Fiat Sedãs

Fiat Linea: a história do sedan que existiu no Brasil de 2008 a 2016

Quando pensamos no Fiat Linea lembramos do sedan derivado de um hatch compacto que queria ser sedan médio.

A ambição da Fiat para o Linea era grande, competir com Honda Civic e Toyota Corolla, mas é como dizem, quanto mais alto, maior é a queda – e foi o que aconteceu com o finado Fiat Linea.


Fiat Linea: a história do sedan que existiu no Brasil de 2008 a 2016

Fiat Linea, o sedan do Punto

Apresentado ainda como conceito em 2006 durante o Salão do Automóvel de Istambul na Turquia, o Fiat Linea apostava na mesma plataforma do Fiat Punto com um design bem harmonioso.


Mesmo tendo um visual dianteiro próprio e independente do Punto, o Fiat Linea tinha um visual clássico e bem equilibrado. Com suas janelas na coluna A e C, ele passava a impressão de que o modelo era muito maior e mais longo do que realmente era.

Fiat Linea: a história do sedan que existiu no Brasil de 2008 a 2016

Os detalhes cromados da grade dianteira do Linea reforçavam a ideia de ser um sedan médio mais luxuoso, que aliás vinha para substituir o Marea.

Ele tinha perfil mais musculoso e elegante graças às caixas de roda mais ressaltadas e linhas mais limpas nas laterais. As maçanetas do Fiat Linea eram as mesmas usadas no hatch Punto, assim como os espelhos retrovisores que vinham apoiados na porta como no Fiat Punto e no Fiat 500.

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A traseira do Fiat Linea também tinha design limpo e sofisticado.

Com suas lanternas em formato amendoado e com uma risca cromada na base onde ficavam as luzes de ré e de indicação, o modelo mostrava que a Fiat tinha trabalhado e muito para conquistar o consumidor dos sedans médios.

Mas como veremos mais adiante, o Linea mirou no andar de cima mas acabou competindo mesmo com os sedans compactos mais simples, como Honda City e New Fiesta Sedan.

Linea com sabor turco

O modelo de produção do Fiat Linea foi apresentado na Turquia em 2007 com quatro opções de motorização.

A primeira delas foi o já conhecido nosso 1.4 Fire a gasolina, seguido pelo 1.3 MultiJet a diesel. Havia também a opção de motor 1.4 Turbo – o famoso motor T-Jet – com 120 cavalos e um motor 1.6 movido a diesel com 105 cavalos.

Por ter sido lançado primeiro no mercado turco, o Fiat Linea era feito inicialmente em regime CKD na Rússia para ser vendido no velho continente.

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Adoçante

Se no mercado do velho continente o Fiat Linea tinha opções de motores a diesel com diferentes potências, por aqui ficamos apenas com o motor 1.9 e o 1.4 T-Jet inicialmente, o que alegrou os ânimos, igual quando você começa uma dieta e acha que consegue trocar o açúcar pelo adoçante.

Mas a verdade era que mesmo com o motor mais potente, o Fiat Linea ainda não empolgava o mercado o tanto quanto a Fiat achou que iria, já que suas pretensões eram de concorrer com nomes de peso como Honda Civic e Toyota Corolla, além do Vectra.

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O primeiro de seu nome

Lançado no nosso mercado apenas um ano após sua apresentação oficial na Turquia, o Fiat Linea tinha todos os holofotes para si.

Ele chegou ao mercado com uma promessa de ser o primeiro sedan médio a emplacar da marca italiana, já que a Fiat já havia tentado isso com o Tempra e o Marea, anos antes, sem muito sucesso.

Outro detalhe da missão do Linea era de fazer a Fiat ser reconhecida por saber fazer carros de porte médio e grande, e perder um pouco o estigma de só ter carros compactos e baratos em sua gama.

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Um dos meios de explorar a grandeza do Linea foi colocá-lo em um filme de produção nacional com ambição internacional, chamado “Ensaio sobre a Cegueira”.

Mas como em quase toda aparição cinematográfica, o modelo ficou restrito a apenas algumas poucas cenas externas.

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Motorização inicial do Fiat Linea

Como já mencionado anteriormente, de início o Fiat Linea vinha com duas opções de motorização: 1.9 litro 16 válvulas com 132 cavalos quando abastecido com etanol e 130 cavalos com gasolina e 18,6 kgfm de torque com etanol e 18,1 kgfm.

