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Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

O Dodge Journey é um crossover da Fiat-Chrysler que resiste ao tempo da mesma forma, sem mudanças radicais de estilo e com uma vantagem, não tem sucessor imediato.

Tendo gerado inclusive um modelo para a Fiat, o Dodge Journey segue seu curso com futuro imprevisível, mas aliando conforto para sete, sofisticação e boa performance.


Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Feito exclusivamente no México, o Dodge Journey já tem 10 anos de mercado internacional, sendo um dos bons frutos nascidos da união entre Daimler e Chrysler no início da década passada.

Hoje, muito procurado como carro de segunda mão, por conta de seu preço atraente, o crossover de porte médio apareceu para centrar em si a proposta de diversos modelos anteriores.


Ao logo do tempo, mesmo com atualização visual, o Dodge Journey mantém seu DNA e, apesar dos muitos rumores, conseguiu manter-se em linha. A verdade é que no momento, não há o que colocar em seu lugar e isso para ele é um conforto.

Para a FCA, no entanto, é motivo de preocupação, pois o utilitário esportivo fica cada ano mais suscetível às exigências de segurança da NHTSA e IIHS.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Na última vez que foi testado, o Dodge Journey ganhou apenas 4 estrelas no NHTSA, que é a agência federal americana de segurança nas estradas. Isso foi com o modelo 2016 e de lá para cá, nenhum teste subsequente foi feito.

Na IIHS – que é um instituto independente das seguradoras americanas para as estradas – o crossover foi testado em 2015 e na revisão atual, 2018, é considerado “pobre” em impacto frontal e faróis, sendo que no primeiro, a coluna A ao lado do motorista foi dobrada com o impacto de 25% de contato frontal.

São resultados como esse que podem abreviar a vida do Dodge Journey.

Mas como ele nasceu? O que aconteceu com ele desde então? E seu “filho” da Fiat, por que não continuou? Estas e outras questões serão respondidas neste artigo sobre o crossover médio da marca americana.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

A história do Dodge Journey

Em 2007, a então DaimlerChrysler tinha quatro modelos das marcas Dodge e Chrysler com propostas diferentes e que inchavam o lineup dessas duas bandeiras do grupo teuto-americano.

A empresa tinha, entre os vários projetos, o desenvolvimento de um sedã esportivo, que seria a volta do modelo Avenger, descontinuado em 2000.

Sua plataforma era a chamada JS e era um desenvolvimento compartilhado com a japonesa Mitsubishi (GS). Ela geraria diversos modelos nas duas empresas, entre eles alguns famosos, como Lancer, ASX, Outlander, Compass, Patriot, Chrysler 200 e Sebring, entre outros (Peugeot e Citroën também).

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Aproveitando essa nova plataforma, o designer americano Ryan Nagode ficou a cargo do projeto do Avenger e do Sebring, mas ao mesmo tempo de outro produto, aquele que iria durar bem mais do que os demais projetos na Chrysler, o Dodge Journey. O projeto era internamente chamado de JC49 e se destinava a criar um crossover de porte médio que pudesse levar sete passageiros.

Assim, com tração dianteira nativa, o Dodge Journey manteve o entre-eixos do Dodge Caravan (versão curta do Grand Caravan) e um porte menor que o Chrysler Pacífica, que na época era mais um crossover do que uma minivan familiar. Ele foi apresentado no Salão de Frankfurt em 2007, mas como modelo 2009 para o mercado americano.

Na Auto China 2008, o Dodge Journey apareceu como JCUV, onde começou a ser feito em 2009, um ano após a produção mexicana. Também foi vendido na Rússia em 2013. Foi chamado também de Dodge JC no Japão.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Então, com 2,890 m de entre-eixos, o utilitário esportivo tinha originalmente 4,887 m de comprimento, 1,834 m de largura e 1,692 m de altura. Na versão R/T, porém, a altura do Dodge Journey é de 1,765 m. Dado o porte grande (médio para os americanos), o modelo entrega 167 litros no porta-malas com sete pessoas, 758 com cinco ocupantes e 1.461 litros com duas pessoas e duas fileiras deitadas.

