Zafira: história, versões, motores, consumo, equipamentos (e detalhes)

Apresentada em 1999 na Europa, a Opel Zafira tinha tudo para se tornar muito mais que uma minivan familiar.

Prevendo um grande sucesso no nosso país, logo em 2001 a Zafira foi vendida no mercado brasileiro sob a bandeira da Chevrolet. Antes de mencionarmos sua breve história no país, vamos falar dos seus dias de glória no velho continente.


Zafira: história, versões, motores, consumo, equipamentos (e detalhes)

Zafira A – 1999 – 2005

Apresentado como conceito em 1997, durante o Salão do Automóvel de Frankfurt, a Opel Zafira começou a ser produzida em janeiro de 1999 como opção familiar do Opel Astra – com o qual divide a plataforma.

Por falar no Astra, a Zafira utiliza a mesma base do Astra G – de segunda geração – o que garantiu que o modelo tivesse um bom aproveitamento interno.

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A Zafira vinha com um sistema inteligente de regulagem de bancos chamado de Flex7, que possibilitava que os bancos da terceira fileira pudessem ser dobrados e guardados para aumentar o espaço para cargas – esse sistema permitia que apenas um banco fosse dobrado ou o conjunto todo dos bancos – para melhor acomodação dos passageiros.

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Graças a seu estilo interessante, boa oferta de opcionais e bom aproveitamento de espaço interno, a Opel Zafira conquistou o terceiro lugar no aclamado prêmio European Car of the Year de 2000, onde ficou atrás apenas do Fiat Multipla – algo inexplicável graças ao seu visual polêmico – e também atrás do Toyota Yaris.

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O interior da Zafira européia era o mesmo do modelo a venda no mercado nacional. Simples e funcional, com bons materiais de acabamento e painel de instrumento completo.

Um dos destaques da Zafira era o computador de bordo completo, algo raro na época. Um ponto interessante do design do painel era a saída de ar condicionado em formato de “7”, que deixava um visual interessante dentro cabine.

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Zafira OPC, o Esportivo Azul

Apresentada no Salão de Genebra em fevereiro de 2001, a Zafira OPC foi colocada a venda no mercado europeu em outubro do mesmo ano.

Dotada de um motor 2.0 litros turbo à gasolina com 192 cavalos e 25,49 kg de torque – ela foi considerada a minivan mais rápida a venda no mercado europeu.

Fazia o 0a100 em 8,4 segundos e alcançava a máxima de 224 km/h – algo muito bom para um carro que poderia levar até sete pessoas e pesava em média 1.539 kg.

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Acompanhada de caixa manual de cinco velocidades, a Zafira OPC era oferecida num belo tom de azul e o mesmo tom poderia ser visto no interior, na forração do miolo dos bancos e detalhes em azul como a costura do couro do volante e outras peças do modelo.

A segunda geração da Zafira também recebeu a versão OPC, enquanto que nós nem o tom azulado víamos.

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Subaru Zafira?

Sim, ainda na primeira geração a Opel Zafira foi vendida no Japão como Subaru Traviq – junção de travel e quick – mas confundida também com “traffic” por conta da pronúncia.

Mas você deve estar se perguntando: como raios uma Opel Zafira foi parar no Japão? Explico. Em meados dos anos 1960 a Nissan comprou cerca de 20% da Fuji Heavy Industries – FHI – a empresa dona dos direitos da Subaru.

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A ideia era poder adquirir a expertise da marca para produzir ônibus.

Mas no final dos anos 1990, a Renault se juntou à Nissan e a mesma vendeu seus 20% para a General Motors no final de 1999.

Com a aquisição desses 20%, a General Motors poderia utilizar alguns de seus modelos para vender em mercados onde não tinham certos modelos e o mesmo poderia ser feito pela Subaru.

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Foi assim que a General Motors vendeu na Índia o Subaru Forester como Chevrolet Forester e o Impreza SW como Saab 9-2X – uma vez que a General Motors era dona ainda da Saab.

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No caso da Opel Zafira, ela era fabricada na Tailândia e vendida no mercado japonês com pequenas alterações visuais em relação ao modelo europeu.

O que mais causou polêmica na época foi uma rixa com uma rede de concessionarias que trazia diretamente da Europa o mesmo modelo, mas com emblema Opel.

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A versão produzida na Tailândia vinha mais barata e menos equipada que o modelo vindo da Alemanha.