O câmbio era o famigerado Dualogic automatizado de 5 velocidades, que sempre foi criticado pelos consumidores.

A outra opção de motorização, era o 1.4 litro da gasolina que rendia bons 152 cavalos e 21,1 kgfm. Para essa motorização o câmbio era sempre o manual de 5 marchas, dando foco na esportividade do conjunto.

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O Fiat Linea vinha sempre muito bem equipado, com vários itens de série para tentar fisgar os possíveis compradores de Toyota Corolla e Honda Civic, embora tivesse o mesmo interior do Fiat Punto, e isso fosse algo que desanimasse uma parte dos possíveis compradores.

Mesmo com seu amplo porta malas e seu razoável espaço interno o Linea amargava nas vendas, e quando ele ganhou sua primeira e última atualização de estilo em meados de 2014, a Fiat decidiu dar finalmente o braço a torcer e reposicionar o modelo para concorrer com modelos como Honda City e Ford New Fiesta Sedan.

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Mudança para o motor 1.8 E.torQ

Bem antes de ganhar seu primeiro retoque visual, o modelo deixa de oferecer o motor 1.9 litro para apostar num motor mais convencional, o 1.8 16 válvulas E. torQ, que é utilizado até hoje em modelos como Fiat Argo, Fiat Toro e Jeep Renegade, com algumas melhorias.

Com o novo motor associado ao câmbio automatizado de 5 velocidades, o Fiat Linea conseguiu um destaque maior, mas ainda assim alguns consumidores preferiam o modelo com o câmbio manual de 5 velocidades por conta da má fama do câmbio automatizado.

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Atualização de Stilo

Em meados de 2014, o Fiat Linea ganhou sua primeira e única atualização de estilo.

O novo design da grade frontal e da tampa do porta malas e para choques ficou a cargo da Fiat turca. O modelo ganhou um novo “sorriso metálico” com uma barra cromada na base do para choque dianteiro, como que simulando um sorriso.

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A grade do Fiat Linea agora contava com 3 filetes cromados que sustentavam o logo ao centro.

Novas rodas eram oferecidas também, que tinham um detalhe no mínimo interessante – ao invés de ter o logo da Fiat no centro, em algumas versões as rodas vinham apenas com a inscrição “Linea”, tentando desvincular a imagem do sedan à sua marca.

Isso dava a impressão de se tratar de uma roda de mercado paralelo, para algumas pessoas.

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Já na traseira, a placa saia do para choque e ia para a tampa do porta malas.

O nome “Linea” ganhava um novo grafismo e ficava agora numa barra cromada acima do porta placas.

E na base do para choque um falso difusor de ar, para disfarçar a saída da placa do para choque.

Novas rodas eram adicionadas para compor o conjunto, com novos desenhos e em alguns modelos, sem o logo Fiat, apenas com a inscrição Linea.

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Novo painel

No interior do Fiat Linea, a maior mudança, um novo e renovado painel – herdado do hatch Punto – com novos materiais, e com direito a combinação de tons diferentes para o couro: preto e bege ou preto e cinza.

Uma nova central multimídia era ofertada no modelo, chamada de UConnect, com 5 polegadas e sensível ao toque.

Como opcional, a central multimídia poderia ganhar o sistema de navegação por GPS.

Fim de linea

O Fiat Linea saiu de linha no mercado nacional em meados de 2016, junto com o Fiat Idea e o Fiat Bravo, hatch médio que também amargou em vendas.

Após 8 anos de mercado, a Fiat agora ficava sem um sedan médio/compacto para concorrer com Honda City, Volkswagen Voyage e Chevrolet Prisma/Cobalt.

Mas essa história ganharia um novo capítulo com a chegada do Fiat Cronos, derivado do Fiat Argo. E também de seu sucessor indireto, o Fiat Tipo na Europa.

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Cronos, o senhor do tempo

Se por um lado a Fiat não tinha mais um sedan médio, agora ela tinha um sedan mais moderno e com pretensões mais honestas.

O Fiat Cronos foi apresentado no primeiro trimestre deste ano, e divide a mesma plataforma do Argo: a MP1.