Para vermos como o Dodge Journey pouco mudou desde o lançamento, o comprimento cresceu apenas 0,001 m. Na largura, ele ganhou alguns centímetros a mais com o abaulamento dos para-lamas, tendo agora 1,878 m. A altura sempre variou de acordo com a versão e se tinha ou não barras longitudinais no teto. O peso geral fica acima de 1.700 kg.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Design do Dodge Journey

Trevor Creed, reponsável por Estilo na Chrysler LLC, disse na época: “O Journey combina a arrojada atitude da marca Dodge com excelente versatilidade interior”. Ele acrescentou ainda: “É o veículo de tamanho certo para pessoas que desejam o prestígio de um SUV, mas precisam da funcionalidade e utilidade de uma minivan.”

Mesmo assim, o design no geral era sem ousadia e o Dodge Journey surgiu com um estilo bem contemporâneo e até sóbrio para sua proposta nos EUA, não abusando de linhas dramáticas ou tentando inovar em estilo.

A frente ainda é caracterizada por um conjunto ótico de grandes dimensões, sempre com faróis duplos e piscas integrados, nada sofisticado.

A grade do Dodge Journey é ampla e mantém a cruz cromada como no início, agora feita por frisos, mas que antigamente era formada por barras brilhantes, onde o carneiro montês ficava ao centro.

As linhas gerais são bem comportadas e até podemos ver alguma influência germânica nos traços de Nagode, tudo muito limpo e funcional, como Bauhaus exigia.

Há, por exemplo, apenas um vinco sobre as maçanetas e uma moldura inferior, integrada ao desenho do Dodge Journey, que cria uma saia sobre as rodas e a base das portas, passando a impressão de robustez às linhas.

O entre-eixos longo permitiu maior equilíbrio das linhas e do porte das entradas traseiras, assim como das vigias. Tudo no tamanho certo.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

As colunas D não são largas, mas a Chrysler não exigiu que fossem rentes demais às vigias, mantendo assim uma harmonia estética muito boa.

Na traseira, as lanternas eram grandes e cortadas pela tampa, mas pecam por deixar o conjunto traseiro do Dodge Journey com um aspecto mais pesado que o necessário. A vigia suavemente mais baixa que a linha de cintura, ajuda nas manobras.

O para-choque segue o estilo frontal, não exagerando demais nas linhas e ostentando devidamente duas saídas de escape, dependendo da versão. Já as rodas mudaram muito desde então, variando de aro 17 até 19 polegadas.

Para reduzir peso, o Dodge Journey tinha capô de alumínio, portas traseiras feitas em plástico composto e 33% da estrutura composta de aços de alta resistência.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Por dentro do Dodge Journey, no entanto, não se criou um ambiente totalmente harmonioso com o visto no exterior. O cluster era enorme e lembrava aqueles carros dos anos 80, dada as proporções da instrumentação analógica e simples.

Haviam dois displays digitais para computador de bordo e indicador de marchas. Já o console central era um retângulo vertical sem qualquer integração visual com o restante do conjunto.

Dependendo da versão, um ar-condicionado digital tri zone (sim, havia esse luxo para as demais fileiras) se fazia presente, sempre com grafismos verdes. O mesmo se apresentava no cluster e também no sistema de áudio, tipo 2DIN e simplesmente anexado ao conjunto.

O porta-luvas do Dodge Journey era duplo, com um menor acima, enquanto a alavanca de transmissão era inclinada para baixo, sendo o seletor do tipo escada, como da parceira Mercedes-Benz.

O volante era simples e não tinha comandos na superfície, sendo que o piloto automático ficava na coluna de direção. Onde seria um botão de partida, por exemplo, ficava o seletor de tração com 4 modos.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Versatilidade

Na época, Steven Landry, responsável por Vendas, Marketing e Serviço na Chrysler LLC, disse: “Com sua combinação única de versatilidade, estilo jovem e arrojado, o Dodge Journey proporciona segurança, qualidade e confiabilidade.”

Ele completou: “ O veículo mescla inovadora tecnologia, características de entretenimento e utilidade de armazenamento, com uma arrojada atitude Dodge.”

No caso do armazenamento, ele se referia ao Flip ’N Stow, que possibilita colocar objetos sob assento dianteiro, levantando em sistema semelhante ao empregado pelos Jeep Compass e Renegade, além da Fiat Toro.

