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Usar piloto automático na estrada ajuda no consumo de combustível?

Usar piloto automático na estrada ajuda no consumo de combustível?

O que é e como funciona o piloto automático?

Conhecido também como controlador de velocidade de cruzeiro (ou cruise control, em inglês), o piloto automático permite que o motorista determine uma velocidade constante para que o veículo não ultrapasse este limite.

Toda a operação é realizada através de botões nas alavancas na coluna de direção (normalmente a do lado direito) ou ainda em comandos posicionados no próprio volante.

Ao acionar os botões, o piloto automático informa a velocidade do carro para uma central de comando eletrônico, sendo que esta repassa a informação para o atuador, que acelera ou desacelera o veículo para manter a velocidade constante, juntamente com a borboleta do acelerador.


Este sistema, além de proporcionar maior conforto ao motorista, já que ele elimina a necessidade de controlar o pedal do acelerador o tempo todo, consegue ainda evitar multas ao exceder o limite de velocidade da via, por exemplo.

O piloto automático pode ser desligado pelos próprios botões na alavanca ou volante ou ainda ao pisar firmemente no pedal de freio ou do acelerador.

Piloto automático realmente economiza combustível?

O piloto automático foi concebido para proporcionar o máximo de conforto ao motorista, ainda mais em viagens mais longas, e não para poupar combustível, já que a intenção do recurso é manter a velocidade constante independente das condições da via.

Para tal, há alguns recursos extras, como o start/stop, que consegue desligar o motor em paradas curtas, como em semáforos.

Sendo assim, dá para dizer que não, o piloto automático não diminui o consumo de combustível. Pode até mesmo acabar por aumentar o consumo.

Isso pois numa situação com subida mais íngreme, por exemplo, o sistema iria precisar aumentar a aceleração para tentar manter a velocidade pré-definida pelo motorista, elevando a rotação do motor e, consequentemente, aumentando o consumo do veículo.

Já com o piloto automático desativado e o motorista controlando o pedal do acelerador, ele irá conseguir aproveitar o embalo do automóvel para enfrentar o aclive sem tanto esforço.

Já em decidas, o piloto automático novamente manteria o motor em funcionamento para conseguir manter a velocidade constante. Com o sistema desativado, o condutor poderia tirar o pé do acelerador, provocando o corte da injeção e reduzindo a velocidade. Isso também provoca um aumento no consumo de combustível.

Por outro lado, caso você seja daquele tipo de condutor que tem o pé direito “pesado” demais, o piloto automático pode ser um grande aliado não só para otimizar o consumo e diminuir os gastos no posto de combustível, como também para evitar multas por excesso de velocidade.

Experiência de leitor indica consumo pior na estrada com piloto automático

Publicamos abaixo o texto do leitor Leonardo, que tem um Hyundai Azera e notou que o uso do piloto automático na estrada faz com que o consumo de seu carro seja maior, acompanhe:

Meu nome é Leonardo N. Carvalho, tenho 32 anos e atualmente (ainda) possuo um Hyundai Azera 3.3 V6, câmbio automático com seis marchas, ano 2010, modelo 2011, com 265cv (segundo a CAOA) embora eu desconfie deste dado.

Como é de conhecimento de todos, trata-se de um veículo bem gastador. Por esta razão, escrevo o presente texto, buscando apenas informar como atualmente tenho conseguido melhorar os consumos urbano e rodoviário, embora eu não seja nenhum expert no assunto.

Logo que adquiri o automóvel, há cerca de três anos, acabei assustado com o exagerado consumo, mesmo já tendo um prévio conhecimento. No dia a dia do intenso trânsito urbano, o consumo ficava entre 4 e 5km/l, e o rodoviário entre 8,0 e 9,0 km/l.

É claro que também contava o fato de ser uma novidade eu trafegar num veículo bem mais potente que meu automóvel anterior, um VW Polo hatch 1.6. Assim, acabava sempre pisando mais que o necessário, empolgado com a novidade.

Hoje em dia, no trânsito pesado de Goiânia, cidade onde moro, a média de consumo tem sido de 6 ~ 6,5 km/l. Quando não estou com pressa, chego a conseguir 7 km/l.

Em certa ocasião, trafegando na cidade de Brasília/DF, em meio de semana, consegui registrar 8,3 km/l. Para isso, tenho sempre trafegado com pneus devidamente calibrados, manutenção em dias e quase sempre com o ar condicionado ligado.

Talvez a explicação para essa melhora no consumo tenha sido, além da quilometragem estar maior, o fato de que quase sempre tenho me antecipado às situações do para e anda da cidade, evitando atrapalhar o motorista que vem atrás de mim e acelerando apenas o necessário até o próximo semáforo que vai fechar.

Observo sempre que quando estou em cerca de 60km/h numa via e o carro já embalado, o câmbio automático dele já fica em 6ª marcha, com cerca de 1000rpm, com o consumo instantâneo quase zerando em reta ou zerando quando pega uma leve descida.