Com visual bem mais acertado e dinâmico do que o Fiat Linea, o Fiat Cronos herda do hatch Argo a boa posição de dirigir e a qualidade razoável para os materiais empregados no interior.

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Com design fortemente inspirado no Fiat Tipo europeu, o Cronos tem muito do DNA italiano, como suas lanternas traseiras, que lembram as que são utilizadas nos carros da Alfa Romeo e Maserati.

E por falar em DNA, a Fiat caprichou bem no painel da linha Cronos/Argo com materiais vindos de carros mais caros do Grupo FCA.

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As ofertas de motorização para o sedan ficam restritas ao 1.8 e o 1.3 litro FireFly com 109 cavalos e 14,2 kgfm de força usando etanol e 101 cavalos e 13,7 kgfm de torque.

Já para o motor 1.8 litro – mesmo motor utilizado na Fiat Toro e no Jeep Renegade – ele rende 139 cavalos com etanol, com 19,3 kgfm e 135 cavalos com gasolina, com 18,8 kgfm.

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O modelo tem ganho alguns comparativos e se tornado uma opção a se pensar para muitos compradores do segmento de sedans compactos.

E com ele a Fiat tem reassumido seu posto de sedan compacto entre os mais vendidos.

Tipo assim, um sedan

Mas se você achava que a Fiat havia desistido de ter um sedan médio, está enganado… em partes.

Explico:

Pelo menos no nosso mercado, a Fiat ainda não tem planos de ter um sedan médio para brigar com Toyota Corolla e Honda Civic, mas no restante da América Latina e em todo o continente europeu ela já tem um substituto ideal para o finado sedan Fiat Marea, o Fiat Tipo.

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Apresentado em 2015 ainda com o nome de Fiat Egea, o sedan médio conta com um bom espaço interno e uma gama variada de motores/câmbios.

Considerado um sedan médio, o novo Fiat Tipo ganhou notoriedade por alinhar bons materiais para o interior e bons motores – com opções flexíveis, a gasolina e diesel – e preços mais baixos que a média dos sedans à venda na Europa.

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O seu visual mais agressivo e elegante inspirou muito o nosso Argo/Cronos, com seus faróis mais largos e que avançam nas laterais.

Uma nova grade com detalhes cromados foi usada para dar mais requinte para o novo Tipo.

O capô conta com vincos bem delineados que desenham bem a dianteira do modelo.

Já na lateral, o Tipo tem linhas elegantes e um desenho clássico para um sedan da marca italiana.

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Já na traseira, o novo Tipo conta com lanternas que invadem as laterais da carroceria e contam com um design bem mais dinâmico e totalmente diferente do que estamos acostumados da gama Fiat.

Para o mercado nacional, a vinda do Tipo nas versões hatch e sedan seria de boa valia para representar a marca no segmento dos médios.

Com o novo Tipo a marca teria cacife suficiente para tentar algo contra Corolla e Civic, e ainda poderia sentir um gostinho no segmento dos hatches médios e disputar com Ford Focus, Volkswagen Golf e Chevrolet Cruze.

Por hora devemos ficar apenas com o Fiat Cronos, até que a marca decida se volta a investir no mercado de sedans médios.

Ficha técnica Fiat Linea 2016 – Essence 1.8 16v manual

MOTOR              

Tipo: 4 cilindros em linha

Disposição: dianteiro, transversal

Cilindrada: 1747 cm³

Alimentação: aspirado

Comando: fixo, SOHC 16V

Gasolina:

Potência: 130 cv a 5250 rpm

Torque: 18,4 kgfm a 4500 rpm

Etanol:

Potência: 132 cv a 5250 rpm

Torque: 18,9 kgfm

TRANSMISSÃO

Tipo: manual de 5 marchas

RELAÇÃO DE MARCHAS              

1ª           3,909:1

2ª           2,238:1

3ª           1,52:1

4ª           1,156:1

5ª           0,919:1

Ré          3,909:1

Diferencial: 3,867:1

DIMENSÕES EXTERNAS

Comprimento: 4,56 m

Largura: 1,73 m

Altura: 1,505 m

Entre eixos: 2,603 m

DIMENSÕES INTERNAS

Comprimento do cockpit: 1,65 m

Largura do cockpit dianteiro: 1,36 m

Largura do cockpit traseiro: 1,35 m

Espaço vertical dianteiro: 0,98 m

Espaço vertical traseiro: 0,88 m

Espaço para pernas dianteiro: 1,02 m

Espaço para pernas traseiro: 0,71 m

PESOS E CAPACIDADES

Peso em ordem de marcha: 1310 kg

Carga útil: 400 kg

Tanque de combustível: 60 litros

Porta-malas: 500 litros

DIANTEIRA        

Suspensão: independente, McPherson

Freios: disco ventilado

Diâmetro e espessura: 284 mm x mm

Rodas 15 polegadas

Pneus: 195/65 R15

TRASEIRA           

Suspensão: semi-independente, eixo de torção

Freios: disco sólido

Rodas: liga leve, 15 polegadas

Pneus: 195/65 R15

 

Ficha técnica Fiat Linea 2016 – Absolute 1.8 16v Dualogic

MOTOR              

Tipo: 4 cilindros em linha

Disposição: dianteiro, transversal

Cilindrada: 1747 cm³

Alimentação: aspirado

Comando: fixo, SOHC 16V

GASOLINA         

Potência: 130 cv a 5250 rpm

Torque: 18,4 kgfm a 4500 rpm

ETANOL              

Potência: 132 cv a 5250 rpm

Torque: 18,9 kgfm

TRANSMISSÃO

Tipo: automatizado seq. de 5 marchas

RELAÇÃO DE MARCHAS              

1ª           3,909:1

2ª           2,238:1

3ª           1,52:1

4ª           1,156:1

5ª           0,919:1

Ré          3,909:1

Diferencial: 3,867:1

DIMENSÕES EXTERNAS

Comprimento: 4,56 m

Largura: 1,73 m

Altura: 1,505 m

Entre eixos: 2,603 m

DIMENSÕES INTERNAS

Comprimento do cockpit: 1,65 m

Largura do cockpit dianteiro: 1,36 m

Largura do cockpit traseiro: 1,35 m

Espaço vertical dianteiro: 0,98 m

Espaço vertical traseiro: 0,88 m

Espaço para pernas dianteiro: 1,02 m

Espaço para pernas traseiro: 0,71 m

PESOS E CAPACIDADES

Peso em ordem de marcha: 1315 kg

Carga útil: 400 kg

Tanque de combustível: 60 litros

Porta-malas: 500 litros

CARROCERIA    

DIANTEIRA        

Suspensão: independente, McPherson

Freios: disco ventilado

Diâmetro e espessura:284 mm x mm

Rodas aro 16 polegadas

Pneus   205/55 R16

TRASEIRA           

Suspensão: semi-independente, eixo de torção

Freios: disco sólido

Rodas: liga leve, aro 16 polegadas

Pneus: 205/55 R16

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Nota média 5 de 2 votos

  • MügenFear

    Marea com todos os defeitos, foi um produto infinitamente superior e mais tecnológico na época e até hoje é objeto de desejo, principalmente de entusiastas.

    Já esse aí é um dos carros mais sem graça em todos os sentidos, já lançado. Não é a toa que sempre foi segunda ou terceira opção de muita gente.

    • catucadão

      marea foi um carro problemático e ruim de revenda.

      • MügenFear

        Marea foi um carro problemático por causa DA PRÓPRIA FIAT, mas PRINCIPALMENTE por causa do brasileiro que terminou de sepultar o carro.
        Nós não merecíamos o Marea, era muito carro pra pouco chupim que nem é o brasileiro.

        • Carlos Eduardo

          FATO.

        • ViniciusVS

          Muito carro onde?

          Hoje em dia temos modelos bem mais modernos que o Marea e que tem manutenção muito mais simples e robusta.

          • MügenFear

            Pra época, era um carro que não só falando do motor 5 cilindros num carro “acessível” ao público geral, os 2.4 tinham já acelerador eletrônico, bobina individual, comando variável, além dos airbags laterais, coisa que poucos carros ofereciam até como opcional, barra de proteção lateral, ar condicionado automático, ajuste de facho automático, enfim, foi um PUTA de um carro pro público mais errado possível.

            Eu sonho com um, mas achar uma Weekend em bom estado está difícil, justamente porque o brasileiro não sabe cuidar do que foge do comum.

