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Zafira: história, versões, motores, consumo, equipamentos (e detalhes)

Apresentada em 1999 na Europa, a Opel Zafira tinha tudo para se tornar muito mais que uma minivan familiar.

Prevendo um grande sucesso no nosso país, logo em 2001 a Zafira foi vendida no mercado brasileiro sob a bandeira da Chevrolet. Antes de mencionarmos sua breve história no país, vamos falar dos seus dias de glória no velho continente.


Zafira: história, versões, motores, consumo, equipamentos (e detalhes)

Zafira A – 1999 – 2005

Apresentado como conceito em 1997, durante o Salão do Automóvel de Frankfurt, a Opel Zafira começou a ser produzida em janeiro de 1999 como opção familiar do Opel Astra – com o qual divide a plataforma.

Por falar no Astra, a Zafira utiliza a mesma base do Astra G – de segunda geração – o que garantiu que o modelo tivesse um bom aproveitamento interno.

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A Zafira vinha com um sistema inteligente de regulagem de bancos chamado de Flex7, que possibilitava que os bancos da terceira fileira pudessem ser dobrados e guardados para aumentar o espaço para cargas – esse sistema permitia que apenas um banco fosse dobrado ou o conjunto todo dos bancos – para melhor acomodação dos passageiros.

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Graças a seu estilo interessante, boa oferta de opcionais e bom aproveitamento de espaço interno, a Opel Zafira conquistou o terceiro lugar no aclamado prêmio European Car of the Year de 2000, onde ficou atrás apenas do Fiat Multipla – algo inexplicável graças ao seu visual polêmico – e também atrás do Toyota Yaris.

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O interior da Zafira européia era o mesmo do modelo a venda no mercado nacional. Simples e funcional, com bons materiais de acabamento e painel de instrumento completo.

Um dos destaques da Zafira era o computador de bordo completo, algo raro na época. Um ponto interessante do design do painel era a saída de ar condicionado em formato de “7”, que deixava um visual interessante dentro cabine.

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Zafira OPC, o Esportivo Azul

Apresentada no Salão de Genebra em fevereiro de 2001, a Zafira OPC foi colocada a venda no mercado europeu em outubro do mesmo ano.

Dotada de um motor 2.0 litros turbo à gasolina com 192 cavalos e 25,49 kg de torque – ela foi considerada a minivan mais rápida a venda no mercado europeu.

Fazia o 0a100 em 8,4 segundos e alcançava a máxima de 224 km/h – algo muito bom para um carro que poderia levar até sete pessoas e pesava em média 1.539 kg.

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Acompanhada de caixa manual de cinco velocidades, a Zafira OPC era oferecida num belo tom de azul e o mesmo tom poderia ser visto no interior, na forração do miolo dos bancos e detalhes em azul como a costura do couro do volante e outras peças do modelo.

A segunda geração da Zafira também recebeu a versão OPC, enquanto que nós nem o tom azulado víamos.

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Subaru Zafira?

Sim, ainda na primeira geração a Opel Zafira foi vendida no Japão como Subaru Traviq – junção de travel e quick – mas confundida também com “traffic” por conta da pronúncia.

Mas você deve estar se perguntando: como raios uma Opel Zafira foi parar no Japão? Explico. Em meados dos anos 1960 a Nissan comprou cerca de 20% da Fuji Heavy Industries – FHI – a empresa dona dos direitos da Subaru.

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A ideia era poder adquirir a expertise da marca para produzir ônibus.

Mas no final dos anos 1990, a Renault se juntou à Nissan e a mesma vendeu seus 20% para a General Motors no final de 1999.

Com a aquisição desses 20%, a General Motors poderia utilizar alguns de seus modelos para vender em mercados onde não tinham certos modelos e o mesmo poderia ser feito pela Subaru.

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Foi assim que a General Motors vendeu na Índia o Subaru Forester como Chevrolet Forester e o Impreza SW como Saab 9-2X – uma vez que a General Motors era dona ainda da Saab.

