E geralmente é preciso pensar qual a finalidade do motor, já que não há milagre. Por isso uma moto de mil cilindradas cúbicas pode ter mais potência que um carro com motor do mesmo volume, porque precisa entregar muito menos torque.

  10. Materia pouco didática heim! Um exemplo pratico é meu astrassauro 2.0L com 128cv e 19.6 kgfm anda mais q um new fiesta 1.6L com mesma potencia e torque de 16 kg , sendo q ambos tem quase o mesmo peso (aero, relação de transmissão, etc, são diferentes, eu sei..) :)

    • Pense em potência média. Esse alto torque em baixas rotações produz muito mais potência em baixos e médios regimes do que o fiesta. Eles se igualam no pico, mas a área em baixo da curva de potência do Astra é muito maior, o que faz ele acelerar mais.

  11. explicação simples da diferença entre torque e potência:

    -motor “torcudo”: imagine um espremedor de laranja… ele gira pouco (pouca potência), porém mesmo com a força que você faz sobre ele, ele continua girando com pouca ou quase nenhuma perda de rotação (muito torque)…

    -motor potente: imagine um ventilador de mesa… ele gira muito rápido (muita potência), mas você consegue pará-lo sem muito esforço com as próprias mãos (pouco torque)…

    um motor “torcudo” costuma ser mais agradável para o uso em cidade ou carregado, ao passo que motores mais potentes costumam ser mais agradáveis em estrada, desde que não tenham deficiência em torque (por ex civic 1.8 que, apesar de ser bastante potente, sofre em retomadas, tendo números piores que muitos carros 1.6)…

  12. Gostaria de uma explicação do porquê motores que entregam torque abaixo dos 3kRPM estarem sendo substituídos por motores que entregam acima dos 4kRPM. Um caso é o GM família 2, que tem pico de torque a 2400 e outro semelhante é o VW (acho que EA111 sendo substituído pelo EA211).

    • Porque isso se trata apenas do pico de torque. A 2500 rpm o EA211 deve ter uns 10% a menos de torque, mas em 6000 rpm ele tem muito mais torque – e por consequência potência – do que o EA111. A curva fica mais plana e menos “bicuda” em uma só faixa de rotações.

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