            • catucadão

              sem essa de fivetech, o carro era ruim…. linea não é um carro ruim mais não pegou bem… a fiat vacila demais eu já vi como é um bloco do motor fiat é raspado para não atrapalhar o curso do virabrequim porque diâmetro é errado isso é trabalho mal feito… mais funciona até ai beleza eu não ligo mais tem gente que acha um absurdo…. mais que marea é ruim é… manutenção cara não tinha custo beneficio so comprava um que realmente gostava do carro para dar um role de final de semana mais não para o dia-a-dia… eu não ligo para essas coisas mais a maioria é assim por isso carro não virou.

              • MügenFear

                É ruim porque você não tem coragem de pegar um pra tentar manter. Eu não troquei em nenhum ainda porque 99% dos Marea que sobrou viraram sucata ambulante, e se algum desses me voltasse uma grana eu faria o motor de um deles do 0 sem problema algum.
                O motor é confiável se você cuidar dele. dá maneira que ele pede, que não é como “cuidar” de AP, Fiasa, Monzatech e afins, é um motor delicado pra pessoas que gostam e sabem cuidar.

                Novamente, não é carro pra maioria dos brasileiros, é um carro fresco sim, mas que a maioria dos problemas é culpa do relaxo dos “donos”.

                • catucadão

                  é realmente… ruim é Ap… é zetec… sigma entre outros, o bom é fivetech que nem 10 anos fico na Itália e aqui ficou porque já sabe brasil é brasil.

                  • Paulo Lustosa

                    Olha, o Fivetech era feito até uns anos atrás, mas como 2.4 turbodiesel de 200 cv nos Alfa Romeo

                • Daniel Pardo

                  E justamente ai que está o problema do Marea, ser um motor delicado, brasileiro não gosta de carros com muita frescura na manutenção, mesmo porque aqui no Brasil se paga caro por muito pouco então que pelo menos o carro tenha uma manutenção simples, barata, que se ache peças em qualquer esquina e que possa levar o carro do Rio Grande do Sul até o Acre no máximo trocando um pneu, não adianta, para comprar carros o brasileiro é super conservador e qualquer frescura a mais que tenha na mecânica do carro ele automaticamente vira “mico”.

            • Paulo Lustosa

              Ar condicionado automático o Vectra já tinha em 1997, e digital ainda por cima, coisa que o do Marea não era, e não tinha comando de válvulas variável não, tinha era coletor de admissão com geometria variável, igual ao que a GM fez no 1.8 16V Família I em 2003, e tinha só no 2.4 20V e no 1.8 16V.

  • Zé Mundico

    Como todo Fiat, padeceu do problema de ter um câmbio que não conversava bem com o motor, pelo menos na versão automática.
    Deve ser praga de mãe…..

    • afonso200

      automatizada

  • REDDINGTON

    Primeiro carro automático (??) que dirigi na vida, lá em 2009…

  • Ricardo

    FIAT é especialista em lançar carros que ficam pouco tempo no mercado.

    • birchip

      O que dizer então do Fiat Strada ? Produzido desde 1995 até hoje.
      E o Doblò ? Disponível no site da montadora e a venda desde 1997.

      • Fanjos

        “O que dizer então do Fiat Strada ? Produzido desde 1995 até hoje.”

        E no mesmo chassi…até hoje

      • Paulo Vítor

        Nesse segmento realmente ela não tem continuidade. Em menos de 20 anos tivemos Tempra, Marea, Linea e, agora, Chronos… sem dúvida prejudica a confiança do consumidor.

        • Dafomg

          Em menos de 20 anos não, porque o Tempra foi lançado em 1991. Em menos de 30 anos então.

          • Paulo Vítor

            o Tempra foi comercializado até 1999.

      • Jean Lehn

        Dobló é de 2001 não 1997

      • el punidor

        Realmente….o que dizer dessas m…?????

      • daneloi

        Errou nos 2 carros.
        A Strada foi lançada em 1998 como modelo 1999 e não em 1995(!). É surreal ainda seja o mesmo carro há 20 anos;
        A Doblò foi lançada em 2001, não em 1997.

      • Ricardo

        Dinossauros! Precisa de um meio termo!