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No caso da Opel Zafira, ela era fabricada na Tailândia e vendida no mercado japonês com pequenas alterações visuais em relação ao modelo europeu.

O que mais causou polêmica na época foi uma rixa com uma rede de concessionarias que trazia diretamente da Europa o mesmo modelo, mas com emblema Opel.

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A versão produzida na Tailândia vinha mais barata e menos equipada que o modelo vindo da Alemanha.

Fora que para o mercado japonês, a Zafira / Tariq ela era grande demais para ser considerada uma “minivan compacta” e com isso ela pagava mais imposto por ser uma minivan grande para os padrões locais.

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A Subaru Traviq vinha com 3 opções de acabamento e apenas uma opção de motorização – um 2.2 litros Ecotec de 149 cavalos.

Para poder se diferenciar do modelo europeu, além da troca de logotipos a Subaru Traviq ganhava um discreto bodykit para “apimentar” mais o visual da pacata minivan.

Para 2003, a Subaru decide apostar no motor da família I que conhecemos bem – 1.8 que equipou Corsa e Meriva.

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Com apenas 115 cavalos o modelo não empolgava – nem mesmo sendo uma versão de entrada.

O modelo deixou de ser produzido em 2004, quando a Subaru apresentou o Exiga, uma minivan derivada do Legacy com todos os predicativos de um verdadeiro Subaru, com direito a motor boxer e tração integral.

Zafira B – 2005 – 2014

A segunda geração da Opel Zafira – Zafira B – começou a ser vendida no mercado europeu em julho de 2005.

Baseado na plataforma de 3ª geração do Opel Astra H, a nova Zafira ficava maior que sua antecessora e agora podia dispor de um teto solar duplo do tipo panorâmico.

O modelo chegou até a América Latina – Chile em 2007 – e na América Central – México em 2006 –  onde foi vendida como Chevrolet Zafira. Infelizmente nós ficamos com o mesmo modelo europeu lá de 1999 até meados de 2012.

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O painel de instrumentos ganhava um novo layout com a central multimídia posicionada acima dos controles de rádio e CD Player.

O volante era muito semelhante ao que era visto no Opel Astra e no Chevrolet Vectra nacional. As opções de câmbio da Zafira iam de um manual de 5 velocidades até um automático de 6 velocidades.

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No quesito motorização, por compartilhar a base com o Astra de 3ª geração os motores eram os mesmos. Tendo apenas substituído os antigos motores a diesel – 2.0 e 2.2 litros – por um motor de origem Fiat o 1.9 Multijet, que era capaz de desenvolver 120 cavalos e 22,43 kgfm de torque.

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Para as versões a gasolina, um novo 1.6 litro com potências de 105 e 115 cavalos, um motor 1.8 litro com 140 cavalos, um motor 2 litros turbo com opção de 200 ou 240 cavalos e por fim um 2.2 litros capaz de desenvolver 150 cavalos.

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Por falar no bloco 2.0 a gasolina com turbo, ele era oferecido na segunda encarnação da Opel Zafira OPC. Que agora tinha um novo bodykit, e novas rodas que deixavam o visual ainda mais invocado.

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O motor 2.0 turbo da Zafira OPC desenvolvia 240 cavalos e 32,63 quilos de torque, sempre acoplado com a transmissão manual de 5 velocidades.

Novas rodas de aro 17 e novos para choques completavam o visual bombado da minivan mais rápida da Opel.

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Em meados de 2008, a Opel realiza um discreto facelift na Zafira para deixar ela em pé de igualdade com o Astra.

Novos faróis, levemente modificados que agora contam com projetores de xenônio e um novo design no para choque frontal garantem sobrevida do modelo até 2014 quando o modelo troca de plataforma e de geração.

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Zafira C – 2011 – 2017

A terceira geração da minivan mais vendida e mais famosa da Opel agora dividia a plataforma com o Opel Astra J – de 4ª geração.