Fora que para o mercado japonês, a Zafira / Tariq ela era grande demais para ser considerada uma “minivan compacta” e com isso ela pagava mais imposto por ser uma minivan grande para os padrões locais.

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A Subaru Traviq vinha com 3 opções de acabamento e apenas uma opção de motorização – um 2.2 litros Ecotec de 149 cavalos.

Para poder se diferenciar do modelo europeu, além da troca de logotipos a Subaru Traviq ganhava um discreto bodykit para “apimentar” mais o visual da pacata minivan.

Para 2003, a Subaru decide apostar no motor da família I que conhecemos bem – 1.8 que equipou Corsa e Meriva.

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Com apenas 115 cavalos o modelo não empolgava – nem mesmo sendo uma versão de entrada.

O modelo deixou de ser produzido em 2004, quando a Subaru apresentou o Exiga, uma minivan derivada do Legacy com todos os predicativos de um verdadeiro Subaru, com direito a motor boxer e tração integral.

Zafira B – 2005 – 2014

A segunda geração da Opel Zafira – Zafira B – começou a ser vendida no mercado europeu em julho de 2005.

Baseado na plataforma de 3ª geração do Opel Astra H, a nova Zafira ficava maior que sua antecessora e agora podia dispor de um teto solar duplo do tipo panorâmico.

O modelo chegou até a América Latina – Chile em 2007 – e na América Central – México em 2006 –  onde foi vendida como Chevrolet Zafira. Infelizmente nós ficamos com o mesmo modelo europeu lá de 1999 até meados de 2012.

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O painel de instrumentos ganhava um novo layout com a central multimídia posicionada acima dos controles de rádio e CD Player.

O volante era muito semelhante ao que era visto no Opel Astra e no Chevrolet Vectra nacional. As opções de câmbio da Zafira iam de um manual de 5 velocidades até um automático de 6 velocidades.

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No quesito motorização, por compartilhar a base com o Astra de 3ª geração os motores eram os mesmos. Tendo apenas substituído os antigos motores a diesel – 2.0 e 2.2 litros – por um motor de origem Fiat o 1.9 Multijet, que era capaz de desenvolver 120 cavalos e 22,43 kgfm de torque.

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Para as versões a gasolina, um novo 1.6 litro com potências de 105 e 115 cavalos, um motor 1.8 litro com 140 cavalos, um motor 2 litros turbo com opção de 200 ou 240 cavalos e por fim um 2.2 litros capaz de desenvolver 150 cavalos.

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Por falar no bloco 2.0 a gasolina com turbo, ele era oferecido na segunda encarnação da Opel Zafira OPC. Que agora tinha um novo bodykit, e novas rodas que deixavam o visual ainda mais invocado.

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O motor 2.0 turbo da Zafira OPC desenvolvia 240 cavalos e 32,63 quilos de torque, sempre acoplado com a transmissão manual de 5 velocidades.

Novas rodas de aro 17 e novos para choques completavam o visual bombado da minivan mais rápida da Opel.

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Em meados de 2008, a Opel realiza um discreto facelift na Zafira para deixar ela em pé de igualdade com o Astra.

Novos faróis, levemente modificados que agora contam com projetores de xenônio e um novo design no para choque frontal garantem sobrevida do modelo até 2014 quando o modelo troca de plataforma e de geração.

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Zafira C – 2011 – 2017

A terceira geração da minivan mais vendida e mais famosa da Opel agora dividia a plataforma com o Opel Astra J – de 4ª geração.

Agora chamada de Zafira Tourer, ela foi inicialmente apresentada como conceito durante o Salão do Automóvel de Genebra em 2011. O novo modelo apostava em novas dimensões e design mais anguloso.

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Suas janelas dianteiras – que ficavam na coluna A – ficaram maiores e mais amplas, melhorando muito o campo de visão do motorista e ampliando a sensação de espaço para os ocupantes.

A lateral contava com um leve vinco ascendente que dava leveza ao desenho do carro.

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Já na frente, o modelo contava com um desenho mais ousado com seus faróis em formato de bumerangue, que se estendiam até os faróis de neblina.

Alguns admiradores do modelo torceram o nariz ao ver essa solução adotada, mas isso fora corrigido no facelift de 2016.