      • Rodrigo

        A estrada surgiu em 1998. Em 1995 era a Fiorino. Em casa tivemos uma, Fiorino LX 1.6. Precisava de uma cela pra dirigir, de tanto que pulava.

      • Cleidson

        Doblò está à venda desde 2001 no Brasil.

    • Emanuel Schott

      As outras mudam tudo tambem, mas mantém o nome.

      VW é especialista nisso. O nome Gol por exemplo tem praticamente 40 anos, mas o carro é de 2007. O Pólo atual não tem absolutamente nada a ver com o modelo vendido até 2014. Golf, Voyage e Saveiro são todos carros diferentes com o mesmo nome de seus antepassados. Na Ford o Ka e o Fiesta não lembram em nada suas gerações antigas e a Chevrolet só trocou os nomes porque foi obrigada após a venda da Opel pra PSA.

      Chamar o Argo de “Pálio” ou “Punto” não iria mudar nada, seria basicamente um modelo novo do mesmo jeito.

      • Ricardo

        Mesmo assim, todas essas versões que citou ficaram muito mais tempo que vários carros da FIAT.

      • Christian Balzano

        Sim, você tem razão, porém tem um porém! rs

        O gol G5 quando foi lançado buscava inspiração no gol quadrado;
        O Polo mantém a terceira janela na coluna C desde os primórdios;
        O Golf mantém a coluna C grossa desde a primeira geração;
        Os GTI sempre teve banco xadrez, costuras e detalhes vermelhas;
        O Civic sempre se transformou, mas mantém uma identidade desde o início;

        Os carros mudam completamente geração, pós geração, mas nunca perdem suas identidades, nem que seja um mínimo detalhe. É como você viajasse no tempo, para o futuro ou passado e sem ninguém lhe dizer você saber que aquele carro é o Gol, Golf ou Civic. Entende?

        No caso da Fiat não, eles matam completamente o carro, matam o nome, matam sua identidade, sua geração, sua história. Fica na sucata, como um monte de Tipo, Tempra, Marea, Linea, Punto, Bravo, Brava e muito brevemente o Cronos.

  • Sergio sempre Primeira

    Ao menos o contagiro foi p direita no painel, como nos carros dos anos 90 e 2000, praticamente em cima do acelerador. Não gosto do contagiro na esquerda e o velocímetro na direita.

    • Christian Balzano

      é gosto, eu prefiro o inverso.

    • FREDRED

      Bela observação, também não gosto do rpm do lado esquerdo, mantém a visão para o centro do carro, se não me engano, os finados Palio dos último eram assim.

  • Maycon Farias

    Adoro essa carro. Aquela versão sublime é linda. Pena mesmo que saiu.

  • Louis

    Bem mais bonito que o Grand Siena

  • Chris

    Particularmente acho o Linea bonito até hoje, mas a Fiat insistir no cambio automatizado, acredito que dificilmente iria pra frente, e agora no cronos, poderia vender bem mais oferecendo o cambio at no motor 1.3.

  • Luccas Villela

    Acho o Linea um lindo carro e tenho MUITA curiosidade no motor 1.9, que não duvido que seja bem melhor que o etorq 1.8.

    • Pedrov154

      É uma cilindrada bem rara, pelo menos por aqui, assim como a 1.7.

      • daneloi

        Podemos incluir ainda o ETorQ “1.8” que na verdade é um 1.75 L

    • daneloi

      Vem do antigo 1.6 esticado. Ao virar 1.9 perdeu uma das suas principais características que era ser “girador”

      • Luccas Villela

        Sim… Mas, ainda creio que fosse melhor que o eTorq 1.8 dos principios… Minha mãe já teve uma Weekend com o 1.6 16v de 106cv e o carro era delícia!

  • ocampi

    Tive um Marea 2.4 HLX e depois um Linea T-JET. O Linea sem dúvida era bem econômco. O Marea dava medo de passar no posto, mas andava muito bem.

  • Fábio A.

    A Fiat errou com o Linea ao tentar mirar os médios como Vectra, Focus, Corolla e Civic. Sequer se deu ao trabalho de colocar um câmbio automático decente, que por sinal deveria também oferecer um T-JET automático. Mais uma vez a Fiat se esforçou para “micar” um produto.

