Chevrolet Manutenção Matérias NA Minivans

Chevrolet Meriva – Defeitos e problemas

Chevrolet Meriva - Defeitos e problemas

A Chevrolet Meriva foi uma minivan compacta de origem Opel que a General Motors produziu em São Caetano do Sul entre os anos de 2003 e 2012, tendo sido um modelo bastante popular no mercado.


A Chevrolet Meriva chegou ao mercado nacional com duas opções de motores, sendo um 1.8 8V de 102 cavalos a 5.200 rpm com 16,8 kgfm a 2.800 rpm e outro 1.8 16V com 122 cavalos a 5.600 rpm e 17,3 kgfm a 3.600 rpm.

Com o tempo, apenas o 1.8 8V restou e este recebeu tecnologia flex e melhoramentos, o que elevou sua potência para 112 cavalos na gasolina e 114 cavalos no etanol, ambos a 5.600 rpm, enquanto o torque ficava em 17,7 kgfm a 2.800 rpm nos dois combustíveis.

Mais próximo do fim, a Chevrolet Meriva ganhou o motor Econo.Flex 1.4 8V de 99 cavalos na gasolina e 105 cavalos no etanol, obtidos a 6.000 rpm com 13,2/13,4 kgfm a 2.800 rpm, respectivamente com gasolina e álcool.


A Meriva nunca teve transmissão automática, embora a GM tivesse acesso à tecnologia. Diferente do passado, a marca apostou no automatizado Easytronic em 2008, mas com resultados nada bons.

Com 4,042 m de comprimento, 1,694 m de largura, 1,573 m de altura e 2,630 m de entre eixos, a Chevrolet Meriva tinha bom espaço interno e 390 litros no portas, oferecendo espaço para cinco pessoas.

Entre os defeitos e problemas, os donos de Meriva reclamam de barulhos na suspensão dianteira e também na traseira, problemas relacionados com o motor, ruídos de acabamento e, especialmente, do câmbio Easytronic.

Chevrolet Meriva – Defeitos e problemas

Chevrolet Meriva - Defeitos e problemas

O Chevrolet Meriva era uma minivan apreciada pelo custo-benefício de uma marca já consolidada no Brasil e com assistência estabelecida em todo o país.

Contudo, o monovolume de bom espaço interno e porta-malas tem alguns problemas crônicos e também outros defeitos e problemas relatados pelos proprietários na internet.

Um dos itens que mais dos donos se queixam é da suspensão e não apenas dianteira, a traseira também é citada nos depoimentos.

Eles falam de barulhos no conjunto dianteiro e, em alguns casos, no traseiro também. Um dos donos falou que, com apenas 10 dias, já estava incomodado com ruídos vindos da dianteira.

Outros falam da baixa durabilidade de buchas da suspensão, especialmente na traseira, onde há um desgaste excessivo em alguns casos, obrigando a substituição do componentes, que geram barulho.

As bieletas do sistema de direção, assim como os pivôs também são relatados como motivo de troca em quilometragem baixa. Um dos donos disse que ao retirar o carro da revenda, teve que voltar no mesmo dia para substituição.

Outros apontaram trocas abaixo de 60.000 km. Também há relatos de quebra de coxim do motor abaixo de 100.000 km.

Ruídos também foram relatados no sistema de direção hidráulica, quando se gira de batente a batente.

Aceleração interrompida

Chevrolet Meriva - Defeitos e problemas

Outras reclamações são relativas ao acelerador eletrônico, que daria defeito durante a elevação da rotação. Um proprietário detalhou que ao chegar aos 3.000 rpm, a rotação cai.

Ele citou a apresentação de códigos P1500 e P1550 de erro no sistema eletrônico de aceleração. Alguns donos acabaram trocando diversos componentes sem solucionar o problema.

Um deles chegou a trocar pedais, TBI, velas, cabos, bobina, sensor MAP e até o chicote elétrico, mas sem resolver o defeito na Chevrolet Meriva.

O problema geralmente ocorre no motor GM 1.8, inclusive com apontamentos similares em carros da Fiat. Outro dono disse que existe um kit de reparo do dispositivo de aceleração na rede Chevrolet e que este resolve o problema.

Problemas no motor

Chevrolet Meriva - Defeitos e problemas

Existem alguns defeitos e problemas relativos ao motor 1.8 da Chevrolet Meriva, relatados por proprietários do modelo.

Um dos mais comuns é a trinca da bobina de ignição do propulsor, que fica na extremidade oposta do motor, permitindo que haja fuga de corrente e, com isso, falhas no funcionamento do veículo.

Alguns donos chegaram a trocar velas e cabos pensando que o defeito era nestes componentes, mas tiveram que lidar com a bobina, tendo que substitui-la.

Outros donos falam que esse é um problema crônico desse propulsor da GM e que mesmo abaixo de 60.000 km, o defeito apareceu, quando não deveria existir.