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Já no interior, uma semelhança ainda maior com o Astra com seu desenho arrojado e elegante. Toda a parte de multimídia da Zafira agora estava em posição mais elevada e o quadro de instrumentos era o mesmo do hatch.

Um novo volante também estava ali para compor o conjunto e harmonizar com todo o restante da nova cabine.

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No quesito motorização a Zafira ganhava 3 versões de motores a gasolina – 1.4 litro turbo com 120 cavalos, 1.6 turbo com potências entre 170 e 200 cavalos e um motor 1.8 litro com opção de potência entre 115 e 140 cavalos.

Existiram também versões flexíveis e com opção a gás natural – 1.4 turbo ecoFLEX 140 cavalos e 1.6 turbo ecoFLEX com 150 cavalos.

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Para quem preferia os motores a diesel, as opções eram maiores.

Começavam com o 1.6 litro com 120 ou 130 cavalos, passando pelos 2.0 com 115, 130, 165 e 170 cavalos e uma inédita versão com bi turbo – 2.0 litros – capaz de chegar aos 192 cavalos e 40,78 kgfm de torque.

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Facelift de 2016

Um facelift foi introduzido na Opel Zafira Tourer em 2016 e vendido como modelo 2017.

Sai de cena o conjunto ótico em formato de bumerangue e entra um visual mais elegante e semelhante ao Novo Opel Astra K.

Com isso os faróis agora eram maiores e muito semelhantes ao do novo Astra, e o desenho do para choque dianteiro era mais limpo e elegante. O painel também recebe um upgrade e fica semelhante ao do hatchback.

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Novos materiais e equipamentos são ofertados nesse facelift.

A Zafira se despede do mercado europeu em 2017 quando dá lugar ao novo Opel GrandLand X, que divide a plataforma com o Peugeot 3008 – uma vez que a Opel/Vauxhall foi adquirida pelo grupo PSA em meados de 2017 – e com isso perde qualquer tipo de parentesco com os modelos ou utiliza tecnologias de origem Chevrolet.

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Chevrolet Zafira no Brasil

Bom agora voltando ao modelo vendido no mercado nacional, que se manteve praticamente intacto desde o lançamento com pequenos ajustes visuais, deixou uma grande legião de fãs desemparados – mesmo com a chegada da Spin em 2012.

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No mercado nacional, o modelo foi apresentado cerca de dois anos depois do lançamento oficial na Europa. Por aqui a Zafira foi incialmente vendida em 2001 com duas opções de motor, sendo a primeira um 2.0 de 8 válvulas com 116 cavalos e 17,3 kgf.m de torque.

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A outra versão da Zafira usava um propulsor 2.0 com 16 válvulas e 136 cavalos e 19,2 kgfm de torque.

Uma nova versão topo de linha era adicionado na gama em 2002, chamada Zafira CD.

Já para 2003, a grande novidade para o mercado nacional foi a adição da Zafira com câmbio auto de 4 velocidades para todas as versões.

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Em meados de 2004, a nossa Zafira ganhava um discretíssimo facelift, que basicamente o deixava mais parecido com nosso Astra, e mais distante da segunda geração da Opel Zafira apresentada em 2005.

A Zafira tinha por seu maior trunfo o sistema Flex7, que fazia a cabeça dos pais e mães que precisavam de uma minivan com espaço para as crianças e suas tralhas.

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A Zafira tinha opções mais em conta do que levar uma Renault Scenic ou uma Citroën Xsara Picasso – fora a confiabilidade inferior delas – e isso fez com que a minivan cativasse inúmeros compradores.

Para 2005, a Zafira recebia novas nomenclaturas – Zafira Comfort, Zafira Elegance e Zafira Elite – básica, intermediária e topo de linha.

A versão de entrada Comfort vinha com opção de caixa automática de 4 velocidades para brigar com as versões automáticas mais baratas da Citroën Xsara Picasso.

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Os antigos motores 2.0 de 8 e 16 válvulas foram substituídos pelo motor 2 litros com 8 válvulas FlexPower, que agora desenvolvia 127 cavalos com álcool e 121 cavalos com gasolina e 19,6 kg de torque quando abastecido com álcool e 18,3 kgfm de torque para gasolina.

As demais versões da Zafira passavam a contar também com a transmissão automática.

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Para o inicio de 2009, a Chevrolet faz uma pequena alteração no motor 2.0 da Zafira que agora passava a render 140 cavalos com álcool e 133 cavalos com gasolina – 19,7 e 18,9 de torque respectivamente.