Dois porta-objetos com capacidade para armazenar 12 latas de 330 ml ficam localizados atrás da primeira fileira, sob o assoalho, e com acesso para quem vai atrás.

Esses compartimentos são removíveis e laváveis. Na terceira fileira, o sistema Tilt ’N Slide permite aos assentos dobrar para cima para facilitar o acesso ao espaço.

A modularidade sempre foi uma causa defendida pelo projeto do Dodge Journey, um veículo que é essencialmente familiar e feito para viagens longas.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Os bancos do Dodge Journey possuem ajustes de encosto e distância, que permitem diversas posições para os ocupantes, tornando o ambiente mais aconchegante e confortável para enfrentar viagens longas ou mesmo o dia a dia.

O tecido YES Essentials dos bancos foi desenvolvido para evitar manchas, odores e ácaros. O ambiente ainda vinha com luzes de LED e lanterna de LED para emergências.

Havia opção de assentos elevados para crianças grandes, terceira fileira rebatível e segunda fileira mais alta, chamada “teatro”. O Dodge Journey também tinha como opcional, um disco rígido para navegação e entretenimento.

Controle de climatização traseira e retrovisor interno convexo para observação dos filhos eram outros itens pagos à parte.

Na segurança, o Dodge Journey já vinha tão completo quanto agora, tendo airbags frontais, laterais e de cortina (até a terceira fileira), além de controles de tração, estabilidade e reboque, assistente de partida em rampa, assistente de frenagem de emergência, sistema anti-capotamento, monitor de pressão dos pneus, entre outros.

E estamos falando de 10 anos atrás…

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Dodge Journey ganha atualização em 2011

Em 2011, o Dodge Journey recebeu uma importante atualização visual. Por fora, o crossover ganhou uma nova grade com frisos duplos no lugar das barras, mas mantendo a cruz característica da marca.

Os faróis permaneceram do mesmo jeito, mas o para-choque teve suas linhas suavizadas e uma grade inferior com desenho completamente modificado.

Na traseira, as lanternas tiveram leve mudança nas lentes, mas no geral são as mesmas. Já o para-choque também ficou mais suavizado com contornos envolventes. As rodas de liga leve também foram redesenhadas.

No caso do interior, o Dodge Journey recebeu um novo painel, com linhas mais suaves e envolventes.

O conjunto ganhou cluster analógico com display digital na parte central e instrumentação de melhor visualização e aparência.

O console central recebeu multimídia Uconnect com tela de até 8,4 polegadas, dotada de sistema de navegação integrada, Bluetooth, SD Card, USB, DVD, CD, efeito Surround, entre outros. No entanto, atualmente não há Android Auto e nem Car Play. O sistema de som tem subwoofer e 368 watts.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Os comandos do ar-condicionado do Dodge Journey também foram atualizados, assim como o volante, multifuncional.

Perdeu-se o segundo porta-luvas, mas ganhou-se em design interior, compensando também pelo melhor acabamento em couro com forração em portas e assentos, inclusive com duas opções de tom no Brasil: bege ou preto. Os bancos ficaram mais anatômicos e envolventes.

No entretenimento, o Dodge Journey ganhou tela retrátil de nove polegadas na segunda fileira com dois fones de ouvido sem fio e controle remoto. Junto dela ficam os comandos de climatização das fileiras traseiras.

Por aqui, o modelo ganhou também motor V6 3.6 Pentastar e rodas aro 19 polegadas, teto solar elétrico, câmera de ré e banco do motorista com ajustes elétricos.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Por aqui, o Dodge Journey é vendido apenas na versão RT com preço sugerido de R$ 144.990, correspondendo a configuração descrita acima. Nos EUA, o crossover SE, SXT, Crossroad e GT.

A versão Crossroad do Dodge Journey tem um apelo mais aventureiro e inclui uma barra cromada envolvendo a entrada de ar inferior no para-choque. O GT tem uma proposta mais esportiva.

Lá, os preços começam em US$ 22.995 e estas versões possuem tração dianteira, mas há opção AWD para todas elas.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Motores e transmissões

Com motor e câmbio localizados em transversal, o Dodge Journey mantém uma estrutura aparentemente leve para seu porte, mas sempre contando com opção de ter tração nas quatro rodas, atualmente não oferecida no Brasil, mas muito popular nos EUA.