Ainda assim, alguns apontaram falhas no funcionamento do motor em decorrência de velas e cabos com defeito, sendo a questão resolvida com a troca dos mesmos abaixo de 100.000 km.

Proprietários de algumas unidades da Meriva apontam também que outro defeito no sistema de ignição ocorre por conta dos conectores dos cabos de vela junto à bobina, que acabam se deteriorando por conta do calor.

No caso do sistema elétrico, alguns casos de panes elétricas da Meriva foram apontados pelos donos como sendo defeitos na caixa de fusíveis.

Esta, por sua posição próxima do para-brisa, estaria exposta à umidade e sujeira, comprometendo a durabilidade dos contatos dos fusíveis e sua possível falha, segundo alguns.

Um dos problemas decorrentes desse defeito é o desligamento do “eletro-ventilador” do radiador, que em alguns casos gerou elevação rápida da temperatura do motor.

Alguns donos chegaram a realizar a manutenção do próprio ventilador do motor, achando que o problema estava nele. Outro pensou ser o módulo da ECU, mas sem sucesso.

Ainda em relação ao sistema de arrefecimento, vazamento de água pela bomba d´água e tubulação plástica é outro defeito apontado por proprietários da Meriva.

Vazamentos de óleo pela tampa do comando de válvulas também aparecem registrados na internet.

No caso da transmissão manual de cinco marchas, alguns relatam ruídos nas trocas de marcha e alguns descobriam que há um desgaste excesso no pinhão, necessitando de abertura da caixa.

Outros falam também do ar condicionado com vazamento de gás pela tubulação de alumínio, que passa próximo do motor e sofre vibrações que acarretam em trincas no cano.

Câmbio Easytronic

Chevrolet Meriva - Defeitos e problemas

Na Chevrolet Meriva, um dos defeitos e problemas considerados crônicos é o câmbio automatizado Easytronic.

Disponível apenas no motor 1.8 Flex a partir de 2008, o dispositivo não durou muito por conta das reclamações, tendo sido usado também no Agile.

Vários donos reclamam da lentidão nas respostas e “burrice” na troca de marchas, inclusive fazendo-as em subidas, não reduzindo ou realizando isso em momento errado.

Fora o comportamento anormal, muitos falam em travamentos, impedindo o engate de marchas e imobilizando o veículo. Outros falam em impedimento de engate de algumas marchas, limitando a condução.

Alguns apontaram desgaste excessivo de platô e disco de embreagem com o sistema Easytronic, enquanto a maioria diz que a solução para o problema é uma atualização do software de controle do dispositivo.

Em Meriva Easytronic, poucos são os que não relatam problemas no sistema ou queixas em relação ao desempenho. Nunca houve um recall e o automatizado chegou a ganhar o apelido de “Easytranco”.

Este era outra das reclamações do automatizado, que apresentava trancos entre primeira e segunda marcha, causando incômodo nos donos e isso em carros bem novos, ainda na garantia.

Outros problemas

Chevrolet Meriva - Defeitos e problemas

Boa parte dos donos de Chevrolet Meriva reclamam de barulhos e ruídos internos, em especial no acabamento de portas e painel, bem como na tampa traseira, que salta em pisos irregulares, gerando desconforto.

Outros relatam que, com os vidros abertos pela metade, estes fazem barulhos como se estivessem soltos, dando a impressão de que vão cair.

Fora isso, a Meriva teve um recall relacionado com o tanque de combustível que, por ser metálico, estaria sujeito a rompimento de soldas, ocasionando possível vazamento de combustível.

Foram chamados 2.861 proprietários para a substituição do reservatório, algo que se deu logo no começo das vendas da minivan no país.

Chevrolet Meriva – Defeitos e problemas
Nota média 4 de 3 votos

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • João Senff

    Poucas pessoas sabem mas Meriva Idea Punto e Corsa são os mesmos carros de projeto.

    • Matafuego

      Na Europa, Corsa D, Meriva B e Punto sim (Idea não). A Meriva A vendida no Brasil deriva da plataforma do Corsa C. Punto e Idea brasileiros não usam a mesma plataforma dos projetos europeus.

      • Paulo Lustosa

        Idea não, mas Punto e Linea usaram a plataforma dos europeus com as bitolas do Stilo.

        • Mateus Pinheiro de Carvalho

          a plataforma de ambos é mistura de idea, palio e stilo

          • Paulo Lustosa

            Parte central da plataforma é original do SCCS do europeu, mas usa eixos da plataforma C do Stilo. Prova é que a bitola é mais larga e os modelos mais caros do Punto e todos os Linea possuem discos de freio ventilados nas quatro rodas e sofreram o mesmo recall de ponta de eixo que o Stilo sofreu.

        • Matafuego

          Creio que não. Lembro na época do lançamento do Punto que algumas publicações da área diziam que a plataforma do Punto brasileiro era derivada do Idea brasileiro, que por sua vez, foi desenvolvida no Brasil com alguns elementos da plataforma do Palio.