Com a chegada da Nissan Livina no mercado nacional a Chevrolet começou a perder espaço no mix de vendas.

E, consequentemente, em 2012 a Chevrolet anuncia o encerramento da produção da Zafira com a versão Collection – foram 500 unidades produzidas.

A Zafira deixa a linha de produção da General Motors juntamente com a Chevrolet Meriva – derivado do Corsa C, abrindo espaço para a chegada da Chevrolet Spin – derivada do Onix/Prisma e Cobalt.

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A segunda geração do modelo europeu chegou a ser vendida no Chile e no México – onde ficou em produção até 2014.

Spin no Brasil, GrandLand X na Europa

Como dito nos parágrafos acima, a Chevrolet deixou de produzir o modelo em 2012 para dar espaço para a Spin, que tinha como objetivo ter versões para suprir quem buscava por uma minivan com a gravata dourada.

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Mesmo não tendo o mesmo carisma e soluções inteligentes de seus antecessores, a Spin tem se provado ser bem dinâmica e bem aceita – mesmo com seu design antes do facelift ser bem sem sal e sem harmonia.

Aclamado por motoristas de aplicativos e frotistas, o modelo entrega uma boa lista de opcionais, plataforma moderna e um moderno câmbio automático de 6 marchas.

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Até mesmo uma versão aventureira foi apresentada em 2014, chamada de Spin Activ – o modelo até contava com o famigerado estepe pendurado na traseira – fez bastante sucesso entre os “admiradores da minivan” e que não queriam um SUV.

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Felizmente a Spin 2019 recebeu um facelift e ficou com um visual mais agradável, com um destaque maior para a traseira, que antes era muito sem sal e totalmente sem harmonia para, bem uma traseira decente e conivente.

A versão Activ7 também se apossou desse novo visual e abandonou o estepe na traseira – Posso ouvir um “Amém”? – e deixou o visual mais equilibrado.

Zafira: história, versões, motores, consumo, equipamentos (e detalhes)

Zafira: história, versões, motores, consumo, equipamentos (e detalhes)

Enquanto nós ficamos com uma solução caseira baseada na plataforma do Onix/Prisma – Plataforma GSV – os europeus conheceram a substituta da Zafira sob a pele do GrandLand X – que nada mais é que uma versão do Peugeot 3008.

É o segundo modelo feito em cima da plataforma PSA EMP2 que equipa o 3008 e 4008.

Como não faz mais parte do Grupo General Motors, toda a tecnologia e sistemas de câmbio e afins agora são compartilhados com os produtos da PSA.

Zafira: história, versões, motores, consumo, equipamentos (e detalhes)

O primeiro modelo que foi feito pela Opel já nas mãos da PSA foi o CrossLand X que veio para substituir a Opel Meriva.

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Segundo algumas publicações e revistas especializadas, a PSA tem planos de trazer a Opel de volta para o mercado Sul-Americano e isso pode significar que os modelos como GrandLand X, Astra e Insignia possam ser vendidos aqui de forma oficial.

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Kleber Silva
Kleber Silva

Kleber, 28 anos, designer e apaixonado por carros desde pequeno. Formado em design gráfico pela UNIP, ouvinte assíduo de música pop e master chef nas horas vagas.

57 comentários em “Zafira: história, versões, motores, consumo, equipamentos (e detalhes)”

  1. Sempre gostei da Zafira, ainda se vê muitas no batente aqui, quase 100% de longe vc nota o cilindro amarelo do kit gás; dificilmente vejo uma funcionando na gasolina aqui.

  2. Concordo com o NA: A Zafira é muito melhor que a Spin! Impressionante ver como a Zafira que tivemos ainda é superior em praticamente tudo à Spin. Espaço, acabamento, motor, beleza e principalmente ergonomia. Essa Spin é um remendo!

  3. Eram outros tempos. No começo dos anos 2000 as minivans eram novidade no Brasil e eram um discreto símbolo de status.

    Primeiro as minivans mataram as peruas e depois os SUVs mataram as minivans.