O fator preço é importante para o americano que não enfrenta neve ou condições que exijam esse tipo de distribuição de força.

O Dodge Journey foi bem eclético ao longo de sua duradoura carreira. O crossover teve propulsores de várias origens, entre elas alemã, italiana, japonesa e americana, naturalmente.

No começo, o crossover recebeu um novo motor de desenvolvimento conjunto com a Mitsubishi e Hyundai, sendo este batizado na Chrysler de World. Ele não é o mesmo que hoje equipa os carros da Jeep-Fiat no Brasil.

Feito pela Global Engine Alliance (GEA), o propulsor de alumínio entregava 173 cavalos e 22,8 kgfm. Com ele, havia também o EGF V6 3.3 da Chrysler, que entrega 238 cavalos e 32 kgfm, equipando a maioria das versões do Dodge Journey.

Para mercados de fora, a Chrysler liberou o V6 2.7 LH, que era um desenvolvimento do EGF.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Ele chegou ao Brasil, por exemplo, com apenas 185 cavalos e 26 kgfm, sempre com uma caixa de câmbio automática de seis marchas com o sistema Autostick.

Na Europa, um estranho motor entrou na gama do Dodge Journey, o diesel 2.0 TDI da Volkswagen, que entregava 140 cavalos e 31,5 kgfm. Ao contrário dos demais motores a gasolina, este tinha transmissão de dupla embreagem com seis marchas.

Esse câmbio, da alemã Getrag, deveria ser instalado em todas as versões do Dodge Journey, mas a fábrica nos EUA acabou sendo fechada e vendida porque as dificuldades financeiras já se faziam presentes no destino da Chrysler.

Após a atualização de 2011, os V6 2.7 e 3.5 foram retirados de serviço.

Em seu lugar, entrou o mais moderno Pentastar, já sob a Fiat-Chrysler. Com 283 cavalos e 35,9 kgfm, o propulsor era bem mais moderno que os anteriores.

O Dodge Journey ainda teve transmissão automática de 4 marchas e manual com 5. Caixas automáticas de 6 marchas, como Ultradrive 62 e Aisin também são usadas.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Fiat Freemont

Em 2011, quando houve a atualização do Dodge Journey, a FCA criou uma variante Fiat, o Freemont. Basicamente era o mesmo carro e igualmente feito em Toluca.

O que mudava era a grade, que mantinha as barras horizontais, mas com logo da marca italiana ao centro, subindo para o capô. Internamente, apenas as marcas correspondentes à Fiat.

O crossover tinha duas versões, sendo a mais completa com sete lugares, mas no Brasil, ambas tiveram o mesmo motor – agora Tigershark – 2.4 com 170 cavalos.

O V6 3.5 Pentastar não foi oferecido aqui por causa do Journey, mas na Europa ele estava presente, assim como os diesel Multijet 2.0 de 140 ou 170 cavalos, ambos com o mesmo torque: 35,7 kgfm.

Mais barato que o Dodge Journey, ele era mais simples e custava menos que o americano, mas a imagem de uma marca barata, aliada a versão simplificada do crossover da Chrysler, fez com que as vendas nunca fossem boas por aqui.

Veja uma reportagem completa somente sobre o Fiat Freemont.

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores

Futuro do Dodge Journey

Envolvido recentemente em um recall de 209 mil unidades de alguns modelos da FCA, o Dodge Journey tem futuro incerto.

Steve Beahm, presidente da divisão de veículos de passeio da FCA, disse em julho que tanto o crossover quanto a minivan Dodge Grand Caravan e o sedã Chrysler 300 podem não se encaixar no futuro das duas marcas americanas.

O foco da Dodge agora será o desempenho e isso significa investimentos em carros grandes, de tração traseira e com motores grandes, algo que não se encaixa com o perfil do Dodge Journey.

Dessa forma, muitos esperam para breve o fim do crossover, visto que a tentativa de vende-lo como um Fiat em certos lugares fracassou.