Agora chamada de Zafira Tourer, ela foi inicialmente apresentada como conceito durante o Salão do Automóvel de Genebra em 2011. O novo modelo apostava em novas dimensões e design mais anguloso.

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Suas janelas dianteiras – que ficavam na coluna A – ficaram maiores e mais amplas, melhorando muito o campo de visão do motorista e ampliando a sensação de espaço para os ocupantes.

A lateral contava com um leve vinco ascendente que dava leveza ao desenho do carro.

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Já na frente, o modelo contava com um desenho mais ousado com seus faróis em formato de bumerangue, que se estendiam até os faróis de neblina.

Alguns admiradores do modelo torceram o nariz ao ver essa solução adotada, mas isso fora corrigido no facelift de 2016.

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Já no interior, uma semelhança ainda maior com o Astra com seu desenho arrojado e elegante. Toda a parte de multimídia da Zafira agora estava em posição mais elevada e o quadro de instrumentos era o mesmo do hatch.

Um novo volante também estava ali para compor o conjunto e harmonizar com todo o restante da nova cabine.

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No quesito motorização a Zafira ganhava 3 versões de motores a gasolina – 1.4 litro turbo com 120 cavalos, 1.6 turbo com potências entre 170 e 200 cavalos e um motor 1.8 litro com opção de potência entre 115 e 140 cavalos.

Existiram também versões flexíveis e com opção a gás natural – 1.4 turbo ecoFLEX 140 cavalos e 1.6 turbo ecoFLEX com 150 cavalos.

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Para quem preferia os motores a diesel, as opções eram maiores.

Começavam com o 1.6 litro com 120 ou 130 cavalos, passando pelos 2.0 com 115, 130, 165 e 170 cavalos e uma inédita versão com bi turbo – 2.0 litros – capaz de chegar aos 192 cavalos e 40,78 kgfm de torque.

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Facelift de 2016

Um facelift foi introduzido na Opel Zafira Tourer em 2016 e vendido como modelo 2017.

Sai de cena o conjunto ótico em formato de bumerangue e entra um visual mais elegante e semelhante ao Novo Opel Astra K.

Com isso os faróis agora eram maiores e muito semelhantes ao do novo Astra, e o desenho do para choque dianteiro era mais limpo e elegante. O painel também recebe um upgrade e fica semelhante ao do hatchback.

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Novos materiais e equipamentos são ofertados nesse facelift.

A Zafira se despede do mercado europeu em 2017 quando dá lugar ao novo Opel GrandLand X, que divide a plataforma com o Peugeot 3008 – uma vez que a Opel/Vauxhall foi adquirida pelo grupo PSA em meados de 2017 – e com isso perde qualquer tipo de parentesco com os modelos ou utiliza tecnologias de origem Chevrolet.

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Chevrolet Zafira no Brasil

Bom agora voltando ao modelo vendido no mercado nacional, que se manteve praticamente intacto desde o lançamento com pequenos ajustes visuais, deixou uma grande legião de fãs desemparados – mesmo com a chegada da Spin em 2012.

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No mercado nacional, o modelo foi apresentado cerca de dois anos depois do lançamento oficial na Europa. Por aqui a Zafira foi incialmente vendida em 2001 com duas opções de motor, sendo a primeira um 2.0 de 8 válvulas com 116 cavalos e 17,3 kgf.m de torque.

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A outra versão da Zafira usava um propulsor 2.0 com 16 válvulas e 136 cavalos e 19,2 kgfm de torque.

Uma nova versão topo de linha era adicionado na gama em 2002, chamada Zafira CD.

Já para 2003, a grande novidade para o mercado nacional foi a adição da Zafira com câmbio auto de 4 velocidades para todas as versões.

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Em meados de 2004, a nossa Zafira ganhava um discretíssimo facelift, que basicamente o deixava mais parecido com nosso Astra, e mais distante da segunda geração da Opel Zafira apresentada em 2005.

A Zafira tinha por seu maior trunfo o sistema Flex7, que fazia a cabeça dos pais e mães que precisavam de uma minivan com espaço para as crianças e suas tralhas.