    • Exato! Ia comentar exatamente isso, a chamada da matéria dá a entender para quem não viveu na época, que foi tempos de bonanza e mil maravilhas. Mas o mercado mudou muito.
      Sem dúvida, o Spin é um produto simplório com seu visual polêmico mas atende ao que o mercado atual (ou o que restou dos consumidores de minivan) almeja, um carro simples e espaçoso. Como você comentou, minivan deixou de ser um símbolo de status.
      Logo a Zafira foi um projeto e de categoria superior para cativar compradores de sedãs médios, já era muito caro a época. Lembro muito bem na época um Elite completo em 2010 custava em torno de R$ 75.000. Em valores atuais de hoje, sairia pela bagatela de R$ 120.000.

      De qualquer forma bem legal revisitar esse modelo quando a Chevrolet brasileira era basicamente todos da Opel.

  4. A Zafira C infelizmente micou na Europa, não vendeu quase nada. Mesmo a Zafira B se vê mais nas ruas, ainda hoje. E não dá pra dizer que a culpa seja só dos SUVs, porque nesse meio tempo as peruas continuaram vendendo bem. A meu ver o grande problema foi que a Opel estava agonizando na última década, super desatualizada em relaçao aos concorrentes. Isso afastou muitos compradores.

    • Isso que vc falou pode servir para a Europa. Mas não para o Brasil.
      Veja os números da Fenabrave e verá que a venda das peruas no Brasil é quase nula.
      Aqui no Brasil, a queda das minivans coincide exatamente com a ascensão das SUVs.
      Quando as minivans deixaram de ser símbolos de status, começaram a morrer.

      • Sim, no Brasil as peruas morreram já nos anos 90, infelizmente. O povo no país vai muito mais pelo status do carro, do que pela utilidade em si. Até mesmo nos comentários a gente percebe aqui frequentemente, as pessoas dão um valor bem maior pro visual, do que pro conteúdo (vide a matéria sobre o novo Classe A, por exemplo).

        • Pô, não misture os conceitos de uma Zafira e uma Mercedes.

          Conteúdo, dinâmica e segurança estão presentes em muitos carros vendidos no Brasil de marcas genéricas (não Premium), tal como CM Cruze LTZ, Ford Fusion Titanium, VW Tiguan, Passar, o leque é grande e por ai vai.

          Quando subimos o degrau para cogitar um Premium (Mercedes, Audi, BMW, Jaguar, LR, Volvo, e afins), entendemos que por obrigação tudo citado acima, já está implícito no pacote, somando o prazer, luxo, beleza interna e externa, mimos e por ai vai.
          Do contrário qual o beneficio?

          Analogia, seria você ir comprar um relógio suíço caro. Já subentende-se que ele é tão bom e funcional quanto o japonês, porém ele é feito a mão, tem o luxo e a elegância para tal (não que eu aprecie isso, apenas uma analogia).

          Tudo bem que é questão de gosto, eu por exemplo não gostei da Classe A nova, e ao mesmo tempo eu sou apaixonado pela antiga.
          Mas enfim, o que faria alguém deixar de ter um Golf completo no lugar da Class A?
          Que é completíssimo tanto quanto, acelera tanto quanto, é tão seguro quanto e ainda custa 1/3 do preço para manter?
          A Class A tem que dar algo em troca, e esse algo em troca com certeza será emocional e não racional.

          []s

          • Mas aí que tá Charlis. O que vocês defendem com carro “premium” é visual, luxo, estética. Na realidade o maior diferencial dos premium é o refinamento de projeto (mecânica, construçao, dinâmica, eletrônica, etc). Já falei aqui sobre o Fusion que tive, super recheado de itens, mas que toma uma surra violenta de qualquer opção premium na implementação de tecnologias. Nesse aspecto no Brasil essas marcas são vistas muito do avesso, na minha opinião. O Classe A é basicamente um concorrente das versoes mais equipadas do Golf, só isso. Nao é carrão, nem modelo de luxo. E outra, discordo absolutamente de “um modelo que mais barato anda tão bem quanto e custa 1/3 pra manter”. Nao é verdade. Na prática todo premium se comporta melhor na pista, nem que seja por uma diferença pequena às vezes (e gritante em outras). Às vezes é por uma diferença mecânica (motor, suspensão, insonorização), às vezes por um diferencial eletrônico (o pack tecnológico do Classe A deixa tranquilamente o Golf pra trás), mas sempre tem algo que melhora sua experiência com o carro. É uma decisao racional sim, nao é pra ser puramente emocional como pregam no Brasil. Enfim, eu gostaria que as pessoas tivessem mais acesso a todos estes carros pra entenderem que existe muito mais além da beleza e status pra comparar veículos comuns e modelos premium.