    • Filipe Augustus

      Um erro terrível de estratégia, se ela tivesse colocado as versões de entrada com o 1.616V com opção de um cambio automático de verdade, para competir com o City, Cobalt, Polo sedan entre outros, ele seria um dos melhores do seguimento, colocasse uma versão Sporting com aquele 1.4 Tjet e um 2.016V automático numa versão topo bem caprichada, ele teria atirado para os dois lados e teria públicos em várias faixas de preço!

  • Christian Balzano

    Sedã que por ganância da Fiat se posicionou em patamar errado, querendo sempre concorrer com Civic e Corolla com plataforma de Punto e câmbio automatizado. Se tivessem colocado preços de City e Cerato na época, além de um câmbio automático tradicional, com certeza seria um sucesso de vendas. Como fizeram com o Cronos hoje que é praticamente o mesmo carro, quase a mesma plataforma com as mesmas dimensões e o mesmo motor 1.8 e-torq, porém abaixo do Civic/Corolla.

  • Jean Lehn

    ótimo carro porém não era um Marea nem um Siena e era vendido a preço de Marea , enfim mais um tiro no pé da Dona Fiat!

  • Pedrov154

    A Fiat é louca. Queria ameaçar Corolla e Civic com um sedan compacto, com interior de compacto e câmbio automatizado? Era óbvio que isso não daria certo.

    Agora, curioso, nunca mais vi um motor 1.9 ou um 1.7 no Brasil.

    • Eng Turbo

      O curioso é que esse motor 1.9 nada mais era do que o 1.6 16V do Palio. Abriram os cilindros ate 1.9!!! Isso causava torção do bloco e consumo de óleo, alem de Blow-by elevado.

      • Pedrov154

        É o 1.6 E-torQ ou um 1.6 mais antigo que vinha nos Palios G1?

        • No_Name

          Baseado nesse do Palio de primeira geração.

        • Eng Turbo

          1.6 antigo, de 1996

      • CharlesAle

        E creio, esses defeitos eram de conhecimento da Fiat, mas lançam assim mesmo. Impressiona o mal caratismo..

  • Walber Assis

    esse cambio matou esse carro…

  • zekinha71

    Esse Punto sedã colocaram pra brigar com Corolla, Civic, Astrão e cia, agora virou Palio sedã pra brigar com Voyage e cia.

    Que venham as pedras.

    • Elizangela Oliveira

      Embora a matéria o coloque como concorrente de sedãs pequenos, a Fiat sempre considerou os médios como adversários, e talvez tenha sido seu maior erro.

  • Marcus Vinicius

    a fiat esqueceu de colocar o câmbio automático no Linea para poder competir com Honda Civic e Toyota Corolla no Brasil talvez o modelo fabricado na turquia e vendido em toda Europa tivesse esse câmbio !

  • Gio

    Hoje parecem óbvios o motivo de não ter dado certo.
    Mas quem acompanhou o mercado na época se lembra de como a FIAT se esforçava para justificar que ele não era um Punto Sedan e que tinha condições de brigar com Civic, Corolla, Vectra, Megane e etc..

    • Mr. On The Road 77

      Lembro bem. A discussão sempre citava que quando ganhasse o motor E-Torq Multiair ninguém segurava o Linea..

  • HugoCT

    Eu acho o Linea até hoje bonito, mais que seus concorrentes na época – minha opinião. Se tivesse At6 a história seria outra, não que seria um sucesso, mas não iria passar em brancas nuvens, como o comercial de seu antecessor Marea rs.

  • Bruno Gomes

    O que matou Linea e Bravo foi a ausência de um câmbio automático nos modelos. O Duologic veio como uma alternativa barata mas que a Fiat tentou a todo custo empurrar nos modelos mais caros. É óbvio que quem estava acostumado com AT jamais iria partir pra um automatizado com fama de tranqueiro. Poderiam muito bem ter investido na motorização dos carros e ofertar o câmbio que hoje equipa Argo/Cronos.
    Fora que se ofertassem a versão Blackmotion em ambos os modelos com o belíssimo teto panorâmico, motores recalibrados, multimídia e salada de letrinhas em versões únicas, é fato que reinariam no segmento.
    Acredito que assim como eu proprietário de um N Fiesta não trocaria o meu carro por um Ka, creio que quem tenha um Punto/Linea ou um Bravo nao partiria para o Argo/Cronos.