          Me parece fazer sentido, pois na época, GM e Fiat tinham um acordo – tanto que a Fiat usava o motor F1 1.8 da GM. Para reduzir custos, ambas poderiam ter usado a SCCS para fabricar Punto e Corsa D em conjunto por aqui.

          • Paulo Lustosa

            SCCS a Fiat fabrica hoje aqui no Brasil em forma de Renegade, Compass e Toro… mas os Puntos e Linea nacionais são sim SCCS com eixos do Fiat Stilo pra ter uma bitola mais larga que os europeus e poder ter freios a disco na traseira que nenhum carro com plataforma do Projeto 178 (Palio) suportam. Melhor forma de comparar é os dois carros com capô aberto e verificar o alinhamento da direção e pedais em relação aos bancos, que nos Punto e Linea são de forma correta, e no Idea e Palio não são corretos.

  • Robinho

    Nunca consegui gostar deste carro, ao contrario da Zafira…

    • Também sempre achei horrível.

  • Roberto Aliaga Rodrigues Filho

    Eu tenho uma Meriva easytronic 2008 , realmente dá um tranquinho da 1 para segunda, porem é questao de costume, com o tempo vc aprende a acelerar de um jeito a minimizar isso, no mais, carro super confortavel, espaçoso e com itens interessantes , bem completo mesmo, só tem um problema é alcoolatra

  • Geraldo Xavier

    Tubo d’água e conector do ventilador do radiador são problemas comuns na linha corsa e meriva e o conserto é barato. Trocar velas e cabos abaixo de 100.000 km não é defeito. Vazamentos de óleo pela tampa das válvulas não é defeito e não compromete em nada no funcionamento do motor. Quem não quiser conviver com aquela mancha de óleo perto da tampa é só trocar por uma tampa de metal.

    • Robson

      No meu Corsa tive problema no tubo dágua e troquei a junta da tampa de válvulas que é o suador de óleo clássico desses GM, isso depois de 100.000km. Que foi quando troquei embreagem que estava um pouco pesada já, bomba d´agua e válvula termostática de forma preventiva pois não tinham apresentado problemas ainda. Considero isso manutenções de rotina, únicos problemas efetivos que tive com o carro foi o compressor do ar condicionado que troquei com 80.000km em 2015 (o carro é 2008) e o radiador que precisei trocar esse ano já com 137.000km. No mais, é um carro bem robusto e mesmo a suspensão que considero um calcanhar de aquiles da linha Corsa/Meriva aguenta relativamente bem considerando a buraqueira por ai.

      • Geraldo Xavier

        Tive 2 corsa 2008. Hatch e sedan ambos premium 1.4.
        Em ambos tive que trocar o conector do ventilador do radiador e o tubo d’água no sedan já com 150.000 km. O sedan foi embora com 267.000 em 2016 e o hatch que era usado por minha esposa foi embora um pouco antes em 2014 com 70.000
        Em ambos nunca mexi no motor, embreagem, direção, caixa, vidros, travas e nem no ar condicionado. O sedan mais rodado ainda tinha gnv desde os 30.000 km.
        Suspensão no hatch foi embora original ainda e no sedan fiz 2 vezes com média de 110.000 cada troca de amortecedores

  • Gabriel M. Vieira

    Minha namorada tem uma “Melivra” Easytronic Premium 2010. Está com 110.000km rodados. É um carro bastante completo, até confortável. Mas o câmbio… ela já mandou arrumar umas 3x porque trava tudo.

  • Saraiva

    A 2ª geração na Europa é uma coisa linda

  • Janio Candido

    Esse era feio de doer, mas pelo menos tinha um Design arriscado, lembro logo quando saiu chamava atenção pelas linhas muito curvas em circunferência o preto era até bonitinho, mas essas cores prata e esse ouro light são muito aquelas tias concursadas da previdência social, o volante é desprezível e o painel parece um bacalhau android!

  • Marcelo Alves

    Meu pai teve uma Maxx 1.8 8V ano 2004/2005, era um bom carro, confortável, espaçoso e o motor dava conta. Na época tinha o problema de projeto da mangueira do Ar cond. que trincava com as vibrações do motor, esse problema aconteceu uns 6 meses após acabar a garantia de 1 ano, mas na época foi só ligar no 0800 da GM que eles autorizaram a troca em garantia e sem custo algum, então foi trocado pelo sistema de mangueiras novos que já não tinha mais esse problema.

    Meu pai ficou com ela até dezembro de 2006 e vendeu para uma pessoa da família, que ficou com ela mais uns bons anos sem ter problemas e depois vendeu.

  • Fabio Marquez

    Até onde se sabe a Meriva de primeira geração é um projeto da GM no Brasil que foi copiado pela Opel, não o contrário.

    • Deivid

      Exatamente! Vários erros e achismos na matéria

  • RicardoVW

    Os carros da Chevrolet dessa época tinham um acabamento interno muito ruim e feio!

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 13 anos. Saiba mais.

Notícias por email