Também não dá para produzi-lo para o resto do mundo sem considerar o mercado americano. Outro fator que pesa muito sobre o produto é sua idade.

Com 10 anos de mercado, o Dodge Journey já deveria ter recebido uma nova geração…

Dodge Journey (Fiat Freemont): versões, modelos e motores
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Tibúrcio

    Tanto o Journey quanto a Freemont dos novos com as rodas aro 19, ainda chamam a atenção.
    Carro bonito e versátil. Pena consumir tanto…

    • UPTSI

      Elas tem quase o peso de dois UPs, não faz sentido querer que sejam econômicas.

      • Fernando Gabriel

        Pois é, quem compra um carro desse não pode reclamar de consumo, afinal ele agrega muito mais que um popular em espaço, conforto, conveniência, etc..

    • Phantasma

      Carros projetados nos EUA com foco no mercado local dificilmente serão econômicos

    • leitor

      Poderia ao menos fazer 11km/l na estrada. O que não é econômico. Mas 8 ou menos já é consumo alto mesmo.

  • Phantasma

    O que matou a versão Fiat foi o motor 2.4 fraco

    • Zé Mundico

      Não, o motor era perfeito. O que detonou o carro foi o câmbio de 4 marchas que não conversava com o motor, uma característica da Fiat.
      A Fiat ainda tentou colocar um câmbio com marchas mas aí já era tarde.

      • Dod

        O que matou MESMO foi a Fiat ter aumentado tanto o preço do Freemont que ele encostou no Journey SXT de entrada, que tinha, basicamente, o mesmo pacote do Freemont topo de linha. Quem morava em cidades onde havia concessionária Dodge não pensava duas vezes e ia no modelo original por uns trocados a mais e de quebra levava ainda um motor V6 mais adequado ao modelo.

  • Ricardo

    Agressivo, mais bonito que muitos SUVs atuais com cara de carros de mulher.

  • Thiago

    Sempre gostei dele, mas nunca tive por duas razões, basicamente: a péssima fama do sistema de freios, com problemas sucessivos (inclusive se não me engano recalls lá fora – e nada aqui); ausência de opção de tração integral até bem poucos anos atrás.

  • Christian Balzano

    Procurei por uma Freemont no mercado de usados. Me fez recusar o câmbio 4 marchas, pneus e freios com desgastes excessivos, péssimo consumo. E tive um Fiat 500 e a experiência de ter um carro “importado” da Fiat é não ter peças a disposição, ficar refém da importação via concessionária, pagar muito caro por isso. Deixa claro porque é fácil encontrar um carrão desses abaixo de 50 mil reais.

    • Incitatus

      Isso vale para todos os importados e nacionais com componentes importados.

    • Dod

      O Freemont ganhou o câmbio automático de 6 marchas, se eu não me engano, em 2013.

  • Zé Mundico

    Também já tinha lido que o projeto do Journey nasceu na época da fusão Daimler-Chrysler, o que explica suas linhas limpas e visual “alemão” até mesmo no painel, um primor de simplicidade e beleza.
    Mas a escola alemã também está presente na concepção da suspensão, firme e “no chão”.

  • Luis Burro

    Mas se ainda é produzido pq a Fiat descontinuou a sua versão?Era só colocar um valor atraente q podia tá dando trabalho pra concorrência!

    • Esquilo Tranquilo

      Fiat e Valor Atraente na mesma frase? kkk

    • Maycon Farias

      A matéria disse que as vendas do modelo da Fiat nunca foram boas, muito pelo contrário, foram ótimas, quando o Freemont tinha o CR-V como concorrente, teve um ano que o modelo da Fiat vende cerca de 12 mil unidades em um ano, o modelo da Honda também vendeu com uma fração de unidades a menos. Me recordo que havia cotas para muitos carros como o Fiesta e 500 que também venderam muito naquela época. As cotas foram diminuindo e cada vez menos carros vinham para cá. Depois a inflação descontrolada de preços teve inicio e muitos carros que vendiam bem naquela época perderam um grande volume de vendas.