            • “Nesse aspecto no Brasil essas marcas são vistas muito do avesso”.

              É justamente neste ponto que discordamos sempre, rs!
              Ai na Alemanha que você enxerga Mercedes como carro “popular”.
              Na minha percepção, Mercedes é e sempre será Premium no mundo todo.
              Apenas ai na Alemanha e em poucos países da Europa (talvez Holanda, Bélgica, Suíça, Inglaterra entre outros dos 50 países daí), Mercedes pode ser classificado como “generalista” e ao meu ver, forçando a barra.
              Pois saindo daí, SEMPRE será uma marca Premium, sempre.
              Alias, basta ver no clássico Wikipedia a definição da marca:
              “Mercedes-Benz (German: [mɛʁˈtseːdəsˌbɛnts]) is a global automobile marque and a division of the German company Daimler AG. The brand is known for luxury vehicles…”
              Enfim, isso é simples de se entender, tente alugar uma Mercedes Class C, e um Midsize qualquer nos USA, e me fale qual vai custar mais barato.
              Na sequencia, tente pesquisar sobre manter uma Class C nos USA e o mesmo Midsize qualquer, envolvendo todos os custos de compra, e manutenção, e me fale qual será o mais barato (de longe).
              É OBVIO que nos USA, que infinitamente mais fácil ter uma Mercedes, porém, ter um japonês é ainda muito mais barato e racional.
              Marca Premium sempre será mais caro para comprar e para manter, sempre.

              “Já falei aqui sobre o Fusion que tive, super recheado de itens, mas que toma uma surra violenta de qualquer opção premium na implementação de tecnologias.”

              Aqui eu concordo em partes.
              Eu tive o Fusion, e troquei ele pela 320i Activeflex “nacional”.
              A maior mudança é justamente o luxo e o prazer em dirigir, e a maior surre é na inteligência dos alemães na parte dinâmica.

              Mas tecnologicamente falando, o Fusion tinha MUITO mais itens (controle adaptativo blablablabla) que a BMW.
              E até partes da construção envolvia mais tecnologia, o Fusion assim como os VW, tinha soldagem a laser na parte do teto, e a BMW ainda tem aquelas barras pretas (aonde vai os racks de teto).

              Enfim meu amigo, apenas a minha visão.

              []s

  5. O título mais perfeito de qualquer uma das reportagens até hoje apresentadas aqui no NA.
    É inacreditável como o sucessor piorou em relação ao antecessor! O carro foi lançado há quase 20 anos e ainda assim continua mais moderna que a sucessora.
    Melhor seria a Chevrolet ter feito um facelift completo nela e adotado um conjunto propulsor mais tecnológico, pois assim teríamos mais carro que essa aberração à brasileira.
    E isso serve pra quase todos os “novos” da GM Brasil.

    • Como um outro colega comentou, eram outros tempos. Não dá para “advogar” a favor da Spin que pelo menos poderia ter vindo com um design e interior melhor inspirado porque o modelo pré-facelift foi feito muito nas coxas junto com o Cobalt. Mas é fato que cumpre a idéia de ser uma minivan simples e espaçosa.
      Enquanto o Zafira era mais ambiciosa, era um carro de categoria superior para cativar clientes dos sedãs médios pois minivan possuía status e era novidade, era o SUV da época. Citei já no comentário acima, mas lembro que o Elite na época (2010) custava uns R$75.000, isso atualizado hoje, seria mais que R$120.000. Dá para levar hoje, um C4 Picasso.

  6. Na época que trabalhava com vendedor participei do lançamento da SPIN e era impressionante a quantidade de clientes donos de Zafira procurando a loja para trocar pela SPIN e que desistiam na hora e preferiram ficar com o carro antigo mesmo rs…

    E o pior é que a gente não tinha muitos argumentos de venda para convencer o cliente e na maioria eu era sincero e dizia: Melhor ficar com a sua Zafira mesmo e cuidar muito bem dele que ainda terá um bom produto por anos rsrs

  7. Nós tivemos no Brasil 4 gerações de Astras.Nem todos com nome de Astra, mas até que fizeram sucesso. Nosso último Vectra era o Astra de 3ª geração e o primeiro Cruze nada mais era que o Astra de 4ª geração com uma casca diferente. Até o painel é igual.