Agora o que eu mais aprendi com este veículo, e que talvez sirva de exemplo aos companheiros deste blog, foi a economizar no consumo rodoviário.

Inicialmente passei a trafegar em rodovia no piloto automático. Colocava entre 120 e 140km/h, dependendo da rodovia e condições de tráfego, deixando o câmbio em “Drive”, e apenas ia controlando a aproximação com outros veículos.

Passei a perceber que sempre que pegava uma subida razoável, o câmbio ia pra quinta marcha, demorando a retornar pra sexta, elevando assim o consumo.

Como o Azera possui o modo sequencial na própria alavanca, passei a deixar desse modo, ou seja, na velocidade que eu desejo, ele sempre permanece em sexta marcha. Assim, somente quando é realmente necessário que eu reduzo pra quinta marcha e retorno pra sexta marcha logo que possível.

Comecei a observar posteriormente que nem sempre trafegar com o piloto automático era tão econômico assim, pois quando se está numa descida longa, o carro tende a ganhar velocidade, sendo que no piloto automático o veículo fica freando, sendo necessária maior aceleração na subida seguinte.

Passei portanto a deixar de viajar com piloto automático ligado, percebendo que o gasto com combustível diminuiu.

No entanto, ainda uso bastante o piloto automático, principalmente nas vias onde há muita fiscalização de velocidade (Rodovia Anhanguera por exemplo), sendo extremamente útil tal função nos automóveis, bem como é uma forma de se cansar menos na condução em longas viagens.

Finalmente acrescento que outro fator que muito ajuda em estrada na economia de combustível é dirigir com o pé direito descalço. A sensibilidade no pedal do acelerador é muito maior, fazendo com que se possa pressionar apenas o necessário para uma velocidade de cruzeiro.

Para quem nunca dirigiu assim, com o contato descalço com o acelerador dá para notar muito mais o motor, evitando gastos desnecessários.

Hoje, quando viajo em pistas duplas, sem trânsito pesado e com a velocidade média em cerca de 120km/h, consigo atingir até 12,5km/l, sendo óbvio que, quanto mais peso no automóvel e piores condições de tráfego, a média de consumo diminui consideravelmente.

Espero ter ajudado com estas dicas, esclarecendo novamente que estou bem longe de ser um expert neste assunto, e quem sabe com os comentários dos colegas eu consiga obter algumas dicas também importantes.

Em breve estarei trocando de automóvel e antes de vender este pretendo enviar um post com as impressões do meu automóvel, buscando fornecer o maior número de informações detalhadas possíveis.

Abraço a todos.

E o piloto automático adaptativo? É mais eficiente?

Se você é um pouco mais ligado a automóveis mais caros e sofisticados, provavelmente já deve ter se deparado com o piloto automático adaptativo na lista de equipamentos de muitos deles.

Como o próprio nome indica, trata-se de uma versão do sistema que consegue se adaptar de acordo com as condições de trânsito, promovendo acelerações e frenagens de acordo com o veículo que trafega à frente. Isso tudo com o uso de sensores instalados em diversos pontos da carroceria do seu automóvel.

O piloto automático adaptativo ajusta automaticamente à velocidade, sem a intervenção do motorista, para manter uma distância segura em relação ao veículo da frente. Caso haja um veículo mais lento, o sistema reduz a velocidade automaticamente. Já se a pista está livre e com os demais veículos trafegando numa velocidade mais alta, retorna para a velocidade definida inicialmente.

No entanto, ainda não há comprovações por parte dos fabricantes a respeito de um consumo de combustível maior ou menor com o piloto automático adaptativo em relação ao sistema convencional.

Acreditamos que não haja uma diferença significativa no consumo, até porque no piloto automático tradicional, o motorista precisará fazer os reajustes de velocidade quando necessário para evitar qualquer colisão.

Ou seja, a versão adaptativa do item apenas faz o que o condutor precisaria fazer com o sistema normal.

Entre os carros mais em conta equipados com tal item, há o Ford Fusion, Ford Ranger, Volkswagen Golf, Jeep Compass, Peugeot 3008, Volkswagen Passat, entre outros. O mais barato deles custa na faixa dos R$ 125 mil.

Como funciona o piloto automático num carro manual?

É certo que o piloto automático acaba sendo “mais inteligente” num automóvel equipado com transmissão automática. Afinal, neste caso, o câmbio troca as marchas automaticamente para manter a velocidade, sobretudo numa subida mais íngreme.

Entretanto, num veículo com câmbio manual, ao precisar fazer uma troca de marcha, o motorista precisará (obviamente) acionar o pedal de embreagem. Esta operação provavelmente irá desativar o piloto automático, obrigando o condutor a reativar e reprogramar o recurso após realizar a passagem de marcha.

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