  • Hugo Henrique Silva Lange

    tive uma RT 2010. O carro é sensacional para familia, tem conforto de aviao na estrda. infelizmente, o mais problema deste carro é a falta de mao de obra especializada, ate mesmo dentro da journey e fiat, ela tem sensor pra todo lado, levar na borracharia da medo. nao me arrependo, teria outra, mais nova.
    realmente, ela tem sim problema nos freios, troquei o disco 2 vezes em menos de 14 meses.
    motor e parte eletrica nunca me deixou na mao, e ja fez incriveis 9.3 na rodovia!

    • Lúcio Maia

      Tenho um até hoje, mesmo ano e mesma versão. O sistema de freio irrita profundamente, me aconselharam a trocar o cubo da roda…estou sem coragem….já troquei 3 vezes os discos. Estou com ele há 5 anos e acabei me acostumando a trepidação. Vou vender agora. Conforto e segurança são as palavras de ordem dele.

  • Andre Pestana

    Para quem tem um posto de gasolina pode vale a pena.

  • Marcus Vinicius

    Acredito que sua nova geração deverá ser uma Versão Dodge do Jeep Compass mas com capacidade para 7 pessoas !

  • Tiago Mascarenhas

    Quando foi lançado o Freemont a primeira coisa que pensei foi o declínio do “status x preço” que ele produziu frente aos consumidores que adquiriram o Journey. Não sei se por causa da profissão eu logo imaginei que essa atitude do grupo Fiat em trazer praticamente o mesmo carro por R$ 20 mil a menos e “nacionalizar” foi no mínimo uma prática de má-fé com o consumidor do Journey. Lembro que carro é representação de status e de camada social, principalmente no Brasil, inclusive porque o Jorney custava aproximadamente R$ 100k reais em 2010, preço aproximado de BMW e Mercedes, era encarado com um carro realmente de abastados e ai vem o mesmo grupo e traz uma versão “barata”.
    Lembro que não é o primeiro caso na industria de carros com a mesma genética, como foi o caso do Apollo e Verona, mas também lembro que ambos não pertenciam a mesma empresa.
    Pra mim foi um desrespeito absurdo fazerem isso e daria uma bela tese jurídica de indenização nos tribunais.

    • UPTSI

      A FIAT sempre montou a Freemont inferior a Journey, logo os 20k a menos são justificáveis. Não faz sentido seu comentário.

      • Tiago Mascarenhas

        O cerne da questão não é esse.
        Veja na ótica “status x preço” que a fiat destruiu de quem comprou o Journey.

        • Fernando Gabriel

          Para quem conhece os dois, sabe que: O Journey era superior e quem não podia ou não queria pagar por ele, tinha a opção do Freemont, não veja nada de errado nisso, são ninchos do mercado, quem pode pagar mais, levava Journey, quem não quer ou não pode, levava Freemont e o grupo vendia do mesmo jeito.

          • Tiago Mascarenhas

            Novamente, o cerne da questão não é esse, meu caro.
            Mas desisto de tentar explicar.
            Abraços.

            • jvfig

              Acho que não cabe essa questão, porque bem ou mal tratam-se de veículo designados diferentemente, por nomes diferentes, patentes diferentes etc.

              Caso pudesse-se fazer esse questionamento, teriam varios casos cabíveis como Golf x A3, Lancia delta x Fiat Bravo, Tiguan x Q3, etc.

              É comum fabricas do mesmo grupo compartilharem plataformas e itens

              • Tiago Mascarenhas

                Muitas diferenças nos exemplos que você deu.
                Além disso, volto a dizer, o cerne da questão não é esse.

        • Darth Peeka

          Não acho que isso seja verdade. Era muito claro que a Journey era a versão premium do carro, e a freemont uma opção mais acessivel. Não “canibalizou” o status da Journey. Era muito clara a diferença dos dois carros.

          O que o brasileiro parece ter dificuldade em entender é que quanto mais alto o padrão de um carro, mais acelerada é a depreciação, porque o custo da manutenção necessariamente acompanha o preço do veículo novo, e quanto mais itens de conforto e tecnologia, mais coisas para serem mantidas também.

          Antes de comprar um carro zero de 150.000, 200.000 o cara tem que pensar se além dos 150.000 ele também tem condições de absorver de boas uma perda na porta da concessionaria de uns 20.000 logo de cara.

          É item de luxo, não item básico. Óbvio que o mercado será diferente de um carro mais barato. É pra quem pode, não pra quem quer.