  8. Pois é, houve uma época que havia GM Zafira, Renaul Scenic Citroen Xsara no mercado. Um pouco depois a NIsaan entrou na festa com a Livina, a única minivan da praça a ter motor 1.8 com câmbio automático.
    Quer dizer, havia opção para todo tipo de bolso e gosto.
    E hoje o que temos? Só a Spin mandando sozinha na faixa e as outras montadoras chupando dedo. Bem que a Renault poderia trazer a Dacia Lodgy, pelo menos haveria mais opção para frotas e taxistas.

  9. Babam tanto nesse carro (feio) com essa linha preta por toda a lateral do veículo. Nunca foi sucesso, já apanhou alguns meses da Xsara Picasso (mesmo com toda a má fama da Citroen) e da Scenic (a mais velha do grupo). Enfim, de fato deve ser um bom carro, mas sempre achei a Scenic e a Picasso muito a frente em beleza, pra quem não levava sete pessoas, eram melhores opções.

  10. o SPINHO só vende no Brasil porque alguém compra. Boicotem e essa bboossta logo vai sair de linha. Agora, se a Opel viesse com vontade de ficar pra sempre, eu ia gostar.

  11. “O modelo chegou até a América Latina – Chile em 2007 – e na América Central – México em 2006 – onde foi vendida como Chevrolet Zafira.” Tudo bem que o foco é carro, mas não precisa assassinar a geografia por causa disto. México também pertence à América Latina (conjunto de países americanos falantes de português e espanhol) e não pertence à América Central, mas sim à América do Norte, juntamente com Estados Unidos e Canadá.

  12. Que bela reportagem! Eu sei que é carro de vô, mas eu sempre considerava ter uma Zafira. Grande, mas não era exagerada como os SUV que tomaram conta do mercado. Além de espaçosa, era um carro confortável e adequado ao tamanho das cidades.

  13. se a opel vir para o brasil pelas mãos da PSA , será um belo tapa na cara da chevrolet….porem pelo que entendi nos mercados onde a chevrolet atua a opel não pode atuar ( por esse motivo a chevrolet se retirou da europa).

  14. Tenho uma Elite 2005 e recentemente passei um tempo com uma Spin LTZ 2013. Na minha opinião a Spin vence no quesito suavidade da suspensão, baixo consumo de combustível e na grande variedade dos porta-objetos, só. De resto a zafira da uma lavada em tudo. Até o jurássico cambio de 4 marchas da zafira achei mais suave e esperto do que o de 6 marchas da Spin.

  15. Vejo a imprensa reclamar tanto do estepe na trazeira dos SUVs, mas meus amigos, e alguns forums q eu participo adoram.
    Pelo jeito quem não gosta é só a imprensa mesmo… aff!!!

  16. A GM trocou a Zafira que possui um design muito bonito por essa desgraça de Spin de design questionável, sem contar a funcionalidade do interior, um retrocesso!!!

  17. Uau! Acho que poucos aqui andaram em uma Zafira depois de alguns anos…
    O carro é maravilhoso, ótimo espaço interno, bem equipada nas versões mais completas, muito elegante e robusta nas formas da carroceria, porta-malas gigantesco, ótimo torque em baixa e motor de manutenção fácil.
    Agora, quero ver alguém que teve que nunca tiveram os acabamentos plásticos do painel, de péssima qualidade, rachando todo. As saídas de ar centrais quebradas (e caras!), acabamentos plásticos dos bancos quebrando, estes entortando o encosto e com um péssimo “couro” fino e mal tingido dos bancos que esfarelavam com pouquíssimo tempo de uso.
    A alavanca de cambio absolutamente baixa na caixa manual era um caso a parte!
    Ainda tinha as peculiaridades dos freios mal dimensionados para o peso do carro, o consumo absurdo na cidade na versão automática, as sempre comuns falhas de injeção e sensor MAF dos motores Família II e as falhas dos mostradores do computador de bordo e ar digital que apagavam todo. Ah, e tem o retrovisor fotocrômico que vazava o líquido…
    Enfim, falo com conhecimento de causa, tivemos uma Elite em casa, zero quilometro e ficamos com ela por 5 anos e 78 mil quilômetros rodados.
    Não deixou saudades não.

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