  • CanalhaRS

    Foi um bom carro, pena a Fiat querer vendê-lo como médio. Isso matou as chances dele.

  • Thiago André

    Se mantivessem com motor 1.6 e valores melhores o carro venderia bem. Bom espaço, boa mala. Faltou valores

  • Dod

    O Linea, se tivesse sido encarado como o que realmente era, um Punto com porta-malas maior, teria tido mais sucesso. Era um bom carro, apesar das falhas, como o motor 1.9 inicial e a insistência da marca naquele câmbio automatizado terrível.
    Mas a Fiat quis crescer o olho, foi soberba demais, e só conseguiu colocar mais um mico no mercado.

  • Ricardo Leite

    Um carro bonito com câmbio fraco e dimensões estranhas, muito longo 4,56m(O virtus tem 4,48m e o Cronos 4.36m) e estreito 1,73m. Fiat viajou em posicionar o Linea para concorrer com sedãs médios.

  • Natán Barreto

    Um dos carros mais bonitos da Fiat, mas é um mico como Marea e Tempra. Sendo que esses eram médios de verdade.
    O câmbio dualogic era um atentado contra o bom senso.

  • afonso200

    aquele motor 1.9 era tinhoso, dizem que vazava oleo direto, e tinha problema de injeção e TBI……o que matou esse carro é nao oferecer cambio automatico de verdade…..hoje o Cronos tem o 6AT, mas apenas na versao top , deveria ter em todas versoes o 6AT

    • CharlesAle

      E para trocar a correia dentada! da trabalho viu!…

  • Luís Gustavo de Barros

    Essa ideia de por o Linea no filme foi digna de dar uma sova de pau no diretor. O filme foi gravado aqui, mas a história se passava numa cidade americana… foi ridículo

  • João Senff

    Possuo um Fiat Linea Absolute 1.8 dualogic com o interior caramelo. Na época eu estava querendo um T-jet porem como foram feitos ate 2012 tive que abrir mão e como queria com o interior caramelo peguei o Absolute 2014. Quem fala mal do carro é pq nunca teve ou se teve não dava manutenção devida. Dirigir um dualogic é completamente diferente de um automático. Mas as pessoas querem dirigir como se fosse um automático ai da pau mesmo . o consumo é meio pirado no transito faz 5 km/l na estrada faz 14 km/l e na cidade no misto de vias rápidas e paradas 7.5 /l sempre no etanol. Preferi pegar ele doq um cobalt ou versa pois acho ele mais bonito . Não é um sedan médio mas entre os sedans compactos ele é referencia. E realmente não tem como comparar ele com os pequenos . Voyage Siena e etc… Era um carro que sempre quis ter pois sempre o achei bonito e hoje possuo e rodo muito com ele mas manutenção sempre em dia. Esta com 101 mil km … E zero de problemas apenas as manutenções preventivas .

  • REDDINGTON

    Discordo quando se fala que o Tempra não fez sucesso, fez sim, não só aqui como também na Itália, vendeu muito. Na minha cidade tinha muitos Tempras, várias pessoas trocaram seus Santanas, Monzas pelo Tempra. Eu achava lindo, se tivesse idade e dinheiro na época teria um, que era um sonho. Assim como eu sonhei ter um New Civic. Esse eu consegui ter rs rs.

    • Alexandro Vieira Lopes

      verdade, o tempra fez sucesso!
      parabéns pelo civic é o 1.5 turbo?

      • REDDINGTON

        Obrigado! Tive um New 2009, depois troquei em 2012 pelo EXS. Hoje tenho uma CRV pois a família cresceu, mas quero voltar pro Civic em breve, vai ser o Turbo sim.

        • Alexandro Vieira Lopes

          ai sim , estou com o virtus com painel digital, e estou adorando carro com turbo, na subida ele vai rapidinho!
          oxalá que em breve vc tenha o civic turbo!

          • REDDINGTON

            Valeu!!!

  • Juarez Veras

    Existiu?

  • marc west

    O Linea é mais bonito e elegante que o Cronos, em minha humilde opinião. O Tipo é bem bonito.

  • JCosta

    O carro é honesto, sem a pretensão de concorrer com Civc e Cia, mas faltou mesmo um câmbio automático de verdade, além de um sistema de navegação e multimídia decente.

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