  • Alunak Oliva

    Um carro incrível uma pena ser tão caro no Brasil.

  • rodrigosr

    A incrível história do carro que não morre!
    Não sabia de sua origem ainda nos tempos de Daimler. Tá explicado seu design ainda ser leve e bonito.
    A reestilização do painel, já na fase FCA ficou bem ruim, nitidamente “Fiatzada”

  • Dod

    Se teve uma coisa em que a Fiat fez muito bem foi a melhora no Journey. O interior original era um desastre em acabamento. Inesquecível a versão com calotas que trouxeram pra cá em 2010, a SE.

  • leitor

    Como são quase a mesma coisa, a beleza de um é do outro. A questão é que a Fiat aqui fez uma versão inferior de um carro que não era uma estrela para os americanos. Ficou um carro caro e com características que comprometeram. Bebe demais, até com o GNV o consumo é alto, sem responder bem, além de um painel decepcionante.

  • sandro99

    Tive um Journey R/T 2012 acho que o motor era o pentastar de 283cv e 30 e poucos de torque, salvo engado. Fiquei com ele por 3 anos. Para uma proposta familiar era um carro interessante, com bastante espaço interno, CD central no teto (bem útil para as crianças em viagens longas), generoso porta malas, 7 lugares que até comportava adultos médios, “booster” acoplado ao banco traseiro, além de outros pontos positivos. Na questão de desempenho, embora o motor fosse forte, era um carro com quase 2 toneladas, então era um pouco lento na saída, mas não comprometia nas estradas e ultrapassagem (mas sempre pisando forte). Os pontos negativos na minha visão eram o consumo alto, os muitos barulhos interno com o passar dos anos (sempre tive a impressão que não era um carro que se adaptou a rodar em ruas com conservação ruim, desníveis e buracos). Ao longo dos 3 anos apresentou problemas de folga na direção, freios e ar condicionado (resolvidos em garantia), além de consumo excessivo de pneus dianteiros (combinação de carro pesado e tração dianteira, além de rodar com frequências em estradas). Custo de manutenção também não era baixo. Bem é isso e embora o carro tenha atendido bem a família, não o compraria novamente caso ainda estivesse em produção.

  • Moacir Soares Júnior

    Tenho um Dodge Journey 11/12 SXT há dez meses. Sou 3o dono e o carro está com 90 mil km. Já fiz várias viagens com ele e não tive nenhum problema até o momento. Logo que comprei fiz uma revisão com um mecânico de confiança. Gastei R$ 1.200 nesta revisão. Faço 7,5 km/l rodando aqui em Brasília o que acho adequado para o porte do carro. Na estrada fiz 9 km/l com 6 passageiros e muita bagagem rodando a 120 km/h com ar ligado. Acho o carro perfeito, potente, espaçoso e muito confortável. Pretendo ficar com ele muitos anos ainda. Paguei R$ 46.000 em Dez/2017.

    • Fernando Gabriel

      Excelente escolha, Moacir. Na sua região, quanto ficou o seguro dele?

      • Moacir Soares Júnior

        R$ 2.200,00 pela Tokio Marine. Tenho 41 anos e bônus classe 10.

  • Bruno Vasconcelos

    Por que chamar de CROSSOVER e não de SUV?? Que saco isso… vcs chamam HRV, Compass, Tiguan de Crossover ou SUV como todo mundo chama?? Por que diferenciar o Journey então se ele também tem altura de 19,7 do solo, maior que estes?? E todos de monobloco ao inves de Chassis que de fato definem um SUV?? Bom, chatisses a parte, a matéria foi otima e detalhada, parabens.

  • jvfig

    Freemont com Motor Diesel 2.0 Multijet e preço compatível venderia muitissimo bem, caso isso tivesse ocorrido provavelmente o Compass nem existiria no nosso mercado

  • Priscila Aguiar

    tenho a minha Journey 2010… amo!! de fato um bom carro. Pouquíssimas manutenções, muitos diferenciais internos, como cadeirinha de criança embutido, segundo porta-luvas, luz interna controlada no volante,vários porta-trecos, porta-malas com acessórios q facilitam nossa vida.

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