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A Zafira tinha opções mais em conta do que levar uma Renault Scenic ou uma Citroën Xsara Picasso – fora a confiabilidade inferior delas – e isso fez com que a minivan cativasse inúmeros compradores.

Para 2005, a Zafira recebia novas nomenclaturas – Zafira Comfort, Zafira Elegance e Zafira Elite – básica, intermediária e topo de linha.

A versão de entrada Comfort vinha com opção de caixa automática de 4 velocidades para brigar com as versões automáticas mais baratas da Citroën Xsara Picasso.

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Os antigos motores 2.0 de 8 e 16 válvulas foram substituídos pelo motor 2 litros com 8 válvulas FlexPower, que agora desenvolvia 127 cavalos com álcool e 121 cavalos com gasolina e 19,6 kg de torque quando abastecido com álcool e 18,3 kgfm de torque para gasolina.

As demais versões da Zafira passavam a contar também com a transmissão automática.

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Para o inicio de 2009, a Chevrolet faz uma pequena alteração no motor 2.0 da Zafira que agora passava a render 140 cavalos com álcool e 133 cavalos com gasolina – 19,7 e 18,9 de torque respectivamente.

Com a chegada da Nissan Livina no mercado nacional a Chevrolet começou a perder espaço no mix de vendas.

E, consequentemente, em 2012 a Chevrolet anuncia o encerramento da produção da Zafira com a versão Collection – foram 500 unidades produzidas.

A Zafira deixa a linha de produção da General Motors juntamente com a Chevrolet Meriva – derivado do Corsa C, abrindo espaço para a chegada da Chevrolet Spin – derivada do Onix/Prisma e Cobalt.

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A segunda geração do modelo europeu chegou a ser vendida no Chile e no México – onde ficou em produção até 2014.

Spin no Brasil, GrandLand X na Europa

Como dito nos parágrafos acima, a Chevrolet deixou de produzir o modelo em 2012 para dar espaço para a Spin, que tinha como objetivo ter versões para suprir quem buscava por uma minivan com a gravata dourada.

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Mesmo não tendo o mesmo carisma e soluções inteligentes de seus antecessores, a Spin tem se provado ser bem dinâmica e bem aceita – mesmo com seu design antes do facelift ser bem sem sal e sem harmonia.

Aclamado por motoristas de aplicativos e frotistas, o modelo entrega uma boa lista de opcionais, plataforma moderna e um moderno câmbio automático de 6 marchas.

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Até mesmo uma versão aventureira foi apresentada em 2014, chamada de Spin Activ – o modelo até contava com o famigerado estepe pendurado na traseira – fez bastante sucesso entre os “admiradores da minivan” e que não queriam um SUV.

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Felizmente a Spin 2019 recebeu um facelift e ficou com um visual mais agradável, com um destaque maior para a traseira, que antes era muito sem sal e totalmente sem harmonia para, bem uma traseira decente e conivente.

A versão Activ7 também se apossou desse novo visual e abandonou o estepe na traseira – Posso ouvir um “Amém”? – e deixou o visual mais equilibrado.

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Enquanto nós ficamos com uma solução caseira baseada na plataforma do Onix/Prisma – Plataforma GSV – os europeus conheceram a substituta da Zafira sob a pele do GrandLand X – que nada mais é que uma versão do Peugeot 3008.

É o segundo modelo feito em cima da plataforma PSA EMP2 que equipa o 3008 e 4008.

Como não faz mais parte do Grupo General Motors, toda a tecnologia e sistemas de câmbio e afins agora são compartilhados com os produtos da PSA.

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O primeiro modelo que foi feito pela Opel já nas mãos da PSA foi o CrossLand X que veio para substituir a Opel Meriva.

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Segundo algumas publicações e revistas especializadas, a PSA tem planos de trazer a Opel de volta para o mercado Sul-Americano e isso pode significar que os modelos como GrandLand X, Astra e Insignia possam ser vendidos aqui de forma oficial.

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Kleber Silva

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